Escolha virtual.

O ser humano sempre teve a necessidade de conexão. O que em outros tempos só poderia ser tratado como a necessidade de se relacionar, hoje também pode ser visto como fazer parte da cada vez mais onipresente internet. Sally e Somir discordam sobre qual é a conexão que mais faria falta. Os impopulares se relacionam com o tema pela internet.

Tema de hoje: Do que você abriria mão para o resto da vida, relacionamentos amorosos ou internet?

SOMIR

Se eu fosse obrigado a escolher OU um OU outro, eu ficaria sem relacionamentos amorosos. Vocês tem todo direito de me chamar de monstro insensível, mas vamos pensar direito nas implicações de ser para o resto da vida. Isso é mais relevante para a pergunta do que parece.

Se alguém me dissesse que para estar com uma pessoa da qual eu gosto muito num relacionamento estável a condição era ficar sem internet, eu com certeza escolheria a pessoa. Porque essa escolha tem o tamanho exato do valor do relacionamento. É um preço concreto por um objetivo concreto. Se o relacionamento acabar, volta a internet. Se o relacionamento durar para o resto da vida, eu abri mão da internet por algo tangível. Compensou.

Agora, quando falamos de um conceito aberto como relacionamentos em geral e internet em geral, é hora de pensar de forma mais fria e calculista. Não tem uma pessoa específica nessa análise para ancorar o valor desse relacionamento, é algo genérico. Pode ser um casamento sólido ou um namorico estressante. Ou pior, um casamento estressante ou um relacionamento curto que você queria ver dando certo mas não deu. Existem muitas variações do que configuraria relacionamento amoroso. Aí é hora de tirar a média.

E é na média que se compara. A internet não é só um lugar onde você pesquisa informações, é uma das bases do mundo atual. E a tendência com o passar dos anos é que ela seja a principal dessas bases. Praticamente todas as atividades que fazemos atualmente de uma forma ou de outra incluem a grande rede. Eu cresci num tempo onde se vivia sim sem ela, mas já adianto para os mais novos que era meio como escrever uma livro com papel e lápis; claro, é possível; claro, tem seu charme; mas, porra, depois que você começa a usar um computador para fazer isso, é muito complicado aceitar uma redução acentuada de facilidades.

Se você achar que ficar sem internet é ter mais dificuldade de saber o ano que um filme saiu, está ignorando o mundo no qual vivemos. Antigamente, você estava fodido se não soubesse chegar num lugar e não tivesse ninguém próximo que soubesse. Tinha que viver num mundo muito isolado onde a sorte de encontrar quem soubesse o que você precisava descobrir tinha papel determinante no seu sucesso. A internet nos conectou. Se isso resultou em uma avalanche de opiniões imbecis em redes sociais, é um preço que se paga por ter uma considerável parta da humanidade pensando em conjunto.

Com um celular na mão, você tem a experiência e conhecimento de bilhões à sua disposição. Ficar sem internet não significa só não ter conexão no seu computador pessoal, significa abrir mão de todas as ferramentas que facilitam imensamente sua vida dentro e fora de casa. Aliás, do jeito que a coisa vai, temos cada vez mais serviços que só estão disponíveis na web. Presume-se que todo mundo consegue acessar, mesmo quem não tem dinheiro para pagar pelo acesso. O mundo está focado em tornar quase tudo o que puder em serviços online. Ficar sem internet de vez é voltar para a idade da pedra em muitos pontos da vida.

Você vai pagar um preço muito caro, pessoal, social e até mesmo profissional se abrir mão da internet. Suas possibilidades cada vez mais reduzidas enquanto o mundo caminha junto em direção à conectividade total. E é pro resto da vida! Se é assim agora, espera mais 20 anos. Você vai virar um indigente sem internet. E eu nem falei ainda de como a indústria a comunicação e do entretenimento convergiu para a rede. A tendência é que os conteúdos que não dependam de internet vão se reduzir sistematicamente nas próximas décadas. Duvido que o conceito de TV desapareça… mas, e se ela só vier pela internet daqui a 10 anos? E se os livros que você quiser ler só saírem num ebook? E se o disco que você quer ouvir não for lançado num lugar factível de fazer uma compra física?

