{"id":9842,"date":"2016-03-28T06:00:20","date_gmt":"2016-03-28T09:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.desfavor.com\/blog\/?p=9842"},"modified":"2025-11-25T19:59:44","modified_gmt":"2025-11-25T22:59:44","slug":"vai-ou-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.desfavor.com\/blog\/2016\/03\/vai-ou-volta\/","title":{"rendered":"Vai-ou-volta."},"content":{"rendered":"<p>O mundo d\u00e1 voltas&#8230; e muitas vezes acaba no mesmo lugar. Falando de relacionamentos amorosos, Sally e Somir discordam hoje sobre o que \u00e9 mais f\u00e1cil de se fazer, se tentar o novo ou reciclar. Os impopulares voltam para dar suas opini\u00f5es.<\/p>\n<h6>Tema de hoje: \u00e9 mais f\u00e1cil reatar um relacionamento ou come\u00e7ar um do zero?<\/h6>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SOMIR<\/span><\/h4>\n<p>Pra ser honesto, nada \u00e9 f\u00e1cil nesse campo. Mas, se pararmos pra pensar, faz sentido que retornar para um terreno conhecido te deixe mais preparado para lidar com os inevit\u00e1veis problemas de um relacionamento. N\u00e3o nego que a bagagem de um t\u00e9rmino possa ser pesada, mas \u00e9 um peso conhecido. J\u00e1 d\u00e1 pra come\u00e7ar sabendo se d\u00e1 pra carregar ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>O que nunca \u00e9 o caso de um novo relacionamento. Surpresas s\u00e3o parte integrante de conhecer e conviver com uma nova pessoa. Nada mais comum do que come\u00e7ar algo com uma pessoa e descobrir depois de um tempo que aquilo n\u00e3o vale mais o esfor\u00e7o. E n\u00e3o tem como prever isso&#8230; \u00e0s vezes passam-se muitos anos at\u00e9 o pacote todo ficar evidente e sabermos se o b\u00f4nus compensa o \u00f4nus.<\/p>\n<p>Nem estou dizendo que n\u00e3o \u00e9 pra arriscar com uma pessoa nova, todos temos que fazer isso diversas vezes na vida, faz parte do jogo e \u00e9 claro que muitas vezes as surpresas s\u00e3o boas, mas&#8230; n\u00e3o estamos perguntando o que \u00e9 mais f\u00e1cil? \u00c9 mais f\u00e1cil navegar por um mar que voc\u00ea conhece e tem o mapa ou simplesmente se perder na imensid\u00e3o azul? Tem gente que deriva muito prazer da novidade, da aventura, mas&#8230; convenhamos, n\u00e3o \u00e9 assim que a humanidade funciona em m\u00e9dia. A maioria de n\u00f3s n\u00e3o est\u00e1 muito empolgada com a ideia de n\u00e3o saber para onde est\u00e1 indo. Pra cada explorador, milhares de pessoas que nunca sa\u00edram de suas vilas&#8230; \u00e9 a natureza humana gostar do que \u00e9 familiar.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o podemos esquecer \u00e9 que toda pessoa vai ter seus problemas, lugares perigosos de se ir, armadilhas, segredos&#8230; imposs\u00edvel n\u00e3o chegar na vida adulta sem alguma bagagem problem\u00e1tica. Mas, tudo bem, todos temos nossos defeitos, faz parte de um relacionamento saud\u00e1vel lidar com eles. Ningu\u00e9m precisa ser perfeito. E pensando nisso, o que \u00e9 mais simples? Saber onde esses problemas est\u00e3o ou ter que se virar enquanto eles surgem? Muita gente fica trocando de parceiro(a) numa esperan\u00e7a que existe algu\u00e9m ideal esperando. Faz parte de amadurecer perceber que ideal \u00e9 o que fazemos, n\u00e3o o que vai cair no nosso colo.<\/p>\n<p>Todo mundo tem seus problemas. Tem um ditado que eu adoro: &#8220;n\u00e3o importa o qu\u00e3o bonita seja uma mulher, tem sempre um cara que n\u00e3o aguenta mais ela nesse mundo&#8230;&#8221;. Procurar algu\u00e9m novo n\u00e3o vai evitar os problemas, vai s\u00f3 trocar os problemas. N\u00e3o deixa de ser uma roleta: pode ser que caia um logo no come\u00e7o bem f\u00e1cil de lidar, pode ser que demore cinco anos de namoro pra dar de cara com um que se julga imposs\u00edvel de lidar. O novo n\u00e3o garante nada nesse campo. O conhecido&#8230; bom, o conhecido permite uma escolha.