{"id":9553,"date":"2016-02-03T06:00:06","date_gmt":"2016-02-03T08:00:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=9553"},"modified":"2016-02-03T05:24:58","modified_gmt":"2016-02-03T07:24:58","slug":"tag","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2016\/02\/tag\/","title":{"rendered":"TAG"},"content":{"rendered":"<p>Ansiedade \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o humana voltada para nossa sobreviv\u00eancia. Quando algo considerado um risco faz disparar um alerta e entramos em estado de ansiedade. O corpo se prepara para lutar ou fugir, secreta uma s\u00e9rie de subst\u00e2ncias que nos deixam prontos para lidar com o perigo.<!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 muito \u00fatil e provavelmente nos trouxe at\u00e9 aqui, nos dando mais ferramentas para sobreviver e driblar todos os perigos com os quais a ra\u00e7a humana j\u00e1 cruzou. Por\u00e9m, para ser funcional, deve ser excepcional: s\u00f3 em caso de perigo. E, cada vez mais, por dezenas de motivos que n\u00e3o caberiam neste texto, um grupo de pessoas parece viver constantemente nesse estado excepcional, o que altera sua bioqu\u00edmica e seu comportamento de forma preocupante. Desfavor explica: Transtorno de Ansiedade Generalizada. TAG para os \u00edntimos. <\/p>\n<p>Talvez seja uma das doen\u00e7as mais dif\u00edceis de diagnosticar nos dias de hoje. Convenhamos, todo mundo sente ansiedade em algum momento, pois o atual modelo social nos pressiona al\u00e9m do aceit\u00e1vel. O grande pulo do gato \u00e9 perceber quando isso se torna patol\u00f3gico e quando a pessoa precisa de ajuda por esta ansiedade estra de fato fora de lugar e atrapalhando sua vida de forma significativa. Nesse caso, medica\u00e7\u00e3o pode ser necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Antes de qualquer coisa, volto ao mantra que sempre costumo entoar em qualquer postagem sobre problemas neurol\u00f3gicos\/psiqui\u00e1tricos: rem\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 tratamento, rem\u00e9dio \u00e9 conten\u00e7\u00e3o. Se toca o alarme de inc\u00eandio o correto \u00e9 apagar o inc\u00eandio e n\u00e3o silenciar o alarme. E este inc\u00eandio s\u00f3 se apaga com terapia, muitos anos de terapia, n\u00e3o para \u201ccurar\u201d nada e sim para que a pessoa consiga lidar com a situa\u00e7\u00e3o de uma forma menos nociva. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, por mais que medicamentos sejam necess\u00e1rios para fazer uma conten\u00e7\u00e3o inicial ou para ajudar a dar os primeiros passos de uma mudan\u00e7a interna, eles sozinhos n\u00e3o resolvem nada, muito pelo contr\u00e1rio, at\u00e9 prejudicam, pois d\u00e3o a falsa sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 tudo bem, fazendo com que alguns pacientes at\u00e9 abandonem a terapia. S\u00f3 que n\u00e3o d\u00e1 para tomar rem\u00e9dio para sempre, ent\u00e3o, a pessoa tem que estar preparada para o tranco de quando a medica\u00e7\u00e3o for suspensa.<\/p>\n<p>Vamos ao assunto em si. O que diferencia uma pessoa que sente ansiedade de uma pessoa com Transtorno de Ansiedade Generalizada? Bem, nem os m\u00e9dicos chegam a um consenso para esta resposta, ent\u00e3o, recomendo que voc\u00ea n\u00e3o leve a ferro e fogo o que eu escrever aqui. Use apenas como um indicativo para sinalizar que talvez, TALVEZ, voc\u00ea possa sofrer desse transtorno e procure um m\u00e9dico especializado para um diagn\u00f3stico mais confi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Transtorno de Ansiedade Generalizada ocorre, basicamente, quando seus pensamentos fazem um motim na sua cabe\u00e7a e ganham vida pr\u00f3pria, te tornando escravo deles. Voc\u00ea n\u00e3o manda mais nos seus pensamentos, eles \u00e9 que mandam em voc\u00ea. Eles aparecem quando querem, quantas vezes querem, sem que voc\u00ea tenha qualquer controle. Geram mal estar, sofrimento, exaust\u00e3o e uma vontade muito grande de se anestesiar para ver se essa hiperatividade mental que escraviza para.