{"id":9435,"date":"2016-01-11T06:00:43","date_gmt":"2016-01-11T08:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=9435"},"modified":"2025-11-25T20:23:39","modified_gmt":"2025-11-25T23:23:39","slug":"paz-e-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2016\/01\/paz-e-filhos\/","title":{"rendered":"Paz e filhos."},"content":{"rendered":"<p>Crises s\u00e3o comuns em relacionamentos, e algumas delas acontecem ao redor de um grande passo na vida de qualquer pessoa: ter filhos. Sally e Somir mais uma vez d\u00e3o pitaco no assunto, mas cada um de um lado. Os impopulares lidam com a crise.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: filhos unem ou afastam um casal em crise?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"somir\">SOMIR<\/h4>\n<p>Talvez seja um dos casos onde s\u00f3 colocamos hip\u00f3teses aqui e quem tenha no\u00e7\u00e3o disso na pr\u00e1tica que resolva a quest\u00e3o, mas se eu tenho que tomar um lado na discuss\u00e3o, aposto que o filho vai unir o casal. N\u00e3o que isso seja necessariamente uma receita de felicidade ou sucesso conjugal no longo prazo, mas existem sim fatores que corroboram com essa vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Dependendo do tipo de dor que voc\u00ea tiver, existem truques para alivi\u00e1-la baseados em apertar outra parte do corpo. E s\u00e3o cient\u00edficos: o c\u00e9rebro trabalha com prioridades. Ele tende a ignorar uma parte com dor se sentir alguma amea\u00e7a em outra que seja mais vital. N\u00e3o estou b\u00eabado, a ideia aqui \u00e9 que \u00e9 natural e at\u00e9 org\u00e2nico para o ser humano colocar problemas em perspectiva de acordo com sua gravidade. Perto de gerar uma nova vida, ser\u00e1 que a crise do casal n\u00e3o come\u00e7a a mudar de propor\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Frequentemente crises s\u00e3o resultado de comunica\u00e7\u00e3o deficiente, pequenas coisas n\u00e3o tratadas que se acumulam ou saem de propor\u00e7\u00e3o at\u00e9 come\u00e7ar a colocar em xeque toda a rela\u00e7\u00e3o. Diante de algo t\u00e3o maior como o prospecto de um filho, n\u00e3o \u00e9 de se estranhar que as pessoas fiquem mais abertas ao di\u00e1logo e tamb\u00e9m ressintam-se menos de suas m\u00e1goas. Tem coisa que realmente n\u00e3o \u00e9 importante.<\/p>\n<p>Eu imagino que a Sally vai argumentar sobre problemas pr\u00e1ticos que todos os casais tem diante de uma gesta\u00e7\u00e3o, mas se eles fossem t\u00e3o impeditivos assim, as pessoas se separariam muito mais nessa fase. O que frequentemente vemos s\u00e3o casais tirando for\u00e7as sabe l\u00e1 de onde para encarar essa bronca. Pode ser a resili\u00eancia humana, pode ser um coquetel de horm\u00f4nios especialmente planejados para gerar esse resultado, mas no final das contas, temos essa no\u00e7\u00e3o que filhos seguram casais.<\/p>\n<p>Claro, n\u00e3o acho que seja sempre uma fase de rearranjo de prioridades e boa vontade para lidar com os problemas do casal, em muitos casos as pessoas s\u00f3 o fazem por se sentir obrigadas, mas se n\u00e3o houvesse alguma coisa ali nesse momento que mexesse com a cabe\u00e7a das pessoas, as pr\u00f3prias dificuldades do momento implodiriam os casais, at\u00e9 mesmo os felizes. De alguma forma, surge uma for\u00e7a enorme em muitas pessoas para encarar a situa\u00e7\u00e3o, e essa for\u00e7a pode contar sim para unir mais o casal. Se foi pelos motivos errados, a coisa explode uma hora ou outra, mas o que estamos discutindo aqui \u00e9 o momento.