{"id":8201,"date":"2015-04-20T06:00:12","date_gmt":"2015-04-20T09:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=8201"},"modified":"2025-11-26T16:07:53","modified_gmt":"2025-11-26T19:07:53","slug":"o-dilema-do-trem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2015\/04\/o-dilema-do-trem\/","title":{"rendered":"O dilema do trem."},"content":{"rendered":"<p>Esse \u00e9 famoso, mas n\u00e3o custa repetir: voc\u00ea se encontra \u00e0s margens de um trilho onde um trem desgovernado vai atropelar cinco pessoas amarradas aos trilhos. \u00c0 sua frente, uma alavanca que muda o trem de dire\u00e7\u00e3o e o coloca em outro trilho onde uma pessoa est\u00e1 amarrada. \u00c9 imposs\u00edvel desamarrar as cinco pessoas a tempo.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: Voc\u00ea puxa a alavanca?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"somir\">SOMIR<\/h4>\n<p>Sim. Poucas coisas s\u00e3o mais b\u00e1sicas e confi\u00e1veis que a matem\u00e1tica. Um \u00e9 menos do que cinco. Se uma a\u00e7\u00e3o reduz a quantidade de v\u00edtimas de um acidente inescap\u00e1vel, essa \u00e9 a a\u00e7\u00e3o mais l\u00f3gica. Claro, l\u00f3gica a partir de um conjunto de ideias e conceitos resultantes da evolu\u00e7\u00e3o humana em estruturas sociais como as que temos. N\u00e3o puxar a alavanca \u00e9 renegar tudo o que nos trouxe at\u00e9 aqui. E por mais que misantropia possa ser &#8220;charmosa&#8221; para alguns p\u00fablicos, n\u00e3o deixa de ser um tiro no p\u00e9.<\/p>\n<p>At\u00e9 um animal irracional \u00e9 capaz de entender o conceito de quantidade, n\u00e3o com o refinamento da mente humana, mas com certeza a gazela vai tentar correr para o lado onde enxerga menos le\u00f5es&#8230; a matem\u00e1tica das quantidades vai t\u00e3o fundo que mesmo elementos inanimados reagem \u00e0s concentra\u00e7\u00f5es diferentes no ambiente. \u00c9 natural fazer escolhas dessa ordem, at\u00e9 por isso a tend\u00eancia \u00e9 que eu tenha o maior suporte m\u00e9dio na minha escolha em qualquer grupo quantific\u00e1vel de seres humanos.<\/p>\n<p>Puxar a alavanca faz mais parte da ordem natural das coisas que n\u00e3o puxar. Os detratores desse ponto de vista normalmente acreditam que est\u00e3o isentos de culpa se n\u00e3o interferirem na situa\u00e7\u00e3o, o que passa longe de ser a verdade: a decis\u00e3o consciente de n\u00e3o puxar a alavanca viola a l\u00f3gica matem\u00e1tica do universo. \u00c9 muito mais racionalizada (porque &#8220;racional&#8221; \u00e9 uma palavra forte para ela &#8211; mais sobre isso depois) porque presume a compreens\u00e3o da evid\u00eancia da possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de danos e mesmo assim exerce uma for\u00e7a no sentido contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o puxa a alavanca toma uma decis\u00e3o fria e calculista de matar cinco pessoas ao inv\u00e9s de uma. Quem puxa toma a decis\u00e3o (menos fria e calculista, admito) de salvar cinco pessoas. Matar as cinco pessoas \u00e9 subverter a id\u00e9ia de manuten\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e se colocar conscientemente fora do processo evolutivo. Usar essa mentalidade para desenvolver tecnologias que afastam o ser humano da evolu\u00e7\u00e3o org\u00e2nica \u00e9 uma coisa, us\u00e1-la para decidir a extin\u00e7\u00e3o da vida de membros da sua esp\u00e9cie beira \u00e0 psicopatia. Uma perigosa aliena\u00e7\u00e3o de prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>A ina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o m\u00e9todo natural do universo. At\u00e9 porque o objetivo final da entropia \u00e9 eliminar a pr\u00f3pria exist\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o e significado. A realidade s\u00f3 existe atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o. Acabou a a\u00e7\u00e3o, acabou o universo! Puxar a alavanca \u00e9 fazer parte do movimento cont\u00ednuo da exist\u00eancia, n\u00e3o tem nada a ver com ego ou desejos de poder. Um animal social tende a proteger seus iguais. E como somos capazes de compreender a a\u00e7\u00e3o e suas implica\u00e7\u00f5es, puxar a alavanca \u00e9 s\u00f3 mais um exemplo desse comportamento.