Depois de tantos anos de Desfavor, muitas colunas nasceram e morreram. Sally e Somir concordam que se renovar é necessário, mas sentem falta de algumas ideias passadas. Os impopulares (que se lembram) palpitam.

Tema de hoje: que coluna do Desfavor deveria voltar?

SOMIR

Na minha nunca humilde opinião, a “Em Direito” que a Sally fazia explicando o funcionamento da legislação brasileira. O primeiro argumento é o valor prático da coisa: conhecer as leis é algo muito valioso para a sua vida. O segundo é mais… escroto: os comentários e as pesquisas feitas para cair na postagem são puro suco de Brasil!

E os dois argumentos são baseados na mesma ideia: o brasileiro médio não tem a menor ideia de como funciona o sistema jurídico. Mesmo quem é mais estudado tende a não ter muita ideia de como as coisas funcionam. Eu sou um pouco mais privilegiado que a média por ter convivido com gente que advogava a vida toda, e a Sally é parte dessa experiência; o que eu percebo é que pessoas sem essa experiência básica acham tudo muito alienígena, confuso e frequentemente assustador.

Brasileiro se ameaça com processo. E para muita gente, cola. Quem sofre essa ameaça fica ansioso, confuso… as pessoas só fazem porque funciona. Ameaçar de processo gera um estresse tão grande no cidadão médio que as pessoas aprenderam a usar essa arma. Eu acho que funciona porque a própria pessoa que ameaça também não entende nada de lei e acha que realmente tem direito a qualquer coisa que der na sua telha. Falar bobagem com segurança é sempre mais eficiente.

Quando você começa a entender um pouco sobre direito, fica menos vulnerável. E não precisa entender todas as sutilezas do processo legal brasileiro, basta entender que salvo um juiz maluco, as leis têm uma certa lógica e o processo é todo muito burocrático. Infelizmente não podemos ignorar a possibilidade de uma sentença bizarra nesse país, mas se você souber como as coisas funcionam, sabe que tem o que fazer mesmo nesses casos.

Com a coluna da Sally explicando problemas jurídicos comuns em detalhes, podemos entender melhor o sistema e pensar de forma mais prática sobre os eventuais problemas que nós e pessoas queridas tiverem com a Justiça. Cabeça vazia é oficina do diabo: quanto menos você conhece sobre Direito, mais besteira você começa a imaginar. A “Em Direito” tinha a vantagem de nos dar boas informações que reduziam a possibilidade de estresse futuro.

A minha ex-coluna “Deleta Eu!” tinha um fator de entretenimento alto, concordo, mas de uma certa forma, era o mesmo tipo de entretenimento que a ex-coluna da Sally tinha: atrair gente maluca e sem filtro pra comentar e nos fazer rir. É sinal dos tempos que todo mundo procure no Google resposta para suas perguntas, e isso não é diferente com questões legais. Não duvido nem que advogados formados façam algumas dessas pesquisas que caem nos textos de direito da Sally.

No Deleta, eu tirava sarro de gente que se achava muito importante e esperava elas aparecerem aqui para espernear. O que eu não nego que era uma receita de sucesso, mas não acredito que possa ser replicado em 2022. Quando a coluna foi lançada, as pessoas faziam blogs, hoje em dia sobrou só o Desfavor. O Desfavor e alguns blogs de pirataria e pornografia. A gentalha toda que eu sacaneava está nas redes sociais agora. E gentalha das redes sociais não sai mais das redes sociais. Já deve ter muita gente que nem sabe usar o navegador do celular para ver sites.

Já a gentalha que aparecia nos comentários e pesquisas do Em Direito ainda pode aparecer: são obrigados a procurar informação no Google. Na rede social você não acha a informação exata que quer, a pesquisa é uma porcaria e nem é o objetivo dos aplicativos, eles querem que você se perca por horas vendo bundas, não que ache informação e siga sua vida.

Se a coluna da Sally voltar, teremos novas gerações de brasileiros médios com problemas jurídicos (possivelmente hilários) derramando sua vida toda nos comentários de um blog anônimo (com nome, sobrenome e dados de contato, porque são todos sem noção), para que possamos apreciar ou mesmo trollar se quisermos. O Deleta não vai conseguir isso: eu só tenho rede social para pegar conteúdo produzido pelo imbecil médio brasileiro, e o imbecil médio brasileiro nunca vai ficar sabendo de nada que não aconteceu na rede social.

