FAQ: Coronavírus – 55

Hong Kong usou a Coronavac e está com recorde de casos, vão dizer que não é culpa da vacina?

Lá vai o povo culpar a Coronavac novamente…

Vamos lá. Se houve algum problema com a Coronavac em Hong Kong é sua não aplicação.

Hong Kong segurou o número de casos e mortes por muito tempo com fechamento, mas, como nós já explicamos em FAQ anteriores, fechamento não é solução definitiva. É uma medida muito útil quando não se tem nem vacina, nem medicamento nem um bom conhecimento sobre como evitar o contágio.

Estes fatores estavam presentes em 2020. Não havia vacina, não havia remédios eficientes, não havia sequer a compreensão dos médicos da melhor forma de tratar. Ninguém sabia muito bem como era o contágio, dávamos banho nas compras por medo de pegar nelas e não usávamos máscara, ou usávamos aquelas máscaras inúteis de pano.

“Tá vendo? Eu sempre disse que lockdown não funciona!”. Sim, ainda existe esse tipo de gente. Podem ler nos textos antigos: sempre deixamos claro que fechamento é medida emergencial enquanto não se tem vacina e tratamento. Ninguém nunca em tempo algum nem no desfavor nem no mundo defendeu que fazer lockdown “mata” o vírus, que fizer muito lockdown o vírus “acaba”. Se você de alguma forma entendeu isso, é um problema cognitivo seu.

Lockdown serve para evitar a propagação do vírus enquanto ainda não se tem vacina, tratamento e hospitais suficientes para dar conta dos doentes. Uma vez que se tem vacina, essa tem que ser a estratégia principal: vacinar, vacinar e vacinar. E Hong Kong não o fez. Esse foi o erro. Não foi o lockdown ou a vacina escolhida: foi não vacinar suficiente. E o Brasil tá no mesmo caminho, com poucas pessoas vacinadas com terceira dose.

Hoje, estamos em outro estágio. Sabemos bem como evitar o vírus, temos vacina e temos medicamentos eficazes (o Brasil não tem). Então, não é mais viável querer parar o vírus com base no fechamento. Pessoas pelo mundo todo voltaram a sair, por estarem vacinadas, isso cria uma sensação de que podemos todos sair, que afetou Hong Kong.

O país tinha poucos casos (segurando com base no fechamento) e as pessoas se sentiram seguras para sair, seja pelos poucos casos do país, seja pelo consenso global de que já pode sair. Além disso, fechamento de anos não é viável para nenhum país, as pessoas cansaram de ficar em casa depois de quase dois anos de confinamento. Se você perde o controle e deixa as pessoas saírem antes de estarem devidamente vacinas, acontece isso.

A pandemia evoluiu e Hong Kong não acompanhou essa evolução. A estratégia da vez é vacinar a população, vacinar muito, vacinar rápido, vacinar com três doses. E o país não o fez. Está correndo atrás agora, mas agora é tarde, já tiveram uma onda enorme de covid.

Hong Kong teve mais de um ano para se preparar e vacinar o máximo de gente possível e não vacinou adequadamente nem metade dos seus idosos, quem dirá o resto da população. Quando a Ômicron chegou, os casos explodiram.

Talvez os números não te alarmem, pois o país tem uma população pequena, mas, se esta mesma proporção fosse aplicada no Brasil, seria como ver oito mil mortes por dia. É muito séria a situação e quantidade de contágios. “Problema deles”. Não, problema de todos nós, pois pode surgir uma nova variante. Não existe “eu” em uma pandemia.

E dá para saber muito bem se o problema é da vacina ou da falta de vacina, comparando Hong Kong com países que vacinaram muito com Coronavac. Se você pegar outros países que vacinaram com Coronavac (e que realmente vacinaram a maior parte da população) não vai ver nada nem parecido com esse número de mortos. Então, o problema não está na vacina, está na falta de aplicação da vacina.

E isso, por sinal, enterra de uma vez o mito de que a Ômicron “é leve”. Se fosse leve não matava tanta gente, como está fazendo em Hong Kong e em vários países. O vírus não é leve, é você que está imunizado. Vai lá, pega Ômicron sem vacina e me conta se foi leve.


É hora de tirar a máscara?

Para quem? Onde? Neste ponto da pandemia, não tem como dar uma resposta generalizada sobre esse assunto. Tem que avaliar informações sobre o país onde se está e sobre a pessoa que quer tirar a máscara.