<\/p>\n<p>E para ser sincero, eu entendo como uma pessoa pode chegar na conclus\u00e3o contr\u00e1ria. N\u00e3o me \u00e9 alien\u00edgena e incompreens\u00edvel, n\u00e3o estou diante de uma vis\u00e3o muito mais complexa das coisas: \u00e9 s\u00f3 uma pessoa gastando muita energia cerebral para chegar a uma conclus\u00e3o err\u00f4nea. O ponto de vista da Sally pode parecer mais filos\u00f3fico e profundo, mas ainda sim seu argumento \u00e9 uma baranga com belas roupas. Se a base est\u00e1 podre, n\u00e3o adianta enfeitar.<\/p>\n<p>N\u00e3o puxar a alavanca \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o consciente com piores resultados matem\u00e1ticos. &#8220;Voc\u00ea quer ganhar um centavo ou mil reais?&#8221;. A pessoa pode dar argumentos lindos sobre humildade para defender a escolha do centavo, mas continua sendo uma decis\u00e3o com mais cara de surto emocional do que l\u00f3gica. A partir do momento em que voc\u00ea se encontra diante da alavanca e tem a possibilidade de alterar o resultado da cena, tudo o que voc\u00ea fizer \u00e9 interven\u00e7\u00e3o. E se j\u00e1 interveio, qual o melhor resultado que voc\u00ea pode alcan\u00e7ar? Matar uma pessoa ao inv\u00e9s de matar cinco.<\/p>\n<p>Sei que pode ser meio \u00f3bvio, mas n\u00e3o custa explicar: as seis pessoas amarradas ao trilho s\u00e3o completas estranhas para voc\u00ea e n\u00e3o h\u00e1 forma simples de identificar medidas alternativas de import\u00e2ncia. Pelo menos n\u00e3o antes do trem matar algu\u00e9m. \u00c9 muito comum usarem argumentos emocionais e colocarem pessoas conhecidas e queridas no lugar do um que morre se a alavanca for puxada, mas isso \u00e9 modificar o dilema. E mesmo que quem te fa\u00e7a essa proposi\u00e7\u00e3o sentimentalista n\u00e3o perceba como est\u00e1 simplesmente inventando outra quest\u00e3o (o que \u00e9 um tipo de fal\u00e1cia), ainda est\u00e1 apelando para uma decis\u00e3o emocional por n\u00e3o ter argumentos s\u00f3lidos (tamb\u00e9m uma fal\u00e1cia).<\/p>\n<p>Se fossem cinco estranhos num trilho e a Sally em outro, eu n\u00e3o puxaria a alavanca, por exemplo. Mas espero que voc\u00eas percebam que toda a estrutura do problema mudou radicalmente. \u00c9 outra pergunta! O dilema S\u00d3 funciona se todos forem estranhos e indiferenci\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mais uma coisa: e se eu tivesse que empurrar um estranho no trilho para salvar cinco pessoas? Bom, a\u00ed eu n\u00e3o empurraria. Isso seria impor um sacrif\u00edcio para outra pessoa que eu tamb\u00e9m poderia fazer. No dilema do trem original, eu n\u00e3o posso tomar o lugar da pessoa solit\u00e1ria no trilho nem se quisesse, pois se puxar a alavanca n\u00e3o sobra tempo para solt\u00e1-la. E se n\u00e3o puxar, o trem me mataria e mais as cinco pessoas (pior resultado matem\u00e1tico poss\u00edvel!). N\u00e3o estou dizendo que eu me mataria para salvar estranhos, s\u00f3 estou dizendo que eu n\u00e3o faria a escolha de sacrificar outra pessoa se eu tamb\u00e9m posso me sacrificar. Se a pessoa quiser pular na frente do trem, ela pula. N\u00e3o seria \u00e9tico, e seria assassinato descarado (acho que nem a lei me salvaria).<\/p>\n<p>E assim como a mentira exige mais do c\u00e9rebro que a verdade, n\u00e3o puxar a alavanca te for\u00e7a a renegar a ordem do universo e da pr\u00f3pria exist\u00eancia racional e social da humanidade para conseguir tal resultado. O esfor\u00e7o \u00e9 maior e o resultado \u00e9 pior&#8230; ONDE que isso faz sentido?<\/p>\n<p>Adoro ser do contra, mas prefiro ir onde a l\u00f3gica aponta.<\/p>\n<h3>Para dizer que eu s\u00f3 poderia ter admitido ser conformista e economizado v\u00e1rios par\u00e1grafos, para dizer que tentaria achar um jeito de matar todos, ou mesmo para dizer que n\u00e3o \u00e9 um dilema \u00e0 toa: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<h4 class=\"sally\">SALLY<\/h4>\n<p>Hoje vamos usar um cl\u00e1ssico: o \u201cdilema do trem\u201d. S\u00e3o escolhas tr\u00e1gicas motivadas por um trem desgovernado que fatalmente vai matar pessoas. A vers\u00e3o que escolhemos para a coluna de hoje \u00e9 a seguinte: um trem desgovernado vai atropelar cinco pessoas, mas voc\u00ea tem a chance de mudar a alavanca, trocar o trem de linha e fazer com que ele atropele apenas uma pessoa. E a\u00ed? Voc\u00ea mexe na alavanca?