De que lado você está?

Faltam dois meses para 2018, ano de eleições presidenciais. Antes que comece o frenesi eleitoral, queria falar sobre o assunto de uma forma um pouco mais ampla, com um exercício muito simples. Leia o texto até o final e entenda minha intenção.

O exercício é muito simples: liste três coisas típicas da direita com as quais você concorda, justificando seus motivos. Depois, liste três coisas típicas da esquerda com as quais você concorda, justificando seus motivos. Se você não consegue fazer esta pequena lista. Se puder fazer isso nos comentários, agradeço. Agora, explico a intenção do texto, espero ser bem interpretada.

A polarização ideológica no Brasil não é novidade, vem crescendo por mais de uma década, porém o desdobramento desse crescimento talvez ainda não seja ampla e claramente discutido como merece. Uma das consequências é esse “contrato de adesão” ideológico, onde devemos nos posicionar do lado da esquerda ou do lado da direita, pois quem não adere a lados é um frouxo, isentão, indeciso ou medroso. Convencionou-se que algumas posições sobre assuntos polêmicos são de esquerda e que outras são de direita e você deve aderir ao pacote fechado.

Um exemplo: ser a favor do aborto é coisa de esquerda. Logo, se você se diz a favor do aborto, você é de esquerda e, para ser coerente, você deve também ser contra permissão de porte de armas pela população, a favor da legalização das drogas e contra tortura e violação de direitos humanos em presídios. Porém, se você for contra o aborto, você é, supostamente, de direita, o que implica também em ser a favor do armamento da população, contra legalização das drogas e não se importar com direitos humanos para bandidos. Não há a opção de pensar, refletir sobre cada questão e, com base nos seus valores, na sua ética, na sua experiência de vida, decidir o que você acha sobre aquilo de forma autônoma. Tem que aderir a um dos “lados”.

Esta polarização só pegou com força no Brasil por encontrar um terreno propício: um povo carente, complexado e com síndrome de vira-lata que tem uma necessidade quase que patológica de sentir algum tipo de pertencimento. Por este mesmo motivo outras excrescências como religião se consolidam no país. Seja time de futebol, seja igreja, seja posição política, todo mundo gosta e se sente confortável em ter seu grupinho, sua panelinha, de pertencer (ou seja, ser aceito e acolhido) a/por um grupo de pessoas.

E se você não é carente nem vira-lata e não tem essa necessidade, bem, lamento informar, mas você vai levar pedrada. Quem desafia o status quo é visto como perigoso, e há uma explicação evolutiva perfeitamente razoável para isso: de todos fossem ousados, a raça humana não teria sobrevivido. É necessária uma sociedade com alto percentual de indivíduos conformados e cautelosos para que não nos coloquemos em um grande risco como espécie. O pequeno percentual que sai do mainstream apanha, como forma de contenção social: “olha lá o que a gente faz com quem aparece com essas novidades, pensem bem, vocês serão trucidados se tentarem”. Assim, se consegue manter uma maioria sob controle, na base do medo e receio, fazendo aquilo que a sociedade espera deles. Poucos pagam o preço de sair da caixinha, e são essas os que impulsionam os grandes progressos da humanidade.

No momento, o que a sociedade espera é que você feche um contrato de adesão com um dos lados: esquerda ou direita. Você vai fazer isso? Não, não vai, pois você faz parte daquele pequeno percentual que pensa fora da caixinha e não precisa de grupinho, aceitação social ou pertencimento. Você vai pensar cada questão individualmente, encontrando a resposta dentro de você, através de todos os inputs que você colocou para dentro sobre o assunto na sua vida. Mas você é um em um milhão.

A verdade é que o brasileiro nunca gostou ou conseguiu pensar. Uma série de fatores contribuem para isso, desde a falta de proteína na primeira infância, educação escolar pobre, pais que não estimulam seus filhos intelectualmente pois não tem tempo para passar o dia com eles educando-os, uma cultura do jeitinho e do menor esforço em decorrência de uma colonização escravista, a necessidade de pertencimento a grupos até a preguiça e desvalorização da atividade intelectual e reflexiva.

