{"id":8231,"date":"2015-04-27T06:00:24","date_gmt":"2015-04-27T09:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=8231"},"modified":"2025-11-26T16:02:28","modified_gmt":"2025-11-26T19:02:28","slug":"pergunta-foda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2015\/04\/pergunta-foda\/","title":{"rendered":"Pergunta foda."},"content":{"rendered":"<p>Sempre existe uma curiosidade sobre o passado afetivo de seu(sua) parceiro(a) atual. E por afetivo queremos dizer sexual&#8230; A intensidade dessa curiosidade varia muito, \u00e9 claro, mas vamos considerar aqui uma que exige respostas bem espec\u00edficas. Sally e Somir discordam sobre o m\u00e9rito da quest\u00e3o. Os impopulares respondem&#8230; se quiserem.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: Responder se seu(sua) parceiro(a) perguntar se voc\u00ea j\u00e1 fez sexo com determinada pessoa?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"somir\">SOMIR<\/h4>\n<p>Sim. Mas vamos prestar muita aten\u00e7\u00e3o no enunciado&#8230; estamos discutindo sobre responder ou n\u00e3o, n\u00e3o sobre que resposta dar. Eu acredito que uma pergunta dessa mere\u00e7a uma resposta, mas se vai ser verdade ou mentira, s\u00e3o outros quinhentos.<\/p>\n<p>J\u00e1 gostaria de abrir o argumento dizendo que eu n\u00e3o faria essa pergunta. Acho invasiva e na melhor das hip\u00f3teses, deselegante. Pra ser honesto, eu acredito no s\u00e1bio dito popular de que &#8220;cozinha de restaurante chin\u00eas e passado de mulher s\u00e3o a mesma coisa: se voc\u00ea conhecer, n\u00e3o come mais&#8221;. Tem coisas que s\u00f3 ao passado pertencem, e que assim fiquem. N\u00e3o gosto de imaginar as mulheres com as quais me envolvo sequer segurando a m\u00e3o de outro homem. N\u00e3o sou tonto de achar que elas s\u00e3o virgens, mas n\u00e3o incita minha curiosidade saber o que exatamente aconteceu.<\/p>\n<p>Machismo? N\u00e3o necessariamente. Acho que se fosse gay eu pensaria o mesmo sobre homens. Talvez seja o narcisismo de s\u00f3 considerar uma pessoa de acordo com sua rela\u00e7\u00e3o comigo. Mas chega de auto-an\u00e1lise: como algu\u00e9m que pensa assim acha razo\u00e1vel responder uma pergunta dessas? Oras, n\u00e3o est\u00e1 claro? Quem pergunta isso merece ser punido, com a verdade ou com a mentira, de acordo com o que for mais eficiente para coibir o comportamento no futuro.<\/p>\n<p>Nem a pau que defendo essa coisa de &#8220;livro aberto&#8221;. N\u00e3o sou um. Vai ler as p\u00e1ginas que eu deixar ler. At\u00e9 porque essa \u00e9 a verdadeira experi\u00eancia de lidar com minha personalidade&#8230; se eu me abrir demais, estar\u00e3o conhecendo uma vers\u00e3o &#8216;especial&#8217; que n\u00e3o vai se repetir com facilidade, levando \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o e conflito. O que eu garanto, acontece. Muito. Mas ei, c\u00e1 estou eu fazendo auto-an\u00e1lise de novo&#8230; dif\u00edcil evitar, ainda mais nesse tema. Defendo a puni\u00e7\u00e3o para quem busca a verdade! Parece insano, eu sei.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 m\u00e9todo na loucura: se a pessoa pergunta isso e n\u00e3o vai gostar de uma resposta positiva, est\u00e1 sendo masoquista ao se colocar na situa\u00e7\u00e3o. Eu cheguei na minha l\u00f3gica para lidar com quem pergunta, talvez o seu caminho seja diferente. N\u00e3o deixemos que isso nos afaste de concordar no resultado final: se voc\u00ea fica irritado com algu\u00e9m por fazer algo com voc\u00ea, uma boa solu\u00e7\u00e3o \u00e9 o refor\u00e7o negativo. Perguntou bobagem, paga o pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Normalmente s\u00e3o pessoas inseguras que fazem essa pergunta sabendo que a resposta vai incomodar. Se eu acho que vai doer mais falar sim, eu falo sim. E a\u00ed deixa a pessoa lidar com os resultados de sua a\u00e7\u00e3o. Nada mais did\u00e1tico do que causa e consequ\u00eancia. Eu sei que n\u00e3o gosto de ouvir &#8220;sim&#8221; para essa pergunta, ent\u00e3o eu sou esperto o suficiente para n\u00e3o faz\u00ea-la. Eu consegui deduzir isso sozinho, mas sem preconceitos: a outra pessoa pode n\u00e3o ter pensado direito no assunto ainda. Ela vai aprender o que a pergunta significa se ouvir a resposta.