<\/p>\n<p>Uma pesquisa realizada pela revista \u201cTimes\u201d informou que 97% das pessoas mexeria na alavanca, ent\u00e3o, sinto que hoje eu serei trucidada. N\u00e3o importa, acho que eu n\u00e3o mexeria. O utilitarismo tem seu encanto e parece bastante racional matar uma pessoa para salvar cinco, desde que EU ou algu\u00e9m que eu preze esteja dentro dessas cinco, pois o envolvimento emocional justificaria o ato. Sendo cinco desconhecidos, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Por mais que pare\u00e7a l\u00f3gico matar uma pessoa para salvar cinco, estamos diante de um argumento muito perigoso. Vamos majorar os n\u00fameros? Quem rouba um real rouba mil reais. Quem mata um para salvar cinco, mata um milh\u00e3o para salvar cinco milh\u00f5es. \u00c9 com base nesse argumento que o ser humano cometeu genoc\u00eddios diversas vezes na hist\u00f3ria. Estamos falando de pessoas inocentes que morrer\u00e3o. Me causa um pouco de repulsa contar o valor da vida humana de forma num\u00e9rica. O que voc\u00ea pensaria de um Chefe de Estado que, para salvar um grupo de pessoas, mata outro grupo inocente? Pois \u00e9.<\/p>\n<p>Quem defende o utilitarismo tem uma pontinha de hipocrisia dentro de si. O utilitarismo prega que a melhor solu\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela que deixa mais pessoas felizes e que gera menores danos. Da\u00ed eu te pergunto: sendo um trem desgovernado que poderia matar cinco pessoas se seguisse caminho, ou quatro se o caminho fosse modificado ou apenas uma, se voc\u00ea se jogasse na frente do trem, a melhor solu\u00e7\u00e3o seria&#8230;? Se jogar na frente do trem ningu\u00e9m quer. Utilitarismo no cu dos outros \u00e9 refresco.<\/p>\n<p>Mas tudo bem, n\u00e3o vamos exigir de uma pessoa que se mate em troca do bem estar coletivo. Outra vari\u00e1vel mais light vai provar meu ponto: o trem desgovernado pode atropelar cinco pessoas se seguir o caminho, quatro se for desviado para outro trilho e apenas uma, se voc\u00ea empurrar um desconhecido que est\u00e1 na beira dos trilhos e vai frear o trem. Voc\u00ea empurra o desconhecido?<\/p>\n<p>\u00c9 puro utilitarismo, vai tirar uma vida para salvar cinco, assim como no nosso exemplo original. Eu n\u00e3o empurro o desconhecido na frente do trem, ent\u00e3o, por uma quest\u00e3o de coer\u00eancia, tamb\u00e9m n\u00e3o puxo a alavanca, j\u00e1 que no fim das contas, d\u00e1 no mesmo. Para mim, a moral n\u00e3o est\u00e1 na consequ\u00eancia e sim no ato da minha escolha.<\/p>\n<p>Se o trem atropelar aquelas cinco pessoas seguindo seu curso, a responsabilidade n\u00e3o est\u00e1 em mim. Um defeito, uma falha mec\u00e2nica, um erro humano, um fatalismo. N\u00e3o importa, n\u00e3o est\u00e1 em mim. Mas, se eu mexer na alavanca, a morte daquele um inocente ser\u00e1 pelas minhas m\u00e3os. N\u00e3o, obrigada. Toda vida humana \u00e9 igualmente valiosa e eu n\u00e3o quero ser respons\u00e1vel pela morte de ningu\u00e9m. Quem sou eu para escolher quem merece viver e quem merece morrer? Seria bem arrogante da minha parte.<\/p>\n<p>\u00c9 banalizar demais a complexidade humana presumir que os cinco que est\u00e3o de um lado e o coitado que est\u00e1 do outro s\u00e3o id\u00eanticos e por isso cinco valem mais do que um. N\u00e3o \u00e9 de moedas que estamos falando, s\u00e3o vidas humanas. Podem ser cinco ign\u00f3beis pagodeando e um brilhante cientista do outro lado. Nunca saberemos. Essa presun\u00e7\u00e3o de que para salvar cinco pode matar um n\u00e3o entra na minha cabe\u00e7a. Matar um inocente nunca \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. Nunca tem que ser, a menos que seja para sobreviver ou garantir a sobreviv\u00eancia de algu\u00e9m que me \u00e9 querido.