{"id":7084,"date":"2014-08-10T14:00:27","date_gmt":"2014-08-10T17:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=7084"},"modified":"2014-08-10T06:38:47","modified_gmt":"2014-08-10T09:38:47","slug":"um-mago-sem-destino-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/08\/um-mago-sem-destino-10\/","title":{"rendered":"Um mago sem destino. (10)"},"content":{"rendered":"<h3><em><strong>Desfavor Convidado<\/strong> \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>.<\/em><br \/>\n<em>O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas.<\/em><\/h3>\n<h6>Desfavor Convidado: Um mago sem destino<\/h6>\n<h2>Cap\u00edtulo 4 &#8211; Cafa Samaghi Parte 3<br \/>\n<small>FINAL DE TEMPORADA<\/small><\/h2>\n<p>Com os \u00e2nimos acalmados, o velho MacFadden disse apontando para Raul:<\/p>\n<p>_Bem, antes de mais nada, precisamos trazer alguma roupa para este rapaz.<\/p>\n<p>_\u00c9 mesmo, tinha at\u00e9 esquecido que eu estava nu. &#8211; respondeu Raul, cobrindo com as m\u00e3os suas partes \u00edntimas.<!--more--><\/p>\n<p>_Rapaz, j\u00e1 estamos acostumados. Todos n\u00f3s chegamos pelados nesse mundo, n\u00e3o \u00e9 mesmo? &#8211; confortou Chester, trazendo ceroulas, uma camisa e suspens\u00f3rios que cheiravam a naftalina.<\/p>\n<p>_Est\u00e1 parecendo um velho. &#8211; comentou Paulo, ap\u00f3s Raul se vestir.<\/p>\n<p>_Ei, estas roupas s\u00e3o minhas! &#8211; reclamou Somir.<\/p>\n<p>_Somir, n\u00e3o vamos come\u00e7ar. &#8211; advertiu MacFadden, que depois se voltou para Paulo. _Voc\u00ea veio vestido, interessante.<\/p>\n<p>_Vim por outro caminho, n\u00e3o precisei passar pelos lagos e nem pela escadaria maluca. Voc\u00eas podem n\u00e3o se lembrar, mas eu j\u00e1 estive aqui antes. &#8211; respondeu Paulo.<\/p>\n<p>_Entendo. Bem, vamos fazer um circulo e tudo ser\u00e1 explicado.<\/p>\n<p>Os cinco homens se fecharam em um circulo ao centro do sal\u00e3o e MacFadden iniciou a explica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>_Nosso Universo \u00e9 dividido em diversas realidades, como voc\u00eas mesmos j\u00e1 puderam comprovar. Por\u00e9m, todas essas realidades possuem um ponto em comum que chamamos de Realidade 0.<\/p>\n<p>_Essa realidade se chama assim por influenciar e sofrer influ\u00eancias de todas as outras realidades. Realidades acima de 0 chamamos de positivas, realidades abaixo chamamos de negativas. &#8211; continuou Chester.<\/p>\n<p>_Na Realidade 0, as realidades positivas s\u00e3o consideradas como eventos paranormais, enquanto que realidades negativas s\u00e3o chamadas de pesamento criativo. &#8211; emendou Somir.<\/p>\n<p>MACFADDEN: Realidades negativas e positivas acabam interagindo de vez em quando, mas todas obrigatoriamente passam pela Realidade 0, por isso, pode-se considerar essa realidade como a mais &#8220;real&#8221; poss\u00edvel.<\/p>\n<p>CHESTER: A influ\u00eancia da Realidade 0 \u00e9 tanta que as realidade positivas acabaram se adaptando a ela, sendo assim, o que a Realidade 0 considera como sobrenatural nada mais \u00e9 do que as realidades positivas entrando em contato com ela.<\/p>\n<p>SOMIR: Fantasmas, dem\u00f4nios, alien\u00edgenas e at\u00e9 mesmo deuses fazem parte de realidades positivas e v\u00e3o se modificando conforme a evolu\u00e7\u00e3o da Realidade 0. Atualmente, a realidade positiva mais vibrante est\u00e1 em Jav\u00e9, o Deus mais sem gra\u00e7a que a Realidade 0 j\u00e1 gerou.<\/p>\n<p>MACFADDEN: Em compensa\u00e7\u00e3o, as realidades negativas s\u00e3o lapsos criativos gerados na Realidade 0 e que acabam se tornando universos imagin\u00e1rios.