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	<title>JigCU &#8211; desfavor</title>
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	<description>REPÚBLICA IMPOPULAR</description>
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		<title>C.U.radoria de Conteúdo: a ciência do cu.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sally]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Dec 2021 15:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desfavor Explica]]></category>
		<category><![CDATA[JigCU]]></category>
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					<description><![CDATA[Saudações anais. Hoje me despeço da Sally neste ciclo didático de textos anais de 2021. Agradeço a parceria e o empenho por tentar tornar temas desagradáveis em algo que um ser humano possa ler. Para encerrar nossa parceria deixo a Sally freestyle, na área onde ela melhor escreve: ciência. Desejo um texto de viés científico, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Saudações anais.</p>
<p>Hoje me despeço da Sally neste ciclo didático de textos anais de 2021. Agradeço a parceria e o empenho por tentar tornar temas desagradáveis em algo que um ser humano possa ler. Para encerrar nossa parceria deixo a Sally freestyle, na área onde ela melhor escreve: ciência. Desejo um texto de viés científico, com o enfoque que ela quiser, sobre cu. Sem mais.</p>
<p><strong>JigCu</strong></em></p>
<hr />
<p>Minha obrigação de hoje é escrever um tema com “viés científico” sobre cu. A boa notícia é que este é o último texto no qual sou obrigada a me sujeitar ao tema escolhido por um leitor. A má notícia é que hoje vocês recebem quatro páginas falando sobre cu. Minhas mais sinceras desculpas.<span id="more-19233"></span></p>
<p>O termo científico para “cu” é “ânus”, que vem do latim: anus, em latim significa círculo, aro, anel. Se quisermos ser ainda mais específicos, o cu pode ser descrito como “orifício anal”, que seria o buraco propriamente dito. O que nos leva a uma questão filosófica interessante: o que é o cu? O conjunto da pele que compõe a saída do sistema digestivo, o buraco em si ou ambos? Debatam nos comentários.</p>
<p>Não foi fácil escrever este texto, primeiro pelos danos que ele fez no cache do meu computador (o armazenamento das informações que você procura). Para quem não sabe, suas buscas podem acabar norteando as publicidades que você recebe. Pois é. Tenho recebido publicidades de coisas que fariam Calígula corar. Mas isso não vem ao caso, estou me desviando do tema. </p>
<p>Não foi fácil escrever o texto por não existirem muito estudos científicos sobre cu. Não sei se existem e não são publicados ou se as pessoas têm o bom-gosto de apenas escolher outras partes do corpo como objeto de estudo, o fato é que achei pouco material sério sobre cu. Assim, não foi possível me basear em um único estudo, tive que pesquisar vários e pegar as informações mais interessantes de cada. </p>
<p>Pode não parecer, mas o cu é um fator muito importante para a classificação dos seres vivos. Ele é usado inclusive para catalogar espécies e separá-las em grupos: chupa coluna vertebral, você não é a única! A regra é clara: quanto mais evoluído o cu, melhor é o sistema digestivo/excretor, portanto, melhor aquele animal pode se alimentar (mais variedade de alimentos), portanto, maior e mais bem-sucedido ele é. Sim, o cu é indicativo de vitória na escala evolutiva.</p>
<p>O que nos leva à fascinante pergunta: existem animais sem cu? Sim, veja que dia glorioso, hoje você aprendeu que existem animais sem cu. A esponja do mar, por exemplo, não tem cu. “Mas Sally, se ela peidar ela explode?”. Não, querido leitor. Ela não tem a capacidade de peidar pois não tem um sistema digestivo que lhe permita isso. Sorte a da estrela do mar, que não precisa prender peido na casa do namorado, não é mesmo?</p>
<p>O cu também serve para dividir os animais em grupos e estabelecer ancestrais em comum. Seres mais evoluídos possuem um canal alimentar com duas aberturas (a de entrada da comida e a da saída). Seres menos evoluídos apresentam uma única abertura, por onde entra e sai. Como diria Rogerio Skylab: “cu e boca, é tudo a mesma coisa”. Em alguns casos, o cu também pode ser nariz. Sim, alguns animais usam o cu até para respirar. Os pepinos do mar, por exemplo, respiram pelo cu e a frase mais dita por eles deve ser “tá um cheiro de merda aqui, né?”.</p>
<p>Obviamente é muito melhor ter duas aberturas no corpo, uma para entrar e outra para sair. Abstraindo o bafo de merda que devem ter os animais com uma única abertura, ter dois buracos gera um benefício enorme: poder se alimentar novamente antes de expelir a refeição anterior. Além disso, um organismo que tem boca e ânus pode segmentar a digestão, desenvolvendo trechos com funções específicas de digestão, absorção e excreção. </p>
<p>Quando maior o trajeto que o alimento faz da boca ao cu, mais tempo e chances de ser absorvido ele tem. Nos humanos, por exemplo, da boca ao cu temos em média 9 metros, o que garante que tenhamos não apenas oportunidade, mas também estrutura para absorver quase tudo que nos é útil. Cada trecho do seu intestino é especialista em certos nutrientes e o trajeto é longo e demorado, pois é cheio de curvas. Um alimento pode demorar até 80 horas do momento em que entra pela boca até a hora em que sai pelo cu.</p>
<p>Como se forma o cu? O cu é tão importante que existem dois genes específicos que, ao longo da evolução, se dedicaram a desenvolver e aprimorar o furico de todos nós:  Brachyury e ParaHox, são os genes engenheiros de merda responsáveis pela formação dos tecidos que compõe o cu.</p>
<p>O cu, pasmem, está relacionado até com a atividade reprodutiva (não vale usar esse argumento para o mal, ok?). Em animais como aves, anfíbios, répteis, alguns peixes e mamíferos que põe ovos, o cu pode se misturar ou até se fundir ao aparelho genital e urinário. Isso significa um buraco multifunção: saem urina e fezes, entra o bilau do macho e saem ovos. Lavem bem qualquer ovo antes de quebrar a casca e fritar, é provável que tenha merda para tudo quanto é lado. Chupa Bolsonaro, aparelho excretor pode reproduzir sim.</p>
<p>Normalmente, o cu com o qual você nasce é o mesmo cu com o qual você morre. Mas, existem exceções. Alguns animais parecem ter um “cu temporário” chamado de “ânus transitório”. Isso foi detectado em alguns tipos de minhocas: abre um cuzinho novo em um lugar que era fechado, expele algumas coisas e depois o pequeno ânus se fecha. Eu já pedi desculpas pelo texto de hoje? Reitero: desculpa.</p>
<p>Existem animais com vários cus. É o caso dos Platelmintos, os vermes com formato achatado, onde alguns possuem um único cu enquanto outros tem diversos. São os chamados “ânus múltiplos”. Ao que tudo indica, os Platelmintos com um cu não discriminam os Platelmintos com vários cus e vice-versa. Platelmintos são mais inclusivos do que o ser humano.</p>
<p>Sabe aquela expressão “é de fazer cair o cu da bunda”? Pois é, ela pode ser verdadeira. Existe um escorpião chamado Ananteris Balzani que pode fazer seu cu cair da bunda. Quando é atacado por um predador, o escorpião pode liberar parte de sua cauda para servir de isca para o predador enquanto ele foge. O problema é: o cu do escorpião fica na ponta de sua cauda, coladinho ao ferrão. Na real, nem deveríamos dizer picada se escorpião e sim cuzada de escorpião, mas, enfim, quando ele solta a cauda do corpo o cu se vai junto.</p>
<p>Como a cauda do escorpião não se regenera, o bichinho fica, literalmente, sem cu. À medida que o escorpião vai comendo, o alimento que não é absorvido vai se acumulando em seu abdômen, até que a dilatação é tanta que provoca rachaduras, abrindo um novo cu, desta vez na barriga. O funcionamento do organismo não é mais tão eficiente, mas o escorpião pode sobreviver por meses (o máximo documentado foram oito meses) depois do surgimento desse novo cu improvisado. Considerando que a vida de um escorpião é de poucos anos, oito meses é muito, é como se a gente passasse uns 20 anos sem cu.</p>
