Presença incógnita.

Com o passar dos anos, o conceito de privacidade na internet foi ficando cada vez mais relativo. Boa parte das pessoas entrega suas informações pessoais em troca das facilidades da rede mundial de computadores. Sally e Somir discordam se isso é uma escolha. Os impopulares revelam o quanto quiserem.

Tema de hoje: é possível preservar sua privacidade atualmente?

SOMIR

Sim. Claro que não estou dizendo em absolutamente todas as situações, mas na maioria dos casos de uso da internet, sua privacidade é evadida através de escolhas conscientes. Escolhas sobre as quais você não tenha conhecimento suficiente, mas que são escolhas mesmo assim.

Mantenho a máxima de que nada é de graça nessa vida, privacidade não poderia ser diferente. Quanto mais você tenta proteger sua identidade e suas ações na internet, menos opções de uso da rede vai ter. Como boa parte do modelo comercial da internet ainda passa por publicidade direcionada, informações sobre os usuários é uma das maiores moedas de troca da tecnologia moderna.

Então, que fique claro: eu digo que é possível, mas em momento algum digo que é fácil ou que não tenha seu preço. O jeito como o mundo funciona atualmente sugere um equilíbrio entre evasão de privacidade e serviços de qualidade, se você achar uma combinação agradável para você, normalmente não é para dar problemas sérios. É meio óbvio até: se você quer serviços personalizados, vai ter que providenciar uma personalidade em troca.

Eu já fui mais radical nesse tema, acreditava que todo mundo deveria se proteger o máximo possível. Brigava com pessoas queridas por elas se exporem mais do que eu achava saudável. Mas aí veio a experiência de vida e uma realização importante: eu não gosto de atenção que não possa controlar, mas boa parte dos outros seres humanos com os quais divido esse mundo não fazem tanta questão disso.

Eu continuo sendo muito específico sobre que tipo de informação disponibilizo, especialmente na internet, mas atualmente com a plena noção de que eu vou além do que é razoável para o cidadão médio. Eu me conheço: detesto ser o centro das atenções e me incomoda não ter controle sobre que tipo de informação sobre mim os outros possam ter. Por isso eu continuo com um grau de autoproteção extremamente acima da média.

O que não quer dizer que eu não tenha revisto minhas opiniões sobre o tema, entrou na cabeça que eu não sou tão importante assim, mas mesmo assim, há uma satisfação pessoal em ser difícil de encontrar sem que eu queira ser encontrado. Sim, eu sei que é assunto para minha terapia e não tem muita função aqui no Desfavor, mas é para explicar que apesar de tudo, eu ainda acredito que seja possível proteger sua privacidade nos dias atuais e tenho sugestões de como fazer isso acontecer:

É fato que se alguém juntar todas as informações que você foi obrigado a entregar em troca de uma vida “normal” do século XXI, não é muito difícil te encontrar. Agora, a questão é juntar essas informações. Uma das melhores dicas de autopreservação da privacidade é não gerar padrões facilmente pesquisáveis. Explico: se você sempre usa o mesmo nome de usuário e e-mail para todos os serviços que usa, alguém pode começar a juntar as peças para formar o quebra-cabeças. Eu torno isso muito mais difícil com uma estratégia de múltiplas personalidades online.

Podem até achar uma, mas vai ser complicado encontrar as outras. Pequenos detalhes como usar e-mails diferentes e até mesmo níveis exagerados de paranoia como mudar o estilo de escrita podem ser extremamente eficientes em te manter protegido de mentes curiosas. Além disso, tem o óbvio de não ter seu nome real e foto em redes sociais. Você perde muita coisa por não participar do método mais popular de socialização do mundo atual, mas o simples fato de não colocar suas informações por conta própria na internet já muda completamente o jogo.

Além disso, é importante não ter vergonha de dizer quem você é para as pessoas próximas: meus amigos e parentes sabem que me incomoda profundamente ter minhas fotos na internet. E que eles podem estar arriscando muita putez da minha parte se além disso me marcarem em qualquer uma delas. Vão te chamar de maluco? Vão. Vão pensar que você é maluco sem te dizer? Certeza. Mas vão saber do seu desejo. Ninguém protege privacidade sozinho. Eu só deixo entrar na minha vida próxima quem eu sei que vai respeitar esse desejo.