<\/p>\n<p>CHESTER: Na Realidade 0 esses Universos precisam ser representados de alguma maneira para ganharem for\u00e7a, normalmente s\u00e3o livros, filmes, m\u00fasicas, teatros, jogos, hist\u00f3ria em quadrinhos, etc.<\/p>\n<p>SOMIR: S\u00e3o sempre criados por um autor que acabam ganhando adeptos, que acabam criando teorias, cultos e todo tipo de an\u00e1lise maluca em cima daquela cria\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o BIG BANG! Temos mais uma realidade para nos aporrinhar.<\/p>\n<p>Os velhos ficaram em sil\u00eancio olhando para Raul, que perguntou:<\/p>\n<p>_Onde entra o Buraco Negro nisso tudo?<\/p>\n<p>_Achei que nunca fosse perguntar. &#8211; respondeu MacFadden. _ O Buraco Negro \u00e9 uma analogia para a destrui\u00e7\u00e3o dos universos negativos e positivos.<\/p>\n<p>_Os magos da Realidade 0 descobriram que podiam destruir as outras realidades, principalmente as negativas. &#8211; disse Chester.<\/p>\n<p>_Para isso, basta colocarem um fim \u00e0 realidade. Por\u00e9m, nem sempre as pessoas aceitam o fim daquela realidade e criam ap\u00f3crifos para continuar sua hist\u00f3ria. &#8211; continuou Somir.<\/p>\n<p>_Gerando assim um fluxo de energia que apelidamos de Buraco Negro, ou seja, um evento de suc\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria que destr\u00f3i um universo apenas para recri\u00e1-lo em outro lugar. &#8211; completou MacFadden. _Se bem que na Realidade 0 nem sempre isso \u00e9 bem visto e acaba gerando processos por causa de pl\u00e1gio.<\/p>\n<p>Os velhos ficaram em sil\u00eancio novamente, aguardando:<\/p>\n<p>_Em qual Universo estamos? &#8211; perguntou Raul.<\/p>\n<p>_Com certeza n\u00e3o \u00e9 a 0. &#8211; respondeu Somir, rindo.<\/p>\n<p>_Ent\u00e3o eu vou morrer? &#8211; perguntou Raul, desolado.<\/p>\n<p>_Todos n\u00f3s vamos morrer um dia, rapaz. &#8211; disse Somir, ainda rindo.<\/p>\n<p>_Somir, n\u00e3o seja insens\u00edvel. &#8211; repreendeu Chester.<\/p>\n<p>Os velhos se calaram e o c\u00edrculo se desfez, cada um indo para um canto do sal\u00e3o. Apenas Raul continuou parado no mesmo lugar e foi amparado por Paulo:<\/p>\n<p>_Cara, n\u00e3o fique assim. Eu te falei que voc\u00ea ia morrer e voc\u00ea descobriu que n\u00f3s magos somos filhos da trag\u00e9dia, mas isso n\u00e3o significa nada. Pode ser que essa hist\u00f3ria dure ainda por muitos anos, tudo depende de nosso autor&#8230;<\/p>\n<p>_Voc\u00ea n\u00e3o entende, eu n\u00e3o posso morrer. N\u00e3o antes de rever minha irm\u00e3 e me vingar de Mister Crowley por ter fodido com minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Do outro lado do sal\u00e3o, Somir arregalou os olhos:<\/p>\n<p>_Voc\u00ea disse vingan\u00e7a? Eu adoro uma vingan\u00e7a e posso te ajudar.<\/p>\n<p>_Somir, n\u00e3o. &#8211; disse Chester.<\/p>\n<p>_Fique quieto, velho bab\u00e3o, pois agora eu quero ver essa hist\u00f3ria se estender, assim como voc\u00ea fez com o hacker. Todos n\u00f3s sabemos que a hist\u00f3ria dele era pra ter parado no primeiro filme, mas n\u00e3o, voc\u00ea nos influenciou para mais duas continua\u00e7\u00f5es de merda.<\/p>\n<p>_Por isso mesmo, naquela hist\u00f3ria aprendi que tudo que tem um come\u00e7o, precisa ter um fim. Voc\u00ea tamb\u00e9m deveria ter aprendido, j\u00e1 que o final da ilha maluca foi culpa sua.<\/p>\n<p>_N\u00e3o coloque a ilha nessa discuss\u00e3o, eu era jovem e inconsequente quando coloquei aquela hist\u00f3ria em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>_Inconsequ\u00eancia \u00e9 mostrar todos mortos no final e deixar um monte de perguntas sem respostas.<\/p>\n<p>_Coisa que voc\u00ea tamb\u00e9m fez na hist\u00f3ria do hacker.