<\/p>\n<p>Uma das principais caracter\u00edsticas do portador de TAG \u00e9 se preocupar demais com tarefas simples que n\u00e3o deveriam gerar nenhum estresse. Mas, vamos l\u00e1, o que seria \u201cse preocupar demais\u201d? Se eu tenho que dar uma palestra amanh\u00e3, \u00e9 normal um nervosinho hoje, uma pequena dificuldade para dormir. No caso do TAG, s\u00e3o tarefas comuns, do dia a dia, que se repetem esporadicamente e mesmo assim transtornam a pessoa. Exemplo: ter que ir ao banco no dia seguinte para pagar uma conta. N\u00e3o gera perigo, n\u00e3o gera risco, n\u00e3o influencia o futuro da pessoa. Mesmo assim, causa mal estar.<\/p>\n<p>E o transtorno \u00e9 al\u00e9m de uma lembran\u00e7a eventual durante o dia. S\u00e3o pensamentos ansiosos que se repetem muitas vezes por dia, causando mal estar quando surgem, deixando de lembran\u00e7a fadiga, cansa\u00e7o mental e tens\u00e3o. Sugam a pessoa para um turbilh\u00e3o de poss\u00edveis desdobramentos, de preocupa\u00e7\u00f5es descabidas e questionamentos que n\u00e3o calam.<\/p>\n<p>Nem s\u00f3 de preocupa\u00e7\u00e3o vive o TAG. Tamb\u00e9m podem surgir expectativas excessivas, apreens\u00e3o. Algo pequeno inflaciona na cabe\u00e7a da pessoa e ganha uma import\u00e2ncia desproporcional. O cruel \u00e9 que, seja na preocupa\u00e7\u00e3o, seja na expectativa, o portador de TAG sabe racionalmente que aquele fato n\u00e3o justifica aquela rea\u00e7\u00e3o mental desmedida, e ainda assim n\u00e3o consegue ter controle sobre seus pensamentos e os sentimentos que eles lhe provocam, ou seja, sobre as sensa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de mal estar que eles lhe causam. A resposta mais comum \u00e9 tentar se isolar do m\u00e1ximo de todos os est\u00edmulos poss\u00edveis para tentar silenciar esse descontrole mental.<\/p>\n<p>Estes pensamentos ansiosos s\u00e3o praticamente di\u00e1rios e recorrentes, se fazem presentes por longos per\u00edodos. Entenda-se como \u201clongos per\u00edodos\u201d mais de mais de seis meses. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma fase de pensamentos preocupados por causa de uma cirurgia ou uma viagem que caracteriza o TAG. \u00c9 o mal estar elevado a ponto de prejudicar o rendimento di\u00e1rio por tarefas rotineiras. \u00c9 uma preocupa\u00e7\u00e3o, um barulho, um estresse que nem mesmo o portador de TAG entende o motivo, apenas est\u00e1 l\u00e1 e ele n\u00e3o tem como controlar. Ele apenas sente, ainda que se parar para pensar, perceba que n\u00e3o faz nenhum sentido. Sente e n\u00e3o consegue evitar.<\/p>\n<p>E a\u00ed vem outro ponto complicado: prejudicar o rendimento de uma pessoa \u00e9 um conceito trai\u00e7oeiro. D\u00e1 a entender que quem tem TAG n\u00e3o consegue fazer nada da vida a n\u00e3o ser saborear sua ansiedade. N\u00e3o \u00e9 por a\u00ed. Pessoas se adaptam \u00e0s piores condi\u00e7\u00f5es. Uma pessoa que sofra de TAG vai sim conseguir produzir, por\u00e9m muito menos e com menor qualidade do que renderia se estivesse em um estado mental calmo e assertivo. Surge mais um problema: se a pessoa viveu a vida toda ou longos per\u00edodos com TAG, ser\u00e1 que ela tem a consci\u00eancia de que poderia estar rendendo dez vezes mais? Ser\u00e1 que ela sabe que existe um outro jeito de ser? Muitos n\u00e3o, se acostumam a viver nesse estado de sofrimento, de freio de m\u00e3o puxado, acham que a vida \u00e9 assim e ponto e nunca descobrem ser portadores de TAG.