Pior, vou até criar alguma história que pareça crível e/ou gere empatia com cada pessoa para garantir que seja algo que esteja na mente delas toda vez que tiverem que decidir algo relacionado com minha privacidade. Voltando à parte da terapia que ninguém quer saber: acho que até virou um jogo pra mim com o passar do tempo. Eu acho divertida a ideia de ser muito difícil de encontrar, já nem sei mais se me importa de verdade ser “descoberto”, mas acabou virando um hábito.

Percebam como eu piso em ovos com qualquer ideia de me gabar sobre meu anonimato: eu não quero ninguém se sentindo desafiado(a) a me encontrar. Boa parte da segurança de informação possível no mundo atual é segurança por obscuridade: a ferramenta mais poderosa para se proteger é não ter ninguém querendo te achar. De uma certa forma, é usar aquela ideia de que você não é tão importante assim para alcançar o resultado desejado. Anonimato se constrói não chamando atenção.

Eu mostro no Desfavor o que estou disposto a mostrar, ou no caso de alguns textos difamatórios da Sally, o que eu sei que não vai facilitar a vida de ninguém para me achar. Achei o equilíbrio entre exposição desejada, tipo de pessoa que acompanha essa personalidade virtual (o leitor médio do Desfavor não é stalker, e infelizmente para a Sally, os poucos que surgiram são obcecados só com ela) e proteção de privacidade.

O que eu quero dizer é que eu consegui proteger minha privacidade, mas eu paguei e ainda pago um preço alto por isso. Se todas as pessoas das quais eu dependo de se expor para me ajudar a conseguir as coisas que quero da vida sumirem, eu vou ter uma batalha morro acima para entrar na normalidade da vida moderna. É possível sim, mas custa caro e é bom você achar muito divertido ser anônimo, porque com certeza não é o caminho mais prático nos dias atuais.

E a exceção que eu mencionei no começo do texto é a da legalidade de suas ações: se você tiver um adversário com capacidade suficiente de coletar os dados que você é obrigado a disponibilizar para manter um padrão mínimo de acesso à sociedade do século XXI, ele vai te achar. Como eu no máximo sou escroto na internet com textos longos que 99% dos brasileiros não têm sequer paciência para ler, posso ficar tranquilo sobre ter polícia, governo ou qualquer outro adversário poderoso na minha cola.

E olha que no caso do Brasil, a pessoa precisa ajudar bastante para ser pega. Precisa de colaboração internacional de países avessos à colaboração internacional para forçar a gente a ser exposto. Dá para se proteger de curiosos normais com alguma facilidade, basta se lembrar de que você pode e deve controlar a informação que disponibiliza, não ser um criminoso e sempre que possível, apostar em segurança por obscuridade. Não ser tão importante assim é seu melhor amigo nesses casos.

É possível. Mas é chato de fazer. Entendo quem não quer fazer.

Para dizer que eu sou tão chato que nem stalker tenho, para dizer que nem queria saber mesmo, ou mesmo para dizer que o resumo é que se você for doente mental é possível (não vou discordar muito): somir@desfavo.com

SALLY

É possível preservar sua privacidade atualmente?

Não. Tá certo que a maior parte das pessoas escolhe evadir a sua privacidade, mas, mesmo os poucos que não o fazem, podem ser expostos em um momento ou no outro, se houver alguém determinado a encontra-los.

Dificilmente uma pessoa pode se dar ao luxo de não entrar em nenhuma rede social hoje em dia (lembrando que WhatsApp é considerado rede social). Dificilmente uma pessoa pode se dar ao luxo de não ter e-mail hoje em dia. Dificilmente a pessoa pode se dar ao luxo de não fazer download de nada hoje em dia. Dificilmente a pessoa pode se dar ao luxo de não ter internet hoje em dia.

E, por todas essas formas, é possível obter várias informações do usuário: que horas a pessoa está online, quanto tempo ela demorou para responder, como é sua aparência, qual é seu número de telefone e muitas outras, principalmente para quem tem alguma noção de engenharia social. Uma simples foto, pode falar muito mais do que sua aparência: pode dar pistas dos lugares que você frequenta, dos seus gostos e até de onde você mora.

E, cá entre nós, stalkers costumam ser muito bons nisso, pois tem prática. Basta uma pontinha solta e eles começam a puxar, até chegar na pessoa. Sem contar os eventuais vazamentos, que sempre acontecem, ou quando alguém invade sua conta, que é uma possibilidade concreta em um país onde mais da metade das senhas registradas são “1234”. Tem também as pessoas que deixam as contas logadas em seus computadores e celulares, permitindo que qualquer um vasculhe. São tantas possibilidades que, uma hora ou outra, todo mundo vacila e fica vulnerável.

O que quero dizer é que uma pessoa mediana não tem tempo, energia ou o grau de paranoia necessários para manter sua privacidade 100% protegida. Se houver alguém na intenção de descobrir coisas, vai acabar conseguindo, e é algo que eu acho aceitável, pois deve ser um verdadeiro inferno viver tomando atitudes diárias, com a constante preocupação de se resguardar nos tempos atuais.

Uma pessoa mediana não vai conseguir, lembrar ou saber tomar todos os cuidados para que só o que ela quer seja revelado, e acho muito saudável que não o faça. Faz parte do pacote: a vida online gera inúmeras vantagens e comodidades e a gente paga abrindo mão de uma pequena parcela da nossa privacidade. É uma troca justa.

Provavelmente, se um serial killer vasculhasse todo seu histórico online público, sem invadir nada, apenas com base em tudo que você já postou, ele obteria informações suficientes para te achar: qual é a sua aparência, qual é o seu bairro, o lugar onde você trabalha, os lugares que frequenta, seus horários, etc. Felizmente, no geral, poucas pessoas são tão desocupadas ou desequilibradas para se dar ao trabalho de fazer essa pesquisa – o que não quer dizer que ela não possa ser feita.

Vamos fazer um traçado simples: só pela rede social que você usa para divulgar o seu trabalho, já se tem um belo ponto de partida. Provavelmente ali tem um endereço do lugar onde você trabalha ou um telefone de contato. Qualquer pessoa pode enviar um e-mail ou ligar marcando uma hora e ir até você, sabendo como é sua aparência. Sem contar as coisas que qualquer um pode descobrir com o seu nome todo… É como eu disse, basta uma ponta solta, se quem a encontrar souber puxar, chega até você ou até informações suas que talvez não devessem vir a público.

Não é fácil, dá trabalho, mas a verdade desagradável é que a privacidade de todos nós pode sim ser devassada. Você só preserva sua privacidade se não encontrar uma pessoa muito disposta a cavar fundo, ou seja, não depende mais só de você: por mais que se dificulte a vida de quem quer te encontrar ou saber mais a seu respeito, se a pessoa quiser, no final das contas, ela consegue. E às vezes ela nem se mostra, apenas fica acompanhando sua vida em off, sem que você sequer tenha ideia disso.

É a vida, amigos. Não se pode ter tudo. Temos privilégios como trabalhar de casa, dar um clique e receber compras, comida, bens ou serviços entregues na nossa porta, poder falar por tempo indeterminado com qualquer pessoa do mundo de forma gratuita, poder acessar toda a informação de mundo de forma gratuita e com um clique… o outro lado dessa moeda é que as informações a nosso respeito também circulam nesse mesmo meio.

Seria mais confortável para mim dizer que não, me convencer de que, seu eu quiser, eu posso fazer uso de tudo isso e, ainda assim, preservar a minha privacidade. Seria uma delícia, nessa ou em qualquer outra questão na vida, ter o bônus sem ter que arcar com o ônus que ele gera.

Infelizmente, não é possível. Para que eu disfrute de todas essas comodidades e benefícios eu abro mão da minha privacidade – se alguém vai escolher devassá-la ou não é outra história, a questão é que elas está ali, ao alcance de quem souber investigar.