Se o que você quer saber é se a medida é precoce no Brasil, como um todo, a resposta é “sim”. E não é achismo meu, os números indicam. O Brasil não tem vacina suficiente para isso. Contra a Ômicron, responsável por 99% dos casos, apenas 3 doses de vacina te protegem de forma eficiente de contágio. Apenas 34% dos brasileiros têm terceira dose no braço. Parece um país pronto para abolir o uso de máscaras?

Mas, o Brasil parece ter uma certa raiva de máscaras. Estão fazendo campanha contra mesmo sem qualquer condição para isso. Por exemplo, Brasília está fazendo uma campanha forte contra o uso de máscaras (“em vez de máscaras, mostre sorrisos estampados no rosto”) e tem muito hospital sem leito de UTI neonatal. Tem estado brasileiro que não tem nem metade da população vacinada com duas doses e já permite que pessoas se aglomerem em locais fechados sem máscara.

Os países que estão retirando a exigência de máscara, como falamos nos FAQs anteriores, são países com muito teste, muito controle, com poucos casos de mortes e contágios, onde se obedecem a regras de distanciamento e ventilação e onde existem medicamentos efetivos para tratar a pessoa caso ela adoeça (anticorpos monoclonais e antivirais – ver FAQ 54). E mesmo assim, estes países fazem ressalvas sobre quais pessoas devem, pelo seu bem, continuar de máscara, pois ainda precisam de proteção.

Para quem tem tudo isso, é possível pensar em retirar a obrigatoriedade da máscara. Não é o caso do Brasil. Mas, foi retirada mesmo assim. Então, você pode sair sem máscara na rua, passa a ser uma questão de escolha pessoal e consciência de cada um. O que eu te recomendo é que, antes de tomar essa decisão, avalie a situação pandêmica do seu estado ou cidade e a sua situação pessoal e das pessoas que convivem com você.

Quando ainda é um risco sair sem máscara? Quando você ou uma das pessoas com as quais você convive: não tiver as três doses da vacina ou tiver qualquer condição que faça com que o organismo apresente uma resposta imune menor à vacina.

Como já explicamos exaustivamente, existem casos em que você pode dar 500 vacinas a uma pessoa que, ainda assim, seu organismo não vai fazer uma boa resposta imune e ela pode sim morrer vacinada, como foi o caso de vários famosos aí no Brasil. Se você ou alguma pessoa com quem você convive pertence a esse grupo, nem sonhe em abolir o uso de máscara.

Quais são as condições que fazem com que o organismo apresente uma resposta imune menor à vacina? Idade (em idosos a resposta imune é menor, mesmo que eles tenham boa saúde), imunossuprimidos (pessoas que por doença ou tratamento médico tem o desempenho de seu sistema imune prejudicado, como por exemplo, pessoas com doenças autoimunes ou em quimioterapia), pessoas com doenças crônicas que afetem a resposta imune (como, por exemplo, diabetes) ou pessoas que majoram seu risco por atos voluntários, como fumantes e obesos.

Então, se você tem as três doses de vacina e não convive com nenhuma dessas pessoas “de risco”, é uma decisão sua. O risco ainda existe, mas é muito menor. É preciso ponderar o custo-benefício: o quanto é indesejável usar máscara x risco de adoecer (pequeno) risco de morrer (muito pequeno), risco de propagar o vírus e contribuir para que ele mute e surja uma nova cepa (considerável) e risco de pegar a doença sem sintomas fortes, mas ter sequelas (considerável).

O importante é não ser induzido a erro. Você pode ler que a fatalidade de covid está similar à de gripe. ONDE? No Reino Unido sim, pois a maior parte da população tem 3 doses de vacina (que não é o caso do Brasil) e tem medicamentos para tratar de forma eficiente aqueles que, mesmo vacinados, pegam a doença (que não é o caso do Brasil). Ao ler qualquer informação sobre covid, leiam a matéria inteira e perguntem-se: esta realidade é a realidade do Brasil?

“E as novas variantes?”. Quando cada uma delas foi “descoberta”, falamos o que sabíamos à época. Até aqui, nada mudou. Neste momento, há um aumento de caso em alguns países que se credita à BA 2 (aquela variação da Ômicron, que nunca ganhou seu nome próprio como variante autônoma). Porém, ainda não temos informações suficientes para saber se esta variante ou qualquer outra é realmente um risco significativo. Então, até segunda ordem, neste momento, não tem uma variante comprovadamente preocupante para a humanidade. Mas isso quer dizer que é seguro não usar máscaras? Não. Continua sendo um risco. Por muitos outros motivos.

