Desfavor convidado: Desabafo.


Atenção: Mandem os textos para desfavor@desfavor.com
Estão mandando os textos para o e-mail da Sally, o que está gerando confusão e com que os textos não sejam publicados na semana que chegam. Pode ser?

Relacionamentos inexplicáveis e uma escapada ao acaso do mau caminho.

Oi gente bonita (?) do Desfavor! Hoje vou dividir meus desfavares sentimentais mais “recentes” com vocês, vou narrar como foram minhas ultimas aventuras sentimentais, menos a atual, porque essa só Deus sabe onde vai parar…

Tenho dois patinhos na lagoa, sou bonita, universitária (isso não é classificado pra putas, é só pra me conhecerem), razoavelmente culta e tenho um ótimo senso de humor, bom, pelo menos pra mim.

Vamos voltar aos meus 13 anos, em 1999. Foi a primeira vez que beijei, o nome dele é José. O rapaz era apaixonado por minha irmã, que no momento estava a ficar com o amigo dele, e também foi o primeiro cara que minha irmã ficou. Estávamos em quatro, eu, ele, minha irmã e Wesley. Minha maninha (Mari) estava catando o Wesley e o José não parava de reclamar que a amava que iria até o inferno com ela. Eu inocente (?) falei pra ele: ” diga que está ficando comigo, assim ela ficará com ciúmes”. Esse Wesley já tinha tentado me beijar, mas eu não quis. Fiquei com o José, na verdade babei muito, e ele veio socando a mão no meu rabo, não deixei, então ele mudou as mãos para outro continente, duplo, redondinhos, quase pêras.

Fiquei com ele duas vezes, e na segunda o idiota (16 anos, drogado de bosta) falou em namorar, eu era bem (mais)imbecil, mas mesmo assim recusei e não o quis mais.
Minha irmã continuou de rolo com os dois, não ficando, mas se drogando. Eu zarpei fora. tempos depois maninha tirou o cabaço do José. O Wesley ligou aqui em casa atrás da Mari ( minha irmã) e falou de sexo e uso de drogas. Minha mãe ouviu na extensão, ligou pra mãe do Wesley. Wesley levou uma surra no meio da rua. Isso foi em 99, quando foi em 2003 ficamos sabendo que o José estava mais viciado do que nunca em drogas e que fora para Florianópolis, morar com outro homem. Ainda não descobri o modo de perar dele (passivo-ativo). Nunca mais vi.

Ano de 2000. Catorze aninhos no lombo, idiota, deslumbrada. Ser country era o bixo nessa época. Eu tinha uma amiga de colégio que só falava nisso, conhecia todos os cauboizinhos for hell da cidade. Eu não conhecia nenhum, mas sentia admiração por ela, pelos contatos, por ela sair e tal (vai dizer que com essa idade a maioria não é tudo besta, que paga pau pros outros?) Um belo dia ela falou do Cauboi valente, nem dei importância. Um belo dia fui num comício e vi uma camisa escrita seu nome e ele narrando um show country na rua de baixo de casa. No final o povo foi cumprimentar ele, eu me soquei no meio e fui lá falar come ele. Como eu não tinha assunto disse: ” acho que já te vi”. Ele respondeu: eu também, no Ventania” (eu nunca fui no Ventania). Trocamnos telefone e ficamos uma vez, como eu era menor ele teve mó cuidado, mas ficava com outras na minha frente. Percebam que eu fui pra cima dum cara só porque ele era pop (country) e não porque eu tinha interesse nele. Na época eu pensei que seria mais legal, mais pop também. Um dia ele ligou e falou: ” estou apaixonado por você, quando vamos começar a namorar?” Meu pai ameaçou tirar o telefone de mim, então eu desliguei. Quando eu toquei no assunto pessoalmente ele desconversou e eu fiquei muito mal. Como meu pai descobriu que ele era de maior, ele me xingou, disse que eu ia fazer exame de virgindade, foi horrível. Com o tempo eu desencantei. Nunca mais vi.