Para o brasileiro médio, é cômodo (e não ofensivo, como deveria ser) que alguém lhe diga o que pensar. Religião funciona dessa forma no Brasil. Dificilmente é busca pela espiritualidade, no geral é uma entidade que funciona como “papai e mamãe” de adulto traçando limites éticos, morais e comportamentais que esses animaizinhos não conseguem mensurar por conta própria. É cômodo que uma voz de cima te diga o que pode e o que não pode, do pastor ao Legislativo, o brasileiro adora um paternalismo. Se alguém te diz o que fazer, não é culpa sua, e sim desse alguém, se algo der errado. Aparentemente é mania nacional não se responsabilizar por seus erros.

Neste misto de acomodação medíocre com falta de subsídios para formar sua opinião, o brasileiro adere a pacotes de ideias prontas levadas por outras pessoas que querem convencê-lo a pensar desta forma. Bem, parece que compensa, pois quando precisam discutir na mesa de bar ou na hora do cafezinho no trabalho sempre tem o que dizer. Sim, o brasileiro sempre tem uma opinião sobre o assunto, mesmo que nunca tenha estudado sobre isso. Ele tem uma opinião e ela tem que ser dita, afinal, ele é muito interessante e o mundo tem que saber o que ele pensa. *bocejo

Então, se você quer sempre tirar uma ondinha, opinar e se mostrar sabichão, mas não tem subsídios para opinar e também não tem intelecto, garra e capacidade de estudar (sobretudo na velocidade da informação atualmente), pacotes de ideias prontas são uma solução ideal. Os direitistas e esquerdistas tem uma cartilha do que devem ser a favor ou contra com os respectivos motivos, que repetem como papagaios muitas vezes sem refletir sobre o que estão dizendo. Tem o escudo do “Sou de direita/esqueda, respeite minha ideologia” para escorar qualquer absurdo que digam, combinado com agressões a quem discorda (reacionário/comunista) de modo a desmerecer eventuais críticas. O outro é sempre burro, inocente ou idiota, por não perceber a “verdade verdadeira” que só seu lado consegue ver. *bocejo

Isso gera uma das nações mais hipócritas do mundo. Quando você adere a opiniões pré-prontas sem questionar, refletir ou até entender o que caralhos está falando, há grandes chances de que seus atos contradigam muitos dos seus discursos. Mais: há grandes chances de que a pessoa nunca perceba que está se contradizendo nos atos, pois seu discurso é proferido pelo simples motivo dela gostar de ostentar que é de esquerda/direita, não por acreditar verdadeiramente no que está pregando. Não é sobre defender ideias, é sobre defender um time, um grupo, um status.

Então, é basicamente um papel patético aderir cegamente a qualquer doutrina. Pessoas inteligentes são capazes de encontrar falhas, de questionar e de discordar com propriedade. Se você aderiu cegamente a qualquer coisa, pare, reflita e exercite seu senso crítico. Nada é perfeito. Encontrar defeitos naquilo que antipatizamos é fácil, difícil é apontar qualidades no que antipatizamos e defeitos no que simpatizamos. E é justamente esta a proposta do texto. Se me permitem um conselho, façam isso não apenas com política, mas com tudo na vida, pois é uma forma de abrir sua mente: busquem qualidades no que antipatizam e defeitos no que simpatizam.

Voltando ao exercício, dou o exemplo e o coloco em prática aqui e agora. Meu critério para ser a favor ou contra algo é o bem estar social, ou seja, o que eu acho que seja melhor para a sociedade/maioria (que nem sempre é o melhor para mim), por acreditar que não adianta que eu esteja bem, se a sociedade está mal, em algum momento isso me afeta, nem que seja na forma de uma bala perdida. Então, entendo que pensar na coletividade primeiro é uma forma mais sutil e inteligente de pensar no meu bem estar. Dito isso, seguem as minhas respostas.