Eu, por princípios, vou continuar usando máscara, pois convivo com pessoas com mais de um fator de risco que, menos vacinadas, provavelmente não desenvolveram uma boa resposta imune. Além disso, é minha escolha continuar usando máscaras pois pessoas conhecidas que pegaram o que se chama de versão “leve” (assintomática) e tiveram sequelas medonhas, com problemas de cognição e concentração que as impede de trabalhar. Eu não posso me dar ao luxo de ter problemas de cognição, pois uso minha mente como ganha-pão.

Além disso, também vou continuar usando pois sei que, mesmo vacinada e com uma boa resposta imune, posso contribuir para a propagação do vírus e, quanto mais ele circula, mais as chances de mutar e surgir uma nova variante que pode nos colocar em uma situação muito ruim novamente. Eu sei que quase ninguém pensa assim, eu sei que no Brasil estão ridicularizando quem continua usando máscara, mas eu realmente não me importo. Eu vou fazer o que eu acho certo, faça você o que achar certo também.

Outro fator que você deve levar em conta para tomar essa decisão é que as vacinas que nos protegem hoje, tem um prazo de validade: com o tempo, seu efeito protetor vai caindo, até que elas não oferecem mais uma boa proteção e precisamos de mais uma dose. Com quanto tempo? Depende do caso. No geral, você tem uma boa proteção até 4 meses depois de tomar a vacina, daí pra frente, está cada vez mais desprotegido.

Olhe à sua volta. Você e as pessoas com as quais você convive todas tomaram a terceira dose há menos de quatro meses? Se a resposta for “não”, pode ter gente com menos proteção do que deveria convivendo com você. E mesmo se a resposta for “sim”, você quer pagar para ver se você ou as pessoas que te cercam estão no caso geral ou se a proteção delas caiu antes?

Então, vamos repetir pela milésima vez: vacinas não são mágicas, vacinas não protegem 100% e vacinas não protegem para sempre.

Vale lembrar que vários países que já aboliram o uso de máscara voltaram atrás recentemente, como é o caso da Áustria, e estão exigindo novamente. Também é bom ter em mente que no ano passado meio mundo achou que covid tinha acabado, vários países aboliram o uso de máscaras e tiveram que voltar atrás. E, por fim, vamos recordar que este ano, em 2022, também se achou que estava tudo sob controle, até surgir a Ômicron e fazer deste ano o pior em contágios de toda a pandemia.

Não custa trazer outro fato para ponderação: o governo brasileiro nunca cuidou das pessoas durante a pandemia. Vocês sempre tiveram que se cuidar sozinhos. Te diziam que era seguro sair na rua quando não era, te disseram que Cloroquina, Ivermectina e Ozônio no brioco eram eficientes e salvariam sua vida. Não salvaram. Fizeram experimentos com idosos na Prenet Senior, os deixaram morrer e depois divulgaram os números de mortos com sendo o número de altas.

Então, vale para agora e vale para sempre: o que o governo brasileiro diz não é confiável, pois já ficou provado que eles pensam na economia e não na saúde e vida da população. Ainda por cima são incompetentes, pois nem a economia conseguiram salvar, em um país que nunca fez um lockdown, da definição correta da palavra. Então, o que o governo diz me interessa muito pouco. Um governo que liberou remédio que matou pessoas por falência hepática e problemas do coração eu prefiro não escutar.

Também vale lembrar que é fundamental olhar a situação epidemiológica do lugar onde você está. Se eu estou em um país com 80% da população vacinada com terceira dose, isso demanda um grau de proteção. Mas, se eu estou em um país com apenas 34% da população vacinada com terceira dose, isso demanda outro grau de proteção. Não é compatível que quem tem 34% queira adotar o mesmo grau de cuidado que quem tem 80%, percebem?

É como querer levantar o mesmo peso de um fisiculturista: “ele levanta 150kg, então, eu vou levantar 150kg”. Amigão, você vai é fraturar a sua coluna. O fisiculturista tem proteção suficiente para fazer isso e não se machucar, pois tem uma musculatura que você não tem. Não meçam pandemia por país vizinho, por realidades diferentes.