<p>A contrário do que muitos pensam, o tamanho do cu não é proporcional ao tamanho do animal nem ao tamanho da sua boca. A baleia azul, por exemplo, que é o maior mamífero da Terra e que tem uma boca onde caberiam 400 pessoas, tem um cuzinho de apenas 20cm. Como ela come animais muito pequenos, ela não precisa de um cu muito grande para expelir os dejetos não digeridos. O tamanho está diretamente relacionado à necessidade.</p>
<p>Para encerrar este texto maravilhoso, este conteúdo de qualidade, esta despedida do C.U., vamos entender como, aos olhos da ciência, você pode cuidar melhor do seu cu. </p>
<p>Tudo começa na posição na qual você escolhe cagar. “Mas Sally, todo mundo caga na mesma posição”.  Queria eu, caro leitor, viver em um mundo onde todo ser humano sabe usar uma privada. Tem gente que caga com os pés na tábua, acocorada como uma coruja, tem gente que caga sentada de frente para a caixa que armazena a água da privada, eu não duvido que alguém cague plantando bananeira&#8230; tem de tudo nessa vida. </p>
<p>Mas, a dica da posição não está relacionada ao lado para o qual você se senta e sim a como estão as suas pernas. Originalmente, o corpo humano foi criado para cagar agachado no meio do mato e, estudos indicam que esta continua sendo a melhor posição, pois promove o completo relaxamento do cu e esvaziamento do intestino. </p>
<p>Por isso, o ideal é sentar no vaso com as pernas dobradas e joelhos acima da linha da cintura, fazendo com que seu tronco e suas pernas formem um ângulo de 35°. Existem inclusive apoios para os pés desenhados com essa finalidade: deixar seu corpo na melhor posição para cagar (se quiser pesquise por “Squatty Potty” no Google).</p>
<p>Ao cagar nessa posição você exige menos do seu cu, aumentando sua durabilidade e consegue um completo esvaziamento do intestino. Além disso atenua problemas como prisão de ventre, cólicas e previne o surgimento de outros contratempos anais que podem surgir com o tempo, como hemorroidas ou até incontinência. </p>
<p>Em alguns países de fato se ensina as pessoas a cagarem assim desde pequenas, como é o caso do Irã, e de fato onde se caga nesta posição há menos relatos de problemas anais, portanto, tudo indica que está é a melhor posição. Qualquer apoio para os pés ajustado na altura certa (tem muitas imagens online para você se basear) ajuda a cagar melhor.</p>
<p>Outra dica importante: a partir do momento em que você se senta no vaso para cagar, você tem cinco minutos para concluir a tarefa sem causar danos ao seu organismo. A abertura anal gerada ao sentar no vaso desloca o ânus para baixo e exerce enorme pressão. Há relatos médicos de pessoas que passaram muito tempo sentadas ao vaso (muito tempo = meia hora) cujo reto saiu pelo ânus, ou seja, o cu caiu da bunda. Geralmente isso acontece com quem já tinha algum problema preexistente, mas, mesmo assim, não faz bem ao seu cu ficar muito tempo sentado no vaso sanitário.</p>
<p>Quanto mais tempo sentado no vaso você fica, mais frouxo se cu se tornará, podendo gerar problemas como hemorroidas ou coisa pior. Então, nada de ler sentado ao vaso. Senta, faz o seu trabalho e vai ler no sofá, onde seu cu não está sendo pressionado. Em cinco minutos dá para finalizar a tarefa e, se não dá, é sinal de que você precisa consultar um médico.</p>
<p>Vamos conversar sobre a limpeza. Nos primórdios o ser humano se limpava com folhas, grama, pedras, espigas de milho, pele de animais, neve e até com conchas! Não admira que a média de vida fosse inferior aos 30 anos, metade da população provavelmente morria de laceração anal. Hoje não há mais necessidade de agredir seu cu dessa forma. Cuide bem dele, pois, ao contrário do escorpião, é o único que você vai ter a vida toda.</p>
<p>Papel higiênico não é a melhor opção para limpar seu cu. Eu sei, eu sei, todo mundo usa, é o normal blá, blá, blá, mas o certo mesmo é limpar com água e sabão (e secar muito bem depois, com uma toalha, sem usar muita força). Não sendo possível usar água e sabão, o indicado é usar aqueles lencinhos umedecidos para limpar bumbum de bebê e lavar com água e sabão quando chegar em casa. “Mas Sally, eu não tenho bidê”. Instala um chuveirinho ao lado do vaso. Ou então faz o combo “uma cagada, um banho”.</p>
<p>Por fim, um conselho básico: cague quando tiver vontade de cagar, se isso for possível. Prender o cocô de vez em quando não vai fazer mal, mas se isso se tornar um hábito, você pode sim ter sérios problemas no futuro. Além do corpo suportar a pressão de algo que quer sair, quando cagamos estando com vontade de cagar, as fezes saem de forma mais fácil, pois há contrações e uma série de mecanismos do organismo que auxiliam o processo. </p>
<p>E, se você for forçado à degradante experiência de cagar fora de casa em um ambiente insalubre, tenha em mente que, apesar de todo mundo temer a tampa do vaso, a maior parte das infecções e problemas vem dá água do vaso. Por isso, previna-se e, além de todas as medidas que já toma, coloque papel higiênico dentro do vaso antes de cagar, assim, quando a bosta bate na água, a água não bate na bunda/cu, te infectando com todo tipo de praga que esteja naquela água.</p>
<p>Sorriam, é o fim da era do C.U. no desfavor. Só falta o texto do Somir em dezembro e encerramos esse ciclo.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que não quer o C.U. se vá, para dizer que tem muita gente com cu maior que o da baleia azul ou ainda para dizer que preferia não ter lido nada disso: <a href="mailto:sally@desfavor.com">sally@desfavor.com</a> </p>
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		<title>C.U.radoria de Conteúdo: Beijo Grego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Desfavor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 16:29:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ele disse, Ela disse]]></category>
		<category><![CDATA[JigCU]]></category>
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					<description><![CDATA[Recebemos uma lista de temas do C.U. para esta coluna, e acredite se quiser, essa foi a menos terrível. Beijo grego, para quem era feliz e não sabia, é o ato de estimular o ânus do parceiro ou da parceira com a boca. Sally e Somir são obrigados a decidir de qual lado é pior [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recebemos uma lista de temas do C.U. para esta coluna, e acredite se quiser, essa foi a menos terrível. Beijo grego, para quem era feliz e não sabia, é o ato de estimular o ânus do parceiro ou da parceira com a boca. Sally e Somir são obrigados a decidir de qual lado é pior estar, do lado da boca&#8230; ou do ânus.</p>
<p><strong>Tema de hoje: o que é menos pior, ser o ativo ou o passivo no beijo grego?</strong><span id="more-19112"></span></p>
<h4 class="uk-heading-line"><span>SOMIR</span></h4>
<p>Agora eu entendo quando dizem que masculinidade pode ser tóxica&#8230; vejam bem: dada e escolha entre colocar ou não a boca no cu de outra pessoa, a minha masculinidade acaba me forçando a colocar. Sim, eu escolho ser o ativo. Eu prefiro não ser colocado numa posição de vulnerabilidade anal, mesmo que isso me coloque numa situação de merda.</p>
<p>Nada contra o que outros fazem ou deixam de fazer com o cu, se é algo que te agrada e você encontra parceiros que também gostem, seja muito feliz brincando de centopeia humana; eu que não acho algo muito condizente com o ato sexual. A natureza teve alguns milhões de anos para projetar órgãos especializados para o prazer sexual, e eu me considero satisfeito com o resultado. Não vejo a necessidade de colocar o sistema (puramente) excretor na jogada.</p>
<p>Mas, ei, esse não é o ponto do texto. Pela premissa que o C.U. nos apresentou, o contato entre boca e cu é inescapável, só nos resta escolher a posição que estaremos durante ele. E é aí que eu decido que o desconforto de entrar em contato com o buraco por onde a mulher defeca é um pouco melhor do que o desconforto de ceder o controle sobre o buraco pelo qual eu defeco.</p>