<\/p>\n<p>E no momento, um filho tende a unir mais do que separar. N\u00e3o deixa de ser um refor\u00e7o do conceito da rela\u00e7\u00e3o: um projeto constru\u00eddo a quatro m\u00e3os que necessita de aten\u00e7\u00e3o constante para n\u00e3o morrer. \u00c9 algo que at\u00e9 pelo medo de encarar sozinho une pessoas. Casais precisam de interesses comuns, de projetos para tocar&#8230; o que \u00e9 um filho sen\u00e3o isso? Ei, eu prefiro escrever um livro juntos como projeto, mas convenhamos que as pessoas normalmente enxergam o filho como objetivo final do relacionamento. E quanto mais pr\u00f3ximo de existir esse objetivo est\u00e1, maiores as mudan\u00e7as inclusive hormonais nas pessoas.<\/p>\n<p>O estado mental necess\u00e1rio para acolher uma nova vida nesse mundo tamb\u00e9m pode aumentar a permissividade das pessoas. Voc\u00ea fica programado para lidar com quem berra e se caga de meia e meia hora, convenhamos que pode tornar mais simples encarar uma mulher muito emocional ou um homem imaturo. A natureza planejou tudo para sermos m\u00e1quinas de fazer filhos, alguns de n\u00f3s rejeitam a programa\u00e7\u00e3o, mas a maioria vai reagir de uma forma mais previs\u00edvel. Com o c\u00e9rebro dizendo que voc\u00ea est\u00e1 cumprindo sua miss\u00e3o na Terra, acredito que se enxergue os problemas de uma rela\u00e7\u00e3o como acess\u00f3rios.<\/p>\n<p>E nem \u00e9 segredo, a maioria das pessoas com filhos que eu conhe\u00e7o dizem que eles viram o foco. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de gostar menos do parceiro, \u00e9 a de gostar mais do filho, num grau que para muitos era at\u00e9 inimagin\u00e1vel anteriormente. Filho n\u00e3o salva casamento, mas tenho convic\u00e7\u00e3o que em m\u00e9dia faz os que acabariam acabarem menos distantes do que sem filhos. O filho \u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 quase como um segredo dividido apenas por duas pessoas, algo que ambos sabem que \u00e9 sua responsabilidade m\u00e1xima, gerando mais uma similaridade entre duas pessoas, por mais em crise que estejam.<\/p>\n<p>Sim, existem muitos e muitos pais e m\u00e3es de merda nesse mundo, principalmente os que teimaram em ficar juntos por causa dos filhos, mas \u00e9 um erro analisar o todo por exemplos negativos. N\u00e3o podemos ignorar que para cada maluco ou maluca que deixa o beb\u00ea morrer dentro do carro, milh\u00f5es empurram os seus para frente. Existe sim uma &#8220;for\u00e7a da vida&#8221; influenciando o processo e deixando as pessoas mais resistentes ao que chamariam de crise anteriormente.<\/p>\n<p>E vamos pensar em termos pr\u00e1ticos: se um dos sintomas da crise \u00e9 o afastamento at\u00e9 mesmo f\u00edsico, a gesta\u00e7\u00e3o coloca uma &#8220;desculpa&#8221; nisso que duas pessoas afeitas a se enganar (e s\u00e3o muitas) v\u00e3o se aproveitar. Fazem isso at\u00e9 mesmo depois que a crian\u00e7a nasce. Essa n\u00e3o \u00e9 uma parte bonita, mas eu n\u00e3o estou analisando s\u00f3 o que acho louv\u00e1vel. Quantos casais n\u00e3o ficam juntos por anos achando que v\u00e3o voltar a ficar pr\u00f3ximos quando os filhos estiverem maiores e descobrem logo depois que est\u00e3o casados com estranhos? O filho e todas as dificuldades oriundas dele pode ser o crime perfeito para um casal em nega\u00e7\u00e3o. \u00c9 feio, mas une.<\/p>\n<p>E \u00e9 claro, tem a press\u00e3o social. Vamos ignorar o \u00f3bvio? Espera-se de um casal com um filho a caminho que continuem juntos. Novamente, n\u00e3o estou argumentando que \u00e9 bacana, mas muita gente vai se moldar \u00e0s press\u00f5es sociais s\u00f3 para n\u00e3o se sentirem deslocadas. A norma \u00e9 n\u00e3o se separar quando tem uma crian\u00e7a a caminho, ent\u00e3o quem \u00e9 de engolir sapo vai engolir facinho, e at\u00e9 quem n\u00e3o \u00e9 vai come\u00e7ar a revisar seus conceitos. A press\u00e3o que ambos sentem para resolver ou enterrar seus problemas n\u00e3o \u00e9 receita de sucesso futuro, mas une tamb\u00e9m. A for\u00e7a que faltava pode estar justamente ali.