Muita gente é feliz vivendo isolada numa cabana no meio da floresta, mas eu não seria uma delas, não sem internet. Entenda o seguinte: é triste nunca mais ter um namoro na vida, mas tem certeza que é pior do que ser “expulso” do mundo e viver uma vida análoga a um ermitão? Prestem atenção no nerd: eu sei direito o quanto a internet está interligada com a vida cotidiana. Se você parar para pensar como seguiria sua vida sem internet DE VERDADE, não só achando que perderia acesso ao Google, vai ver o tamanho do desafio que vai ser essa vida desconectada.

É impossível que não descasquem pra cima de mim por não escrever mais com o “coração” hoje, mas mesmo assim, tentem entender que eu não estou dizendo que relacionamentos amorosos são tão merda que perdem para ver um vídeo de gato no Youtube, estou dizendo que quando se somam todos os elementos do que significaria se desconectar, você começa a perceber como a web molda nossas vidas. E não precisa ser futurólogo para saber que ficará cada vez pior. A escolha é pra vida. Mais algumas décadas e é capaz de você nem conseguir nem marcar uma consulta no médico sem alguma forma de identificação online.

Então, entre relacionamentos genéricos e provavelmente a base da vida humana moderna… eu acabo pendendo pra internet. Você ainda vai ter sexo disponível, só vai poder pegar sem se apegar, mas algum alento do que estaria perdendo ainda poderia ser alcançado. Teria que se contentar em formar amizades fortes e fazer sexo casual. Não é o ideal, mas se a outra alternativa é lentamente se tornar um mendigo… pensa direito.

Mas, sim, eu disse no começo que se eu tivesse um relacionamento pra vida que exigisse sair da internet, eu aceitaria. Não é contraditório? É sim. Mas aí eu estaria respondendo com o “coração”. A gente faz muita maluquice para estar com a pessoa certa. Seria concreto, mesmo que não muito racional. Agora, essa não é a pergunta: Relacionamentos em geral podem ser os que vão bem, que vão mal, que acabam… pode ser ficar sem achar uma pessoa que interesse mesmo, pode ser se contentar com pouco… tem muita merda que pode acontecer. Se você abriu mão da internet, não quer dizer que vai ter um namoro ou casamento que presta. Pode inclusive ficar sozinho por muito tempo SEM internet. Se você abriu mão dos relacionamentos, a internet continuará sendo estável e cada vez mais rápida e pervasiva.

É questão de pensar friamente. Em geral? Eu escolho a internet. Eu sei que ela vai estar lá nos bons e nos maus momentos.

Para dizer que sente pena de mim, para dizer que me entendeu mas não quer se queimar, ou mesmo para dizer que eu não tenho coração: somir@desfavor.com

SALLY

O que você prefere abrir mão para o resto da sua vida: relacionamento amoroso ou internet?

Eu abro mão da internet, pois relacionamento amoroso é insubstituível. Por mais que seja mais trabalhoso pesquisar em outras fontes, eu sou de uma geração que cresceu boa parte da vida sem internet, eu sei que é possível buscar conhecimento sem ela, apesar de ser mais trabalhoso. Já a cumplicidade e as construções feitas em um relacionamento de verdade, bem, isso a internet nunca vai me dar.

Entre real e virtual, eu sempre vou escolher o real. O virtual é mais bonito, mais arrumado, mais perfeito… mas não me satisfaz. Eu sou fã do mundo real, não tem jeito. E sou fã de relacionamentos. Fico sem eles por um bom tempo, anos até, mas para sempre eu não topo.

Eu poderia ser feliz em um relacionamento, obtendo conhecimento através de livros, filmes, televisão, dvds. Mas não poderia ser feliz com um mundo de conhecimento da internet ao alcance de clique sem ter com quem dividir isso dentro de casa. De nada me serviria esse mar de conhecimento se não tivesse alguém para construir algo com todo esse material.

Relacionamentos acabam? Sim. O que é para sempre é herpes, não amor. Mas são ciclos que se fecham, outros virão. O fato de um relacionamento terminar não é motivo para não querer tê-los. E, enquanto dura, a troca e o aprendizado que temos é insubstituível, que fica para a vida, algo que a internet nunca vai te dar. Eu sou fã da cumplicidade estabelecida em relacionamentos e não abro mão disso por nenhum banco de dados do mundo. Sim, é isso que a internet representa para mim: um banco de dados. Se para você é mais do que isso… reflita.

Relacionamento é inerente ao ser humano, internet é uma criação que os emula muito precariamente. Por ser mais fácil, a internet pode ser mais atraente, mas também é mais vazia e superficial. Viver no mundo virtual é uma escolha medíocre e empobrecedora. Hoje em dia, arrisco até dizer que é um divisor de águas: os medíocres cada vez mais se refugiam no mundo virtual, enquanto algum corajosos continuam encarando a vida real, os relacionamentos reais, sem photoshop, sem armações, sem mentiras.