<\/p>\n<p>O que \u00e9 vantajoso para voc\u00ea e para ela. Voc\u00ea se livra de perguntas inconvenientes, ela aprende a n\u00e3o arranjar sarna para se co\u00e7ar. Um relacionamento saud\u00e1vel tem muito a ver com evolu\u00e7\u00e3o conjunta! Mas, sigamos em frente: digamos que voc\u00ea sabe que a pessoa n\u00e3o \u00e9 de ser inconveniente e s\u00f3 est\u00e1 tendo um ataque de nervos. N\u00e3o \u00e9 exatamente um comportamento que deve ser tratado, e sim um escorreg\u00e3o motivado por rea\u00e7\u00e3o emocional severa. Pra qu\u00ea deixar a pessoa encanada? Diga &#8220;n\u00e3o&#8221; e desarme a bomba ali mesmo.<\/p>\n<p>S\u00f3 sugiro fazer um pouco de charme para responder&#8230; e o motivo \u00e9 simples: a pessoa tem que temer a resposta positiva antes de ouvir a negativa. Isso vai ensin\u00e1-la os riscos do excesso de curiosidade sobre seu passado sexual. Ela escapou dessa vez, mas e da pr\u00f3xima? N\u00e3o precisa achar bonito que te perguntem, s\u00f3 precisa saber o que fazer com isso.<\/p>\n<p>Responda. O sil\u00eancio \u00e9 visto como sin\u00f4nimo de consentimento com a pior resposta poss\u00edvel. \u00c9 natural que as pessoas presumam que n\u00e3o responder a pergunta \u00e9 o mesmo que respond\u00ea-la sem usar palavras. Se voc\u00ea ficar quieto, a resposta VAI ser sim na cabe\u00e7a de quem perguntou. Percebem como no fundo \u00e9 uma \u00e1rea bem mais cinza do que parece? Se a pessoa perguntou, voc\u00ea vai responder mesmo se ficar calado. Como sempre, eu defendo o controle consciente das informa\u00e7\u00f5es. Omiss\u00e3o \u00e9 uma arma poderosa, mas desde que usada corretamente. Omitir depois de uma pergunta direta \u00e9 pagar o pre\u00e7o cheio pela pior resposta que a outra pessoa pode conceber. Omiss\u00e3o funciona quando n\u00e3o gera perguntas.<\/p>\n<p>Eu disse que havia m\u00e9todo! Se voc\u00ea n\u00e3o controlar as informa\u00e7\u00f5es que os outros conseguem de voc\u00ea, algu\u00e9m vai controlar contra sua vontade. Eu s\u00f3 prego a proatividade. Responda se quer coibir perguntas futuras, seja por refor\u00e7o negativo ou por &#8216;clem\u00eancia&#8217; ao negar.<\/p>\n<p>E, claro, se voc\u00ea sabe estar com algu\u00e9m que vai lidar numa boa com qualquer resposta (muita gente at\u00e9 tem fetiche de saber o passado sexual alheio), responda o que for mais interessante. Um &#8220;sim&#8221; bem colocado pode at\u00e9 fazer subir o valor da sua cota\u00e7\u00e3o! Um &#8220;n\u00e3o&#8221; inteligente pode evitar que saibam as cagadas que voc\u00ea j\u00e1 fez nessa vida. Onde os outros enxergam um problema, eu vejo uma oportunidade! O ideal \u00e9 que n\u00e3o te perguntem, mas j\u00e1 que fizeram, tire vantagem.<\/p>\n<p>Ou diga a verdade porque \u00e9 assim que voc\u00ea \u00e9. Eu sempre falo que essa coisa de mentira e omiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o horr\u00edvel assim como enfiam na cabe\u00e7a das pessoas, mas sei admirar algu\u00e9m transparente! Precisa de coragem! Se voc\u00ea gosta de se jogar de cabe\u00e7a sempre que pode, isso \u00e9 voc\u00ea! A verdade \u00e9 sua pinga! V\u00edcio mais nobre n\u00e3o h\u00e1. Mas mesmo assim: responda. Vai ensinar para a outra pessoa o resultado de te perguntar algo assim. Benef\u00edcios parecidos com a t\u00e1tica de controle que eu defendo&#8230; mas, claro, com os problemas t\u00edpicos de verdades inconvenientes.