FAQ: Coronavírus – 41

Hoje seria dia do texto do C.U., mas devido à comoção pelo surgimento de uma nova variante de preocupação, ele concordou em ceder seu dia para um FAQ. Sim, a Ômicron entrou no lugar do C.U. e todos os demais trocadilhos que vocês queiram (ele fez um monte). Quem quiser C.U. passa na quinta.

No FAQ de hoje juntei as principais dúvidas sobre a variante Ômicron (com acento, para as pessoas entenderem como se pronuncia) em um texto e, à medida que soubermos mais, novos FAQs virão.

A Variante Ômicron foi “descoberta” na última quinta-feira e batizada com esse nome (que é a letra “o” em grego) na sexta-feira, quando também foi classificada como Variante Preocupante (ou de Preocupação). Isso quer dizer que ela tem mutações em áreas que podem significar um perigo. Até aqui, estas são as únicas certezas sobre a Ômicron que posso dar. Daqui pra frente, o que for dito especificamente sobre esta variante, ainda precisa ser comprovado.

Até aqui tivemos 4 Variantes de preocupação: Alfa (Inglaterra), Beta (África do Sul), Gama (Manaus) e Delta (Índia). A Ômicron é a quinta. Normalmente, para que uma variante se destaque e contagie um número de pessoas suficiente para chamar a atenção do mundo, ela precisa ser mais eficiente do que as anteriores, e é por isso que o mundo está alarmado com a Ômicron: ela parece ser mais contagiosa.

Ela foi detectada como vinda da África do Sul, mas isso não quer dizer que ela seja originária de lá. A Variante de Manaus, por exemplo, foi diagnosticada pela primeira vez no Japão, mas não surgiu lá, foi levada por um japonês, que viajou a Manaus. Então, pode ser que a Ômicron tenha se originado em outro país. Por hora, os indícios apontam que ela venha da África do Sul.

Tem muita gente assustada com a quantidade de mutações que a Ômicron possuí, a mídia, por motivos que eu desconheço, está dando ênfase às “50 mutações”, mas não é esse o motivo de preocupação. O número de mutações não é o que torna uma variante perigosa, o que importa é onde acontecem essas mutações. O que te assusta mais, cem pessoas na porta da sua casa com uma flor nas mãos ou uma única pessoa com um fuzil?

O que quero dizer é que uma variante pode ter mil mutações em lugares inofensivos e outra pode tem uma única mutação em um local chave e ser pior do que a primeira, com mais mutações. No caso da Ômicron, ela tem muitas mutações e algumas delas são sim em “lugares” preocupantes. Tudo indica que algumas delas a tornam mais contagiosas e outras podem gerar algum nível de escape vacinal.

Isso quer dizer que a Ômicron vai escapar a vacinas? NÃO. Não se sabe. Teve laboratório afirmando que vacina funciona, teve gente afirmando escape vacinal, teve laboratório que declarou já estar trabalhando em uma vacina específica para a Ômicron. Por hora, não temos certeza, mas temos indícios de que não há escape vacinal total, se houver, é apenas parcial. A confirmação deve chegar nos próximos dias.

Pelo que se conhece de vírus respiratórios, nem faria muito sentido que a Ômicron escape 100% às vacinas, uma vez que, em tese, surgiu em um lugar com poucos vacinados, portanto, não seria “preocupação” da variante tomar esse caminho (não seria essa a mutação que faria ela predominar e se espalhar mais).

É mais provável que uma variante que escape às vacinas venha da Europa, dos EUA, da Asia ou do Brasil, onde tem muitas pessoas vacinadas convivendo com muitas pessoas não vacinadas. Esses são os ingredientes: vírus circulando muito + muitas pessoas vacinadas + muitas pessoas não vacinadas.

Quando ninguém tem vacina, o vírus mais bem-sucedido é aquele que mais se espalha. O que um vírus tem que fazer quando as pessoas não têm defesa contra ele é se espalhar, o mais que pode. Porém, quando esse vírus encontrar muitas pessoas com defesas (imunizadas), não vai adiantar muito ser transmissível. Para ser bem-sucedido ele vai ter que mutar de modo a “aprender” a escapar das vacinas.

Então, é muito improvável que a Ômicron seja a Variante Fode-Vacina que a gente teme tanto. Mas pode ser que a venha depois dela seja, pois a Ômicron já foi levada para vários continentes e certamente já chegou no Brasil (só não foi detectada), locais onde muitas pessoas vacinadas convivem com muitas pessoas não vacinadas.