<\/p>\n<p>Tem mais coisa em jogo do que os 5 x 1, dentre elas a clara no\u00e7\u00e3o de que eu n\u00e3o tenho o direito de decidir quem vai viver e quem vai morrer, sobretudo usando um crit\u00e9rio t\u00e3o banal como o num\u00e9rico. Acredito que as pessoas abracem o crit\u00e9rio num\u00e9rico com muito al\u00edvio por ele ser absoluto: ningu\u00e9m contesta que cinco \u00e9 mais do que um. Crit\u00e9rios concretos, absolutos, trazem um conforto enorme. Mas ser\u00e1 que \u00e9 um crit\u00e9rio justo para basear uma resposta importante como essa? Repito: voc\u00ea mataria um milh\u00e3o de inocentes para salvar cinco milh\u00f5es? Tiranos de todas as \u00e9pocas se escoraram nesse argumento para promover verdadeiras carnificinas.<\/p>\n<p>Meu ponto de vista: a morte de um \u00fanico inocente \u00e9 inaceit\u00e1vel. N\u00e3o pactuo com isso, n\u00e3o relativizo. A morte de um inocente n\u00e3o passa a ser aceit\u00e1vel s\u00f3 porque outros cinco inocentes morrer\u00e3o. S\u00e3o todas inaceit\u00e1veis e eu n\u00e3o vou corroborar para nenhuma delas. A morte de um inocente n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, e muito me admira pessoas que conseguem flexibilizar esse pensamento. \u00c9 uma porta que nunca deveria ser aberta.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea puxa a alavanca e mata um inocente, mas n\u00e3o empurra o inocente diretamente no trilho, desculpa, mas voc\u00ea \u00e9 um hip\u00f3crita. O ato de empurrar uma pessoa que vai ser morta na nossa frente nos faz visualizar concretamente o que estamos fazendo: tirando a vida de um inocente. E quando isso acontece, quando sa\u00edmos do plano da abstra\u00e7\u00e3o, quando visualizamos, recuamos e n\u00e3o fazemos.<\/p>\n<p>Pois bem, eu n\u00e3o preciso de sangue, tripas e ver um corpo dilacerado para visualizar que matar um inocente \u00e9 errado, por mais tr\u00e1gica que pare\u00e7a a escolha. Hoje, eu n\u00e3o faria. Deve ser isso que chamam de amadurecimento, ou ent\u00e3o estou ficando frouxa com a idade, coisa que tamb\u00e9m costuma acontecer.<\/p>\n<p>\u00c9 hora do ser humano aprender a se solidarizar mesmo na abstra\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea chora e paga um almo\u00e7o para uma pessoa que est\u00e1 na rua passando fome, mas n\u00e3o sente o mesmo pesar e ang\u00fastia por milh\u00f5es de crian\u00e7as no mundo que est\u00e3o passando fome, pelo simples fato delas n\u00e3o estarem diante dos seus olhos. T\u00e1 errado. Mesmo sendo um mecanismo necess\u00e1rio para sobreviver sem enlouquecer, n\u00e3o percam a no\u00e7\u00e3o: est\u00e1 errado.<\/p>\n<p>At\u00e9 onde voc\u00ea vai para salvar vidas inocentes? Eu n\u00e3o topo tudo para salvar vidas inocentes. Eu n\u00e3o torturaria uma pessoa. Eu n\u00e3o mataria uma pessoa. Eu acredito que exista uma linha que n\u00e3o deve ser cruzada, ainda que isso custe a vida de algumas pessoas inocentes. Joguem pedras, hoje entrei para perder.<\/p>\n<h3>Para concordar comigo s\u00f3 para sair da massa dos 97% e bancar o elitista intelectual, para sacanear o Somir por ele pensar como o pov\u00e3o ou ainda para reclamar do tema escolhido: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse \u00e9 famoso, mas n\u00e3o custa repetir: voc\u00ea se encontra \u00e0s margens de um trilho onde um trem desgovernado vai atropelar cinco pessoas amarradas aos trilhos. \u00c0 sua frente, uma alavanca que muda o trem de dire\u00e7\u00e3o e o coloca em outro trilho onde uma pessoa est\u00e1 amarrada. \u00c9 imposs\u00edvel desamarrar as cinco pessoas a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":8202,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-8201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ele-disse-ela-disse"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8201"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38861,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8201\/revisions\/38861"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8202"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}