E eu já fiz as pazes com isso. É um preço que eu estou consciente que existe e pago de bom grado, afinal, minha vida ficou muito mais fácil com o uso de algumas redes sociais e internet no geral, ainda mais morando em outro país. Eu tento fazer um bom uso desses recursos: trabalhar, me informar e conversar com as pessoas que me são importantes, mas, mesmo sem evadir minha privacidade, tenho consciência que se alguém muito bem-disposto fuçar, me acha.

E às vezes nem precisa ser fuçando, às vezes em um golpe de sorte (ou azar, dependendo de quem seja) a pessoa cruza com você. Um exemplo: diversos impopulares, ao longo dos anos, acabaram me achando, mesmo que, fora daqui, eu não mencione expressamente o Desfavor. E quando me acharam e me perguntaram seu eu era a Sally, eu confirmei sem problemas, justamente por isso: faz parte do pacote não ser 100% dono da sua privacidade.

No começo do Desfavor eu zelava muito pela minha privacidade e anonimato, mas, com o passar dos anos entendi para onde as coisas estavam evoluindo e que não adiantava lutar contra isso. Não vou lutar contra algo que é uma realidade: a única forma de preservar sua privacidade é não interagir com pessoas online (ao menos com pessoas no Brasil). Eu não estou disposta a pagar esse preço, então, eu faço o que eu posso, mas a vida já me mostrou que somos mais rastreáveis do que imaginamos, ainda que seja por força do acaso.

Certamente vai ter quem diga que “não somos tão importantes” para ser rastreados (nós, a pessoa ou ambos). Spoiler: todo mundo é muito importante para alguém. E se calhar desse alguém ser bastante obstinado (e meio desequilibrado) a pessoa vai sim te encontrar. É um risco inerente à vida online, melhor fazer as pazes com ele.

Para dizer que tentou nos achar e não conseguiu, para dizer que estou inventando que impopulares me acharam ou ainda para dizer que fica mais tranquilo se acreditar que você não pode ser rastreado: sally@desfavor.com

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Comments (16)

  • Eu não ligo.
    Não dou a mínima se Sally é mulher, homem, ou se é um grupo de pessoas, ou se o Alicate existe, se as “histórias reais” dos leitores realmente aconteceram… Independente da veracidade das coisas que são ditas aqui, o LARP é divertido :D

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  • Hoje em dia, a única maneira de ficar totalmente anônimo na internet é estando completamente fora da internet.

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  • Concordo com a Sally. Mesmo com as pontas soltas, quem quer acha sim, até porque tem coisa que não está sob nosso controle – é (ou era) comum, por exemplo, faculdades divulgarem listas de aprovados na internet, até com RG ou CPF. Dependendo da área, capaz de você aparecer até no site da empresa com foto e tudo.
    E como a Sally falou, às vezes se acha por acaso também. Inclusive, eu desconfio fortemente que tenha “cruzado com” a Sally em uma rede social azul após uma postagem sobre a pandemia ter viralizado há uns meses.
    E o Tomir eu já tentei achar pois a curiosidade de saber se o Alicate é real falou alto hahahaha só que nunca consegui

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  • Já passei por uma situação bem chata de um “Psicopata”, por assim dizer, que tinha fixação por mim, nos tempos de graduação. Queria que queria me difamar de qualquer maneira, e conseguiu achar e expor informações sobre mim pra me prejudicar. Foi bem tenso!

    Hoje estou um pouco mais relaxado, mas foi bem tenso na época ter que me esconder das redes sociais, usar IP rotativo, usar vpn, firewall etc pra simplesmente abrir um site qualquer.

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  • “O que quero dizer é que uma pessoa mediana não tem tempo, energia ou o grau de paranoia necessários para manter sua privacidade 100% protegida”.

    Essa questão da segurança de dados me remete a uma despreocupação histórica: durante a segunda guerra os alemães lançaram uso do Enigma, uma máquina que criptografava mensagens com possibilidades infinitas conforme a combinação de switches e rotores (o Enigma normal tinha 3 rotores, o da marinha, 5). O que se tornou um sucesso crucial quando os aliados se mostraram impotentes em evitar que vários navios mercantes americanos afundassem ao tentar abastecer a Inglaterra.