<p>Minha mente progressista gostaria de não ter essas limitações de natureza sexual, mas o que o coração quer, o coração quer. E no caso, meu coração não me quer “entregue” a outra pessoa dessa forma. Por mais que minha preferência exclusiva por mulheres me coloque numa situação mais segura durante o sexo, afinal, a probabilidade de eu estar com uma mais forte que eu é basicamente nula, ainda sim o beijo grego presume uma posição de total entrega de controle.</p>
<p>Posição na qual eu prefiro não me encontrar. Não só você tem que se posicionar de forma a perder reflexos rápidos, bunda pro ar de uma forma ou de outra, você ainda cede muito da sua capacidade de percepção sobre a mulher em questão. Não gosto de perder o controle sobre meu cu. Quem põe a boca pode tentar colocar mais coisas&#8230; e não dá para ficar muito bravo, afinal, você abriu um precedente ao abrir as bandas e permitir aquele contato imediato de terceiro grau anal!</p>
<p>Eu não queria escrever esse texto nem tanto pela baixaria, afinal, não tenho reputação a zelar, mas porque eu ia acabar fazendo um argumento que eu sei que é escroto, mas não consigo pensar diferente: mulher não pode ter muito poder no sexo. Entendam, não é que eu quero oprimir, é que como eu respeito a ideia de pleno consentimento feminino, mulher já tem poder demais no jogo sexual: ela que escolhe se vai ter sexo ou não. Homem só tem querer antes de começar a relação sexual, poder mesmo é da fêmea. Se ela quiser, a coisa avança.</p>
<p>Pra mim, nada mais justo do que retomar o controle após ela tomar essa decisão. E isso implica em não se colocar em posições vulneráveis e/ou passivas. Como eu entendo: assim como homem não respeita mulher que não exerce seu poder de escolha no pré-sexo, eu acredito que mulher não respeita homem que não exerce seu poder no durante. Tudo na vida é sobre sexo, menos sexo&#8230; sexo é sobre poder. Ao me colocar numa situação vulnerável assim, eu acredito que não estou cumprindo minha parte.</p>
<p>É uma forma prolixa de dizer que tenho medo que ela enfie um dedo (ou algo pior) no meu cu? Sim. Mas admita, eu sei fazer parecer bem mais profundo sem colocar em risco minhas profundezas. Mas a coisa não termina aqui, temos a mecânica anal da coisa: salvo uma preparação especializada, ânus e fezes quase sempre estão na mesma frase.</p>
<p>Quer dizer que eu estou de boa com entrar em contato com fezes? De forma alguma, só quer dizer que se alguém tiver que passar a vergonha de ter resíduos ou mesmo acidentes anais, que não seja eu. A pessoa com a boca assume o risco de consumir coliformes fecais, mas pelo menos nunca é a pessoa que tem que passar pela vergonha de ter um acidente. Eu não sei como um ser humano pode se divertir sabendo do risco de colocar suas fezes em contato com outro. Eu jamais poderia ficar à vontade nessa situação.</p>
<p>Já do outro lado, o problema é da outra pessoa. Você só pode ser vítima, nunca perpetrador do crime de contaminação. Eu lido mal com vergonha, eu fico com vergonha das coisas ruins que eu faço pelo resto da vida, eu lembro de coisas vergonhosas que eu fiz quando tinha 8 anos de idade até hoje. Memória vergonhosa vai para um lugar de armazenamento permanente do cérebro. Se a vida passa diante dos seus olhos antes de morrer, eu tenho certeza que vai ser 99% vergonha.</p>
<p>Já a memória das vergonhas alheias é muito mais frágil. Mesmo que seja daquelas coisas que te fazem sofrer em conjunto, a famosa vergonha alheia, é o tipo da coisa que você esquece muito mais fácil. Um acidente durante um beijo grego sumiria da minha mente fácil se não fosse o meu cu que o tivesse criado. Senão, seria só mais uma memória eterna de vergonha. Repito: se alguém for passar vergonha, que seja outra pessoa. Eu até sou mais compreensivo com ela pelo alívio de não ser a minha vergonha.</p>
<p>Mesmo que você descubra tarde demais que aconteceu um acidente, é só lavar a boca com um pote de desinfetante bucal e ficar um tempo sem comer mousse de chocolate para não trazer a memória. Pode ser difícil manter uma relação com uma pessoa que te colocou nessa situação? Pode. Mas novamente, pra mim é sempre mais fácil se eu não for o culpado. Se a pessoa que me colocou nessa situação ficar com vergonha, a chance dela pedir repeteco cai absurdamente. Se eu ficar com vergonha, ela provavelmente vai tentar mais vezes para tentar fazer eu me sentir bem de novo, o que seria uma derrota em vários sentidos.</p>
<p>Eu queria ser uma pessoa mais relaxada e menos preconceituosa, mas não sou. O importante na vida é se conhecer e tentar tirar o melhor das suas capacidades. Mesmo que isso signifique ficar cara a cara com as merdas da vida.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que o C.U. se superou dessa vez, para começar a me chamar de comedor de cocô, ou mesmo para dizer que essa preocupação anal toda é sinal de coisa mal resolvida: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
<h4 class="uk-heading-line"><span>SALLY</span></h4>
<p>“Se você fosse obrigado a fazer ou receber um beijo-grego, qual dos dois escolheria?”</p>
<p>Este sem dúvida é o pior texto que eu fui obrigada a escrever pelos leitores. É indigno, é baixo é desnecessário. Desde já peço desculpas pelo tema e pela argumentação que vou ter que usar.</p>
<p>Desta vez o C.U. queria escolher um tema para a coluna “Ele Disse, Ela Disse”, alegando que faz muito tempo que não falamos em assuntos escatológicos. Ele enviou uma lista extensa de temas antagônicos e pediu que Somir e eu escolhêssemos um no qual a gente discordasse. Acreditem, este era o tema menos pior.</p>
<p>Não tem nada de bom que possa ser dito aqui, eu dispensaria as duas opções. Você lambe privada? Mesmo que alguém passe um sabãozinho antes? Pois é. Chamem de fresca, mas a ideia de colocar a minha boca em um lugar onde há trânsito diário de merda não me apetece.</p>
<p>“Ain mas colocar a boca em um lugar onde sai mijo tudo bem”. Em minha humilde opinião, entre mijo e merda há uma diferença abissal, sem contar que ninguém coloca a boca (acho eu) dentro do canal de onde vem o mijo. A boca é colocada nas adjacências, no entorno, não no buraco urinal em si.</p>
<p>Então, se a gente for falar em entorno, o equivalente seria lamber a bunda e não o cu. Basta de falsa simetria, isso não será tolerado aqui. É sério, eu estou muito chateada de ter que escrever estas coisas, não vou poder me desculpar o suficiente. Não era isso que eu queria para meu blog.</p>
<p>A questão me afronta de tal forma que eu nem sequer consigo chegar no topo da pirâmide de Maslow e pensar em futulidades, estou no primeiro degrau, no da sobrevivência, no da higiene, no da preocupação em não encher a boca com coliformes fecais. Não me venham dizer se é bom isso ou aquilo, minha prioridade, neste momento, é não comer merda – e me parece uma preocupação bastante razoável.</p>
<p>Se a natureza quisesse que enfiássemos nossas línguas no cu alheio, ela teria feito merda com sabor hortelã. Você faz? Tá joinha, problema seu. Eu não quero, e para não enfiar minha boca em lugar onde regularmente transita merda eu topo a contraproposta do tema. Hoje, meus queridos, não há vencedores, há apenas sobreviventes aqui, lutando por um restinho de dignidade.</p>
<p>A questão para o Somir e para mim, que não apreciamos coliformes fecais, é sobre a opção menos indigna. Na verdade, dignidade não há, pois quando você é obrigado a fazer algo que não quer, a dignidade sai de cena. Eu pensei nessa fascinante questão meio que por exclusão: qual é a opção que me obriga a ter o menor contato possível com o cu alheio?</p>
<p>Provavelmente eu não estou fazendo o menor sentido para você, e peço desculpas pela minha baixa performance argumentativa. Permitam-me tentar explicar o ponto: como eu vejo, sem querer desmerecer quem faz, a escolha aqui é entre porcaria ativa e porcaria passiva. Eu prefiro servir de via do que de agente para algo que considero um atentado à higiene.</p>