<\/p>\n<p>E \u00e9 disso que eu falo aqui: reatar com um ex n\u00e3o \u00e9 garantia alguma de evitar os problemas que fizeram tudo acabar pra come\u00e7o de conversa, mas \u00e9 entrar na rela\u00e7\u00e3o com uma escolha. E encarar uma dificuldade por escolha nos faz ter uma for\u00e7a completamente diferente do contexto &#8220;reativo&#8221; no qual ele surgiu da primeira vez. \u00c9 normal se sentir injusti\u00e7ado quando algum ruim cai no seu colo, mas a mentalidade n\u00e3o \u00e9 completamente outra quando voc\u00ea compra a briga sem a surpresa?<\/p>\n<p>Num exemplo que talvez aliene mulheres: ao inv\u00e9s de lidar com um carro quebrando no meio da estrada, voc\u00ea est\u00e1 comprando um quebrado pra reformar. N\u00e3o \u00e9 muito mais f\u00e1cil lidar com a segunda op\u00e7\u00e3o? Porque na verdade, o trabalho de consertar \u00e9 o mesmo. Mas voc\u00ea j\u00e1 sabe o que \u00e9, sabe quanto vai custar&#8230; e digo mais, sabe que se der errado, voc\u00ea escolheu aquele risco.<\/p>\n<p>E n\u00e3o podemos ignorar que pessoas est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o. Nem estou dizendo que \u00e9 necessariamente pra melhor, mas se voc\u00ea encontra uma pessoa alguns anos depois, ela j\u00e1 tem algo de diferente pra mostrar. E isso vale para os dois lados: quem disse que somos eternamente incapazes de lidar com algo? O tempo passa, vamos somando capacidades, revendo conceitos&#8230; o que parecia imposs\u00edvel de lidar quando se terminou pode ser encar\u00e1vel. O que a outra pessoa tinha pra causar o problema j\u00e1 pode ter sido reduzido ou mesmo eliminado.<\/p>\n<p>E por n\u00e3o ser uma novidade total, d\u00e1 pra se concentrar no ponto em quest\u00e3o: voc\u00ea j\u00e1 conhece a base daquela pessoa, se tem algo que fez o relacionamento acabar da primeira vez, voc\u00ea pode ir direto ao ponto, n\u00e3o precisa conhecer todo o resto. Cada pessoa reage de um jeito. O ser humano \u00e9 muito complexo, at\u00e9 mesmo tentar ajudar algu\u00e9m pode bater numa ferida desconhecida e fazer ela reagir da forma completamente oposta. Mas, quando voc\u00ea sabe os caminhos daquela pessoa, sua energia pode ficar concentrada no que \u00e9 importante.<\/p>\n<p>E na pr\u00e1tica, retomar a intimidade \u00e9 bem mais r\u00e1pido. \u00c9, querendo ou n\u00e3o, um corpo que j\u00e1 foi aceito uma vez, \u00e9 uma presen\u00e7a conhecida. N\u00e3o \u00e9 pra ter mais reservas sobre sexo ou afetividade em geral, pode at\u00e9 ser meio estranho num momento inicial, mas \u00e9 um encaixe que j\u00e1 foi testado (com e sem trocadilho). Sempre bacana pular aquela fase meio insegura no come\u00e7o. E com o b\u00f4nus que uma retomada provavelmente religa o &#8220;doping&#8221; de se apaixonar j\u00e1 com as duas pessoas sem vergonha ou restri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sim, \u00e9 complicado esquecer as merdas que acabam acontecendo numa rela\u00e7\u00e3o que termina, mas obviamente estamos falando de gente que aceitaria retomar. Se \u00e9 perdo\u00e1vel ao ponto de considerar voltar, a bagagem pesa o suficiente para ser carregada. Certeza de funcionar ningu\u00e9m vai ter, nunca. Mas, bobagem ignorar que saber onde se pisa torna as coisas mais simples.