<\/p>\n<p>Um erro comum \u00e9 comparar a produtividade de uma pessoa com TAG com a produtividade de outra pessoa. Para avaliar com precis\u00e3o o quanto isso prejudica o rendimento, deve ser comparado o rendimento do portador de TAG com seu rendimento se n\u00e3o existisse essa ansiedade. \u00c9 um exerc\u00edcio mental simples que qualquer pessoa pode fazer: se voc\u00ea n\u00e3o fosse ansioso, o quanto mais renderia, seja pela produtividade, seja pelas escolhas de vida?<\/p>\n<p>Outro sintoma comum \u00e9 dificuldade para pegar no sono, o que nos coloca em mais uma cilada: quem nunca? Hoje em dia ins\u00f4nia \u00e9 uma realidade em mais da metade da popula\u00e7\u00e3o em algum momento de suas vidas. O que se pode tentar citar como diferencial \u00e9 que no TAG a pessoa n\u00e3o dorme por uma dificuldade incr\u00edvel de \u201cdesligar\u201d sem que exista um grande evento que justifique. <\/p>\n<p>Sempre muitos pensamentos na cabe\u00e7a, alguns tr\u00e1gicos e preocupantes, antevendo o que precisa ser feito, o que pode dar errado. Ent\u00e3o, se voc\u00ea perdeu o emprego e est\u00e1 com dificuldades para dormir, ok, \u00e9 esperado. Mas se n\u00e3o h\u00e1 nenhum evento novo ou significativo na sua vida e ainda assim voc\u00ea n\u00e3o desliga e fica ruminando pequenas coisas e antevendo problemas futuros, hora de acender uma luz de alerta.<\/p>\n<p>Mais um sintoma: um perfeccionismo autodestrutivo. \u00c9 muito comum que pessoas que sofrem de TAG tenham uma mentalidade obsessiva patrulhadora de seus atos. Est\u00e3o sempre tentando antecipar erros que podem eventualmente cometer e, que ironia, justamente esse pavor de cometer erros os acaba levando a&#8230; cometer erros! O desespero por evitar erros \u00e9 t\u00e3o patol\u00f3gico que cega e faz com que tomem as atitudes mais bizarras e descabidas por simples medo de errar. O medo que tem de fazer papel de bobos lhes gera um mal estar enorme.<\/p>\n<p>Justamente por essa revolta de pensamentos an\u00e1rquicos que a pessoa n\u00e3o consegue controlar, h\u00e1 uma grande dificuldade em manter um foco de aten\u00e7\u00e3o. Como na m\u00e9dia as pessoas precisam trabalhar para sobreviver, os portadores de TAG encontram seu jeito de tentar calar ou ao menos diminuir essa tsunami imprevis\u00edvel de pensamentos, nem sempre com as estrat\u00e9gias mais saud\u00e1veis. <\/p>\n<p>Por isso, quase sempre s\u00e3o vistos como \u201cesquisitos\u201d (se forem feios) ou \u201cexc\u00eantricos\u201d (se forem bonitos) pelos que os cercam, apenas um olhar mais atento percebe o sofrimento e a luta pela qual passam diariamente, identificando uma patologia e n\u00e3o uma excentricidade. Muitos se encarregam de esconder da fam\u00edlia e amigos como se sentem, vivendo uma vida fraudulenta em sil\u00eancio e se convencendo de que as limita\u00e7\u00f5es impostas para tentar calar os pensamentos s\u00e3o, na verdade, fruto de escolhas suas por outros motivos.