<\/p>\n<p>Seja como for, o sil\u00eancio \u00e9 seu inimigo numa situa\u00e7\u00e3o dessas. Minta, diga a verdade, mas n\u00e3o omita. Use a melhor estrat\u00e9gia!<\/p>\n<h3>Para dizer que n\u00e3o acredita em como eu fiz o meu argumento soar t\u00e3o asqueroso, para dizer que sabe que eu estou certo mas n\u00e3o quer que os terroristas ven\u00e7am, ou mesmo para dizer que vai omitir seu consentimento: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<h4 class=\"sally\">SALLY<\/h4>\n<p>Quando um parceiro te questiona especificamente se voc\u00ea j\u00e1 fez sexo com determinada pessoa, responde ou n\u00e3o? N\u00e3o. O que eu fiz ou deixei de fazer s\u00f3 interessa a mim, me recuso a dar detalhes do passado, acho doentio.<\/p>\n<p>At\u00e9 acho pertinente delimitar quem j\u00e1 teve alguma coisa comigo e quem n\u00e3o, pois dento da minha escala pessoal de valores, o tratamento muda: quando estou comprometida trato de outra forma, com um distanciamento maior, quem j\u00e1 teve alguma coisa comigo. Eu seria uma hip\u00f3crita se identificasse uma necessidade de diferen\u00e7a de tratamento e sonegasse a informa\u00e7\u00e3o. At\u00e9 essa linha eu vou: dizer quem j\u00e1 teve alguma coisa comigo.<\/p>\n<p>Qualquer coisa. Um beijinho, um namoro de cinco anos, um casamento de dez anos. Todo mundo no mesmo val\u00e3o comum: categoria \u201cj\u00e1 tive alguma coisa\u201d. Acho honesto informar se voc\u00ea j\u00e1 teve alguma coisa ou n\u00e3o com a pessoa, eu gostaria de ser informada. Mas da\u00ed a entrar em detalhes&#8230; me parece meio invasivo, meu desrespeitoso. Faz diferen\u00e7a? De boa, faz alguma diferen\u00e7a?<\/p>\n<p>N\u00e3o interessa o que eu fiz ou deixei de fazer com aquela pessoa. Entendo que interesse se eu j\u00e1 tive qualquer envolvimento, acho essa informa\u00e7\u00e3o pertinente, mas os detalhes n\u00e3o. No que possivelmente vai fazer diferen\u00e7a para meu parceiro saber se eu fiz ou n\u00e3o sexo com algu\u00e9m? Foge \u00e0 racionalidade.<\/p>\n<p>Fora que a quest\u00e3o \u00e9 controversa. O que significa, para voc\u00ea, fazer sexo? Bill Clinton t\u00e1 a\u00ed para provar que h\u00e1 uma enorme zona cinzenta nesse conceito. Vai fazer o que? Narrar os detalhes de tudo que fez sem penetra\u00e7\u00e3o e perguntar se isso significa sexo ou n\u00e3o? Por gentileza, me poupem. Depois de uma certa idade voc\u00ea meio que presume que relacionamentos incluem sexo, \u00e9 uma pergunta totalmente descabida. Chega a ser rid\u00edcula, de t\u00e3o inadequada. N\u00e3o \u00e9 uma pergunta de \u201csim\u201d ou \u201cn\u00e3o\u201d, muito menos uma que se possa entrar em detalhes e debater para chegar a uma resposta. Intimidade, Minha Gente. Privacidade. \u00c9 sagrado.<\/p>\n<p>O que se pretende com essa informa\u00e7\u00e3o? Se a pessoa me julgar pelo fato de ter feito sexo ou n\u00e3o com um terceiro, desculpa, mas essa pessoa \u00e9 extremamente babaca. Essa informa\u00e7\u00e3o, salvo rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, mostra um elevado grau de neurose de quem pergunta.<\/p>\n<p>Gente que n\u00e3o sabe lidar com quest\u00f5es em aberto, quer saber tudo, controlar tudo. N\u00e3o. Tem coisas na minha vida que pertencem s\u00f3 a mim. Eu tenho o direito de querer que seja assim. A partir do momento que sonegar a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o causa preju\u00edzo a quem est\u00e1 ao meu lado, n\u00e3o afeta e n\u00e3o \u00e9 essencial para determinar um ju\u00edzo de valor a meu respeito, eu tenho todo o direito de omitir sem ser desonesta.