Pare e pense: o que uma pessoa impossibilitada de ter um relacionamento faz na internet? Qual é o ponto das fotos, das redes sociais, das conversas, da troca de ideias? Amizade? Bom, isso se pode ter ao vivo também. Conhecimento? Bacana, vai ser um poço de conhecimento e ir dormir sozinho todas as noites. Menos, gente, menos. É hora de lembrar e resgatar o que é realmente importante.

A internet se esgota em determinado ponto. Mesmo seu conteúdo sendo praticamente infinito, chega um momento em que ela atende a demanda diária daquela pessoa por informação. E aí? O que se faz no resto do dia? E as demandas pro carinho, por desabafar, por contato físico qualificado, com laços e sentimentos? Bem, acredito que muitas pessoas não sintam isso, que baste colocar uma foto ousada e ficar escutando elogios. Mas estas pessoas medíocres certamente não são vocês.

Internet é uma ótima ferramenta para afago de egos, atende com eficiência aos carentes e inseguros. Mas a aqueles que querem mais, que querem construir algo ao lado de outra pessoa, crescer com outra pessoa, criar laços e partilhar uma vida em comum, a internet não atende. Eu estou tão fora de moda assim? É realmente tão prescindível partilhar sua vida com um parceiro?

Internet é facilitador, relacionamento é necessidade humana. Eu sei que o Somir pensa que ele não precisa disso, que ele pode viver muito bem sem relacionamento e que ele se basta, mas também sei que isso nada mais é do que um mecanismo de defesa que ele criou. Ele pode espernear o quanto ele quiser: não é verdade. Trocar contato humano qualificado por internet, ainda mais para sempre, é uma furada.

O que é mais importante, ser ou parecer ser? Ter ou parecer ter? A internet nos possibilita o parecer (ser, ter, estar). Eu estou cagando para parecer alguma coisa, eu quero é vivenciá-la, e bem longe de câmera de celular. E pau no cu de quem me acha medíocre por colocar relacionamento como condição sinequa non para ser plenamente feliz. Isso não me faz medíocre, me faz humana.

Internet é condição sinequa non para você ser feliz? Terapia. Terapia urgente. O que deveria ser mera ferramenta, mero instrumento facilitador, tomou vida e virou um fim em si mesmo. Se você depende de internet para ser feliz, você está dodói da cabeça e a caminho de perder sua humanidade.

Nem vou falar sobre sexo, pois os babacas de plantão continuarão afirmando que sexo casual, sem sentimento e significado é tão satisfatório quando qualquer outro. Não tenho estômago para ouvir isso. Nada contra sexo casual, mas se colocar em uma posição de ser obrigado, para o resto da vida, a só ter sexo casual deve ser bem frustrante. Os machões de plantão nunca vão admitir, afinal, amar é para os fracos. Só que na vida real, já vi muito machão cair em prantos no meu colo. Eu já vi demais, já vivi demais, esse tipo de discurso não cola comigo. Mas como ainda discutem, me permito não participar.

Colocar uma restrição afetiva tão severa, tão empobrecedora e tão limitante como passar o resto da vida sem um relacionamento amoroso é uma violência contra si mesmo, ainda mais por causa de internet. É um sintoma. É preocupante. Se essa é a sua escolha, bem, reflita.

Viver sem internet eu já consegui muitos anos e sei que nada de terrível acontece. Mas viver sem relacionamento? Não, obrigada.

Para dizer que só escolhe a internet por causa do Desfavor, para vir com um discurso mentiroso sobre não precisar de ninguém ou ainda para dizer que é mais feliz em relacionamentos online: sally@desfavor.com

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Comments (89)

  • O uso excessivo da internet interfere de modo negativo nos relacionamentos, ate mesmo destruindo-os, em muitos casos. Relacionamentos sempre existiram. De fato, é insubstituível. A internet é relativamente criança. Muitos de nos, os quais existimos por que nossos pais se relacionaram, já vimos que é possível viver sem internet.

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  • Olhando por alto e descontando uma ou outra opinião, os homens que postaram preferiram a internet e as mulheres o relacionamento. Como homem, eu me senti um pouco envergonhado pois num primeiro momento, talvez influenciado ainda pelo rancor do meu último mal sucedido relacionamento, também escolhi a internet.