Apesar de várias manchetes alarmistas, até segunda ordem, esse é grande perigo da Ômicron. Quando jornais noticiam (fazendo um grande desfavor) que a Ômicron não é perigosa pois os doentes experimentam “sintomas leves”, estão apenas arranhando a superfície do que deve ser avaliado para estabelecer o perigo de uma variante. Talvez a Ômicron não seja perigosa diretamente para você ou para mim, mas ela pode representar um risco para a humanidade.

Não dá mais para pensar em risco de pandemia como “risco que eu morra”. Não existe “eu” em pandemia. O termômetro para fazer ou deixar de fazer algo não é o “qual é o risco de que eu morra?”. Não se pensa de forma individual em pandemia, e é uma pena que isso não esteja sendo dito de forma mais clara no Brasil.

Então, em termos de proteção individual para resguardar a sua vida, nada mudou: vacina (incluindo dose de reforço), máscara, lavar as mãos e todos os cuidados que vocês já estão cansados de saber. Tudo isso protege a SUA vida. Mas, para proteger a todos nós, a espécie humana, seria muito importante que não se deixe a Ômicron circular, para que ela não tenha oportunidade de mutar para uma versão que consiga escapar às vacinas que temos.

Já falei sobre isso muitas vezes, mas vale relembrar: se você pegar a Ômicron vacinado, provavelmente não vai morrer. Talvez nem sintomas tenha. Mas o fato de vírus circular (principalmente entre vacinados) faz mal para a coletividade: dá oportunidade para ele mutar e pode causar uma catástrofe, nos fazendo voltar à época em que não tínhamos vacinas. Então, esse pensamento de “foda-se, tem vacina, eu vou sair” não tem cabimento. É egoísmo bundear na rua sem necessidade só por ter uma probabilidade baixa de morrer. Hora de pensar a longo prazo.

As vacinas para covid-19 não foram criadas para “acabar com a pandemia”, elas foram desenhadas com a finalidade de evitar mortes. Então, o vacinado não vai morrer, mas a vacina não vai impedir o vírus de circular. E vírus que circula é vírus que tem mais chances de mutar. Então, pela milésima vez, vacina sozinha não acaba com pandemia. Além da vacina, temos que fazer a nossa parte para que o vírus circule menos. E uma das coisas que faz o vírus circular menos é menos gente nas ruas.

Então, mesmo que você não tenha medo de sair pois sabe que não vai morrer, deve ter cuidado por outro motivo: vírus muta de forma imprevisível, quando a Variante Fode-Vacina chegar, só vamos descobrir quando muito vacinado morrer. Se você estiver na rua, você vai virar essa estatística que vai servir de alerta para o resto da população. Se você estiver em casa, vai assistir da sua TV a notícia de que muitos vacinados estão morrendo. Em qual dos dois cenários você prefere estar?

O cuidado deve ser maior ainda em um país desigual como o Brasil, onde tem estados com poucos imunizados, onde tem Presidente negacionista, onde tem uma infinidade de pessoas e autoridades dispostas a lotar réveillon, carnaval e futebol, onde a desinformação corre solta.

O povo vê Anitta lotando uma festa e declarando publicamente que todo mundo tem vacina e “aqui negacionista não entra”, como se isso resguardasse a humanidade. O povo vê Claudia Leitte fazendo uma micareta com pessoas sem máscara e justificando que todos estão vacinados e acredita que dá para aglomerar com vacina numa boa. VACINA NÃO IMPEDE O VÍRUS DE CIRCULAR. VACINA SOZINHA NÃO ACABA COM PANDEMIA.

Vamos relembrar a frase que estamos repetindo desde 2019: ninguém está cuidando de você no Brasil, você precisa se cuidar sozinho, e cuidar dos seus. SE a coisa fica feia, ninguém vai te socorrer, vai morrer gente no meio da rua, vai morrer gente por falta de oxigênio, não vai ter leito para todo mundo. Vocês já viram esse filme.

Não estou dizendo que a Ômicron seja algo grave que vai te matar, pois provavelmente não é. Estou dizendo que temos que aprender a interpretar a escalada do vírus e tomar consciência que existem riscos a longo prazo e de que a pandemia não acabou. Não queremos que nada grave aconteça nem agora, nem no próximo ano, nem nos próximos cinco anos, certo? Para isso, é preciso que todo mundo se cuide AGORA.