    Nisso, o exército alemão publicou guias nos quais eram fornecidas diariamente combinações para configurar o Enigma, a fim de evitar a possibilidade de decifrar as mensagens. Mas, de nada adiantou: o trabalho para decifrar as mensagens foi em muito facilitado pelos hábitos de quem operava as máquinas: uma vez li que um mesmo soldado passou anos utilizando a mesma combinação diariamente para codificar as mensagens, por pura preguiça.

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    • Viver se protegendo, se resguardando, com a guarda alta, consome muita energia do cérebro e deixa o corpo em um estado de tensão nada saudável. Não é o nosso estado natural e é muito desgastante, por isso não conseguimos ficar nesse estado por muito tempo.

      Uma coisa é estar ciente dos perigos, como pessoa consciente do seu entorno, e outra muito diferente é viver com medo e preocupação.

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  • Já não era possível manter-se 100% anônimo e “inachável” nem mesmo antes do advento da internet, que dirá agora, quando praticamente todo mundo tem uma vida online. Queiramos ou não, quase tudo que fazemos no nosso cotidiano deixa algum “vestígio” em registros, através dos quais é possível chegar até nós. E hoje em dia, isso ficou muito mais fácil. Quanto à questão proposta na postagem, posso dizer que eu concordo parcialmente tanto com o Somir quanto com a Sally. Como ele, procuro tomar certos cuidados com o que, quanto e como me exponho no mundo virtual, inclusive no que diz respeito a fotos; e, como ela, eu aceito o preço que todos temos que pagar pela comodidade de ter a internet sempre a nosso dispor, ainda que nossa privacidade não possa ser totalmente preservada como gostaríamos.

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  • Somir consegue manter o anonimato porque (diz que) é empresário. Quem é peão classe média e tem empregos de peão classe média precisa escrever o livro da vida no Linkedin, fora que é uma rede util pra manter contato com antigos colegas de trabalho, nunca se sabe quando vai ser útil (a maioria das pessoas troca de celular como quem troca de tênis, melhor ter a segurança do chat do Linkedin).
    Outras redes só uso pra ver meme, é útil que o algoritmo saiba um pouco sobre mim, caso contrário ficaria o tempo todo mostrando publicidade com a cara do Luciano Huck, Neymar, Anita ou outros da mesma laia (se o produto tiver a cara deles, eu nem compro).

    Eu já tentei achar o Somir mas faz muito tempo. Hoje prefiro nem saber, vai que ele é um gorducho (aqui ainda tá liberado ser gordofobico?) feioso incondizente com a imagem que criei… ia ser decepcionante. A Sally eu tenho certeza que é bonita.

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    • Daniele,

      Eu gosto de imaginar não só o aspecto físico dos habitantes da RID mas principalmente como seria a personalidade e gosto de cada um com base nos tipos de publicações nas quais mais comentam. Tracei um perfil dos integrantes que mais aparecem por aqui com base em uma análise estatística criada por “As Vozes Da Minha Cabeça Disseram Intituto de Pesquisa Avançada”, o que a propósito não tem importância nenhuma e possuí um elevado grau de dissociação da realidade. Rsrsrs.
      Escrevi tudo isso apenas para dizer que mesmo que tivesse a oportunidade de descobrir a “identidade secreta”, optaria por manter o anonimato de vocês.
      É mais seguro. É mais reconfortante também.

      Ps: desconfio que o W.O.J nunca deixou de comentar em nenhum dos artigos aqui publicados, o que o torna hors concours na minha contabilidade do Desfavor.

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  • Hoje em dia os dados vazam, os documentos com fotos vazam, as coisas estão ficando online e pedindo selfie ou vídeo de reconhecimento facial pra registro. Quando vaza vai com tudo e depois é vendido em listas. Foi se a época que era só não usar redes sociais pra manter a privacidade.

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    • Pois é, já não faz mais diferença. Para ter uma vida funcional é preciso ter seus dados online.

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