    Explico o motivo da vergonha: quase todas as mulheres deixaram bem claro que ter um relacionamento amoroso é fundamental na vida delas. Nós homens, no nosso imenso egoísmo, praticamente ignoramos essa demanda delas e, tirando os imediatistas, sequer consideramos que na hipotética questão (Do que você abriria mão para o resto da vida, relacionamentos amorosos ou internet?) presume-se que abrindo mão da internet inevitavelmente você vai viver o resto da vida em um ou mais relacionamentos amorosos (considerando que o termo ‘relacionamento amoroso’ implica em reciprocidade). Não seria bom o suficiente para vocês?

    Internet é legal, serve para trabalhar, para pesquisar, se divertir, passar o tempo, e tantas outras coisas; mas ela não é uma pessoa, ela nunca vai estar do seu lado quando você precisar, ela nunca vai te completar. O amor é abstrato, mas ainda assim é mais real e significante do que a internet.

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    • Nesse caso, eu sou bem frio: prefiro ficar sem relacionamentos amorosos do que sem internet, sem pensar duas vezes. Se fosse na época que a internet ainda tava na infância, não era tão popular (e continuasse assim pro resto da minha vida), talvez eu escolheria ficar sem internet. Mas do jeito que tá hoje, difundida, pervasiva e importante pra tanta coisa, é como se vc aceitasse viver sem eletricidade ou andando só a pé (sem carro, bicicleta, transporte público, etc): é possível de ser feito, muita gente viveu sem essas coisas mas hoje em dia a vida fica incrivelmente mais chata e mais difícil sem elas.

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      • Solteirista, "Cyber" e "Railfan"

        (…) é como se vc aceitasse viver sem eletricidade ou andando só a pé (…)

        Exato !!!

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  • Eu prefiro o amor, a internet é importante mas ultimamente acho que a grande rede não tem sido muito bem usada. Hj tem mais conteúdo ruim do que bom.

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  • Internet não substitui a realidade mas é um bom genérico.

    Concordo com o Somir nessa, se é pra escolher entre perder uma coisa que não deixaria minha vida pior (vida sem relacionamento amoroso não é ruim gente, parem com isso), e uma coisa que certamente me traria uma série de transtornos (especialmente neste período da história humana), com certeza eu escolheria perder a primeira… relacionamento não faz tanta falta assim. Esse negócio de “ter que ter alguém pra ser feliz”, na minha opinião, é uma grande besteira.

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    • Você nunca teve um relacionamento profundo e feliz, no dia em que tiver e perceber o que vai perder, vai lembrar destev texto

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      • Olha, Sally, independentemente da importância da Internet, você tem que admitir que amor do jeito que você fala é raro.

        Os relacionamentos estão povoados de neuróticos, de gente que se junta pra passar atestado de normalidade e adequação, de gente que valoriza mais os rótulos e os rituais do que as pessoas, de gente que precisa de bom partido, de gente que está junto por dinheiro, por carência, por comodismo, por religião em comum, etc.

        Amor, amor mesmo, não é comum, não.

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  • Não me importo em ficar sem internet. Talvez seja porque nasci no século errado (segundo o meu irmão).
    Trabalho no setor de arquivo e é o máximo ver caixas e gavetas bem organizadas e saber o que contem dentro de cada uma porque fui eu quem arquivou e nem preciso de computador para isso.
    Nada supera um toque no momento certo, um abraço de saudade, o cheiro de alguém que se ama… Falte energia que eu quero ver você ao menos ligar o PC.

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  • Concordo com a Sally: se a questão é felicidade e aprendizado, acredito que o preço que se paga com o aprendizado ao lado de outra pessoa jamais se compara ao que se aprende na internet.

    Sally falou algo importante e preocupante no final do texto dela: vejo que as pessoas hoje colocam tantas restrições afetivas e tão severas que acabam não se relacionando com ninguém. Parecem que tem medo de confiar no outro, de se entregar e de compartilhar sentimentos e momentos juntos. Tudo bem que há lá motivo para tal dada a conjuntura que vivemos, mas… Acho que também não é pra tanto.

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  • Somir vc é chato!! Chatonildo!

    Outra coisa… vc escolhe a internet e um dia acontece um boom energetico e acabou-se a luz!! E agora José?

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    • Mesmo que a internet dure para sempre… ele prefere um computador do que a relação de afeto e cumplicidade com outro ser humano.