Tivemos momentos históricos no Deleta Eu!, mas eles não vão se repetir, quer dizer, talvez até se repetissem se a gente fosse para a rede social, mas não quero isso não. Se é para tirar alguém da tumba, que seja uma coluna com função prática (você provavelmente vai tirar muita coisa útil de conhecer as leis) e com o bônus de gente sem noção vindo aqui perguntar o que fazer depois de dar um tiro no cunhado.

No final das contas o tema de hoje corre o risco de ser completamente inútil, afinal, se nem eu nem a Sally quisermos trazer algo de volta não volta. Mas vai que o feedback impopular anima alguém? Eu não sei mais como fazer o Deleta Eu! sem blogs para analisar, mas se tiverem ideias, eu continuo odiando tudo o suficiente para reclamar de coração.

Na dúvida, eu prefiro ver a Sally falando sobre direito, porque o tema sempre vai ter relevância, mesmo considerando as bizarrices do Legislativo e Judiciário.

Para dizer que prefere um tema de verdade, para dizer que queria de volta Sally Surtada, ou mesmo para dizer que é raiz de verdade e está com saudade da Somira: somir@desfavor.com

SALLY

Qual coluna do Desfavor merece voltar?

Muitas, mas a principal é “Deleta Eu”. Tem que voltar repaginada, modernizada e mais abrangente.

Para quem não pegou essa época, “Deleta Eu” era, para a internet, o que o “Processa Eu” era para as pessoas: uma forma completamente sem limites de criticar, detonar e ridicularizar o que havia de pior online. Em 2008.

Em 2008 já tinha muito lixo na internet, uns sites bosta, uns estelionatários querendo se livrar das próprias responsabilidades colocando a culpa em Mercúrio Retrógrado (ah, que saudades desse texto!), mas nada que se compare aos dias de hoje. A quantidade de lixo que existe na internet hoje nem precisa de garimpo: abre qualquer grande portal de notícias que tem ao menos meia dúzia de pautas maravilhosas.

Isso sem contar com as redes sociais. Vários excrementos novos surgiram. Vídeos, fotos, podcasts… parece que o ser humano se empenhou em diversificar os meios de espalhar seu chorume. O Desfavor merece uma coluna só para rir das imbecilidades que são ditas (e levadas a sério!) por aí.

Não nego, a coluna “Em Direito” era legal, era minha cria. Mas, francamente, de que adianta falar sobre direito agora? Eu mesma respondo: de nada. O direito brasileiro não vale nada, tamanha a insegurança jurídica que se instaurou. A teoria está cada vez mais distante do que é feito na prática. Eu posso te falar tudo que você quiser saber em tese, aí vai o STF, anula condenação que já era definitiva, e solta todos os bandidos.

Não tem direito no Brasil. Me desculpa quem ainda trabalha com isso, eu entendo a necessidade de vocês de continuarem se enganando, mas a realidade é que o que sobrou na área jurídica (além dos dinossauros) foi um bando de desempoderado que ainda acha que o título de advogado é alguma merda (se você for honesto, faxineiro ganha mais do que você) e um punhado de funcionários públicos corruptos, sem escrúpulos, conformados com o sistema imundo que se instaurou.

Não faz o menor sentido esmiuçar regras que não são cumpridas ou que podem, a qualquer momento, deixar de ser cumpridas. Direito é lindo no papel, na prática, no Brasil, é simplesmente nojento e eu não consigo conceber ninguém que não tenha alguma dose de psicopatia trabalhando com isso, feliz, satisfeito, realizado e com a consciência em paz. Então, discorrer sobre direito é alimentar uma mentira que só existe nos livros. Pra que?

Muito melhor rolar de rir com o deboche elitista que o Somir fazia no Deleta Eu. Desaforos que faziam os autores do blog virem até aqui responder, bater boca. Tem que ter um Deleta Eu amplo, geral e irrestrito, criticando tudo que há de podre na internet, tudo que merecia ser deletado, ou seja… 99,9999% do conteúdo. O que não faltaria para essa coluna seria assunto!

E nem precisa ser sobre um site, um blog ou um perfil específico. Pode ser uma entrevista de alguém em um podcast, um vídeo pontual de algum perfil, ou até os “melhores” comentários de uma notícia em um grande portal de notícias. São infinitas possibilidades!

Esses tempos sombrios, polarizados e bélicos pedem por isso: o esculacho suave, sutil, porém não menos cruel do Somir: o público-alvo dificilmente entende, não dá treta e os impopulares se divertem um monte. Pensa comigo, este ano vai ter eleição e Copa do Mundo emendado, não vai faltar atrocidade e sobrarão motivos para ter mais uma postagem de humor, para deixar nossas vidas mais leves.

Saber mais sobre direito é inútil, pois Judiciário brasileiro limpa a bunda com a Constituição e usa a lei ordinária para forrar gaiola de passarinho. Já rir, meus queridos… rir é sempre muito bom, muito necessário e cada vez mais raro.

Inclusive esse tipo de humor, onde você pega alguém ou um grupo, aponta tudo que ele tem de ridículo e ri está em extinção. Não se pode mais fazer esse tipo de humor hoje em dia. Dificilmente você vai ver gente se arriscando a fazer isso hoje, já que tudo é considerado bullying, “ismos” (racismo, machismo, fascismo e cia) e muitas vezes acaba até criminalizado.

E digo mais: você não ganha apenas uma sensacional coluna com um humor que todo mundo tem medo de fazer, você ganha uma carta branca para falar a bosta que quiser nos comentários pois, legalmente, a responsabilidade jurídica de tudo que é publicado no Desfavor (inclusive nos comentários) é nossa, do Somir e minha. Então, você ganha um humor raro e ainda um passe livre para desabafar e falar tudo que pensa sem ser responsabilizado por isso. Melhor impossível.

Conhecer seus direitos só tem serventia quando você vive em um país sério onde esses direitos são respeitados e garantidos. No Brasil? Pffffffff. Fica com a piada que você ganha mais. Vamos rir, que se a gente começar a chorar, entra em depressão. Vamos não levar nada tão a sério, inclusive o Desfavor. Já temos colunas sérias demais por aqui, por motivos de força maior (pandemia, guerra e outros detalhes do tipo). Chega, né?

Sem contar que, como vocês sabem, eu abandonei o direito faz tempo. Portanto, para escrever cada coluna teria que estudar, perder um tempo danado com uma coisa que nem ao menos é realidade ou é aplicada. Perder tempo com letra morta. Se é para estudar, acho que vocês ganham mais com textos que tragam um benefício real para suas vidas, coisas como neurociência, primeiros-socorros ou coisas que ainda se aplicam ao mundo real.

Enfim, não tem muito florear: a coluna do Somir é melhor do que a minha. A coluna do Somir envelheceu bem, ganhou força em função das circunstâncias. A minha envelheceu mal e perdeu força, em função das circunstâncias. Abracemos a que pode nos trazer mais ganhos atualmente: gostosas risadas e um tipo de humor que você não vai encontrar em qualquer lugar. Volta Deleta Eu!

Para dizer que falar sério sobre direito também é comédia, para dizer que não vivenciou a era Deleta Eu mas parece interessante, ou ainda para dizer que insiste em querer Processa Eu de volta: sally@desfavor.com

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Comments (34)

  • Acabei de ler o texto e vi que a Sally nao esta mais no Direito. Posso perguntar no que a mocoila se dedica agora?

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  • Voto pelo Deleta Eu………… Mas se quiserem ressuscitar o Processa Eu nem vou reclamar **cof cof**.

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  • Acho que vou ser um dos únicos a ficar com o Somir nessa. Deleta eu e processa eu são diversão, em direito é de utilidade pública, eu pelo menos achava bem interessante e prazeroso me inteirar de assuntos de direito que nem de longe domino. É o tipo de coisa, não vou usar hoje, mas vai que me seja útil um dia…O mesmo vale para aqueles textos antigos de primeiros socorros, o que fazer num caso de mordida, de queimadura, de choque elétrico etc.

    Só me preocuparia um pouco com a trabalheira toda que seria monitorar e dar um limpa nos comentários, porque se não me falha memória, me lembro bem que naquela época já haviam comentários tenebrosos com BM vindo aqui despejar sua vida inteira e pedindo conselhos sobre o que fazer, como agir. E a Sally, sempre boazinha, sempre solícita, tinha lá vício de ajudar a todos. Se não me falha memória também, esse foi um dos motivos pelos quais a coluna foi extinta, já que o povo passava a abusar da ajuda jurídica supostamente gratuita na internet.

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  • Andre Francisco

    Ok.. ok.. vamos parar com a encenação, galera! Estamos palpitando sobre a volta de uma coluna? Eu não vou fingir que não estou vendo este elefante branco: é óbvio que todos escolheriam “SIAGO TOMIR”. A festejada biografia de nosso fundador em seus mais gloriosos momentos de intimidade. Relato histórico de valor inestimável a esta República. Não há outra opção de escolha enquanto não houver seu retorno. Estamos há anos órfãos de seus grandes feitos. Nosso tempo chegou. Make Impopular Republic great again.

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    • HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

      Siago Tomir se tornou um pouco mais difícil, pois agora moramos em países diferentes e eu não fico sabendo da maioria das bostas que ele faz. Mas prometo que vou tentar me informar sobre histórias novas para escrever!