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou defendendo que retomar relacionamentos \u00e9 melhor que procurar novos, porque acho que essa resposta nem existe em geral, mas&#8230; se me perguntam o que parece mais f\u00e1cil&#8230;<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para dizer que vai ignorar meu texto e voltar nele depois, para dizer que \u00e9 mais f\u00e1cil pegar sem se apegar, ou mesmo para me dizer qual \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o da insanidade: <a href=\"mailto:somir@desfavor.com\">somir@desfavor.com<\/a><\/p>\n<h4 class=\"uk-heading-line\"><span>SALLY<\/span><\/h4>\n<p>O que \u00e9 mais f\u00e1cil: reatar um relacionamento com um ex ou come\u00e7ar um relacionamento do zero?<\/p>\n<p>Acho mais f\u00e1cil come\u00e7ar do zero. Sem v\u00edcios, sem m\u00e1goas, sem bagagem.<\/p>\n<p>Tem seu lado trabalhoso engatar um relacionamento com uma pessoa nova. Aquela odiosa fase onde ningu\u00e9m se conhece, onde ningu\u00e9m est\u00e1 confort\u00e1vel e onde todos tentam mostrar e valorizar o que tem de melhor. Mas, passados esses seis meses de teatrinho e joguinhos, \u00e9 um processo que flui melhor com gente nova do que com ex.<\/p>\n<p>Passados esses primeiros meses, uma pessoa nova te permite construir o que voc\u00ea quer que aquela rela\u00e7\u00e3o seja. \u00c9 como um bloco de papel em branco, onde novos pactos, novos projetos ser\u00e3o escritos. Aquela rela\u00e7\u00e3o pode ser qualquer coisa que voc\u00ea escolher. J\u00e1 um recome\u00e7o n\u00e3o, vem com marcas, cicatrizes e muitas regras preexistentes que precisar\u00e3o ser revistas.<\/p>\n<p>A neuroci\u00eancia explica que \u00e9 muito dif\u00edcil mudar padr\u00f5es de comportamento, em qualquer \u00e1rea da vida. Quando voc\u00ea se comporta sempre de um jeito, as conex\u00f5es neurais do seu c\u00e9rebro convergem para esse ato, criando um atalho, e voc\u00ea tende a repeti-lo por este ser o caminho mais f\u00e1cil para seu c\u00e9rebro. \u00c9 como entrar em uma trilha aberta ou ter que abrir uma trilha nova com um fac\u00e3o em um mato cerrado: a tend\u00eancia \u00e9 ir pela trilha que j\u00e1 est\u00e1 aberta.<\/p>\n<p>Retornar um relacionamento antigo \u00e9 ter que lutar contra essas trilhas j\u00e1 abertas, que provavelmente n\u00e3o s\u00e3o o melhor caminho, dado que o relacionamento terminou. Acho mais f\u00e1cil abrir trilhas novas do que lutar contra o poder do h\u00e1bito, contra uma tend\u00eancia cerebral de repetir um padr\u00e3o de caminho j\u00e1 aberto. O medo de recair nas mesmas brigas, nos mesmos problemas, nos mesmos estresses me faz achar mais f\u00e1cil come\u00e7ar do zero. Quem nunca ouviu que d\u00e1 mais trabalho consertar algo mal feito do que refazer do zero?<\/p>\n<p>Nos primeiros meses, conhecer a pessoa, conhecer seus h\u00e1bitos e prefer\u00eancias deve tornar uma retomada de relacionamento algo muito confort\u00e1vel. Mas depois&#8230; Depois os problemas vem junto tamb\u00e9m. Problemas que j\u00e1 n\u00e3o puderem ser vencidos anteriormente, em uma primeira fase desse relacionamento. Quem garante que poder\u00e3o ser vencidos agora? Se o casal fosse mesmo t\u00e3o funcional, n\u00e3o teriam terminado, teriam superado os problemas. A menos \u00e9 claro, que tenham batalhado duro para mudar. Mas, quem hoje em dia batalha duro para mudar? Exce\u00e7\u00f5es. A regra \u00e9 erros repetidos, repetidos e repetidos.