{"id":7648,"date":"2014-12-19T06:00:36","date_gmt":"2014-12-19T08:00:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=7648"},"modified":"2014-12-19T02:38:10","modified_gmt":"2014-12-19T04:38:10","slug":"ninfomundo-parte-1-de-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2014\/12\/ninfomundo-parte-1-de-2\/","title":{"rendered":"Ninfomundo &#8211; Parte 1 de 2."},"content":{"rendered":"<p>Para quem quer que esteja lendo, meu nome \u00e9 Carlos Eduardo Antunes e este \u00e9 o meu relato. N\u00e3o sou um escritor nem nada, ent\u00e3o espero que perdoem o texto pobre. Estou dentro de uma casa abandonada aproveitando os \u00faltimos raios de sol que passam pela janela. L\u00e1 fora eu ou\u00e7o uivos e gemidos de algumas milhares de pessoas entregues a mais uma orgia p\u00fablica.<!--more--><\/p>\n<p>Bom, n\u00e3o sei se um historiador ou algo do tipo vai ter a chance de ler isso, mas acho melhor come\u00e7ar do come\u00e7o. Demorou para percebermos. Eu mesmo estava num bar com alguns amigos quando os primeiros sinais surgiram na minha cidade. Era uma sexta-feira, mais uma noite azarada com as mulheres. N\u00e3o que eu seja de jogar fora, mas nunca fui do tipo conquistador. Meus amigos estavam se dando bem melhor.<\/p>\n<p>Lembro vagamente de alguns boletins de not\u00edcia de tumultos na cidade, mas a TV local sempre voltava para algum canal musical. E francamente, eu estava mais interessado numa bela loira que ria com as amigas numa mesa pr\u00f3xima. Ela usava um vestido muito justo, com os seios quase saltando para fora. Claro, n\u00e3o era s\u00f3 eu que estava de olho nela, de cinco em cinco minutos algum homem debru\u00e7ava-se sobre a mesa delas para tentar sua sorte.<\/p>\n<p>Mas ela n\u00e3o dava trela para nenhum deles. Quando meu \u00faltimo amigo saiu da mesa acompanhado de uma mulher, enchi-me da coragem que s\u00f3 aqueles que n\u00e3o tem nada a perder conseguem ter. O n\u00e3o eu j\u00e1 tenho, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Levantei-me e segui confiante. Foi quando aconteceu: um homem visivelmente b\u00eabado aproximou-se dela antes que eu pudesse chegar. Pior: ele tascou um beijo na mo\u00e7a. Ela reagiu mal, dando um barulhento tapa na cara dele.<\/p>\n<p>O homem n\u00e3o desistiu. Colocou a m\u00e3o dentro do decote dela! Ela berrou e foi prontamente acudida pelos seguran\u00e7as. Enquanto o via ser arrastado aos berros para fora do bar, aproximei-me da mesa. Ela ainda estava com uma cara de poucos amigos, as amigas ao redor idem. Perguntei se estava tudo bem. Fui mandado para aquele lugar por uma das amigas&#8230; que logo me empurrou para longe.<\/p>\n<p>Disse que s\u00f3 estava preocupado. Ouvi mais ofensas. Pensando bem, n\u00e3o era uma boa hora para me aproximar delas. Mas, o que eu n\u00e3o sabia era o que aquele b\u00eabado abusado carregava consigo. A bela loira come\u00e7ou a mudar de express\u00e3o. Um sorriso claramente malicioso tomou conta de sua face. Ela se levantou e se aproximou de mim. Ainda confuso, tentei me desculpar mais uma vez.<\/p>\n<p>Ela me beijou. Ali mesmo. E n\u00e3o foi um primeiro beijo tradicional. Sua l\u00edngua procurava a minha com uma intensidade que at\u00e9 me deixou sem rea\u00e7\u00e3o. Ela grudou o corpo ao meu, segurando-me com toda a for\u00e7a que tinha. A situa\u00e7\u00e3o finalmente ficou clara para mim: era meu dia de sorte, no final das contas. N\u00e3o me fiz de rogado e respondi seu \u00edmpeto.