<p>E não é apenas de merda que estamos falando, que fique bem claro. Tem a questão do suor. É uma área, digamos, pouco ventilada. É uma área com dobras. É uma área que, em algumas pessoas, têm pelos. Com sorte pode ser uma pessoa limpinha que acabou de tomar banho e que se depila, mas com azar&#8230; ah, não me façam começar a elencar o que pode acontecer com azar.</p>
<p>Além disso, um fator que deve ser considerado é o controle de esfíncter alheio. A gente sabe do nosso, nossos limites, nossas reações, mas não sabemos do alheio. Eu não sei se não pode acontecer uma situação sólida, líquida ou gasosa como intercorrência. Eu gosto de supor que todos vão trabalhar para que não aconteça, mas&#8230; dá para dizer que é impossível de acontecer?</p>
<p>Outro fato passível de ponderação: a vista não deve ser bonita. Sobretudo quando falamos em aplicar este tipo de atentado contra um homem. Um cu cabeludo, duas bolas cabeludas caídas nas proximidades&#8230; não, não, obrigada. Não estou disposta.</p>
<p>“Mas Sally, pode fechar o olho”. E não ver em que condições se encontra o local antes de colocar a minha boca nele? É o tipo de salto de fé que eu não sou capaz de dar. Eu não entro nem no banheiro sem ligar a luz antes e dar uma rápida inspecionada no local, quem dirá no lugar de onde saem as coisas que vão no banheiro.</p>
<p>É um atentado a vários sentidos: visão, olfato, paladar e, dependendo das condições e circunstâncias, à audição e ao tato. É muita coisa para abstrair. Só em um estado zen que desconecte todos os sentidos do corpo e, mesmo assim, em algum momento esses sentidos voltam, e com eles o gosto que ficou. Não tenho condições emocionais de passar por isso.</p>
<p>Não que estar do lado passivo seja digno – a meu ver, longe disso. Mas o trabalho sujo fica com outra pessoa e, em caso de acidentes, imprevistos ou erros de execução, será ela a receber as consequências. Eu deixo o risco para terceiros, obrigada.</p>
<p>E antes que alguém comece com “é bom”, “você que não sabe fazer”, “você é fresca” e similares, gostaria de lembrá-los que gosto não se discute. Cada um faz o que quer. Você gosta? Maravilha. Faça. Depois crie um blog, escreva nele 13 anos e depois deixe o seu leitor mais degenerado escolher a sua pauta, aí você conta que gosta e aponta os lados bons.</p>
<p>Novamente, peço perdão pelo dia de hoje.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que está rindo do nosso sofrimento, para dizer que não quer nem ter que pensar nesse dilema ou ainda para perguntar se pode pegar covid assim: <a href="mailto:sally@desfavor.com">sally@desfavor.com</a></p>
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		<title>C.U.radoria de Conteúdo: Des Contos.</title>
		<link>https://www.desfavor.com/blog/2021/05/c-u-radoria-de-conteudo-des-contos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 17:01:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JigCU]]></category>
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					<description><![CDATA[Saudações anais. Caro Somir, passei anos aguentando seus contos de ficção científica, e sempre senti falta de contato humano neles. Por isso, peço para que escreva um conto erótico. Como você é nerd, eu vou ser bem claro: o conto deve ser baseado em situações de cunho sexual e ter pelo menos uma descrição de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Saudações anais.</p>
<p>Caro Somir, passei anos aguentando seus contos de ficção científica, e sempre senti falta de contato humano neles. Por isso, peço para que escreva um conto erótico. Como você é nerd, eu vou ser bem claro: o conto deve ser baseado em situações de cunho sexual e ter pelo menos uma descrição de relação sexual.</p>
<p>Mas um dos envolvidos precisa estar com uma diarreia incontrolável. Incontrolável mesmo.</p>
<p>Boa sorte.</p>
<p>JigCU.</em><span id="more-18486"></span></p>
<h4 class="uk-heading-line"><span>SOMIR</span></h4>
<p><strong>Tecnicamente, eu tenho o texto perfeito:</strong></p>
<p>Trellax acorda de mais uma longa noite na Horizon-7, nave colonizadora que partira da Terra há 73 anos, rumo ao segundo planeta da estrela Epsilon Eridani, batizado como Eridani-II. Mas não havia tempo para contemplar a falta de imaginação de quem deu o nome, sua rotina diária o esperava.</p>
<p>Voluntário para um turno de um ano terrestre como zelador da nave, Trellax conseguira um desconto considerável na passagem. Não à toa: o trabalho não era realmente difícil considerando o grau de automação dos sistemas da Horizon-7, mas um ano como a única pessoa acordada do sono criogênico em toda a nave era uma tarefa não só solitária como tediosa.</p>
<p>Em menos de uma hora, todos os sistemas foram confirmados como operacionais, a carga verificada para contaminações diversas, os sinais da Terra e dos satélites de Eridani-II devidamente recebidos&#8230; Trellax estava novamente entregue ao marasmo. Ainda faltavam mais de 7 meses para terminar seu turno e as parcas possibilidades de entretenimento destinadas a ele já não cumpriam bem seu papel.</p>
<p>Ainda havia uma biblioteca de livros, vídeos e músicas suficiente para durar séculos, mas nada o interessava depois de tantos meses. A comida não servia como distração, restrita a pacotes de refeições prontas perfeitamente balanceadas, mas totalmente sem graça. Nem mesmo a academia que o ajudou a recuperar o tônus muscular depois de décadas congelado fazia mais efeito em seu humor.</p>
<p>Trellax só encontrava algum alento na Cabine. A Cabine era uma área isolada nas entranhas da nave, construída de forma a não chamar muita atenção, mas provavelmente o destino mais comum para todos os voluntários durante seus turnos. Depois de mais um almoço sem graça, Trellax seguiu pelos corredores num zigue-zague entre os setores de suporte à vida, num caminho que sua mente já decorara.</p>
<p>A Cabine ficava numa sala sem marcações, vazia senão por um grande sarcófago metálico, parecido com as câmaras criogênicas, mas com um objetivo bem diferente: gerar algum conforto para mentes cansadas da rotina e sedentas por estímulo sexual. Seu sistema se integrava à mente do utilizador, gerando imagens e sons realistas, e até mesmo algumas sensações rudimentares estimulando áreas específicas do cérebro.</p>
<p>A tecnologia não era exatamente legal, embora estimuladores neurosexuais fossem lugar comum na Terra quando partiram, duras legislações controlavam as cenas possíveis, evitando fantasias consideradas muito violentas ou ilegais. A Cabine não tinha nenhuma dessas restrições, utilizando um software pirata com opções ilimitadas. Quem a colocou ali sabia que homens e mulheres privados de contato humano por tanto tempo precisariam de muito mais que o pacote habitual para aguentar a missão.</p>
<p>Trellax aperta um botão na lateral do objeto, e suas portas se abrem. Ele se aninha entre os braços metálicos da Cabine, e encaixa a cabeça dentro de um capacete que se ajusta automaticamente à forma de seu crânio. Em poucos segundos, a imagem fria da sala, com seus jatos de vapor e luz débil dá lugar a um opulento salão de arquitetura árabe. No centro do lugar, uma grande piscina aquecida, e nela várias mulheres sorrindo.</p>
<p>Ele olha para o próprio corpo, está nu, como de costume. Suas companheiras de realidade virtual também. Mulheres dos mais diversos tipos, cores e formas. Elas se movem lentamente, como se estivesse posando para um pintura. Exibem seus corpos igualmente nus para ele, com olhos e sorrisos desejosos. Ele segue em direção à piscina, e logo é abraçado por uma voluptuosa ruiva, seios fartos pressionados contra seu braço. Ele sorri, e percorre as curvas da mulher com a mão enquanto se senta na borda.</p>