Três coisas de esquerda com as quais eu concordo: 1) legalização do aborto; 2) direitos humanos para presos ; 3) casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Meus motivos: 1) colocar um filho no mundo sem condições de educa-lo e cria-lo com dignidade é nocivo para a mãe, para a criança e para a sociedade, além de achar que enquanto não há sistema nervoso central e batimentos cardíacos não há ser humano. Se a lei permite que se desliguem os aparelhos que mantém viva uma pessoa com morte encefálica, não vejo por qual motivo proibir que se interfira onde nem cérebro existe. 2) Em um sistema prisional como o brasileiro, que em tese (só em tese mesmo) se propõe a ressocializar, o preso será devolvido às ruas rapidamente, por isso, se for barbarizado no presídio, sai pior do que entrou e nós vamos cruzar com essa pessoa nas ruas. Ou se declara um sistema prisional meramente punitivo e se mantém o caboclo preso por um longo tempo, ou realmente se tenta ressocializar o desgraçado para que não sobre para a sociedade quando o puto for solto. 3) Orientação sexual não tem que ser restritivo para nada em matéria de direitos e deveres pois não torna as pessoas mais ou menos capazes.

Três coisas da direita com as quais eu concordo: proibição de drogas, menor intervenção estatal na esfera privada do cidadão e capitalismo.

Meus motivos: 1) Brasileiro não tem maturidade nem infraestrutura para lidar com liberação de drogas, além disso, o tráfico continuaria, pois o preço sem imposto nas mãos do traficante seria muito mais atraente, seria apenas mais um produto pirata. 2) Gastar tempo e dinheiro do Judiciário por causa de ofendidos é algo que o país não pode, na atual situação, se dar ao luxo de fazer e é ridículo. Piada, briga de vizinho, gente ofendida… são pessoas adultas, resolvam entre si, tem gente morrendo por demora na decisão de obrigação de dar remédios ou leito de hospital. 3) Capitalismo não é o ideal, mas é o melhor que temos até agora, só nele uma pessoa pode emergir da classe mais baixa para a classe mais alta por seu mérito, ainda que isso seja muito difícil. O ser humano é corrupto em qualquer forma de governo e eu acredito que é no capitalismo onde existem os melhores mecanismos de controle.

O problema de não aderir a um lado ou ao outro é que na hora de se posicionar e até de votar, é preciso fazer um extenso exercício mental de análise sobre os prós e os contras de cada candidato. Além de dar trabalho, não estou certa de que todos consigam fazê-lo, pelo grau de complexidade de raciocínio que isso demanda. Pra que, né? Se com esse tempo você pode tomar um chopinho no bar, ir para a balada ou postar fotinho em rede social? Adere a um pronto! Pensar é para os fracos, os fortes postam foto ostentando corpo/comida/bens/relacionamento em rede social. Parabéns, Brasil.

Não importa o assunto, pena de morte, economia, cor da parede da sua sala. Pense na sua lista e verifique se todas as opiniões são coerentes entre si. Se possível, escreva sua lista nos comentários deste texto, pois vai ser muito interessante discutir sobre isso. Pense também em quais critérios você usou para esta decisão (o meu é aquilo que julgo ser melhor para a coletividade) e, se não conseguir entender seus próprios critérios, bem, talvez você só esteja aderindo à decisão dos outros.

Para dizer que percebe-se claramente que eu sou de esquerda comunista filha da puta, para dizer que percebe-se claramente que eu sou de direita burguesa filha da puta ou ainda para deixar sua lista nos comentários assim podemos discutir o assunto em profundidade: sally@desfavor.com

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Comments (20)

  • Da esquerda eu concordo com:
    1)Legalização das drogas: as pessoas são adultas e tem que desenvolver maturidade para lidar com isso.

    2)Legalização do Aborto: Filho é coisa séria não dá pra obrigar pessoas incapazes de criar um filho de forma decente a criar esse filho sinplesmente por que a religião condena o aborto.

    3)Direitos trabalhistas: Patrões via de regra são filhos da puta, se não tiver uma lei pra assegurar os direitos dos trabalhadores a coisa fica feia, após a aprovação da reforma trabalhista o Brasil vai virar uma espécie de China cheio de mão de obra barata e pessoas passando fome.

    Da direita eu concordo com:
    1)Porte de arma: Eu sei muitos idiotas vão se matar e vai ser dasastroso no começo mas o meu direito a auto-defesa vale o risco de perder essas vidas.

    2)Livre mercado: Negociar e importar produtos de vários paises diminuiria o preço de muita coisa e aumentaria a qualidade de vida da população de forma geral, alem de uma redução ou corte total de impostos para importações.