Ano de 2001. Na verdade conheci essa peça única em 200, ficamos mas nada de sério. Eu e minha irmã andavamos com um maconheiro ( eu nunca me droguei) e um dia ele nos apresentou a esse “Suiço”, eu com 14-15 anos, ele com 16. Minha irmã queria, mas ele ficou comigo. Ele era (é?) um drogado, mas exigia respeito por isso não me quis. O maconheiro que andava com nós falou pra ele que eu ficava com outros, me queimou haha. Ficamos outras vezes, mas não virou nada. Na época ele fazia tatuagens num quartinho, nada limpinho, tudo porco, a casa cheia de drogados (ele era cheio de bok) tive sorte de quando eu ia lá a polícia não ter chegado, uma vez que ‘quem tá junto se fode junto’ pouco importando se você não faz nada de errado também. Passei o ano de 2001 inteiro correndo atrás dele e chorando pra amigas. Eu não queria namorar come le, mas queria que ele gostasse de mim. Entendeu? Bom, não sei se isso é passível de ser entendido. (vou jogar a culpa na idade). Não o vi mais, mas em 2005 nos reencontramos numa sala do bate-papo uol, agora ele tem um stúdio de tatoo, e na época namorava. Não quis contato com aquele gibi ambulante, somente no msn às vezes, mas ele já foi bloqueado.

Ano de 2002, 2003: Não fiquei com ninguém MESMO, nem uma bitoca. Em 2002 eu mudei. Apesar de nunca ter usado drogas ( ah, eu experimentei maconha, mas não fui usuária) mas eu fumava cigarro. Parei tudo, virei saudável, até carne eu cortei e adotei a corrida. Não sei porque não me envolvi com ninguém mais, mas eu cortei até AMIZADES que poderiam dar merda. Sabe quando você faz a coisa certa por impulso? Foi o que eu fiz. (Em 2002 minha irmã fugiu de casa com outro drogado, está com ele até hoje). Em relação a eu não pegar ninguém, não sei bem o que houve, mas eu me tornei insuportável, chata, moralista. Não por mal, mas por conflitos internos mal-resolvidos e também por não ter com quem conversar, uma vez que nem a irmã eu tinha mais. Mas fiz a coisa certa inconscientemente. Hoje me alegro por esse impulso. O resto foi dando certo com o tempo.

No final de 2004, no terceirão, no cursinho fiquei com um garoto. Foi diferente depois de anos beijar alguém ( ah eu não perdi a virgindade) mas eu me senti melhor, estava na minha, não tinha que provar nada a ninguém, não tinha que ser metida a pop, porra nenhuma. Tinha 17 anos, me alegri por isso e comecei a me arrumar mais e tal. UIm mês depois fiquei com outro de lá, fiquei feliz por saber que podia ficar com pessoas ‘normais’ e não era tão doidinha e chata como os meninos da sala falavam. Eu só andava com meninos, imaginem a boca suja que eu tinha?

Com 17( faltava uma semana pra fazer 18) anos passei num vestibular, uma Universidade pública mesmo, fiquei muito feliz. Comecei a graduação em 2005, estava muito bonita e corajosa até. Mas, meses antes, em Setembro de 2004, pra variar, me meti noutro rolo, mas esse é BEM mais diferente, foi virtual hahaha. No dia 7 de setembro de 2004 eu entrei num chat da uol e comecei a teclar com um tal de Gabriel. Fiquei meio balançadinha por ele, porque ele era mais inteligente, articulado, nem era bonito, só o vi na foto também. Não é que me apaixonei por ele virtualmente com direito até a ligar pra ele exigindo satisfação? Pra resumir, com toda razão ele me chamou de doente. Mas como ele tinha alimentado tudo isso eu retruquei a ligação e falei ” DOENTE É A SUA MÃE AQUELA BISCATE VAGABUNDAAA’ Ele ficou puto. Nunca mais vi, aliás, nunca vi, foi tudo virtual, nem quero ver.

Em 2005 conheci o Eduardo. Foi assim: saindo da aula fui com uma colega numa república, ele estava tocando violão sentado com outro amigo dele. Sentei com as meninas perto e comecei a puxar papo com ele, ele tocou pra todos nós. Dei indiretas pra ele, mas fui embora. Na metade do caminho me arrependi e falei pra minha amiga chegar nele e pedir o celular. Ela o fez, a Besta respondeu: ” manda ela vir aqui”. Eu fui ahaha. Ele disse ” quer meu celular” Eu: ” Simmm” , ele: ” quanto você paga??” Me matei de rir, mas ele deu o número. Uma semana depois minha amiga ligou pra ele, porque eu não tinha coragem. Nos encontramos, ele foi muito tarado, então eu cortei e pedi pra ele pegar nos meus peitos. Ele pegou, mas achou legal eu pedir, eu pedi do nada, como quem pede papel. Me ‘apaixonei’ por ele, minha amigas sofreram de ouvir eu falar nele por 10 meses…. É evidente que não deu nada, dois idiotas deveriam combinar, mas não foi o caso. Vejo ele às vezes, mas é indiferente, tenho até vergonha.