<\/p>\n<p>Quando eu tentei separar minha boca da dela para convid\u00e1-la para sair, ela prontamente me calou novamente com seus beijos. Suas m\u00e3os j\u00e1 estavam desfazendo meu cinto! Confesso que tanta vol\u00fapia estava me deixando mais assustado do que excitado, e digamos que eu n\u00e3o pude mostrar&#8230; o melhor de mim&#8230; quando ela num movimento s\u00f3 abaixou minhas cal\u00e7as e minha cueca.<\/p>\n<p>Ela j\u00e1 estava ajoelhada na minha frente quando os seguran\u00e7as vieram para nos convidar a nos retirar. Eu juro que ela rosnou para um deles, segurando meu membro em suas m\u00e3os como se fosse um c\u00e3o esfomeado defendendo sua refei\u00e7\u00e3o. Com o uso de uma consider\u00e1vel for\u00e7a, os seguran\u00e7as foram capazes de nos retirar dali. Fui levado primeiro por resistir menos.<\/p>\n<p>Assim que sa\u00ed, vi ela sendo empurrada para fora. N\u00e3o tinha trocado uma palavra com ela at\u00e9 aquele momento&#8230; Ela tentou agarrar o seguran\u00e7a, na hora acreditei ser ainda um surto de raiva. Corri at\u00e9 ela e a imobilizei por tr\u00e1s. Ela se derreteu. Virou-se para mim e tascou-me mais um daqueles beijos desesperados. Com alguma dificuldade, carreguei-a at\u00e9 o estacionamento ao lado e finalmente pude deix\u00e1-la dar vaz\u00e3o a tudo o que queria fazer.<\/p>\n<p>E como fez! De longe o melhor sexo da minha vida. No ch\u00e3o duro e molhado pela chuva, roupas rasgadas e raspando a cabe\u00e7a num dos pneus de um carro estacionado ali. Mesmo assim, incompar\u00e1vel. Nunca havia me sentido t\u00e3o desejado por qualquer mulher na minha vida! Ela acabou com todas minhas energias, acabei pegando no sono por l\u00e1 mesmo.<\/p>\n<p>Algumas horas mais tarde, me refiz. O sol come\u00e7ava a nascer. Infelizmente &#8211; ou felizmente agora que eu sei o que aconteceu &#8211; nem sinal dela. Minto, sua calcinha estava arremessada ao ch\u00e3o. Peguei-a como um souvenir, acreditando que ela havia deixado ali para mim. Como n\u00e3o morava muito longe do bar, tinha vindo a p\u00e9. Levantei-me, arrumei minhas roupas e segui rua abaixo.<\/p>\n<p>Logo nos primeiros metros da minha caminhada, presenciei outro casal fazendo sexo dentro de um carro. Janelas abertas e gemidos altos o suficiente para acreditar que n\u00e3o ligavam nem um pouco de ter plateia. Observei um pouco, admito. Segui o meu caminho, e h\u00e1 uns dois quarteir\u00f5es de minha casa, vi mais um casal numa exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica e expl\u00edcita! Os dois estavam se agarrando, completamente nus, numa pequena pra\u00e7a. Apenas ri da indiscri\u00e7\u00e3o e completei meu caminho.<\/p>\n<p>Em casa, decidi descansar um pouco, minhas costas estavam me matando. S\u00f3 acordei no come\u00e7o da tarde, com o som de sirenes nas ruas. Fui at\u00e9 a janela e vi v\u00e1rios carros de pol\u00edcia atravessando a avenida do meu apartamento em dire\u00e7\u00e3o ao centro da cidade. Liguei a TV para acompanhar se algo estava sendo noticiado.<\/p>\n<p>Caos. Centenas de pessoas nuas faziam sexo ao ar livre numa grande pra\u00e7a central da cidade. Imaginei ser um protesto maluco, ou at\u00e9 mesmo uma dessas coisas que se combina pela internet. Mas era maior, era muito maior do que isso. As c\u00e2meras da TV mostravam uma imagem quase que totalmente borrada da montoeira de pessoas nuas correndo por todos os lados. Senti que algo estava estranho quando os policiais que tentavam separar a imensa orgia come\u00e7avam a se despir e se unir ao grupo. Pouco tempo depois, uma das rep\u00f3rteres que estava ao vivo foi agarrada por um dos pelad\u00f5es. A imagem sumiu logo depois, voltando para um \u00e2ncora estupefato.