    3)Fim do wellfare state e compensações históricas: Esse tipo de coisa só serve pra segregar, colocar branco contra negro, pobre contra rico, gay contra hetero. Acabem com as cotas e com o bolsa familia é necessario que todos realmente sejam iguais perante a lei, não é bom que tenhamos castas privilegiadas pelo governo enquanto outras são prejudicas para sustentar os beneficios de outra classe.

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    • Em tese, eu concordo com você mas… me deu um medinho de pensar em brasileiro drogado e armado… rs

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  • Eu acho que de pauta esquerdista eu tô de acordo com essas que a Saga citou. De pautas de direita a redução da maioridade penal, porte de arma e menor intervenção estatal na vida privada do cidadão.

    O foda é que dá pra adaptar essa treta de “esquerda X direita” pra outras situações, tipo o “machismo X feminismo”. Pra uns eu sou machista porque concordo com o cavalheirismo e reconheço certas diferenças biológicas entre homens e mulheres. Pra outros sou feminista porque acho que mulher nenhuma é obrigada a nada (tipo casar, ter filho e etc). É complicado! Por isso nem perco meu tempo discutindo com gente tapada desse tipo!

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    • Desde que as ideias não se contradigam… O foda é fazer o povão entender que é ok não aderir a um lado.

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  • Também fico putaço com essa ideia do BM de comprar “pacotes ideológicos fechados”, sem a possibilidade de você desenvolver pontos de vista individuais para cada causa ou assunto. Eu também tenho ideias que passam por ambos os lados do espectro, ninguém é obrigado a concordar com tudo que um lado ou outro prega.

    Da direita, compactuo com:
    1) a ideia de uma regulamentação tributária reduzida e simplificada: pagar menos impostos, tanto na soma de dinheiro que se esvai como no leque gigantesco de tarifas diferentes mantido atualmente. Acredito que menos impostos aumentam o poder de compra das pessoas. 2) diminuição do tamanho da máquina pública: não precisamos que o governo controle muito mais que saúde, educação e segurança. Acredito que o governo tem que focar em fazer poucas coisas, e fazê-las bem feito, ao invés de atuar em inúmeros setores. 3) sou favorável ao porte de armas. Não necessariamente que seja de fácil acesso ao povo. Que se faça um controle muito sério e adequado de quem tem a devida capacidade de ter e portar uma arma. Mas que ao menos seja dada essa opção a quem quer ter.

    Da esquerda, concordo com:
    1) legalização do aborto: não apenas acho sacanagem você obrigar uma pessoa a ter um filho contra sua vontade, ou longe das condições ideais que a situação exige, como acho que uma lei proibindo não coíbe a prática, apenas dita as condições em que ele será praticado (em um ambiente limpo e controlado, ou em uma “boca-de-porco” clandestina, colocando a saúde da mãe em risco). Porque quem quer fazer um aborto, vai fazer, não importa se é crime ou não. 2) legalização do casamento homoafetivo: porque não faz a menor diferença com quem você vai se casar, e não cabe a uma lei ou governo decidir com quem uma pessoa pode ou não se relacionar. 3) saúde e educação públicos: visando atender pessoas que não teriam condições de recorrer a serviços privados nessas áreas

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    • Eu tenho uma dúvida interna enorme com a liberação do porte de arma. Em tese, acho ótimo, mas tenho medo do brasileiro médio armado. Você não?

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      • Concordo contigo, Sally. Esse negócio de Brasileiro Médio com arma na mão não vai prestar…

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        • Olha, eu francamente ainda não consegui me decidir se seria ruim ou se não faria diferença. Por um lado, o BM é tão brutalizado que quando se emputece, mata com cadeirada, com facada ou até no soco, então, não sei se arma pioraria alguma coisa. Mas por outro acho que se todos tivessem arma, muita gente puxaria uma arma pelo medo da outra pessoa estar pensando em puxar sua arma.

          Complexo. Ainda não consegui formar opinião.

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      • Medo até tenho, o BM é imprevisivelmente burro e brutalizado, concordo. Mas defendo também que o processo de obtenção do porte de arma seja complexo o bastante para que não seja qualquer zé ruela a obter a permissão para ter uma arma de fogo.