Vez ou outra eu fico com uma pessoas problemáticas, mas não monopolizo-as por tanto tempo mais, vou estudar pensar noutra coisa, ou catar outro que der vontade hahahahahah É tudo mais controlado agora, tenho paz interna!

Depois disso não cismei com mais ninguém, sim gente, CISMAR porque eu não acredito que nada disso que vivi até hoje teve sentimento, foram cismas. Cresci com pais briguentos, que quando eu tinha 9 anos falou ” pela sua aparência física você vai ser igual a sua tia uma putinha, tem o mesmo jeito” eu era uma criança, cresci vendo tudo errado, pai xingando a mãe de puta, mandando eu e minha irmã de castigo por qualquer coisa, uma mãe ignorante que por não poder se sustentar sozinha se submetia a isso(..) Meu pai jogando na cara dela que ela é uma puta, uma separada vadia, passando a mão na bunda dela na frente da gente, nos xingando de nomes pesados.
Não coloco a culpa de nada disso neles, só acho que se eu tivesse tido uma estrutura familiar melhor eu teria feito menos merda na vida. Eu poderia ter tido uma mãe pra contar minhas coisas, aconselhar. Pra minha mãe ninguém vale nada, só ela presta também, o resto é tudo puta, mesmo ela tendo um histórico de trair o primeiro marido, mas ostentar que casou virgem com ele(..) Meu pai é um fraco que levou um chifre da primeira mulher e gosta dela ainda e joga na cara da minha mãe. Essas coisas toda familia tem, mas eu só queria ter tido alguém pra conversar, só isso, mesmo assim eu não tenho raiva deles.

Sei que sou uma louca de me expor tanto, mas eu estou muito feliz hoje, apronto uma ou outra mas não me drogo, tive juízo (instinto) de não cair em furadas. Minhas furadas foram de cismas mesmo, graças a Deus, eu poderia ter virado uma drogada vagabunda, mas não virei. Hoje eu estudo e tenho planos, perdoei meus pais também, afinal, eles nem sabem de tudo isso que aconteceu e mais: Eles não ERRARAM como eu disse a pouco, eles apenas não tiveram a maturidade de pais, eles agiram de acordo com o que eles sabiam agir. Eu aprendi na raça, não falo só de sentimentos e cismas, mas de tudo, me sinto feliz por ter outro tipo de comportamento e não implorar a aceitação alheia. E mais: Mil vezes feliz por não ser uma drogada. Do jeito que as coisas são, se eu tivesse continuado nessa, quem é que garante que eu DESFAVOR estaria aqui escrevendo isso?

Obrigada a quem leu meu desabafo, poucas pessoas sabem disso.

CeLina Amanda.

Se você encontrou algum erro na postagem, selecione o pedaço e digite Ctrl+Enter para nos avisar.

O que você achou?

Loading spinner

Comments (8)

  • Adorei o texto!
    Vc apesar de não saber lidar com os homens tem maturidade pra aceitar seus traumas e crescer em cima deles!

    O que você achou?

    Loading spinner

  • Textinho beeeem ruim.Não bastasse o tema ruim demais,e muito mal escrito, ainda tá com § enormes e sem pontuação.

    Bem do tipo : “Querido diário, hj eu acordei…e foda-se”

    O que você achou?

    Loading spinner

  • Eu pouco reclamo aqui, mas não aguentei ler os primeiros parágrafos desse texto, e não sou DDA.

    Estou cansado dessas histórinhas.

    O que você achou?

    Loading spinner

  • Caralho. Que texto mais enfadonho da porra. Eu os aconselharia a ter cuidado com essas “contribuições”, senão vão acabar matando o Desfavor. Encarem como uma crítica construtiva.

    O que você achou?

    Loading spinner

  • Ooooh.. grande historia. o.o
    É uma lição de vida, muita gente não tem a força e a coragem que você teve pra sair da poça de merda!

    Sério mesmo, palmas para você!
    *palmas*

    Parabéns por tudo o que tem agora! Foi merecedor!

    Feliz páscoa!

    O que você achou?

    Loading spinner

Deixe um comentário para Letícia Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: