{"id":9638,"date":"2016-02-21T14:00:39","date_gmt":"2016-02-21T17:00:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=9638"},"modified":"2016-02-21T04:50:41","modified_gmt":"2016-02-21T07:50:41","slug":"tender-critica-the-man-in-the-high-castle","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2016\/02\/tender-critica-the-man-in-the-high-castle\/","title":{"rendered":"Tender critica: The man in the high castle"},"content":{"rendered":"<h2>The man in the high castle<\/h2>\n<p>(Brasil: O homem do castelo alto), 2015 &#8211; Criado por: Frank Spotnitz. Estrelando: Alexa Davalos, Rupert Evans, Luke Kleintank, DJ Qualls , Cary-Hiroyuki Tagawa, Rufus Sewell, Joel de la Fuente. G\u00eanero: Guerra \/ Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica.<!--more--><\/p>\n<style>.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }<\/style>\n<div class='embed-container'><iframe src='https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zzayf9GpXCI' frameborder='0' allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<hr \/>\n<p>Deus, em sua infinita bondade, permitiu que tr\u00eas mentes brilhantes convergissem em um ponto comum. A primeira mente \u00e9 de Philip K. Dick, escritor de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que inspirou filmes como &#8220;Minority Report&#8221; e &#8220;Blade Runner&#8221;, o que nos leva \u00e0 mente de Ridley Scott, diretor do filme do ca\u00e7ador de andr\u00f3ides, al\u00e9m de &#8220;Aliens&#8221; e &#8220;The Martian&#8221; e que aqui ele atua como um dos produtores da s\u00e9rie. Por \u00faltimo, temos a mente de Frank Spotnitz, escritor e um dos respons\u00e1veis pela exist\u00eancia de Arquivo X, uma das s\u00e9rie mais influentes dos \u00faltimos tempos. Essas tr\u00eas mentes unidas criaram a s\u00e9rie &#8220;The man in the high castle&#8221;, um misto de guerra, fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e suspense que mostra que realmente vivemos uma Era de Ouro das s\u00e9ries, o que \u00e9 muito bom j\u00e1 que no cinema pouco coisa bacana t\u00eam aparecido.<\/p>\n<p>Na trama apresentada em &#8220;The man in the high castle&#8221; provavelmente teria sido pior, j\u00e1 que os nazistas teriam ganho a guerra e, conseq\u00fcentemente, conquistado os principais pa\u00edses aliados. Como estamos falando de uma produ\u00e7\u00e3o americana, \u00e9 l\u00f3gico que toda a hist\u00f3ria se passa em solo estadunidense, mostrando um pequeno grupo de rebeldes lutando contra a tirania dos alem\u00e3es e dos japoneses, que dividiram os EUA conforme um fr\u00e1gil acordo de colabora\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses do eixo.<\/p>\n<p>Se fosse um canal de TV como Fox, Warner ou Sony, uma hist\u00f3ria como essa seria uma f\u00f3rmula f\u00e1cil recheada de clich\u00eas e propagandas ianques fajutas. N\u00e3o que a s\u00e9rie n\u00e3o sofra com esses pequenos deslizes, sen\u00e3o n\u00e3o seria uma obra do Tio Sam, mas como a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo exibida pela Amazon, a qualidade e a liberdade criativa batem frente a frente com as melhores series da Netflix. Isso porque o que poderia ser uma propagada estadunidense acaba virando uma grande teoria da conspira\u00e7\u00e3o, desde \u00e0s pequenas rela\u00e7\u00f5es entre os personagens at\u00e9 os bastidores das duas maiores pot\u00eancias mundiais da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a por causa de algumas c\u00f3pias de filmes cuja assinatura \u00e9 de uma pessoa chamada &#8221;O homem no alto da colina&#8221;, uma figura misteriosa e persona non grata diante dos olhos nazistas. Tanto alvoro\u00e7o acontece porque os filmes revelam a hist\u00f3ria como a conhecemos, com os pa\u00edses aliados ganhando a guerra. Isso, na vis\u00e3o dos alem\u00e3es \u00e9 uma propaganda que alimenta os grupos rebeldes espalhados pelo pa\u00eds. Por um acaso do destino, uma das c\u00f3pias cai nas m\u00e3os de Juliana Crain (Alexa Davalos) que percorre o pa\u00eds com o filme em uma miss\u00e3o que ela nem sabe muito bem qual \u00e9. Enquanto isso Joe Blake (Luke Kleitank), um rebelde recrutado recentemente, tamb\u00e9m acaba em poder de uma das c\u00f3pias e seu caminho se cruza com o de Juliana.<\/p>\n<p>Do outro lado do pa\u00eds, o namorado de Juliana, Frank Frink (Rupert Evans) passa maus bocados nas m\u00e3os dos japoneses, que al\u00e9m de descobrirem que ela fugiu com uma das c\u00f3pias, descobrem tamb\u00e9m que os antepassados do rapaz s\u00e3o judeus. Essas pequenas rela\u00e7\u00f5es entre os personagens, fazem do roteiro de &#8220;The man in the high castle&#8221; algo not\u00e1vel, te prendendo a todo momento para saber como eles ficar\u00e3o, se v\u00e3o sofrer nas m\u00e3os dos ditadores ou se v\u00e3o conseguir desvendar os mist\u00e9rios dos filmes e do homem do castelo alto. Desses tr\u00eas, a atua\u00e7\u00e3o que mais gostei foi a de Luke Kleitank, que apresenta um personagem cheio de facetas e mist\u00e9rios, revelando aos poucos seus verdadeiros prop\u00f3sitos. Outro que tamb\u00e9m tirei o chap\u00e9u foi para Rupert Evans, que sofre f\u00edsica e psicologicamente nas m\u00e3os dos japoneses.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, apresentar a hist\u00f3ria lentamente \u00e9 uma das melhores decis\u00f5es tomadas pelos roteiristas, que n\u00e3o se apressam em momento algum e deixam sempre alguma expectativa, alguma ponta solta de mist\u00e9rio que motiva a acompanhar a s\u00e9rie epis\u00f3dio ap\u00f3s epis\u00f3dio. Vai se vendo, por exemplo, em que um mundo dominado por ditadores, n\u00e3o se pode confiar em ningu\u00e9m, mas ao mesmo tempo, algumas pessoas ligadas ao poder ficam infelizes com tanta viol\u00eancia e desgra\u00e7a, virando a casaca ocasionalmente. \u00c9 nesse clima de conspira\u00e7\u00e3o que entramos no ambiente pol\u00edtico, em um mundo dividido pelo Jap\u00e3o e pela Alemanha, que venceram a guerra ap\u00f3s soltarem uma bomba at\u00f4mica em Washington D.C. Por\u00e9m, a Alemanha demonstra poderio b\u00e9lico, tecnologia e influ\u00eancia muito maiores do que o Jap\u00e3o, o que acaba causando alguns desconfortos diplom\u00e1ticos entre os dois pa\u00edses, principalmente durante a visita da fam\u00edlia real japonesa em territ\u00f3rio americano. Nesses bastidores, h\u00e1 tamb\u00e9m gente jogando dos dois lados, alguns defendendo interesses japoneses, outros defendendo os alem\u00e3es e at\u00e9 alguns poucos rebeldes infiltrados, mas no final das contas, o clima vai ficando cada vez mais tenso e alguns chegam a falar de uma poss\u00edvel guerra entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>A It\u00e1lia n\u00e3o aparece muito na trama, mas pelo livro d\u00e1 para saber que ela preferiu manter seu poder no mediterr\u00e2neo e pa\u00edses africanos, pouco se metendo no enxame de abelhas que virou os Estados Unidos, principalmente ap\u00f3s uma doen\u00e7a n\u00e3o declarada de Hitler. Esse fato far\u00e1 com que em algum momento o l\u00edder se aposente, deixando o poder nas m\u00e3os de nazistas que acham que os japoneses s\u00e3o muito brandos com as culturas dominadas por eles. Como podem notar, \u00e9 um cen\u00e1rio complexo, cheio de pequenas feridas expostas e barris de p\u00f3lvora prestes a explodirem.<\/p>\n<p>O clima de opress\u00e3o constante e a forma de mostrar uma realidade que por pouco n\u00e3o aconteceu s\u00e3o os maiores trunfos da s\u00e9rie. Al\u00e9m disso, os j\u00e1 citados deslizes de propaganda americana meio que se justificam na forma dos rebeldes terem algum pouco de orgulho patriota como motiva\u00e7\u00e3o. Para quem procura uma s\u00e9rie com mist\u00e9rio, suspense e reviravoltas, esta \u00e9 a oportunidade ideal, uma obra que com certeza entrou no meu seleto ranking das melhores s\u00e9ries que j\u00e1 vi.<\/p>\n<p><strong><em>Por: Tender, o pseudo cr\u00edtico<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>The man in the high castle (Brasil: O homem do castelo alto), 2015 &#8211; Criado por: Frank Spotnitz. Estrelando: Alexa Davalos, Rupert Evans, Luke Kleintank, DJ Qualls , Cary-Hiroyuki Tagawa, Rufus Sewell, Joel de la Fuente. 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