E, que fique claro: o vírus não precisaria chegar na Alemanha para encontrar um cenário favorável para uma mutação de escape vacinal. O Brasil oferece isso: estados como Roraima ou Amapá, com pouco mais de 30% de pessoas vacinadas convivendo com Rio ou São Paulo, com alto índice de imunizados já tem os ingredientes que precisa para uma mutação que desgraça o mundo todo. Estou vendo muito brasileiro se preocupar com os 30% não vacinados da Alemanha e ignorar os 70% não vacinados em alguns estados do Brasil.

“Mas Sally, eu vi um laboratório garantindo que pode desenvolver uma vacina contra nova variante em um mês”. Pode ser até em um dia, que não resolve nada. O problema não é mais desenvolver vacina, é distribuir e aplicar no mundo todo. A primeira vacina foi desenvolvida em 2019 e, praticamente em 2022, mal vacinaram metade do mundo. Ter vacina é um primeiro passo, restam muitos depois disso para que ela esteja no braço de todo mundo.

Vamos ser bem realistas? Quanto tempo vocês acham que vai levar até uma nova vacina ser fabricada e aplicada em bilhões de pessoas? Provavelmente, até isso acontecer, o vírus mutou novamente. Então, o fato de desenvolver uma vacina rapidamente não é consolo e não é motivo para se descuidar. E, novamente, pandemia não se resolve só com vacina que evita morte.

Vi muita notícia pintando a Ômicron com certezas, mas a verdade é que, para fins de pandemia, poucos casos estão sendo acompanhados para afirmar algo com certeza. O que se sabe até agora é achismo com os poucos casos que se viu e isso pode mudar amanhã. Por isso, não se assustem nem se descuidem com informação sem fonte confiável, tem muita gente usando o medo ou a vontade de que não seja nada para ganhar cliques e visualizações e publicando como certeza informações que ainda estão sendo estudadas.

Sim, a Ômicron pode ter algum escape imune, assim como a Delta, ou seja, pode ser que a imunidade seja um pouco menos eficiente, mas, até segunda ordem, quem tomou as doses de vacina e a dose de reforço está protegido. Nada de novo. Se você não tomou duas doses de vacina ou não tomou a dose de reforço, a postura correta seria se cuidar, pois a Delta já bastaria para criar um problema.

Sim, a Ômicron pode ser mais contagiosa, e, de todas as especulações no momento, essa parece ser a mais provável e a mais preocupante: a forma rápida pela qual ela é transmitida. Mas, novamente, nada muda: a Delta já era mais contagiosa e já obrigaria qualquer país a fazer um bom rastreio de contatos (coisa que o Brasil não faz), testagem em massa e a não sair de bobeira, saindo apenas quando necessário.

Os mesmos cuidados que você tinha (ou deveria ter) com base na Delta, até segunda ordem, servem para te proteger da Ômicron. O problema é: o brasileiro, em sua maioria, não tomou nenhum cuidado com a chegada da Delta, pois o único dano que as pessoas conseguem ver é a morte direta e imediata. Então, provavelmente, quando cair a ficha de que não vai morrer mais gente (assim esperamos), as pessoas continuem se descuidando e deixando o vírus circular.

É fato que a Ômicron já se espalhou. Ela já foi encontrada em quase todos os países que fazem testagens eficientes. Eu comecei a escrever este texto na sexta-feira passada, quando a Ômicron foi anunciada, e tinha um parágrafo dizendo exatamente em quais países ela estava. No sábado, tiver que atualizar e incluir mais um bando de países. No domingo, já se falava em continentes. Na segunda-feira, a lista tinha tantos nomes que não faz mais sentido reproduzi-los, basta dizer que espalhou.

E certamente chegou ao Brasil, só não foi detectada, pois o (des)governo prefere deixar teste estragando a testar a população. As exigências para estrangeiros que entram no país são risíveis, nem vacina o Brasil quer pedir. Nem a porra da declaração de saúde do viajante estão pedindo, pois o site da ANVISA teve problemas técnicos. Ou seja, se tinha alguém contagiado, entrou. E provavelmente tinha.