E o Brasil é um país enorme, com realidades muito diferentes. Como está seu estado? Como está sua cidade? Como está a lotação hospitalar? Tem teste disponível? Como estão os óbitos? Como está a quantidade de pessoas vacinadas com três doses? E, mesmo que esteja tudo bem agora, não deixe de acompanhar para onde as coisas estão indo. Há uma tendência de alta ou de baixa de casos, internações e mortes?

Sabemos que vírus respiratórios vem em ondas, ou seja, existem fases de contágios altos e fases de contágios muito baixos. As fases de contágios muito baixos não significam necessariamente que o problema acabou. Já passamos por três ou quatro ondas, onde todo mundo achou que acabou e o problema voltou. Isso quer dizer que o problema pode voltar.

“Ah, mas se voltar eu uso máscara”. Sim, se você conseguir perceber que voltou antes de pegar covid, caso contrário, você vai perceber que voltou adoecendo e contagiando as pessoas que estão à sua volta. Não é uma boa pedida, especialmente se você pegar uma variante nova. Não recomendo.

“Ah, mas isso pode nunca acontecer”. Sim, inclusive essa é a nossa torcida, para que isso não aconteça e para que a pandemia acabe. Mas pode acontecer. E ninguém vai saber te dizer exatamente quais são as chances de acontecer ou não, pois é um evento que depende de algo aleatória: a mutação de um vírus. Algo que o ser humano não pode prever nem controlar.

Outro fator que merece ser ao menos considerado: o mundo está vivendo uma situação calamitosa de guerra, em um país frio, envolvendo uma enorme quantidade de pessoas, que por força de circunstâncias catastróficas estão aglomeradas, sem máscara e muitas sem vacina, em ambientes fechados. Ninguém está controlando o que está acontecendo em termos de pandemia na Ucrânia, pois a realidade do local torna impossível controlar.

Eu concordo que, em condições normais, ter o receio de que a qualquer momento surja uma nova variante pode ser visto como “exagero”. Vai do grau de precaução que as pessoas querem tomar. Eu sempre me inclinei para o excesso de precaução, mas compreendo que é algo subjetivo e que existem pessoas que podem tender para um grau de precaução menor sem que isso as faça irresponsáveis.

Porém, neste momento, temos um fator externo com vários fatores negativos, que torna um país do mundo um celeiro de variantes. E sabemos que se surgir uma nova variante em qualquer país, ela vai chegar no mundo todo.

Então, considerando tudo que eu disse e somando-se a isso a situação excepcional de uma guerra onde não há qualquer controle epidemiológico do que está acontecendo (já pode ter surgido uma nova variante que ninguém viu), considerando que uma parte do mundo está aglomerada sem proteção e migrando, eu acho prudente continuar usando máscara.

A máscara é apenas um desconforto. Eu não acho que ninguém tenha que fazer lockdown, como pregava quando não tínhamos vacinas. O que se está pedindo agora me parece muito pouco em troca da proteção que oferece: botar um pedaço de pano na frente da boca. Quão fresca tem que ser uma pessoa para declarar guerra contra isso?

O problema é que no Brasil a máscara virou uma bandeira, contra a qual determinados grupos resolveram se insurgir. Para quem é desses grupos, é quase um demérito usar máscaras. Então, em nome de levantar uma bandeira, muitos colocarão suas vidas em risco e as vidas as pessoas que amam. E ridicularizam quem, por opção, continua usando. Como sempre, no Brasil, é quem faz o certo é quem acaba apanhando.

Então, a postura aqui não é radical como era em 2020. Não quer usar máscara? Não use. O risco existe, para você, para os que te cercam e para a coletividade, uma vez que vírus que circula é vírus que muta. Acha o seu bem-estar imediato mais importante do que isso? Acha que quem usa máscara “quer aparecer”? Acha qualquer outra imbecilidade? Valeu, não usa. A esta altura do campeonato, eu não tenho mais argumentos para apresentar para essas pessoas.

Para você que é leitor do Desfavor, só peço que tenha consciência: tirar a máscara por ter certeza de que nada vai acontecer (ou de que as chances de que algo ruim aconteça sejam mínimas), é inconsciência. Tirar a máscara é um risco. Quer correr esse risco? Beleza. Mas saiba que é um risco. Individual e coletivo. Tome a decisão consciente do que está fazendo.