<\/p>\n<p>Ok, pessoas mudam, pessoas melhoram. Mas, como eu disse, o poder do h\u00e1bito \u00e9 forte. \u00c0s vezes separadas as pessoas mudam e melhoram, mas juntas se emburacam no mesmo mar de lama de sempre. Neuroses que se complementam podem puxar o que tem de pior em voc\u00ea por mais fundo que voc\u00ea o tenha enterrado. D\u00e1 um trabalho desgra\u00e7ado rever tudo que j\u00e1 foi estipulado pelo casal e entender o que mudou, o que piorou, o que melhorou. \u00c9 bem f\u00e1cil ser induzido a erro ou enganado pelas informa\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p>Com uma pessoa nova, voc\u00ea pode ser uma pessoa nova. Aquela pessoa n\u00e3o tem refer\u00eancias suas. Seus vexames, seus piores erros, seus defeitos, tudo ainda \u00e9 um grande ponto de interroga\u00e7\u00e3o, a pessoa n\u00e3o te trata pensando em atos e conceitos pr\u00e9vios. \u00c9 uma chance de recome\u00e7ar, de ser melhor do que foi no passado. Por mais que a gente diga que vai tentar, ningu\u00e9m apaga lembran\u00e7as, \u00e9 improv\u00e1vel que qualquer pessoa consiga zerar totalmente as marcas de um relacionamento que n\u00e3o deu certo.<\/p>\n<p>Outro fator importante: com uma pessoa nova n\u00e3o existe o medo. Medo \u00e9 uma coisinha que sabota a vida da gente. Uma pessoa conhecida desperta medo de que ela repita os mesmos erros, que te magoe do mesmo jeito, que repita tudo aquilo que j\u00e1 te fez mal. Uma pessoa nova ainda n\u00e3o te deu motivos para ter medo, no m\u00e1ximo um medo em abstrato, muito menos poderoso do que um medo concreto e bem embasado. Com uma pessoa nova a tend\u00eancia \u00e9 ir de peito aberto, enquanto que com um ex, a tend\u00eancia \u00e9 ir com um p\u00e9 atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Se for uma pessoa nova, voc\u00ea sabe que est\u00e1 ali por interesse na pessoa. Com um ex, sempre pode ter uma armadilha acobertada pelo seu inconsciente: acomoda\u00e7\u00e3o por estar acostumado com aquela pessoa? Medo de tentar algu\u00e9m desconhecido? Tendemos a correr sempre para o mais f\u00e1cil e para o mais seguro, mas n\u00e3o gostamos de admitir e n\u00e3o raro camuflamos nossa covardia com o t\u00edtulo de \u201camor verdadeiro\u201d, para que ela se torne socialmente aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os defeitos, as incompatibilidades e at\u00e9 as diferen\u00e7as com uma pessoa nova tendem a ser mais toler\u00e1veis, afinal, voc\u00ea est\u00e1 sendo exposto a aquilo pela primeira vez. J\u00e1 os defeitos, incompatibilidades e diferen\u00e7as com um ex tendem a irritar mais, pois s\u00e3o coisas que j\u00e1 te fizeram mal em um passado recente. \u00c9 como cal\u00e7ar um sapato que machuca quando j\u00e1 se tem uma bolha no p\u00e9. Tudo vai doer mais, tudo vai incomodar mais, e, surpresa, voc\u00ea vai ter muito mais intimidade (que descamba para a falta de cuidado em momentos de putez) para reclamar.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou dizendo que retomadas de relacionamento n\u00e3o possam dar certo. Podem sim, quando as pessoas entram cientes do que as espera. O que estou dizendo \u00e9 que acho mais f\u00e1cil come\u00e7ar do zero do que remendar cagadas passadas. Pode ser feito? Pode sim. Mas \u00e9 muito mais dif\u00edcil de fazer. E justamente por essa falsa sensa\u00e7\u00e3o de facilidade que a Madame aqui de cima descreveu, tantas pessoas correm para ex com resultados desastrosos. Pensem bem antes de voltar para ex, fa\u00e7am o ex provar com atos que tudo que te incomodava mudou, porque f\u00e1cil, meus amores, n\u00e3o vai ser.<\/p>\n<p class=\"uk-background-muted uk-padding\">Para mandar o Somir para o cantinho da vergonha, para dar sua opini\u00e3o sem ficar em cima do muro apontado pr\u00f3s e contras de ambos os lados ou ainda para dizer que f\u00e1cil mesmo \u00e9 ficar sozinho: <a href=\"mailto:sally@desfavor.com\">sally@desfavor.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo d\u00e1 voltas&#8230; e muitas vezes acaba no mesmo lugar. 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