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  • Voto pelo Deleta Eu. Conteúdo jurídico os leitores podem encontrar espalhado por professores, páginas, etc..

    Hey, teremos chat ao vivo na copa? Por favor, sim! :D

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    • Eu também gostaria que houvesse chat ao vivo na Copa. Os jogos mesmo nem devem ter lá muita graça, mas o bate-papo aqui é sempre muito legal.

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  • O deleta eu trará a vocês o primeiro processo. Hoje uma palavra mais ríspida na internet já pode se configurar injúria e até difamação. E as indenizações por danos morais por bobagem de internet estão cada vez mais comuns. Pra evitar essa dor de cabeça, voto na ideia do Somir

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    • Nada, o Processa Eu foi muito pior e nunca fomos processados! A verdade é muito simples: não somos importantes o suficiente.

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      • O problema não é a irrelevância de vcs, mas sim que hoje qualquer zé ninguém, mesmo que tenha só 14 seguidores no Twitter, mas que cite nominalmente um outro ze ninguém que tem um canalzinho de 40 inscritos ou um TikTok de 20 seguidores, usando palavras pra criticar ou zoar, tá sendo processado atualmente. Ego search tá demais. Antigamente o povo dos blogs vinha aqui reclamar? Hoje eles processam. Mas isso não deve impedir vcs de escreverem o deleta eu, vocês são bons de briga.

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      • A regra básica da liberdade de expressão por aqui se baseia em dois paradigmas:
        O primeiro é o da irrelevância. Quem é irrelevante em teoria teria menor alcance e por isso mesmo uma probabilidade menor de ser alvo de assédio judicial.
        O segundo é o do poder financeiro e de influência no campo político e midiático. Quem tem melhores condições tende a levar a melhor num eventual processo, salvo em raras exceções pontuais.

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      • Vocês não se acham importantes embora realmente o sejam – pelo menos pra nós – enquanto tanta há tanta gente tão desimportante por aí que se acha o máximo… E isso que o Anônimo disse sobre hoje em dia qualquer zero à esquerda dodói da cabeça querer meter processo por qualquer coisinha é a mais pura verdade.

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        • Aos olhos da sociedade, nós não somos importantes. Por isso, o que falamos não dói, não ofende, pois não reverbera. Acho maravilhoso que sejamos importantes para os leitores, mas espero de coração continuar muito desimportante para a sociedade!

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  • Depois do “estelionato afetivo” e com as anulações no caso da Boate Kiss, não sei se precisamos aprender sobre leis (que leis?). Será decepcionante essas estapafurdices.

    Prefiro o “Deleta Eu”, mesmo. Nem tanto por falar mal dos outros, comentar merda (tipo eu, naturalmente)… Mas pelo estresse poupado em si. Falar de leis nesse país é falar de unicornios.

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    • Sim, falar de leis é perda de tempo, pois elas mudam o tempo todo por causa da diarreia legislativa que assola o país, e, mesmo as que não mudam, não são respeitadas.

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    • As anulações no caso da Kiss são ato contínuo do estouro da bomba de chorume da Lava Jato.
      Aprendam de uma vez por todas: VIVA A LIBERDADE DE EXTORSÃO!

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  • Em Direito seria uma coluna legal. Deleta Eu também seria.
    O problema é que tanto uma quanto a outra ideia saem do público-alvo que a página tem atualmente.
    Voltar com o Em Direito seria algo na linha de conhecimento jurídico 4dummies (não é segredo que muita gente se torna bacharel em direito por aqui com vistas a alguns cargos que tem a formação como bacharel em direito como pré-requisito) e não ajudaria muito.
    Voltar com o Deleta Eu seria o caminho mais rápido para vocês provarem do gosto amargo do assédio jurídico, que pode bater na porta via DREAMHOST.
    Claro, tem muito militudo que é vibe Bolsonaro (falem mal, mas falem de mim), mas sempre tem aqueles que adoram utilizar da via jurídica para usar o peso da lei contra seus desafetos.
    E na selva digital, podem se apropriar indebitamente da sua página e #CrimeOcorre #NadaAconteceFeijoada.
    Para terminar, se Sally se referiu a aquele circo que atende pelo nome de Lava Jato e seus desdobramentos posteriores, bem… Lula só ficou preso quase um ano porque fundamentou sua defesa numa posição que apesar de ter base na constituição, seria de um risco moral muito alto para o STF. Tivesse instrumentado melhor a defesa, se sairia por cima da carne seca e nem sequer teria sido preso em 2018.

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