<p>Imediatamente, uma esguia morena se ergue da água, cabelos encaracolados impossivelmente arrumados escorrendo, sorriso emoldurado por carnudos lábios vermelhos. Ela se aproxima de Trellax, os braços enroscados em suas pernas, e se aproxima de seu membro. Dois profundos olhos verdes brilham ao fazer contato com os seus. Ela faz menção de oferecer sexo oral, aproximando a boca do pênis de Trellax. Dentro da cabine, ereções nunca falham, e são alcançadas por mera vontade do dono.</p>
<p>Mas depois de meses, Trellax não sente mais a mesma alegria com aquele lugar. Nas primeiras semanas, passava quase o dia todo ali, recebendo os prazeres de dezenas mulheres baseadas em todos seus gostos. Ultimamente, não mais que uma hora por vez. Ele olha para a mulher sedenta pelo seu sexo e não vê mais a graça de outrora. Ao invés de dar a ordem para iniciar uma ereção, ele levanta a mão direita e faz um gesto específico pinçando os dedos, como se estivesse apertando algo.</p>
<p>O harém desaparece, dando lugar a uma sala estéril, com altas paredes brancas e uma cadeira ao centro, sobre um tapete persa. Trellax está sentado nela, com o uniforme padrão da tripulação.</p>
<p>“Bem-vindo ao sistema neurosexual ExP. Você deseja fazer alguma alteração?” – diz uma voz feminina.</p>
<p>“Eu quero&#8230; uma&#8230; eu&#8230; sabe do que mais? Eu não sei o que eu quero!”</p>
<p>“Comando não reconhecido.” – ela responde depois de alguns segundos.</p>
<p>“Posso ver os cenários criados para as pessoas que vieram antes de mim?”</p>
<p>“Os cenários de cada utilizador são protegidos pela legislação de privacidade universal, artigo 2, podendo ser acessados apenas por autorida&#8230;”</p>
<p>“Menu especial” – ele faz mais um sinal com a mão, abrindo e fechando todos os dedos da mão três vezes.</p>
<p>“Opção?” – a voz se torna muito mais robótica.</p>
<p>“Histórico de cenários.”</p>
<p>Diante dele, aparecem vários quadros com pequenos filmes passando, todos de natureza extremamente sexual. Eles formam um cilindro ao seu redor, girando lentamente. Pode ver desde cenas relativamente inocentes como um casal fazendo sexo numa cama de forma apaixonada como algumas fantasias bem violentas. Numa delas, um homem é esquartejado enquanto urra de prazer, em outra, uma mulher retira seus órgãos internos através do umbigo, lentamente.</p>
<p>“Remover opções com violência nível 3 ou mais.”</p>
<p>Outras imagens vão assumindo o lugar das que desaparecem. Ele percebe de relance o corpo nu de uma criança.</p>
<p>“Remover opções com menores de 18.”</p>
<p>Várias imagens desaparecem. Ele suspira contrariado. Continua observando as cenas até que uma chama sua atenção. Automaticamente, a Cabine a coloca em foco. Uma mulher de feições orientais aparece sentada numa pequena sala de estilo japonês. Ela está sobre um tatame, vestindo um kimono de cores vibrantes, rosto esbranquiçado e cabelo preso como uma verdadeira gueixa. Ela sorri de forma tímida. A imagem dá um salto rápido.</p>
<p>“Gostei dela, eu quero entrar nessa.”</p>
<p>“O cenário foi sobrescrito em partes e pode estar corrompido. Deseja continuar?”</p>
<p>“Sim.”</p>
<p>Trellax está vestindo um robe, sem nada por baixo. A gueixa se levanta graciosamente, e com um gesto manual, o convida para se sentar no tatame. No centro dele, uma pequena mesa apoia uma chaleira e duas xícaras. Trellax se anima com a novidade e vai chegando perto da mulher. Suas mãos buscam pelo vão do kimono, tentando sentir as pernas dela.</p>
<p>Ela dá um tapa delicado em sua mão. Seu sorriso terno se transforma em reprovação, mas em claro tom de brincadeira. Ele sorri e obedece. Deveria ter pensado nisso antes: tem mais graça se a mulher não for tão fácil. Ela vai até o outro lado da mesinha e se abaixa para pegar a chaleira.</p>
<p>“Oh, não, acabou o chá.”</p>
<p>“O que vamos fazer?” – Trellax começa a gostar da brincadeira.</p>
<p>“Eu faço mais chá para o senhor, mestre.”</p>
<p>Ela, num movimento fluido, levanta o kimono, exibindo o corpo nu por baixo. Ele sobe até sua cintura, exibindo a pele lisa e muito branca em contraste com os pelos pubianos, frondosos e negros como a noite. Ele toma mais uma nota mental: fazer todas as mulheres depiladas na sua fantasia tornava tudo muito parecido. Ele espera ansioso pelo próximo movimento de sua companheira.</p>
<p>Ela levanta a tampa da chaleira, passa a perna para o outro lado da mesa e se abaixa sobre ela. Ele pode ver seu sexo se abrindo pelo movimento, ela parece compenetrada no que está fazendo. Até que ele finalmente entende o que está acontecendo.</p>
<p>Ela começa a urinar na chaleira. Um fluxo poderoso que começa a respingar por todos os lados. Trellax fica estático. Ela urina por alguns segundos, o suficiente para encher a chaleira. Com mais um movimento, junta as pernas e abaixa o kimono. Trellax está com os olhos arregalados, em dúvida se faz contato visual com ela ou não.</p>
<p>“Agora, eu te sirvo o chá, mestre.”</p>
<p>“Sabe do que mais? Eu acho que&#8230;” – ele faz o gesto de fechar novamente.</p>
<p>Mas dessa vez, nada acontece.</p>
<p>“Mestre, o senhor não vai me desonrar de não experimentar meu chá, não?”</p>
<p>“É&#8230; eu não estou com vontade de chá&#8230;”</p>
<p>Ele faz o gesto novamente. Nada.</p>
<p>“Então o senhor deseja a sobremesa?”</p>
<p>“Sistema, fechar. Sistema&#8230; fechar!”</p>
<p>“Vou servir do jeito que o mestre mais gosta.”</p>
<p>Ela abre o kimono, exibindo o corpo nu. Quem quer que tenha criado ela, sabia o que estava fazendo. Belos seios e curvas, sem exageros. Por um momento, ele até esquece que estava tentando sair dali. Para tornar a missão ainda mais difícil, ela se aproxima com um olhar sedutor. Antes que ele tenha muita ideia do que estava acontecendo, ela já havia tirado seu robe e deitado por cima de Trellax.</p>
<p>Com movimentos suaves, ela começa a massagear seu corpo, usando o dela para gerar o máximo de contato possível. É como se o corpo dela fosse capaz de deslizar sem atrito sobre o dele. Ele decide que era apenas um fetiche estranho de outra pessoa, mas não era motivo para desistir de tudo. A parte da massagem estava excelente. Ele dá a liberação mental para ter uma ereção, o que ela percebe imediatamente.</p>
<p>A gueixa se vira, ainda por cima de Trellax. Ela fica de costas, sentada sobre ele, quando guia seu membro para dentro de si. Trellax relaxa e começa a curtir o movimento.</p>
<p>“Está na hora do chocolate.” – Ela diz antes de rir de forma tímida.</p>
<p>“Chocolate?”</p>
<p>De um pequeno e delicado ânus que até a pouco mal chamava sua atenção, um jato dantesco de uma grossa substância marrom voa em direção ao seu corpo. Primeiro atingindo sua barriga, depois subindo enquanto ela inclinava o corpo, até atingir seu rosto. O cheiro era terrível. O gosto, pior ainda. Até o som seria capaz de embrulhar o estômago.</p>
<p>O jato de diarreia finalmente se acalma. Trellax leva as mãos aos olhos, tentando limpar o excesso antes de abrir novamente os olhos. Quando o faz, vê a mulher ainda posicionada, com o buraco agressor apontado firmemente em sua direção. Ele tenta se desvencilhar da chave de pernas criada pela gueixa, mas não tem a força necessária. O peso dela parece aumentar na medida da força que faz.</p>
<p>“SISTEMA! Ptuu&#8230; plff&#8230; SISTEMA! ENCERRAR!”</p>
<p>A imagem começa a se desfazer, mas antes que a cena da sala branca consiga se materializar, um clarão com um som metálico toma seus sentidos. Ele se vê de volta sob as garras da gueixa.</p>
<p>“O mestre quer mais?”</p>
<p>“NÃO!”</p>
<p>O ânus dela se abre lentamente, o corpo da pequena gueixa tremendo em antecipação. Trellax tenta escapar mais uma vez, mas impedido pela força sobrenatural daquela mulher, apenas fecha os olhos. O som de líquido e gás sob pressão chega antes do impacto, direto em sua cara. Ele vira o rosto para tentar livrar o nariz, esquecendo até que estava numa simulação.</p>
<p>O fluxo de matéria fétida continua por segundos, minutos&#8230; horas. Depois de tanto tempo, a voz da gueixa pode ser ouvida por trás da cacofonia diarreica num riso repetido, como se fosse um disco riscado. A sala onde estavam começa a inundar, num mar marrom de cheiros e visões traumatizantes.</p>