<\/p>\n<p>Seja qual for o motivo para a uni\u00e3o, ela \u00e9 mais prevalente do que o oposto. Goste ou n\u00e3o.<\/p>\n<h3>Para dizer que quando eu tiver filho vou entender (eu, hein), para dizer que podia ficar sem a parte escrota no fim, ou mesmo para perguntar se o desfavor \u00e9 nosso filho coletivo: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/h3>\n<h4 class=\"sally\">SALLY<\/h4>\n<p>No caso de um casal que est\u00e1 em crise, a chegada de um filho une ou separa?<\/p>\n<p>Sejamos sinceros? Filho separa casal em crise. \u00c9 uma altera\u00e7\u00e3o violenta de rotina que pressup\u00f5e novos fatores de estresse, mais cobran\u00e7a, mais responsabilidade e mais motivos para atritos. Filho pode ser lindo no futuro, muitas alegrias, muita coisa boa, mas gesta\u00e7\u00e3o e rec\u00e9m nascido s\u00e3o dureza.<\/p>\n<p>Para come\u00e7o de conversa, beb\u00eas pressup\u00f5e um per\u00edodo sem sexo. Mesmo que a gesta\u00e7\u00e3o seja tranquila, existe um per\u00edodo de resguardo. Boa sorte ficando sem fazer sexo em um per\u00edodo de crise, vai ser bem mais dif\u00edcil se reaproximar. Vai ser bem mais complicado de reatar o v\u00ednculo como casal. Pode at\u00e9 cair na armadilha de virarem amiguinhos.<\/p>\n<p>Depois tem a priva\u00e7\u00e3o de sono. N\u00e3o subestimem o estrago que a priva\u00e7\u00e3o de sono pode causar em uma pessoa. A irritabilidade de sucessivas noites sem dormir pode desestabilizar duas pessoas, deixa-las mais irritadi\u00e7as, menos pacientes. Isso para quem j\u00e1 n\u00e3o estava bem \u00e9 receita de desastre. N\u00e3o tem como trabalhar desaven\u00e7as nesse grau de sofrimento f\u00edsico.<\/p>\n<p>Um beb\u00ea \u00e9 muita responsabilidade. \u00c9 simplesmente um ser humano incapaz de sobreviver sozinho, que depende dos pais para n\u00e3o morrer. N\u00e3o vejo como colocar uma sobrecarga de responsabilidade desse tamanho em um casal em crise. Estresse e press\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o muito amigos de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Se com um ambiente prop\u00edcio j\u00e1 \u00e9 trabalhoso, imagina com um ambiente que joga contra!<\/p>\n<p>N\u00e3o custa lembrar que \u00e9 um per\u00edodo em que o c\u00e9rebro da mulher est\u00e1 marinado em uma bizarra combina\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios, que nem sempre lhe permitem a maior das racionalidades. Uma mulher mais sens\u00edvel, emotiva e com uma carga extra de horm\u00f4nios que afetam seu humor n\u00e3o \u00e9 o melhor cen\u00e1rio para estabilizar uma rela\u00e7\u00e3o, ocasi\u00e3o que pede pondera\u00e7\u00e3o e o desprendimento de saber ouvir e ceder.<\/p>\n<p>Com um beb\u00ea \u00e9 muito dif\u00edcil ter tempo e disponibilidade para olhar para os problemas do casal e focar em uma solu\u00e7\u00e3o. Quase n\u00e3o sobra tempo nem energia para resolv\u00ea-los. E, c\u00e1 entre n\u00f3s, vou contar uma coisa que o Somir n\u00e3o sabe ainda: os problemas s\u00f3 se solucionam quando voc\u00ea coloca tempo e energia neles, quando h\u00e1 empenho a longo prazo e, acima de tudo esfor\u00e7o, ren\u00fancia, sacrif\u00edcio. Ignorar os problemas ou varr\u00ea-los para debaixo do tapete n\u00e3o os fazem sumir. E, convenhamos, quando se tem um filho, a prioridade deve ser o filho, n\u00e3o d\u00e1 para fazer tudo ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos grandes sabotadores de relacionamentos: pessoas achando que d\u00e1 para fazer tudo. N\u00e3o d\u00e1. Existe uma quantidade limitada de energia e disponibilidade emocional de qualidade que uma pessoa tem dispon\u00edvel. Ela distribu\u00ed isso onde acha importante. Claro, os imbecil\u00f3ides saem gastando, pois acham que \u00e9 ilimitado. Arrog\u00e2ncia \u00e9 a principal caracter\u00edstica do burro. Quando a disponibilidade emocional acaba, pois o idiota gastou no lugar errado, a coisa implode e ele nem percebe o motivo. Filhos s\u00e3o um estopim para isso, pois demandam muito do casal.<\/p>\n<p>Relacionamento em crise tem que ser prioridade para ser resolvido. Demanda trabalho, investimento, disponibilidade emocional. Quando entra nessa equa\u00e7\u00e3o outro fator que tamb\u00e9m \u00e9 prioridade, bagun\u00e7a tudo. Ou um, ou outro. N\u00e3o d\u00e1 para colocar duas coisas que demandam muito de voc\u00ea em primeiro lugar, se n\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o faz nada direito. Vai explicar isso para as pessoas&#8230; acham que se voc\u00ea tiver muita vontade consegue. Ta\u00ed um alto \u00edndice de div\u00f3rcios para desmentir.<\/p>\n<p>Pensa comigo: quantos casamentos em que a mulher deu o golpe da barriga para segurar o homem deram certo? Podem at\u00e9 continuar casados, mas ficaram mais unidos? O filho mais os separa que os une: o sujeito arruma amante ou trabalha at\u00e9 tarde por n\u00e3o ter o menor prazer de voltar para casa, ou bebe o tempo todo quando n\u00e3o est\u00e1 no trabalho&#8230; enfim, de alguma forma ocorre uma anestesia que permite a conviv\u00eancia, mas de forma alguma o casal fica mais unido.<\/p>\n<p>Todo mundo sabe que filho n\u00e3o salva casamento. No m\u00e1ximo prende o marido por culpa ou por n\u00e3o querer ficar longe da crian\u00e7a, o que \u00e9 bem med\u00edocre. Passa longe dizer que isso uniu um casal, isso no m\u00e1ximo prendeu um homem dentro de casa pelos motivos errados. N\u00e3o tem mist\u00e9rio: estresse, sobrecarga, priva\u00e7\u00e3o de sono e aumento de responsabilidade n\u00e3o unem, desunem o que j\u00e1 estava ruim. Filho s\u00f3 une quem j\u00e1 estava em sintonia.<\/p>\n<p>Convenhamos, quem leva uma rela\u00e7\u00e3o nas costas \u00e9 quase sempre a mulher e quando ela, Senhora do Relacionamento, est\u00e1 mal, cheia de horm\u00f4nios e com noites mal dormidas, a condu\u00e7\u00e3o da coisa n\u00e3o \u00e9 das melhores. Mas, o que eu sei? Eu n\u00e3o tenho filhos nem relacionamento. \u00c9 tudo em tese aqui. Opinem voc\u00eas que tem filhos&#8230;<\/p>\n<h3>Para dizer que filho estraga basicamente tudo na vida, para dizer que filho fora do casamento \u00e9 que desune um casal ou ainda para dizer algo ruim a meu respeito por eu ter mexido na sagrada institui\u00e7\u00e3o da maternidade mais uma vez: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crises s\u00e3o comuns em relacionamentos, e algumas delas acontecem ao redor de um grande passo na vida de qualquer pessoa: ter filhos. Sally e Somir mais uma vez d\u00e3o pitaco no assunto, mas cada um de um lado. Os impopulares lidam com a crise. Tema de hoje: filhos unem ou afastam um casal em crise?<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":9436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-9435","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ele-disse-ela-disse"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9435"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9435\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38806,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9435\/revisions\/38806"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}