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      • Não foi isso que ele disse, Sally.

        Disse que se fosse pra escolher entre relacionamentos amorosos no geral OU internet, ele escolheria a Internet.

        Mas se alguém dissesse que para ficar com A PESSOA que ele gosta ele teria que abrir mão da Internet, ele não pensaria duas vezes. Ele escolheria A PESSOA. ❤️

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              • “Assino embaixo”, Marina !

                hahahahaha, que nada Sally, os tantos (“médios e de respeito”) mundo aforaque são (muito mais) defendidos – há bem mais tempo e com certeza (sabidamente, por nós) sem merecimento – já (por comparação, é claro) meio que “minimizam” quase qualquer (considerável) besteira que o Somir faça, “sei lá”…

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                • Resumindo : Somir “ainda parece santo” diante “do mercado” e contra a gente não há “Lava-Jato” ! hahahahaha

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    • Ué, pode ser que o “boom de (falta de) água” ocorra junto e “aquelas maiorias” do mundo todo podem passar a tolerar e até aceitar canibalismo / “walking dead” – mesmo que não façamos nem os pares com vocês, e “as parentadas” ou a possibilidade de nos tornarmos testemunhas dos que antes prefeririam “atirar por ciúmes” e derivados ?

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      • “Resposta-réplica”, ou seja, inicialmente à Larissa* // Sim, voltei a errar numa “negritação”…

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        • Você tem dislexia? Eu acho que vc é o chato do Somir trollando…
          Esse papo é coisa de nerd chato…

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          • Olá, “normalíssima e acima da média”, não sou o Somir e até para um ad hominem você está sendo uma fracassada !

            Eu realmente, apesar de ter te chamado, queria uma resposta disso – mas já que “ganhei certificado troll” com essa dúvida ridícula sobre quem eu seja.

            A Sally sabe que sou alguém que ela nunca viu, e mais poucas coisas – tudo com essa minha assinatura realmente é de uma autoria à parte,
            pra quem quiser “caçar”.

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  • eu prefiro a realidade. Nada substitui algo real, a presença de alguém que você gosta. A Internet não supre necessidade básica do ser humano. Acho triste não ter contato humano.

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  • Nem tanto por ser a internet em si, mas abrir mão dela pode trazer grandes consequências a longo prazo. Vai me desculpar, mas tenho de defender o ponto do Somir: muito em breve, não daremos um espirro longe da internet. Está tudo convergindo pra rede. Muitas coisas estão migrando para serviços online, grandes prestadores dos mais diversos serviços e distribuidores de inúmeros produtos trabalham como se todos estivéssemos conectados full time. Basta analisar como, de uns tempos pra cá, muitos produtos e serviços estão vindo mais “magrinhos”, porém, com generosos complementos online. Jogos de videogame, por exemplo: hoje, são feitos pensando muito mais nos serviços multiplayer do que na experiência off-line. As possibilidades online são infinitamente maiores que as off-line. E não vai parar onde estamos, uma hora ou outra você vai precisar de internet para ter entretenimento decente. SmartTV’s estão aí, logo logo precisaremos acessar a rede pra terminar de ver uma entrevista ou filme. Seguindo essa linha, permitindo-me apenas relacionamentos casuais, acabo ficando com a internet. É uma merda que vá toda a nossa vida pra rede, mas quem ficar totalmente de fora, vai acabar praticamente sem entretenimento

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    • Mas tudo que pode ser feito pela internet, pode ser feito sem ela.

      Já relacionamento, não pode ser feito sem a outra pessoa.

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      • E inclusive, por outro lado, concordo com seu ponto: relacionamentos agregam muito à pessoa, a gente aprende muito com eles. Sobre os outros e sobre nós mesmos. Mas mantendo-me no universo hipotético da proposta, entre escolher um e ficar permanentemente sem o outro, cheguei a imaginar a seguinte situação: eventualmente a pessoa escolhe relacionamentos e bane a internet da vida. E na hora de, por exemplo, ver um filme com a pessoa querida, em determinado momento só teremos os serviços on demand para ver filmes. Não duvido que uma hora ou outra vá acontecer o mesmo que aconteceu à indústria da música: a internet soterrou o mercado de CD’s com o advento dos downloads. Vai que acontece o mesmo mais cedo ou mais tarde com os filmes, tanto na TV como com as locadoras de DVD/blu-ray/etc. Mas é só um exemplo, realmente tem muita coisa off-line. Só que um a hora ou outra, estaremos dominados pela internet. É uma realidade que vem se instalando de maneira progressiva

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        • Meu ponto é: tudo que tem na internet é substituível e tudo que tem em relacionamentos é insubstituível. Me parece bom senso, se tiver que escolher, abrir mão do que é substituível, por mais trabalho que isso dê.