<\/p>\n<p>_Isso n\u00e3o vez ao caso&#8230;<\/p>\n<p>Velho MacFadden se aproximou de Paulo e Raul, dizendo:<\/p>\n<p>_Segurem as minhas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Raul segurou uma m\u00e3o, Paulo segurou a outra e em quest\u00e3o de segundos os tr\u00eas sumiram.<\/p>\n<p>_Ei, eles nos deixaram aqui. &#8211; disse Chester, surpreso.<\/p>\n<p>_A culpa \u00e9 sua. &#8211; respondeu Somir.<\/p>\n<p>Enquanto Chester e Somir continuavam discutindo, Raul, Paulo e MacFadden se materializavam em algum lugar do Universo. Faltavam palavras na cabe\u00e7a de Raul para descrever o que via, j\u00e1 que diversas miniaturas de gal\u00e1xias giravam ao redor de um pequeno ponto luminoso:<\/p>\n<p>_Cafa Samaghi. &#8211; disse o velho MacFadden.<\/p>\n<p>_Como? &#8211; perguntou Raul.<\/p>\n<p>_Essa \u00e9 a palavra que est\u00e1 procurando: Cafa Samaghi.<\/p>\n<p>_ E o que significa?<\/p>\n<p>_Na verdade \u00e9 um erro de tradu\u00e7\u00e3o para Savikalpa sam\u0101dhi e significa que voc\u00ea v\u00ea coisas conforme seus olhos, enquanto experimenta emocionalmente e visceralmente, como um \u00eaxtase um senso total de uni\u00e3o e unicidade. \u00c9 tamb\u00e9m o \u00faltimo est\u00e1gio da Ioga.<\/p>\n<p>Raul olhou para aqueles bilhares de planetinhas e se sentiu como um Deus, imaginando cada sonho, cada decep\u00e7\u00e3o, cada milagre e cada desgra\u00e7a que estariam ocorrendo em cada um deles.<\/p>\n<p>_Se voc\u00eas querem derrotar Mister Crowley nesta realidade, ter\u00e3o que se fortalecer e h\u00e1 apenas uma maneira de se conseguir isso: indo para realidades mais negativas do que esta.<\/p>\n<p>_E o que devemos fazer ent\u00e3o? &#8211; perguntou Raul.<\/p>\n<p>_Em cada uma dessas realidade voc\u00eas v\u00e3o viver a saga do her\u00f3i e ir\u00e3o conquistar armas m\u00e1gicas para vencer seus inimigos.<\/p>\n<p>_Armas m\u00e1gicas?<\/p>\n<p>_Sim, s\u00e3o cinco no total. O Pant\u00e1culo \u00e9 um objeto de valor que pode ser qualquer coisa de valor, como uma moeda ou um anel. O Bast\u00e3o, que pode ser uma bengala ou uma varinha. A ta\u00e7a, que pode ser uma vasilha, um copo ou qualquer recipiente em que se possa beber. Uma adaga, que pode ser tamb\u00e9m uma espada ou um sabre. E finalmente o grim\u00f3rio, que pode ser um manual, um di\u00e1rio ou um guia utilizado pelo mago. Com essas armas em m\u00e3os, voc\u00eas ter\u00e3o poder suficiente para vencer Msiter Crowley, mesmo que ele esteja em seu terreno de poder.<\/p>\n<p>Raul continuou olhando par as gal\u00e1xias e perguntou:<\/p>\n<p>_Mas isso salvaria a nossa realidade da aniquila\u00e7\u00e3o total?<\/p>\n<p>_Nenhuma realidade negativa sobrevive por muito tempo, j\u00e1 que a maioria acaba sendo esquecida pelo tempo. Mesmo que sua realidade sobreviva, em pouco tempo ela sofreria influ\u00eancias de pessoas na Realidade 0. Isso, inclusive, j\u00e1 aconteceu na realidade de voc\u00eas.<\/p>\n<p>_Como? &#8211; perguntou Paulo.<\/p>\n<p>_Algumas pessoas de sua realidade s\u00e3o, na verdade, c\u00f3pias de pessoas que existem na Realidade 0. Inclusive voc\u00ea Raul, que na Realidade 0 era um roqueiro famoso, ou voc\u00ea Paulo, que era o melhor amigo dele naquela realidade.<\/p>\n<p>Raul soltou a m\u00e3o de MacFadden e caiu com um baque no ch\u00e3o do sal\u00e3o em que estavam Chester e Somir.<\/p>\n<p>_E ent\u00e3o rapaz, caiu na &#8220;real&#8221;? &#8211; perguntou Somir.<\/p>\n<p>Raul se levantou esfregando a parte dolorida no c\u00f3ccix e respondeu:<\/p>\n<p>_Sim e vou aceitar o desafio.<\/p>\n<p>Com aterrissagem bem mais tranquila, MacFadden e Paulo se materializaram na sala.