Para dizer que o vírus tá indo embora (pela milésima vez), para dizer que a covid virou endemia (não no Brasil) ou ainda para dizer que nós somos alarmistas (pela milésima vez): sally@desfavor.com

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Comments (18)

  • Não apenas começou uma cruzada contra as máscaras no Brasil, como já notei que a abstenção da terceira dose será galopante. O motivo? Muita gente reclama que “teve reação” na segunda dose, e pra evitar ter que passar por esse desconforto, não vai fazer a terceira…

    Se chegar uma eventual variante fode-vacina, vai ser uma reprise do pós-carnaval 2021. Ou até algo ainda mais brutal

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  • Tem que usar máscara sim.
    Vou continuar a usar até sei la quando…
    Hoje fui no trabalho e peguei o pessoal sem máscara.
    O argumento era que “saiu a lei que nao precisa mais usar máscara”.
    Ah tá, lá na sua casa, aqui a lei ainda nao tá valendo.
    Pedi, gentilmente, para que, quem se recusasse a usar máscara passasse o crachá na saída e fosse para casa, descontando faltas a partir de já.
    Deu 3 minutos e todos estavam com suas máscaras.
    Foda-se, tem que usar SIM, a pandemia não acabou.

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    • Dois anos de idas e vindas, de novas ondas que chegam e colapsam hospital, e o brasileiro ainda interpreta o período de baixa do vírus como fim da pandemia. Quantos anos até aprenderem?

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      • Cada empregador por estabelecer as normas que quiser para seus empregados, desde que não viole a lei. Isso não é autoritarismo, isso é algo perfeitamente legal e previsível, assim como estipular um uniforme ou qualquer outra coisa permitida em lei. Você deveria procurar algo para se ocupar em vez de bater ponto aqui sendo do contra, está ficando vergonhoso.

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      • Amooooooooo que quando imbecil vem xingar a Sally ela nem responde, mas quando tratam mal o leitor do Desfavor ela faz questão de defender!

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      • Não quer usar máscara em um ambiente PRIVADO, é só não ir lá. Abra sua empresa e contrate só pessoas que não queiram usar máscaras, então.

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  • Semanas atrás, estava participando de um processo seletivo. No dia em que soube que meus pais estavam com covid, avisei à empresa e pedi para fazermos o restante por videochamada, já que meu teste negativo e ausência de sintomas não garantem nada morando com pessoas contaminadas, ainda que sioladas e de máscara. Além de se recusarem a fazer por videochamada, ainda me receberam sem usar máscara e com ar condicionado ligado. O grau de cuidado é este. Sorte deles (e minha) que eu realmente não tinha me contaminado.
    Meus pais não tiveram caso grave e nem sequelas aparentes, mas eu mantenho o uso da máscara, a não ser quando não tem gente por perto. Prefiro ter este leve desconforto a ficar doente ou ter sequelas, fora que tambem dá proteção contra outras doenças.

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    • Paula, chocada com grau de “foda-se ligado” do brasileiro. Nem parece um país que perder quase um milhão de vidas em tão pouco tempo. Eu não sei o que mais precisa acontecer para as pessoas terem receio e se cuidarem.

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      • A vida não tem valor neste país, gente mata o vizinho que reclamou do som alto, mata a mãe que confiscou o celular como castigo, mata o namorado por causa de lanche, mata torcedor do time adversário…

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        • Tempo demais vivendo em um cotidiano repleto de barbaridades somado a uma sensação geral de impunidade deixa muitas pessoas rudes, abrutalhadas, insensíveis e indiferentes ao sofrimento alheio e também incapazes de valorizar devidamente qualquer vida, inclusive as suas próprias.

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  • Passado tanto tempo desde o início da pandemia, duas coisas ainda me impressionam: 1 – o tanto de gente que AINDA não consegue entender nem desenhando que o Coronavírus é combatido com lockdown e utilização de máscaras quando ainda não se tem vacina e com imunização em massa e máscaras quando já se tem. 2- toda a abnegação e a paciência que a Sally demonstra ao continuar esclarecendo dúvidas através destes FAQs.

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    • Nesta altura, o leitor do Desfavor já sabe o que tem que fazer e o que não tem que fazer. A gente ainda volta para falar das novidades e apenas relembrar do que vocês já sabem, pois com todo mundo falando o contrário, fica fácil que o certo comece a ficar nebuloso.

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