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  • Desacreditada, gente. Como estamos incompetentes em nos relacionar com o ser humano… Engraçado que o erro é sempre externo. Bom, sem julgamentos, apenas me espantei com a estatística até aqui, espero que mais gente comente pra ver se é isso mesmo. Eu abriria mão para o resto da vida da internet, claro! Já tive desamores, mas já vivi alguns amores também, e não troco isso por nada na vida. Essas situações me acrescentaram, me reinventaram. Essa conexão é insubstituível, é uma pena que uma parte das pessoas passe pela vida sem experimentar o que é isso.Nada se compara. A internet é ótima, vivo conectada, não vivo sem se não precisar escolher. Cresci no interior e só tive acesso à internet aos 21 anos, quando entrei na faculdade. Vivia muito bem sem, então, se faltar, é uma facilidade a menos, apenas. Me viro. Antes dos anos 2000 não tinha telefone fixo em casa, antes de 2006 eu não tinha celular (pobreza, gente, já ouviram falar? ). Acho engraçado como a galera mais cosmopolita acha que tem/desenvolve facilmente dependência de certas coisas. Não gostamos de admitir, mas pra viver precisamos mesmo de muito pouco: comida, bebida, sono e um tanto de estímulo intelectual. Tudo isso se resolve sem máquina alguma. Quero muito da vida e das tecnologias, mas essência você só tem em ser vivo: humanos, animais, plantas. Um bom relacionamento amoroso é raro e não vai bater na sua porta. Mas que vale a pena permanecer na busca, ahhhh, vale! Vale a pena se desarmar e se abrir, porque tem muita gente mala no mundo, tem, mas também tem muita gente boa, olha o Desfavor aí que não me deixa mentir. Se abram, pessoas. E terapia! :D

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  • Concordo com o Somir, e acrescento que futuramente nós viveremos onde a Internet não será um mero banco de dados, principalmente com o fenômeno da Internet das Coisas, onde o processamento e armazenamento de dados legíveis será apenas mais uma das infinitas coisas que a Internet será capaz de fazer.

    Geladeiras que conectam-se à rede para gerar listas de compras precisas, de acordo com o que o cliente consome, fogões que se valem da rede para autorregular a temperatura de acordo com a receita, termostatos que regulam a temperatura do ambiente para manter o mais agradável possível…

    Se for pra abrir mão de um relacionamento amoroso em troca de todo o avanço tecnológico futuro que só a Internet é capaz de proporcionar… sim, troco

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    • No dia em que a internet substituir um relacionamento saudável você me chama que eu abro mão dele.

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  • Não pensaria 2X antes de escolher Internet. Trabalho e ganho dinheiro com a net e entre relacionamento e meu sustento, prefiro meu trabalho! Relacionamentos acabam, consigo viver sem eles, já sem trabalho fica impossível.

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  • Eu ficaria sem relacionamentos amorosos, sem pensar duas vezes. Sem internet não há vida. O meu mundo está na internet. Um relacionamento amoroso me faria falta? Pode até ser, mas nem se compara ao que a vida seria sem a internet. Para relacionamentos eu posso ter amigos. Até mesmo casos sem compromissos. Agora nada substitui a grande rede de computadores.

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  • O que está difícil de responder essa pergunta para mim é o trabalho, preciso da internet no meu trabalho, não da internet no geral, mas preciso de e-mail, sem e-mail não trabalho, e para mim o meu trabalho é a base da minha sanidade, por outro lado também sou carente, preciso ter alguém para dar e receber cumplicidade.
    É difícil, mas vou com a Sally nessa, é melhor ficar sem internet e achar outra fonte de renda.

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    • É uma questão em abstrato, esquece os desdobramentos. A única renúncia aqui é a internet, não tem que levar em conta a perda do emprego.

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      • Ah se não telm que levar em conta o emprego, escolho ficar sem Internet sem pensar duas vezes. Não tem nada melhor do que ter uma companhia do seu lado que teve uma outra criação, tem outras idéias e construir um relacionamento em comum, crescer junto como pessoa…

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  • Sério que o povo ta preferindo internet?? Chocada
    Ja estou em um relacionamento amoroso e posso ser suspeita para falar, ja fiquei varios e varios meses sem internet , estudando fora, e isso de maneira nenhuma me incomodou. Ficaria mesmo se estivesse solteira, acredito que a experiencia emocional que se ganha atraves do relacionamento amoroso é tão enriquecedora que não abriria mão.