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma forte tend\u00eancia \u00e0 compuls\u00e3o. Esses pensamentos obsessivos que invadem a mente do portador de TAG contra sua vontade, acabam gerando uma s\u00e9rie de comportamentos compulsivos. E da compuls\u00e3o para o v\u00edcio \u00e9 um pulo. O que faz o v\u00edcio n\u00e3o \u00e9 o objeto para o qual se direciona e sim o uso que se faz dele. Existem pessoas que usam coca\u00edna de forma recreativa sem nunca se tornarem dependentes dela e existem pessoas que se viciam em coisas socialmente permitidas como trabalho ou pornografia. A ansiedade patol\u00f3gica pode levar a um comportamento compulsivo e, ainda que portador tente se livrar dele, na maior parte das vezes acaba trocando um v\u00edcio pelo outro: larga cigarro e fica viciado em chiclete, larga chiclete e fica viciado em chocolate e assim por diante. Nesse caso espec\u00edfico, o problema n\u00e3o \u00e9 o v\u00edcio da vez e sim a compuls\u00e3o way of life.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 incomum que a tens\u00e3o causada pelo excesso de pensamentos incontrol\u00e1veis e o medo acabe refletindo na forma de tens\u00e3o muscular. Manter a musculatura retesada constantemente \u00e9 comum, como punho ou maxilar cerrados de forma constante, podendo inclusive causar dores em decorr\u00eancia dessa tens\u00e3o. Tamb\u00e9m podem sofrer de problemas digestivos em fun\u00e7\u00e3o do constante estresse em que vivem. O corpo fala com voc\u00ea, se voc\u00ea n\u00e3o escuta, bem, voc\u00ea \u00e9 um ot\u00e1rio arrogante.<\/p>\n<p>Outro sintoma comum \u00e9 uma irritabilidade quando algo n\u00e3o sai conforme o planejado (para atenuar os pensamentos sem controle) que, aos olhos de pessoas comuns, parece desmedida, levando a crer que o irritado \u00e9 um mimado que quer tudo do seu jeito. S\u00f3 o portador de TAG sabe o inferno que sua vida vira se aquilo n\u00e3o for do seu jeito, acredite, de mimados eles n\u00e3o tem nada. Essa irrita\u00e7\u00e3o \u00e9 desespero mesmo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s muito tempo funcionando desta forma \u201cescravo dos pr\u00f3prios pensamentos\u201d, a pessoa com TAG compreende que n\u00e3o tem controle da sua mente e, mais cedo ou mais tarde, vai passar maus bocados por causa dela. Isso gera outro efeito terr\u00edvel: o medo do medo. A pessoa come\u00e7a a sentir medo do que os pensamentos v\u00e3o fazer com ela a seguir. Medo de n\u00e3o conseguir se portar de acordo com o que socialmente se espera, medo de dar vexame, medo de ser mal interpretado ou chamado de maluco, medo de ser desmascarado e perceberem que n\u00e3o \u00e9 um indiv\u00edduo t\u00e3o funcional como os outros, mas, acima de tudo, medo de onde uma mente imprevis\u00edvel e incontrol\u00e1vel possa leva-lo. \u00c9 exaustivo viver assim.<\/p>\n<p>Quando a coisa sai realmente do controle, seja por muito medo do medo, seja por uma enxurrada violenta de pensamentos que incapacitam a pessoa para conv\u00edvio como se espera, podem surgir ataques de p\u00e2nico. A pessoa paralisa, n\u00e3o interage de forma adequada, se confunde na hora de se expressar, causando ainda mais transtornos para sua vida. Tudo isso acompanhado de uma sensa\u00e7\u00e3o f\u00edsica repentina de medo que pode durar v\u00e1rios minutos, com sintomas que podem variar desde aperto no peito, taquicardia, suor, n\u00e1useas, m\u00e3os geladas, tontura, fraqueza e dor no est\u00f4mago. <\/p>\n<p>Por tudo isso, \u00e9 comum que as pessoas com TAG se isolem e evitem ao m\u00e1ximo intera\u00e7\u00f5es sociais, principalmente com estranhos, que os julgar\u00e3o se eventualmente seu comportamento sair de controle, sair do socialmente esperado. Uma festa, por exemplo, que \u00e9 uma vitrine de gente, onde todos se olham e se avaliam, pode assustar mais do que falar em p\u00fablico em uma palestra, pois ao palestrar ele pode se preparar, sabendo exatamente o que precisa dizer, sem interagir com ningu\u00e9m, o que d\u00e1 seguran\u00e7a. Na festa isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, \u00e9 