<p>Nada da diarreia da gueixa terminar, nada da força descomunal em suas pernas ceder. Trellax começa a flutuar naquele líquido repulsivo, até que finalmente o peso dela sobre seu corpo força os dois a virar de ponta cabeça, ele começa a sentir sinais de afogamento, por mais que tente evitar engolir, é impossível. A sua cabeça começa a ficar leve, o corpo também. Eventualmente, ele perde a consciência.</p>
<p>“Argh!”</p>
<p>Trellax acorda, dentro da Cabine. Ele levanta o braço para ver quanto tempo ficara lá. Dezesseis horas. Solta o capacete e sai lentamente de dentro da máquina. Ele olha para baixo e percebe a calça manchada. Com uma expressão envergonhada, ela se afasta dali, ainda processando o acontecido.</p>
<p>No dia seguinte, Trellax completa todas suas tarefas e volta para a Cabine.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que esse foi o pior conto erótico do universo, para dizer que odeia o C.U., ou mesmo para dizer que nojento é o nome dele: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>C.U.radoria de Conteúdo: Deepnude.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Mar 2021 16:08:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JigCU]]></category>
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					<description><![CDATA[Final de mês, C.U.radoria de conteúdo&#8230; Vamos ver o que o espírito de porco escolheu dessa vez? Anônimo 09/03/2021 às 23:31 Cu, manda o nerd explicar pra gente como é que faz aqueles deepnudes?? Bom, pelo menos tem uma parte técnica dessa vez. Como muitos de vocês ainda transam, acho que preciso explicar: deepnude é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Final de mês, C.U.radoria de conteúdo&#8230; Vamos ver o que o espírito de porco escolheu dessa vez?</p>
<blockquote><p>Anônimo<br />
09/03/2021 às 23:31</p>
<p>Cu, manda o nerd explicar pra gente como é que faz aqueles deepnudes??</p></blockquote>
<p>Bom, pelo menos tem uma parte técnica dessa vez. Como muitos de vocês ainda transam, acho que preciso explicar: deepnude é um nome pelo qual se popularizou a tecnologia de usar inteligência artificial para modificar fotos de pessoas vestidas de forma a deixá-las nuas. E quando eu digo pessoas, eu estou falando mulheres.<span id="more-18239"></span></p>
<p>Desde que o Photoshop existe, pessoas fazem montagens tirando a roupa de mulheres famosas ou colocando sua cabeça no lugar de uma atriz pornô. E na internet, eu lembro de ver montagens desse tipo desde o tempo da conexão discada. A ideia de usar edição de imagens para criar pornografia de uma pessoa não é uma novidade, mas a dificuldade de chegar nesse resultado diminuiu absurdamente desde então.</p>
<p>No começo, há mais de um século atrás, só quem tinha capacidade de desenhar podia fazer algo do tipo. Já tinha quadrinhos pornográficos com celebridades de Hollywood desde os anos 1920! E eu não duvido que alguns pintores mais talentosos não tenham feito coisa do tipo por vários e vários séculos. É até possível que pinturas famosas com mulheres nuas sejam variações dessa prática: vai saber se o artista não usou uma mulher para o corpo e outra para o rosto?</p>
<p>Mas como eu disse, a barreira de entrada para essa forma de nudez artificial foi desaparecendo com o avanço da tecnologia. E a quantidade de pessoas capazes de produzir esse tipo de imagem significou o aumento do número de mulheres desnudadas sem seu consentimento. Até pouco tempo atrás, a habilidade com o Photoshop era a última barreira: tem diferença considerável entre o que um iniciante e um especialista conseguem fazer nesse caso.</p>
<p>Ninguém acreditaria numa montagem feita por um leigo, eles sempre esquecem detalhes básicos como acertar a iluminação das duas fotos misturadas (o rosto está com luz vinda de cima, o corpo com luz vinda do lado) ou como fazer uma conexão realista entre a pele exposta real e a pele exposta da foto misturada. Alguém com experiência como eu reconhece todas as montagens feitas por amadores e quase todas feitas por profissionais. É relativamente difícil de fazer e não costuma ficar muito realista.</p>
<p>Mas a inteligência artificial vem para mudar esse jogo. Ao invés de misturar fotos de uma pessoa vestida e uma pessoa nua para gerar a impressão que a pessoa vestida está nua, ela desenha por cima da foto da pessoa vestida. O computador pode se dar ao trabalho de mudar cada pixel da foto, coisa que um humano jamais conseguiria fazer com a mesma qualidade.</p>
<p>Isso significa duas coisas: a maioria das pessoas se torna capaz de fazer uma dessas montagens de alta qualidade e a dificuldade de saber se a foto é real ou não começa a ficar cada vez maior.</p>
<p>E como funciona? Bom, são redes neurais na maioria dos casos. Redes neurais são programas de computador que tentam resolver os problemas entregues a elas por um misto de força bruta e pressão evolutiva. Explico: o programa primeiro aprende o que a pessoa quer dele, mas ainda não sabe como fazer, então ele começa a tentar de tudo para chegar nesse resultado. Com o passar do tempo e às vezes bilhões de tentativas, ele vai aprendendo o que funciona e o que não funciona, normalmente com um ser humano do outro lado dizendo se deu certo ou não.</p>
<p>A rede neural não tem conceito de nudez, só sabe que nas fotos com mulher pelada, existe uma maioria de pixels cor de pele, com algumas concentrações de outras cores em lugares chave. Ela recebe uma foto de uma mulher vestida e vai tentando trocar os pixels da roupa por pixels de pele, lembrando de algumas regras como criar seios separados, adicionar mamilos, pelos pubianos, etc.</p>
<p>Como eu disse em outro texto sobre redes neurais, o código que a rede neural usa para chegar nesse resultado nasce aleatório, mas vai aprendendo com o tempo. Atualmente, elas já conseguem gerar alguns resultados realistas, mas dependem muito da foto inicial colaborar: é mais fácil tirar um biquini do que um casaco! A inteligência artificial não sabe de verdade que está desenhando uma mulher pelada, e sim que faltam seios e genitália naquela foto&#8230; ela vai colocar isso, faça sentido na foto ou não.</p>
<p>O que ainda está segurando o deepnude é a quantidade imensa de processamento necessário. O computador precisa trabalhar bastante para alterar uma foto pequena, e mesmo assim, costuma errar mais do que acertar na média. Você reconhece uma foto editada por inteligência artificial pela baixa resolução (os pixels parecem bem visíveis) e detalhes como mamilos borrados (o computador não sabe o que é um mamilo).</p>
<p>Para vocês terem uma ideia, eu já vi vários exemplos até hoje e nenhum deles chegou perto de me confundir. Se você sabe que deepnude existe, é mais fácil perceber os problemas da foto. Mas muita gente não entende quase nada de edição de imagens e menos ainda de redes neurais, nos últimos meses eu já comecei a ver fotos que podem enganar leigos. Especialmente os que estão com muita vontade que aquela foto seja real&#8230;</p>
<p>Sem querer ser alarmista, mas já sendo: eu imagino que em uns cinco anos essas imagens comecem a confundir pessoas como eu. E quando isso acontecer, a imensa maioria das pessoas já não vai mais saber como diferenciar a foto real da foto modificada. Se tem mulher pelada e pornografia envolvida, podem ter certeza que vai ter milhares de homens trabalhando na tecnologia sem parar.</p>
<p>E mais: edição de imagens e vídeos por inteligência artificial sem fins pornográficos é uma indústria que não para de crescer. Tudo o que for descoberto por quem não está nessa para tirar roupa de mulheres em fotos e vídeos vai ser utilizado para tirar a roupa de mulheres em fotos e vídeos. Talvez até comecem a trabalhar em homens (muito embora quem gosta de ver pinto nunca vá ter dificuldade de ver um se sair pedindo por aí).</p>
<p>A tecnologia já está avançada, e vai continuar evoluindo a cada minuto dos próximos anos e décadas. Talvez num mundo cada vez mais isolado e avesso ao contato humano, torne-se substituto da coisa real para milhões de pessoas. Eu não estou falando só de desenhar peitos numa foto, estou falando de editar vídeos, criar modelos 3D de uma pessoa, colocá-la numa simulação em realidade virtual&#8230;</p>