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    • Eu também estou muito chocada, Cris. Principalmente com o Somir. Vivendo e aprendendo, ou melhor, vivendo e reaprendendo…

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      • Achei estranho por ele sempre antever, em seus Descontos e nos Somir Surtados, essa caminhada da humanidade rumo à robotização. Mesmo sendo um nerd, é um nerd consciente do que temos a perder em termos de humanidade. Acharia mais provável se ele dissesse que não abriria mão de nada demasiadamente humano pela Internet. Mas é um “Ele disse, Ela disse” e pode ser só exercício de argumentação. Vai saber o que vocês pensam mesmo…

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  • Não costumo dar opinião nessa coluna, mas hoje terei que concordar com o Somir.

    Nunca tive relacionamentos amorosos, tentei algumas vezes, é verdade, mas toda criança acha que vai arrumar umas namoradinhas pra andar de mãos dadas não é mesmo?

    A internet é uma fonte de conhecimento poderosíssima, e só isso já me faria ficar com ela. Não que eu use sempre da maneira “correta” (para aumentar o conhecimento), mas ainda assim, um relacionamento amoroso (com outra pessoa) não serve pra curar o câncer, e muito menos para descobrir o próximo planeta habitável não é mesmo?

    Por isso a minha resposta vai ser: família pregressa (pode falar desse jeito de pai, mãe, tio, avó, etc?) ganha de inteligência e inteligência ganha de amor

    Eu não tenho muita inteligência, isso pode ser notado nesses parágrafos acima, mas ainda assim um pouco é melhor do que algumas mulheres (ou homens, sei lá) que só irão acrescentar problemas na minha vida.

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    • Chocada com o ponto de vista de vocês, tomando suas experiências pessoais como regra geral.

      Inteligência pode ser adquirida de muitas outras formas, os ganhos de um relacionamento não.

      Revejam a postura de vocês, talvez nela esteja a razão de nunca terem conseguido ter um relacionamento satisfatório, muito fácil jogar a culpa no outro.

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      • Não sei se tem como não utilizar para a resposta dessa pergunta as experiências pessoais, pois se eu não sei o que é um relacionamento amoroso e sei o que é internet e isso está bom para mim, vou pender para o lado confortável à minha atual situação, afinal (não curto muito essa expressão) “em time que está ganhando não se mexe”.

        Tenho que concordar com você, a inteligência pode ser adquirida de diversas maneiras, mas você conhece alguma tão rápida quanto a internet? E não digo isso apenas para pessoas comuns, cientistas e médicos conseguem se comunicar muito mais rapidamente para resolver problemas com a ajuda da internet, podendo salvar milhares de vidas todos os dias (não que eu curta muuuito salvar uma caralhada de BM’s).

        Eu me conheço bem (até demais), não quero um relacionamento amoroso, quais as vantagens que ele poderia me dar? Afeto? Carinho? Amor? Isso eu já tenho até demais por mim mesmo. Sexo? Não, obrigado. Trocar fluidos com outras pessoas me parece anti-higiênico e animal o suficiente para eu fica bem longe.

        A culpa de eu não ter ninguém não é dos outros, é minha, sou eu que não tenho saco e nem paciência para aguentar outra pessoa do meu lado todos os dias.

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        • Desculpa Guto, mas a razão não é, NUNCA É “não ter saco nem paciência”, essa é uma desculpa socialmente aceitável. Vai mais fundo nisso aí…

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          • Não é só não ter saco e paciência, eu também tenho nojo de trocar fluidos com outras pessoas (coisa minha)

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  • Já fiquei meses sem namorar numa boa, mas um dia sem Internet me faz sentir numa ilha deserta longe do mundo.
    Internet significa estar sempre em contato com família de longe, amigos longe e toda a informação na mão.

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  • Tenho que concordar com o somir, se a pergunta fosse sexo ou internet com certeza seria mais difícil responder, até hoje eu só tive relacionamento ruim não vou abrir mão de uma coisa básica como a internet pra me relacionar com ninguém, não vale a pena prefiro continuar acessando a internet e fazer sexo casual

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    • Entendi… como VOCÊ só teve relacionamento ruim, isso quer dizer que só existe relacionamento ruim, por isso é mais saudável ficar só com a internet.