<\/p>\n<p>_\u00c9 assim que se fala, rapaz. &#8211; disse Somir, jogando um objeto para Raul. Era um livro, mas estava em branco. _Se quiser ir junto, sugiro que tamb\u00e9m segure o livro. &#8211; falou, indicando Paulo com a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Assim que Paulo segurou o livro, os tr\u00eas velhos se colocaram ao redor dos dois, formando um tri\u00e2ngulo imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>_Assim que conseguirem a arma e destru\u00edrem o mal desta realidade negativa, voc\u00eas ir\u00e3o voltar para este sal\u00e3o e prosseguir\u00e3o para a pr\u00f3xima realidade, entendido? &#8211; perguntou MacFadden.<\/p>\n<p>_Sim. &#8211; responderam juntos os dois jovens que seguravam o livro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o os tr\u00eas velhos come\u00e7aram a crescer, a ficarem gigantes e seus olhos brilhavam. O ambiente foi tomado pela luz e voltou ao normal, mas Paulo e Raul j\u00e1 n\u00e3o estavam mais ali.<\/p>\n<p>_Deu certo. &#8211; disse Chester.<\/p>\n<p>_Claro que deu certo, sempre d\u00e1 certo. &#8211; respondeu Somir. _S\u00f3 espero que eles n\u00e3o caiam na vers\u00e3o filme desta obra, j\u00e1 que o ator principal mais parece um beb\u00ea chor\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto isso&#8230;<\/p>\n<p>Quando Raul acordou, ele se sentia estranho, como se fosse outra pessoa. Olhou ao redor e percebeu que estava no meio de uma floresta, rodeado por pessoas que n\u00e3o conhecia. Uma dessas pessoas se aproximou e disse:<\/p>\n<p>_Ainda bem que acordou, eu estava me sentindo meio perdido aqui.<\/p>\n<p>_Paulo? &#8211; perguntou Raul, ainda desnorteado.<\/p>\n<p>_Eu mesmo, mas aqui eles me chamam por outro nome. Al\u00e9m disso, n\u00e3o entendo uma palavra do que eles dizem, mas tenho certeza que tudo est\u00e1 relacionado a um anel ou algo que o valha.<\/p>\n<p>Os outros homens perceberam que ele havia acordado e se aproximaram. O mais velho deles, um homem vestido com farrapos cinza e andando com o apoio de uma bengala, se adiantou dizendo:<\/p>\n<p>_Agora que voc\u00eas est\u00e3o aqui, n\u00e3o ter\u00e1 mais volta. Voc\u00eas vir\u00e3o comigo at\u00e9 reencontrarmos o portador do anel.<\/p>\n<p>Outro homem, t\u00e3o velho quanto o primeiro, mas de aspecto bem mais jovem, perguntou:<\/p>\n<p>_Gandalf, tem certeza que s\u00e3o eles?<\/p>\n<p>_Tenho sim Elrond, esses dois vieram de um lugar muito distante e v\u00e3o nos ajudar contra as amea\u00e7as malignas que enfrentamos aqui.<\/p>\n<p>_Se voc\u00ea diz, n\u00f3s apoiamos. N\u00e3o queremos cometer mais erros, ent\u00e3o vamos colocar esses dois hobbits sob nosso cuidado.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o Elrond fez uma rever\u00eancia para Raul e depois colocou-o em um pequeno cavalo, depois fez o mesmo com Paulo. Foi quando Raul percebeu que era menor do que costumava ser e quase teve um surto ao ver que seu p\u00e9 estava peludo.<\/p>\n<p>_Paulo, o que aconteceu com a gente? Aonde n\u00f3s estamos? Que anel \u00e9 esse? E que diabos s\u00e3o hobbits?<\/p>\n<p><em>Fim da 1\u00aa Temporada<\/em><\/p>\n<h4>Chester Chenson<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desfavor Convidado \u00e9 a coluna onde os impopulares ganham voz aqui na Rep\u00fablica Impopular. Se voc\u00ea quiser tamb\u00e9m ter seu texto publicado por aqui, basta enviar para <a href=\"mailto:desfavor@desfavor.com\">desfavor@desfavor.com<\/a>. O Somir se reserva ao direito de implicar com os textos e n\u00e3o public\u00e1-los. Sally promete interceder por voc\u00eas. 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