<\/p>\n<p>Mas as pessoas n\u00e3o se aguentam. As pessoas cutucam. As pessoas querem saber. Talvez sentir dor seja melhor do que n\u00e3o sentir nada, vai entender essa gente. A evas\u00e3o de privacidade virou regra na sociedade atual, as pessoas perderam o freio, a no\u00e7\u00e3o de onde come\u00e7a e onde termina uma linha b\u00e1sica de respeito \u00e0 intimidade do outro. Acho que em menos de uma d\u00e9cada estaremos todos cagando na frente uns dos outros, como animais. A no\u00e7\u00e3o de privacidade est\u00e1 se perdendo, mas n\u00e3o em mim. A minha eu vou continuar preservando com unhas e dentes.<\/p>\n<p>Seu passado pertence a voc\u00ea, apenas a voc\u00ea. Voc\u00ea pode dividir alguns peda\u00e7os com pessoas amadas (fam\u00edlia, amigos, parceiro), mas contar tudo, TUDO, me soa como um sinal de alerta. E nem se trata de esconder erros, eu tenho momentos lindos, coisas maravilhosas que me aconteceram que s\u00e3o s\u00f3 minhas, que vou guardar com carinho s\u00f3 para mim. \u00c9 quest\u00e3o de saber se bastar e n\u00e3o precisar do olhar alheio para dimensionar nada.<\/p>\n<p>O que mais me entristece \u00e9 que muita gente responde a esses interrogat\u00f3rios sobre passado meio que na base da coa\u00e7\u00e3o. O parceiro ou a parceira aperta, sufoca e at\u00e9 amea\u00e7a impl\u00edcita ou explicitamente. A pessoa cede e conta, ou para n\u00e3o ter \u201cenche\u00e7\u00e3o de saco\u201d ou por medo de perder a pessoa que est\u00e1 pressionando. Um erro, em qualquer um dos casos. Eu j\u00e1 comentei que falar ou fazer algo para evitar enche\u00e7\u00e3o de saco \u00e9 o maior gerador de enche\u00e7\u00e3o de saco do mundo? Tenhamos culh\u00f5es de arcar com as consequ\u00eancias dos atos e dizer \u201cN\u00e3o, Querido, essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o te interessa\u201d. Se a pessoa te largar por isso, bem, j\u00e1 vai tarde.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de privacidade, de individualidade, est\u00e1 se perdendo nos relacionamentos. Muita gente ainda associa equivocadamente amor de verdade a contar tudo um para o outro. Isso n\u00e3o \u00e9 amor, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o doentia. Conta o que quer contar. TER QUE contar tudo \u00e9 bizarro. Seu passado te pertence, voc\u00ea faz o que quiser com ele, ningu\u00e9m deve te obrigar a compartilh\u00e1-lo. Uma pessoa que n\u00e3o tem essa compreens\u00e3o dificilmente ser\u00e1 capaz de um relacionamento saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>E s\u00f3 um plus: acho desrespeitoso com o(a) ex envolvido na hist\u00f3ria. \u00c9 um passado que pertence a voc\u00eas dois, revelando o seu, voc\u00ea revela o da outra pessoa junto. Acho desleal para com a outra pessoa. N\u00e3o gostaria que ex meu sa\u00edsse falando (nem que fosse para uma \u00fanica pessoa) o que fez ou deixou de fazer comigo. Acho escroto, deselegante e babaca. Cuidado, quem revela para voc\u00ea hoje o que fez com ex, amanh\u00e3 vai revelar ao mundo o que fez com voc\u00ea.<\/p>\n<h3>Para dizer que homens vem com uma programa\u00e7\u00e3o indel\u00e9vel de f\u00e1brica para evitar enche\u00e7\u00e3o de saco a qualquer custo, para dizer que mente sobre passado sexual por vergonha de ainda ser virgem ou ainda para dizer que voc\u00ea \u00e9 o pentelho que pergunta sobre o passado do parceiro: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre existe uma curiosidade sobre o passado afetivo de seu(sua) parceiro(a) atual. E por afetivo queremos dizer sexual&#8230; A intensidade dessa curiosidade varia muito, \u00e9 claro, mas vamos considerar aqui uma que exige respostas bem espec\u00edficas. Sally e Somir discordam sobre o m\u00e9rito da quest\u00e3o. Os impopulares respondem&#8230; se quiserem. 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