      TERAPIA!

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      • apenas não tenho mais essa fantasia de que vou encontrar o amor verdadeiro, muitas coisas levam duas pessoas a ficarem juntas e o amor é a ultima das razões, e sim eu estou me baseando exclusivamente em minhas experiências pessoais já que é uma pergunta pessoal, é o que eu iria escolher em nenhum momento eu disse que isso seria bom pra outras pessoas ou pra humanidade

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  • Foda. Resposta surpreendente do Somir. Não me espantaria se depois ele viesse dizer que foi trollagem pra pegar o pessoal maluco que se apoiará no texto dele pra expor com menos culpa seu vício em Internet ou algo do tipo…

    Mas como a pergunta foi “relacionamento AMOROSO”, sendo possível continuar a fazer sexo casual e a ter relacionamentos superficiais e a continuar com os relacionamentos familiares e de amizade ao vivo e com bastante contato humano… Eu não abriria mão da Internet.

    Seria mais confortável e mais “saudável” concordar com a Sally, como acredito que a maioria fará. Mas, no meu caso, não seria o mais sincero.

    De sexo casual eu não abriria mão jamais. Talvez nem mesmo por um relacionamento amoroso. A quem eu quero enganar? Eu não sei viver sem sexo casual. O que impulsiona meu desejo é o gosto pela amizade colorida. Pelo não-compromisso, pela novidade. E o medo de perder a liberdade. Me julguem.

    Desculpa, Sally, mas não nem sempre é um discurso mentiroso. Não me orgulho disso, não me orgulho mesmo, mas a verdade é que eu não abriria mão de NADA por um relacionamento amoroso. Nem de Internet, nem de uma viagem, nem do meu lazer, nem do meu espaço, nem do sexo casual.

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      • Sally, sei que parece mentira (mas não é. O ser humano é essa caixinha de surpresas e escrotidão)
        E sei que você não entenderá. Mas sim, a resposta é sim. Vai me mandar pra terapia?

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        • Não, vou te mandar para um relacionamento sério bacana, divertido e que te acrescente para você ver a pequenez de sexo casual diante disso.

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          • “Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.”
            Albert Camus

            Mas as coisas são como são, não como deveriam.

            Há uma recompensa, uma satisfação inebriante na liberdade de estar sempre partindo que compensa o preço que se paga. Que não é barato. Que não é óbvio. Mas que, quem paga, paga porque o prazer de sempre conhecer gente nova, de sempre se supreender, ou de simplesmente não ter que dar satisfações e viver sem amarras e regras rígidas é maior do que a dor de sempre acordar sozinho.

            Não sou ninfomaníaca nem nada do tipo. Longe disso!!! Sexo nem sempre é bom. Alguns fins de semana são ótimos para ter apenas a companhia de séries e livros. O barato mesmo é a onda que a sensação de liberdade dá… É saber que a porta está sempre aberta, que não estou numa prisão. Mas tem o preço, eu pago preço. E não é barato, não.

            “Tenho tanta palavra meiga,
            conheço vozes de bichos,
            sei os beijos mais violentos,
            viajei, briguei, aprendi.
            Estou cercado de olhos,
            de mãos, afetos, procuras.
            Mas se tento comunicar-me,
            o que há é apenas a noite
            e uma espantosa solidão.”
            (Drummond)

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            • ?

              Pensamentos valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda; não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer.” (Machado de Assis)

              O ritmo tem algo mágico; chega a fazer-nos acreditar que o sublime nos pertence.” (Johann Goethe)

              ?

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            • Liberdade é poder escolher entre viver hoje como se não houvesse amanhã – e as vezes não ter mesmo, ou escolher como a Sally disse, um relacionamento bacana e construir coisas a médio e longo prazo.

              Quem só pensa no hoje, pode até ter momentos intensos, mas nunca são concretos.

              É se colocar em uma prisão, onde vc mesmo tem a chave.

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          • Também concordo com a Sally nessa: se o relacionamento é bacana de verdade, não há motivo (ou melhor dizendo também: não há razão, não há sequer vontade, desejo de) fazer sexo com outra pessoa apenas por prazer carnal.

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        • hahahahaha

          O Anônimo é que fui eu, nem desconfio quem seja esse outro…seria um que chegava a comentar com a assinatura satírica “Quasar” ? hahahahaha

          Esses diálogos daqui vão longe…

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