<p>Eventualmente, bastará que uma mulher poste meia dúzia de fotos suas na internet para qualquer tarado ter uma simulação realista dela numa cena pornográfica, bastando um clique para chegar no resultado. Sim, não é a coisa real, nem mesmo é o vídeo de uma coisa real, mas se eu aprendi algo com tantos anos de internet, é que o ser humano tem uma capacidade assustadora de não depender da realidade para saciar seus instintos sexuais.</p>
<p>Vocês vão ouvir e ler cada vez mais sobre o tema, porque o avanço tecnológico é inevitável. Dado tempo suficiente, talvez muitos de vocês tenham problemas com isso, seja você mulher ou um homem com uma mulher próxima vitimada por uma montagem dessas.</p>
<p>Eu poderia entrar na onda das pessoas chamando tudo isso de um absurdo, dizendo que é uma forma de estupro, etc. Sim, eu concordo que é uma sacanagem com a pessoa que tem sua imagem violada dessa forma, mas eu prefiro ser realista e falar do problema da forma mais honesta possível: não adianta reclamar das pessoas que estão fazendo isso, não adianta passar lei proibindo a tecnologia, não adianta nem tentar envergonhar quem faz uso dela. Vai acontecer.</p>
<p>Repito: vai acontecer. Pode chamar de patético, pode chamar de estupro, pode falar o que quiser. A humanidade não consegue parar nem a pornografia infantil, algo que enfurece a imensa maioria das pessoas&#8230; tenham certeza que não vai conseguir parar pornografia simulada. Não tem choro, não tem apelo ao bom senso das pessoas fazendo isso.</p>
<p>Por isso, meu foco é em te ajudar a ajustar sua mente para o que vem por aí. Não tenho dúvidas que é no mínimo antiético distribuir imagens alteradas de mulheres desnudadas por inteligência artificial, mas isso não muda o fato que eventualmente pode acontecer com você ou com uma mulher com a qual você se importa. Lembre-se do efeito Streisand: quando você tentar esconder uma coisa da internet, a coisa fica imensamente mais popular. Quando maior o escândalo que você fizer ao redor do tema, mais gente vai compartilhar a imagem ou o vídeo.</p>
<p>Se acontecesse com uma namorada minha, eu provavelmente ia querer matar de porrada a pessoa que fez, mas para isso é importante encontrar a pessoa primeiro. Lembre-se que ameaça pela internet e nada são a mesma coisa. Tente achar a fonte, e nesse meio tempo faça todo o esforço possível para não chamar mais atenção para você ou para ela. Infelizmente pode acontecer de você nunca achar a fonte, especialmente se já foi compartilhado por muita gente. Aí, sinto muito dizer, o melhor é baixar a bola e esperar as pessoas se animarem com outra foto falsificada.</p>
<p>Tente manter na cabeça que é não é a coisa real, é um desenho feito por cima de uma imagem verdadeira. Se você tiver sangue frio suficiente, pode até brincar com isso e dizer que não está realista. Isso já deve desanimar muita gente. Longe de mim exigir frieza nessa hora, mas se conseguir, provavelmente a coisa deixa de ser tão problemática. Dica: encontre a foto original e deixe-a a mais pública possível. Isso pelo menos evita que os mais imbecis continuem dizendo que a montagem é real.</p>
<p>E provavelmente ajuda o fato que se isso começar a ficar muito fácil de fazer, vai ter tanta foto e vídeo alterado circulando que ninguém mais vai acreditar em nada. Se você puder se esconder na multidão, melhor ainda. É impossível impedir que uma pessoa faça uma montagem dessas para consumo próprio, não deixa de ser a mesma coisa que alguém imaginar uma mulher nas próprias fantasias.</p>
<p>Pode não ser muito popular o que eu vou dizer, mas vai lá: não adianta reclamar do deepnude, ele vai ficar cada vez melhor e mais fácil de usar. Vai ser mais uma dor de cabeça do mundo conectado, e quanto mais rápido isso acontecer com a maior quantidade possível de mulheres, menor vai ser o impacto em indivíduos. Eu sinceramente acho que é melhor não botar muita pressão em desenvolvedores de programas do tipo, porque se ficar restrito, as pessoas vão demorar muito tempo para saber que isso existe e muita mulher vai sofrer com excesso de holofotes quando uma montagem sua aparecer por aí. É melhor que aconteça logo, com milhões delas, ao ponto de ninguém mais dar bola.</p>
<p>É patético? É. Mas vivemos numa era onde milhares de mulheres ao redor do mundo descobriram que podem se prostituir virtualmente e ganhar muito dinheiro sem sequer ver seus clientes. Esse é o século XXI. Acostume-se com o patético, porque ele veio para ficar.</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que eu estraguei a baixaria do texto, para dizer que eu não te ensinei a fazer (um segundo de Google, anta), ou mesmo para dizer que vai começar a postar fotos pelada e dizer que é deepnude: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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		<title>C.U.radoria de Conteúdo: Puteiros.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Somir]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 15:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[JigCU]]></category>
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					<description><![CDATA[Conforme prometido, segue o primeiro texto de compensação pela punição do ano passado gerada por uma falha em cumprir a punição do ano retrasado&#8230; C.U. escolheu um tema da lista das sugestões do Desfavor. Janeiro é a minha vez. E é isso que eu recebo: putanheiro 16/10/2020 às 14:55 Desfavor Explica Puteiro Pra quem está [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.desfavor.com/blog/2020/12/o-c-u-de-2021/" rel="noopener" target="_blank">Conforme prometido</a>, segue o primeiro texto de compensação pela punição do ano passado gerada por uma falha em cumprir a punição do ano retrasado&#8230; C.U. escolheu um tema da <a href="https://www.desfavor.com/blog/sugestoes/" rel="noopener" target="_blank">lista das sugestões</a> do Desfavor. Janeiro é a minha vez. E é isso que eu recebo:<span id="more-17965"></span></p>
<blockquote><p>putanheiro<br />
16/10/2020 às 14:55</p>
<p>Desfavor Explica Puteiro</p></blockquote>
<p>Pra quem está acostumado com Free Hugs, até que não foi tão ruim. Mas, temos um problema: eu tenho virtualmente zero experiência com puteiros. Pois é, quem diria que um nerd teria dificuldade de versar sobre um tema desses?</p>
<p>Puteiros, também conhecidos como prostíbulos, são locais onde se encontra uma grande concentração de profissionais do sexo. Provavelmente um dos estabelecimentos comerciais mais estáveis desde o início da vida nas cidades, existem inúmeros registros confiáveis de bordéis por virtualmente todas as civilizações antigas.</p>
<p>E vejam só, alguns desses primeiros registros tinham uma aura&#8230; religiosa. Nas antiquíssimas civilizações ao redor dos rios Tigres e Eufrates, provavelmente as primeiras da nossa história, havia a prática da prostituição sagrada. Não confundir com as práticas modernas da religião: naquele tempo você ia ao templo para foder, não para ser fodido como se convencionou fazer nas últimas décadas. Mas, é claro, o seu dinheiro acaba na mão de algum sacerdote de um jeito ou de outro.</p>
<p>Naqueles tempos mais politeístas, havia a figura das deusas da fertilidade, e os rituais muitas vezes envolviam a prática do sexo com sacerdotisas. Transar com uma escolhida pela deusa da fertilidade ajudaria a pessoa a conseguir fazer filhos. E a prática continuou por muito tempo, uma das histórias bíblicas sobre a Babilônia falava sobre um costume muito curioso das mulheres locais: em homenagem à deusa Afrodite, toda mulher tinha que se prostituir por um dia no ano. Das mais pobres às mais ricas, iam ao templo da deusa na cidade, esperavam ser escolhidas por um homem que colocasse uma moeda no seu colo e só podiam voltar para casa com o dever feito.</p>