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  • Eu não entendo nada e sempre votei no 00 + confirma, mas agora resolvi ser de direita. Pra mim esquerda = Lula, PT, PSOL, PC do B, comunismo, direitos dos MANOS, corrupção, propina, impeachment. Direita é tudo que for o oposto. Ah… É sobre BM ter armas, toda a bandidagem já faz ostentação de fuzil adoidado, por que só eles podem e os demais não?

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  • Esquerda
    -Direitos das minorias: até um ponto de equilíbrio em que isso não seja necessário; meio utópico, eu sei…
    -Welfare: Não só dinheiro, mas integração no mercado de trabalho e facilitação ao acesso e ensino de métodos contraceptivos.
    -Sistema de saúde e educação universais: modelo nórdico, mas não precisa descartar instituições privadas. Tal qual a Finlândia, onde o público e o privado coexistem.

    Direita
    -Porte de armas: com ou sem lei os criminosos vão ter armas, por que não dar uma chance de cidadãos comuns se defenderem? E portando armas, você também pode se defender de uma repressão do governo, se for o caso…
    -Estado mínimo: governos precisam existir, mas me recuso a viver totalmente à mercê de um grupinho de velhos ricos. Só fornece o básico e deixa a gente se virar.
    -Rigidez em imigração/vistos/cidadania: Japão é um país doido, mas o respeito nesse quesito. Nada de aceitar mais gente que o país pode suportar. E se não estiver sendo colaborativo, cai fora.

    (aberto a refutações, comentário não é enfeite)

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    • Muito bom, Saga!

      Só me tira uma dúvida, de algo que eu ainda não consegui resolver bem dentro de mim: você acha que o brasileiro médio está pronto para ter armas?

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      • Pra mim, se existe a possibilidade dos outros estarem armados, a pessoa provavelmente iria tentar resolver divergências de uma forma pacifista. Ninguém quer morrer, afinal.
        Talvez testes psicológicos e treinamento obrigatório pudessem contribuir. Só poderia comprar essa arma apresentando documentação que esses testes foram feitos (provavelmente precisariam ser renovados)
        Sim, vai rolar uns subornos, acidentes e teríamos que contar demais com a sensatez do BM, mas se pararmos de tentar mudar as coisas por medo de possíveis desdobramentos ruins, a sociedade vai estagnar.
        Ressaltando que se a pessoa quer matar, pode usar qualquer coisa. E creio que vocês já devem ter lido notícias de crimes que foram evitados porque tinha uma pessoa armada no local.

        PS.: Se alguém puder me contar como era o Brasil antes do estatuto do desarmamento, conta aí, eu era muito nova pra lembrar…

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        • Eu consigo entender os argumentos de quem defende e também consigo entender os argumentos de quem é contra. E não consigo me decidir….

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      • No modelo nórdico tem o estado de bem estar social, mas lá o mercado é bem aberto e empreender tem menos barreiras do que no Brasil.

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      • Eu creio no Estado como um provedor de direitos e garantias sociais. Sem muito mais intervencionismo além disso.

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    • Olha, hoje não sei, mas na minha época o Japão fazia uma enorme vista grossa para gente de paises de quem compra(va)m petroleo.

      Era muito mais fácil paquistaneses, iranianos e afins sem qualificacão conseguirem morar lá do que sanseis, de quem exigiam visto de trabalho carimbado no passaporte para entrar lá…

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    • Centro jamais será "Centrão" nem PMDB

      …Preciso tentar selecionar também…

      Esquerda : Acho que essas mesmas pautas que a Saga citou (e a Fernanda de acordo); porém, se o ponto de equilíbrio for utópico demais…que pudesse ser trocada aquela prioridade das minorias para a legalização do aborto.

      Direita :

      – …Redução da maioridade penal : continuarei muito desconfiado de rumos punitivos, mas queria entender se há possibilidades de boas equivalência(s) com a idade mínima de não ser sobre os pais (12)…

      – …Talvez “diminuições da máquina” : …queria entender melhor daqueles setores de empresas / não-fundações…

      – Não sei quanto possa ser a rigidez fronteiriça, porém que o rigor pudesse aumentar consideravelmente…

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