E, se aceitarmos a ideia de que espalhou para os quatro cantos do mundo, não adianta fechar fronteiras com a África do Sul, a Ômicron pode vir basicamente de qualquer país. Não adianta exigir vacina, pois vacinado se contamina (só não adoece e morre, via de regra) e traz o vírus do mesmo jeito a um país onde quase 40% da população não está vacinada. Eu sei que é uma coisa que um país focado em turismo não quer escutar, ainda mais em alta temporada, mas a única medida realmente eficiente seria fechar as fronteiras.

E fechar fronteiras é algo que o Brasil já disse que não vai fazer: como não há previsão de um dano imediato, vão deixar rolar, com provavelmente todos os países da América Latina. Até a data em que este texto foi escrito, o Brasil não queria exigir nem mesmo comprovante de vacinação para quem chega ao país. Então, os cuidados que precisariam ser tomados para evitar que a Ômicron entre e se espalhe pelo país não serão tomados.

Em um único dia, a Holanda identificou mais de 60 passageiros que desembarcaram em seus aeroportos com suspeita de infecção pela variante Ômicron. Isso dá um sinal do quanto ela pode ser contagiosa e que, provavelmente, ela já está no Brasil. Então, nada de relaxar e pensar “aqui ainda não chegou”. Pode ter chegado sim. O Brasil não percebeu que tinha uma nova variante nem quando ele a criou (a Gama), imagina se vai detectar uma de fora. Comecem a se comportar como se ela estivesse na casa do vizinho. Não é preciso pânico, só cuidado.

“Ok, Sally, já entendi, mas exatamente o que eu tenho que fazer?”. Nada de novo, o mesmo que já deveria estar fazendo: máscara, distanciamento, higienização constante, vacina (com dose de reforço) e não sair de casa a menos que seja necessário. Não estou sugerindo que vá morar em um bunker e fique 6 meses sem ver a luz do sol, mas sair por lazer, para festinha, para show, para restaurante… não me parece uma boa ideia.

“Mas Sally, tá vendo como vacina não adianta? Tem vacina e mesmo assim surge nova variante!”. Se você já é leitor desta coluna sabe que mais de uma vez a gente alertou sobre os riscos de dar terceira dose em alguns países e deixar outros sem vacina. Taí o primeiro fruto dessa escolha. Não estou julgando os países que aplicaram terceira dose, inclusive se eu fosse presidente de algum país, ia querer aplicar a terceira dose também, estou apontando que tem que ser preocupação de todos nós que a vacina chegue a todo mundo. De uma pandemia só saímos juntos, ou sai todo mundo, ou o problema continua.

Os países se preocuparam em garantir uma terceira dose para si e não se mexeram para assegurar que a vacina chegue em todos. Não adianta nada, enquanto tiver não vacinado, o problema vai continuar voltando, e cada vez pior. Lembro que em 2020 debocharam de textos nossos nos comentários, quando falávamos de segunda onda. A segunda onda veio e matou mais do que a primeira. Hoje, tem país entrando na quarta onda. Não acabou. Não vai acabar enquanto todos não estiverem vacinados e fizerem um esforço conjunto de cuidados.

Acho que o grande choque com a Ômicron no Brasil foi cair a ficha de que não acabou a pandemia. Todo ano é isso: chega outubro, novembro, a situação melhora, aí acontece algo para mostrar que não acabou. Ano passado foi a mesma bosta, todo mundo relaxando nos cuidados e janeiro foi aquele horror que a gente não gosta nem de lembrar.

Que a Ômicron sirva para reforçar a importância de vacinas e da fabricação de vacinas e investimento em ciência. Se amanhã ou depois surgir uma nova variante que demande uma vacina nova, quem vocês acham que vai comprar primeiro? O Brasil que não respondeu a cem e-mails da Pfizer ou EUA e Europa cheios de dinheiro e vontade? Por isso, é muito importante que o Brasil continue fabricando vacinas e continue investindo em ciência.

Não se esqueçam que o fato de tudo estar aberto, de todo mundo estar aglomerando e de ter réveillon e carnaval não significa que é seguro, significa que o Brasil é uma zona. E o fato da sua cidade ter muitos vacinados não reflete a realidade do país. Tem quase 40% de pessoas não imunizadas, não é inteligente deixar uma variante mais contagiosa circular. Cuide de você, mas tenha um mínimo de preocupação de cuidar da coletividade também, de uma pandemia só saímos todos juntos.