no improviso. E no improviso pessoas com TAG se saem muito mal, por mais que passem horas do seu dia tentando antecipar o que pode dar errado. Por isso, pessoas com TAG tem muita dificuldade em relacionamentos amorosos, em fazer novos amigos e em progredir no trabalho se sua profiss\u00e3o depender de socializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um grande problema do TAG \u00e9 que ele acaba flertando com outras patologias. N\u00e3o raro a compuls\u00e3o que ele gera se exacerba e vira TOC. N\u00e3o raro o mal estar dos pensamentos chega a um ponto que chama uma depress\u00e3o. N\u00e3o raro a obsess\u00e3o por n\u00e3o errar e falhar causa tanto medo que leva a um medo patol\u00f3gico de contato social. N\u00e3o raro o ru\u00eddo causado por in\u00fameros pensamentos incontrol\u00e1veis leva a alguma modalidade de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E o pior \u00e9 que em vez de procurar ajuda, muitos portadores tentem a adequar sua vida a seus medos, restringindo cada vez mais sua rotina, vivendo uma vida escondida, empobrecida, muitas vezes por acreditar que esse comportamento \u00e9 uma peculiaridade deles, algo inevit\u00e1vel. Ningu\u00e9m gosta de cogitar que esteja doente, que tenha fraquezas. Muito menos quem tem como caracter\u00edstica se cobrar perfei\u00e7\u00e3o. Muitas vezes a forma de calar, ainda que temporariamente seus pensamentos s\u00e3o \u00e1lcool, drogas, ou qualquer outro comportamento utilizado de forma nociva como v\u00edcio, por n\u00e3o saber que \u00e9 uma doen\u00e7a que tem tratamento.<\/p>\n<p>Esse transtorno tem mais do que o dobro de incid\u00eancia em mulheres, sendo mais raro em homens. O diagn\u00f3stico \u00e9 basicamente cl\u00ednico, ou seja, uma conversa franca do paciente com o m\u00e9dico. \u00c9 recomend\u00e1vel que o m\u00e9dico passe um bom tempo conversando com o paciente, algo em torno de uma hora (pelo menos), pois o TAG pode ser facilmente confundido com S\u00edndrome do P\u00e2nico, TOC ou fobia social. Desconfie de um m\u00e9dico que d\u00e1 um diagn\u00f3stico express em quinze minutos.<\/p>\n<p>Uma pessoa que sofre de TAG sempre ter\u00e1 problemas com ansiedade, se a expectativa \u00e9 se livrar dela, j\u00e1 fique sabendo que n\u00e3o vai acontecer. O que muda \u00e9 a forma como se lida com isso. Aos poucos o paciente vai retomando as r\u00e9deas da sua vida. H\u00e1 relatos de \u00f3timos resultados (obtidos atrav\u00e9s de exames de imagem) em pacientes que praticaram medita\u00e7\u00e3o budista, cuja finalidade \u00e9, dentre outras, acalmar a mente e aumentar o controle das emo\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos pensamentos.<\/p>\n<p>O caminho escolhido para tratamento \u00e9 muito particular, cada qual encontrar\u00e1 o seu, desde que admita que tem uma doen\u00e7a e acredite que tem potencial para lidar de outra forma com a situa\u00e7\u00e3o. Melhor encarar de frente o problema e trabalhar nele do que viver uma vida de restri\u00e7\u00f5es escravo de uma mente ansiosa.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que clima de carnaval n\u00e3o combina com psiquiatria barata, para dizer que seu problema \u00e9 justamente o oposto, n\u00e3o pensar ou ainda dizer que n\u00e3o leu mas acha que sofre de TAG: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ansiedade \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o humana voltada para nossa sobreviv\u00eancia. Quando algo considerado um risco faz disparar um alerta e entramos em estado de ansiedade. 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