<\/p>\n<p>Algum especialista &#8211; seja l\u00e1 que especialista responde por orgias p\u00fablicas &#8211; tentava explicar o acontecido sugerindo desde ferom\u00f4nios sexuais fora de controle at\u00e9 mesmo hipnose coletiva. Menos de quinze minutos depois, j\u00e1 n\u00e3o havia nenhuma c\u00e2mera funcionando no local. Como n\u00e3o parecia violento e n\u00e3o estava muito longe, decidi ir ver ao vivo.<\/p>\n<p>Assim que o elevador se abriu para mim, escutei gritos no corredor. Uma menina n\u00e3o muito mais velha que seus dez anos de idade chorava desesperada, correndo de um homem nu. Agarrei-a sem pestanejar e a coloquei para dentro do elevador. A porta se fechou a tempo de nos livrar do tarado. Perguntei a ela o que estava acontecendo, e ela me disse que seu padrasto apareceu nu em sua frente e tentou agarr\u00e1-la.<\/p>\n<p>Ela havia escapado dele. Estava apenas esperando o elevador chegar para ligar para a pol\u00edcia do sagu\u00e3o. Mas antes mesmo da porta se abrir, ela j\u00e1 estava abra\u00e7ada a mim. Seu olhar havia mudado de p\u00e2nico para algo mais terno. Seja l\u00e1 o que aconteceu, atinge crian\u00e7as de uma forma diferente&#8230; elas ficam carentes e extremamente obedientes. Acho que tem a ver com necessidade de aprova\u00e7\u00e3o. Talvez tudo isso tenha a ver com necessidade de aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas c\u00e1 estou eu saindo do tema. A menina, chamada Paula, agarrou minha perna e ficou parada ali do meu lado com o rosto afundado em minha barriga. Na hora achei que era medo. Liguei para a pol\u00edcia, todas os atendentes ocupados. Esperei por alguns minutos, segurando o elevador l\u00e1 embaixo para evitar que o maluco descesse. A linha caiu. A garota me disse que sua m\u00e3e estava trabalhando perto do centro. Decidi que era melhor lev\u00e1-la at\u00e9 a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Assim que passei pela porta frontal do edif\u00edcio, que por sinal j\u00e1 estava sem nenhum dos seus porteiros, escutei um grito masculino vindo da escada. O tarado havia descido doze andares e come\u00e7ava a correr em nossa dire\u00e7\u00e3o. Paula me apertou, amedrontada. Fechei a porta, prendendo-o para dentro. Ele continuava nu, berrando obscenidades e baforando de forma man\u00edaca no vidro. Estranhei que ele n\u00e3o tenha tentado ir at\u00e9 o painel do porteiro para abrir a porta, mas aproveitei a oportunidade.<\/p>\n<p>Pelo nome da empresa, eu soube me posicionar sobre o local onde a m\u00e3e da menina estava. Tinha que passar pr\u00f3ximo da pra\u00e7a central. Pesei os pr\u00f3s e os contras de levar uma crian\u00e7a para perto daquilo tudo, mas n\u00e3o podia ficar com a menina o dia todo, ainda mais sem ter para onde ir. A rua estava relativamente vazia, diferentemente do habitual. Apenas alguns carros passavam, e pessoas quase n\u00e3o se via.<\/p>\n<p>Paula se prendia a mim como um filhote assustado. Respondia a todas minhas perguntas da melhor forma que podia, mas parecia alheia ao mundo. Era como se s\u00f3 eu existisse. Tamb\u00e9m creditei isso ao trauma de ter sido quase abusada pelo padrasto. Estava me sentindo um her\u00f3i naquele momento.