E se você está lendo este texto após 30 de novembro, pode ser que as informações estejam incorretas ou obsoletas, procure os próximos FAQ para confirmar.

Para dizer que prefere acreditar que acabou, para dizer que só se vacinou para poder bundear e agora estão tirando isso de você ou para recriminar a África como se o Brasil não criasse variante: sally@desfavor.com

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Comments (38)

  • E certamente chegou ao Brasil, só não foi detectada, pois o (des)governo prefere deixar teste estragando a testar a população.
    Já tinha três casos de Omicron confirmados no Brasil na época que você postou esse texto.

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    • Era bem previsível. Devem ter muitos mais que a gente nem tomou conhecimento por seus portadores estarem assintomáticos.

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      • Varrer a sujeira para debaixo do tapete não a faz desaparecer. E, com tanta porcaria acumulada, mais cedo ou mais tarde todo mundo vai perceber que a imundície continua lá.

        https://narble.files.wordpress.com/2018/04/under-the-rug.jpg?w=640

        Também não é difícil prever que em breve teremos uma explosão de novos casos devido a essa nova variante do covid e que a coisa toda vai ficar – ainda mais – fora de controle.

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        • Espero que tenha bastante morte, incluindo de gente em idade “produtiva” e que tenha sido vacinada com as duas doses.
          Talvez assim a gente se livre dos nojentos fazendo campanha politica antecipada ou pregação religiosa nas filas com as quais a gente tem que lidar no dia a dia.

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  • Haja o que houver, a certeza é que ainda vamos todos continuar nos fodendo por muito tempo…

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    • Vai de cada um. O “se foder” é relativo. Quem se preparar, vai conseguir levar uma vida confortável e produtiva. Quem insistir em viver no pré-2020, com o mesmo trabalho, o mesmo lazer, o mesmo estilo de vida vai se foder e sofrer muito. Hora de pensar em adaptações, já que isso não acaba tão cedo.

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      • Infelizmente, muita gente ainda está “insistindo em viver no pré-2020”, Sally. Parece que para essas pessoas não importa o tamanho da tragédia ou a gravidade da situação. Sem falar nos que não entendem nada nem desenhando…

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  • Tão dizendo que o tal surto de gripe que tá rolando no RJ e levando aos montes pro hospital, na verdade não seria gripe e sim uma variação de covid, possivelmente a Omicron que é mais fraca e estariam omitindo por causa de interesses nas festas de fim de ano e carnaval. Isso é teoria de conspiração ou pode ser verdade? Eu não duvido!

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  • Espero que aqui surja uma variante em relação a Omicron que seja chamada de Pi… E que a Pi tenha resistência a cobertura vacinal.

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    • Isso vai implicar em todo mundo trancado em casa por muito tempo, uma vez que todos seremos vulneráveis a ela e que ela será muito mais contagiosa que o coronavírus raiz. Tem certeza de que quer isso?

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      • Ele quer sim, deve ser funcionário público que ganha pra não trabalhar, ou então daqueles virgens que são capazes de entrar em escola e atirar aleatoriamente. Vai vendo o tipo de psicopata que tá solto por aí.

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        • Você não sabia que a mente por trás do atentado do Realengo era o Psytoré? Ele só não respondeu por essa porque ficou dificil ligarem que o Marcelo com o qual o Wellington estava falando era o Marcelo Valle Silveira Mello. Sabe como é… Orkut.
          E servidor público tá se fodendo e vai se foder mais ainda. Aguarde e verá.

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  • Não é necessário peripécia do CU quando já temos mais uma variante. Já estamos tomando no forébis devidamente.

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    • Sim, o cu está devidamente representado, mas, mesmo assim, ele insiste. O texto de amanhã é dele…

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  • Super Puta do SUS

    Eu acho que esse vírus veio da Europa e foi levado para a África do Sul. Era verão e ninguém sossega no verão europeu.
    Em março, seremos nós a experimentar mais uma onda de covid. Festas, verão, Carnaval, o povo vivendo como se não houvesse amanhã. Enquanto isso, eu que moro há dois passos da praia nutro uma cor de morta mas esqueceram de enterrar. Em março, fará dois anos que eu não sei o que é dar um mergulho e, pelo visto, vou ter de comemorar o terceiro aniversário se as coisas continuarem assim

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    • Pode ser. Ontem divulgaram que ele já estava na Holanda em 19 de novembro. Mas também pode ser África do Sul, que tem poucos vacinados e uma grande população com o sistema imune comprometido por causa da quantidade de casos de HIV. O ser humano anda fazendo tanta merda que tudo é possível.