<p>Muitos termos sumérios e babilônicos para sacerdotisas, freiras e coisas do tipo são curiosamente relacionados com as palavras para prostitutas. Hititas, fenícios e judeus também tinham vários casos de prostituição sagrada nas suas histórias, inclusive a Bíblia original tem uma palavra para prostituta e uma para prostituta sagrada. E se você está se sentindo engatilhada, saiba que homens também estavam do lado receptor da prática, inclusive com palavras específicas para eles.</p>
<p>Grécia e Roma são civilizações diferentes, mas nem tanto. A baixaria do templo de Afrodite continuou em diversas formas durante os auges de ambos. Os romanos só mudaram o nome para Vênus e continuaram fazendo desses prostíbulos sagrados um grande negócio.</p>
<p>E nada de achar que a história só aconteceu no Oriente Médio e Europa, na Ásia, indianos e japoneses tiveram casos de prostituição sagrada em suas histórias. Inclusive, os indianos só pararam de vez com a prática em 1947! E só porque os britânicos estavam pressionando muito. E as Américas também entraram na brincadeira, mas com uma curiosidade: prostituição sagrada era coisa de macho para Maias, Astecas e Incas. Macho até debaixo de outro macho. Aparentemente eles eram realmente insistentes na ideia de não deixar mulher participar de religião. Azar dos meninos&#8230; o tempo passa e algumas coisas não mudam.</p>
<p>Ultimamente, estudiosos de gênero começaram a desafiar a ideia de prostituição sagrada, dizendo que era exploração sexual pura de pessoas mais fracas. O que eu quase consideraria se não tivesse vindo de estudiosos de gênero: são pessoas que acreditam que tudo é opressão dos homens sobre as mulheres e fazem qualquer ginástica mental para encaixar os fatos nessa visão de mundo. Quem parte da conclusão não está fazendo ciência. Se não está fazendo ciência, eu ignoro a opinião. Se eu quisesse ler a opinião de pessoas que não entendem nada sobre método científico, eu leria o horóscopo.</p>
<p>Com o avanço do monoteísmo, a prática foi saindo de moda ao redor do mundo. A prática de aplicar um verniz sagrado na história, é claro, porque a prática de concentrar mulheres da vida numa casa continuou bombando. Me arrisco até a dizer que durante muitos séculos, bordéis foram a única rede de segurança de muita mulher: se o caminho padrão do casamento não estivesse disponível, sobrava pouca oportunidade.</p>
<p>Temos várias histórias de bordéis que abrigavam essas mulheres por muitos anos, formando verdadeiras famílias. Não num sentido moderno de postar foto junto na rede social e se ignorar o resto do tempo, mas com laços de afeto poderosos, quase como “orfanatos de adultas”. Apesar dos conceitos de higiene pessoal terem melhorado muito desde então, por todo o conteúdo que eu já vi sobre o assunto, parecia algo menos “nojento” do que é hoje em dia. Havia alguma tentativa de manter uma imagem de modéstia.</p>
<p>Não se enganem, é milhões de vezes melhor que hoje em dia muita mulher possa conseguir um emprego num call center ao invés de ser obrigada a se prostituir, mas eu argumento que até porque a sociedade melhorou bastante nesse sentido de dar liberdades para a mulher se virar sem depender de homem, quem sobrou nos prostíbulos costuma estar num grau de desgraça maior, seja econômica ou psicológico. </p>
<p>Como eu já disse no começo do texto, minha experiência é bem limitada nesse sentido. Tenho orgulho de dizer que nunca contratei esse tipo de serviço, não por objeção moral, mas porque eu me recuso a pagar por algo que é grátis. E se você disser que todo homem paga uma hora ou outra, é porque não tem sequer papo suficiente para pegar uma mulher com mais dinheiro que você (nem precisa ser bonito, isso eu prometo!). É de graça. Não pague! Tem algum gene judeu no meu DNA, um dia eu faço o teste para confirmar.</p>
<p>Onde eu estava? Apesar de ter um coração libertário que quer ver a humanidade toda enfiando o dedo na tomada para aprender, nunca fui muito afeito às prostitutas e seu entorno, por mais que ache justo que o Estado não proíba uma cidadã de vender o próprio suor (e outras coisas mais). Mas, como homem, você eventualmente acaba num programa desses um dia ou outro. Se você não for um bunda-mole, consegue dizer não quando está namorando ou casado, mas quando está solteiro, é uma merda negar e pegar fama de viado. Eu deveria estar acima disso, mas não estou. Lembro que a Sally disse uma vez que fama de viado e fama de pinto pequeno nunca somem. A gente tem que fazer alguns acordos com o diabo nessa vida&#8230;</p>
<p>Puteiro é um lugar meio depressivo. Talvez menos quando você tem dinheiro suficiente para ir para os tops de linha e curtir ao vivo 90% das mulheres com mais seguidores do Brasil, mas quando você está em qualquer grau de precariedade, é um clima merda. Primeiro que puteiro se sente obrigado a ter uma de duas decorações: paredes descascadas de bar de esquina ou estupro visual total. Não adianta deixar a luz baixa se todas as cores do arco íris estão ofendendo seu senso estético com as decorações mais bregas possíveis.</p>
<p>Se você é uma pessoa da estética, que aprecia a beleza, não é o seu lugar. Há pouca ou nenhuma sofisticação na indústria, as trabalhadoras, os cafetões e os clientes não são conhecidos por um Q.I. elevado ou bagagem cultural. Homem que fala que teve uma conversa super cabeça com puta é homem que acha normal conversar sobre Big Brother Brasil, não é ela que é inteligente, você que é burro. A probabilidade de encontrar uma pessoa realmente brilhante nesse meio tende a zero. São tão inteligentes quanto influencers de moda e estética em geral (até porque&#8230; né?). O que não quer dizer que sejam pessoas obrigatoriamente ruins, podem ser muito simpáticas e prestativas (afinal, é parte do jogo), mas seus conceitos de papo cabeça precisam ser muito atualizados se aquilo te impressiona.</p>
<p>Vamos às putas: mulher bonita custa caro. Custa caro em genética, treino, estudo, dedicação ou status se quiser sexo de graça, custa caro em dinheiro se não quiser se preocupar com o resto. Puteiro é um retrato da beleza média da brasileira com roupas curtas e muita maquiagem. Não estou dizendo que são todas horríveis, tem muitas bem ajeitadinhas, mas para ter tanto puteiro no mundo, é meio óbvio que os padrões não podem ser tão altos. Sempre tem uma meia dúzia em cada lugar que você fica coçando a cabeça para entender como conseguem cliente. Mas quanto mais barato o lugar, mais o nível vai caindo.</p>
<p>E como é uma indústria às margens da sociedade guiada por gente que não é muito brilhante, faz parte do jogo tentar extorquir qualquer um que entrar no puteiro. Eles estão seguros que o instinto sexual masculino vence tudo e o cliente volta, por isso não ligam de tentar dar todo tipo de golpe financeiro em quem entra. Todo mundo deve conhecer o golpe da bebida: o líquido mais valioso do mundo é o uísque (provavelmente pirata) de um puteiro. Se você for um imbecil como eu que aceita a pressão externa e vai sem intenção de consumar o ato, o consumo vai custar caro do mesmo jeito. Não tome nada, não compre nada para as putas, é coisa de vinte vezes mais caro que em bar. Aliás, se não vai usufruir do serviço, nunca entre num puteiro. E pra falar a verdade, mesmo se for, não entre também, internet está aí pra isso.</p>
<p>Finalmente me sinto seguro e despreocupado o suficiente para dizer que nunca mais entro em um. Uma merda. Fama de viado é menos incômoda, e hoje em dia, até está na moda&#8230; eu disse que não era uma boa pessoa para falar desse tema. Mas tema forçado é isso aí. Minha única felicidade é que mês que vem é a Sally que vai aguentar!</p>
<p class="uk-background-muted uk-padding">Para dizer que vai espalhar que eu tenho pinto pequeno para completar a danação, para dizer que começou interessante, ou mesmo para dizer que sabe quando eu escrevo puto e acha mais divertido: <a href="mailto:somir@desfavor.com">somir@desfavor.com</a></p>
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