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o s\u00f3 aumentou quando avistamos um grupo de quatro homens se agarrando numa esquina. Eles come\u00e7aram a se despir ali mesmo. Tive que tapar os olhos da menina e tentei atravessar para o outro lado da rua. Eles nos perceberam. Os quatro dispararam em nossa dire\u00e7\u00e3o. Por sorte um deles estava com as cal\u00e7as arriadas e levou um trope\u00e7\u00e3o logo no come\u00e7o. Tentei acelerar o passo com ela, mas logo percebi que precisava carreg\u00e1-la. L\u00e1 estava eu com uma menina de dez anos no colo, correndo desesperadamente de homens nus gritando o que pretendiam fazer com ela. E comigo. De nada adiantou berrar socorro e pol\u00edcia no caminho.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se foi a adrenalina ou se eles se distra\u00edram com alguma outra coisa, mas conseguir despist\u00e1-los poucos minutos depois. Esbaforido, tentei acalmar a menina. Desnecess\u00e1rio, ela me disse que n\u00e3o estava com medo porque eu estava l\u00e1 para proteg\u00ea-la. Quanto mais eu penso na forma como isso afeta as crian\u00e7as, mais triste eu fico. Eu acordo todas as noites com pesadelos das coisas que eu vi&#8230;<\/p>\n<p>As ruas pr\u00f3ximas de onde mor\u00e1vamos eram mais residenciais, quando chegamos na parte mais comercial, foi surreal ver todas as lojas abertas e vazias. V\u00e1rios carros parados em plena rua, portas abertas e chaves no contato. \u00c0s vezes v\u00edamos casais se agarrando dentro de alguns deles, mas logo percebi que na companhia do parceiro desejado, eles n\u00e3o prestam aten\u00e7\u00e3o nos arredores. \u00c0 dist\u00e2ncia eu podia ver a pra\u00e7a central, v\u00e1rias pessoas andando em dire\u00e7\u00e3o dela e uma mancha humana de sexo ao ar livre.<\/p>\n<p>Pedi para Paula fechar os olhos e fui guiando-a por ruas paralelas. A sede da empresa onde sua m\u00e3e trabalhava ficava do outro lado da pra\u00e7a, ter\u00edamos que dar uma grande volta para evitar o aglomerado de pessoas. O problema \u00e9 que est\u00e1vamos encurralados. Aqueles homens finalmente nos encontraram. Para nossa sorte, nesse estado eles sempre fazem muito barulho e n\u00e3o controlam suas profanidades. Aos berros, eles anunciaram sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o teria capacidade de enfrent\u00e1-los: quatro contra um. Decidi arriscar e entrar numa galeria de lojas que sabia sair numa rua paralela e normalmente mais deserta. Empurrei-a na frente e pedi para que corresse o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Sem pestanejar, ela me obedeceu. Fiquei um pouco para tr\u00e1s e empurrei algumas bancas que ficavam nos corredores da galeria para fechar o caminho. Paula logo desapareceu da minha vista.<\/p>\n<p>Pude ouvir os homens tentando derrubar as barracas enquanto apressava o passo para alcan\u00e7ar a menina. Eles ficam muito burros nesse estado. Podiam escal\u00e1-las ou mesmo retir\u00e1-las, mas batiam seus corpos nas estruturas met\u00e1licas como animais irracionais. Sorri ao ver que meu plano deu certo.<\/p>\n<p>At\u00e9 escutar o grito de Paula.<\/p>\n<p>FINALIZA NA PARTE 2<\/p>\n<h3>Para dizer que tudo isso \u00e9 uma putaria, para dizer que esse seria um \u00f3timo filme que nunca pode ser filmado, ou mesmo para me mandar para um tratamento: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem quer que esteja lendo, meu nome \u00e9 Carlos Eduardo Antunes e este \u00e9 o meu relato. N\u00e3o sou um escritor nem nada, ent\u00e3o espero que perdoem o texto pobre. Estou dentro de uma casa abandonada aproveitando os \u00faltimos raios de sol que passam pela janela. 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