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  • Sábado tinha posto de vacinação no shopping da minha cidade, dentro da loja de pets.
    Não precisava ter agendado e nem morar na cidade.
    Pfizer.
    A pessoa que dizia que nem a pau ia se vacinar entrou para comprar algo pra gata, a enfermeira foi conversando, perguntou se ele havia se vacinado. Ele disse que não. Ela já foi preparando a seringa.
    Ele disse: Vou me vacinar dia (x) ,a enfermeira disse: é pra já.
    Ele: Mas agora? Já? No ato ela foi mostrando e ele concordando todo nervoso, e pá! Primeira dose tomada.
    Muito cagao. A cena foi engraçada.
    Se tiver 10 doses tomarei todas, continuarei com os procedimentos de segurança do início de 2019.
    Ainda em casa.
    De saco cheio, mas em casa.

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    • Pois é, no Brasil puta de apaixona, traficante se vicia e negacionista se vacina.
      Finalmente a incompetência brasileira nos favorece!

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  • Alguém realmente acredita que a pandemia vai “acabar”? Seria incrível conseguir repetir a historia de sucesso como a da vacina da varíola, mas sera que isso parece provável? Visto que após dois anos de pandemia existem milhões de pessoas que nunca tomaram sequer a primeira dose da vacina contra a covid? Seja por falta de vacina, seja por negacionismo? Por exemplo, como se proteger de 25% de uma população que se recusa a se vacinar, mesmo quando os 75% restantes estão já na 3a dose? As novas variantes continuarão a surgir. Estará a humanidade sendo empurrada para os braços da seleção natural? Particularmente continuo tomando as mesmas precauções que vinha tomando desde o começo da pandemia, mas receio que esses novos hábitos sejam como usar o celular, ou a internet: novidades do mundo moderno que vieram para ficar.

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    • O vírus não deve sumir, mas a “pandemia” (o vírus espalhado e matando gente pelo mundo todo) uma hora vai acabar sim. Só não acho que seja tão rápido.

      Até hoje precisamos de vacina para o Influenza, de 1918 (gripe) e é provável que continuemos precisando de vacina para covid regularmente, mas, tenho fé que esse estrago que o vírus está fazendo no mundo vai recuar e coronavírus será uma doença sazonal que só matará em casos raros.

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      • Eu acho que vc pegou a mania do Sonir de ser otimista. Vamos viver em pandemia pra sempre, porque a Omicron demos sorte de ter só sintomas leves, mas o vírus sempre vai ser mais rápido que a vacina, algum vai ser pior que a delta e vai furar a vacina, aí lá vão 3 meses pra adaptar o reforço e mais 2 anos pra vacinar o mundo. Viu como não tem fim?

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  • Por que brasileiro é todo pesteado? Seria má alimentação? No Hell de Janeiro agora tá rolando onda braba de gripe, lotando as UPAs que chegam ficar mais de 6 horas pra ser atendido. Pra completar acabaram as vacinas de gripe.

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  • No Brasil ninguém cuida de ninguém mesmo. Se fosse só os prefeitos mamar no dinheiro eu entenderia, que o Dudu Nervosinho não abra mão do carnaval ok, mas os ingressos já foram todos vendidos é de foder. Igual na final da Libertadores tavam querendo fechar rua pra comemorar, fiquei feliz do Flamengo perder achando que iam sossegar o rabo, aí os FDP fizeram bloco de carnaval. Mereciam era morrer sem ar mesmo!

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    • Turismo do Rio com 98% de lotação vendida. Não vão querer devolver esse dinheiro em passeios, hotel e passagem, preferem deixar o povo se foder.

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  • A esta altura dos acontecimentos já nem deveria mais ser preciso reforçar, mas tem muita gente por aí que não entende nem desenhando… O surgimento dessa nova variante do Covid-19 nos confirma, mais uma vez, que a pandemia AINDA NÃO ACABOU e que, enquanto TODO MUNDO não fizer a parte que lhes cabe no combate à doença – seja se vacinando, se resguardando, cuidando da higiene ou só não atrapalhando a ciência – , essa desgraça ainda vai continuar afetando nossas vidas.

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