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Lauro tinha muitas contas para pagar. Tantas que achou um jeito de monetizar até mesmo o próprio sono: o emprego de vigia noturno numa construção abandonada era a solução perfeita para uma renda extra fora do horário comercial. A fama de local assombrado garantia que nem mesmo mendigos e viciados tentassem invadir o local. Então, entre uma ronda e outra, aproveitava para cochilar em sua cadeira.

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Gustavo olhava fixamente para os carros em alta velocidade, buscando um espaço para atravessar. A próxima faixa de pedestres estava há algumas centenas de metros de distância, e o prédio que ele queria visitar estava diante dele, separado apenas por quatro faixas de asfalto e uma calçada.

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Parte 1


A pequena criatura peluda expele o que parecem ser litros de um líquido viscoso verde. Eduardo, ainda preso, tem que enfrentar a torrente virando o rosto para o lado, fechando com força olhos e boca. Infelizmente, o nariz não é capaz de se fechar sozinho. O cheiro não é tão horrível quanto o esperado, mas de forma alguma pode ser considerado agradável: um aroma herbal ardido que toma conta do ambiente imediatamente.

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Eduardo observa seu celular desligar, levando com ele o aplicativo que o guiava pela estrada de terra naquele fim de tarde. Não que fosse de tremenda ajuda, afinal, há mais de meia hora parecia andar em círculos naquele mar de árvores e vegetação espessa no meio do nada. Mesmo assim, era alguma forma de se localizar.

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Uma mulher está amarrada sobre o que imagina ser um colchonete, o lugar cheira mofo e suor, por isso a leve brisa que vem de uma das paredes do pequeno cômodo onde se encontra é de grande alívio. Ela se lembra de ser abordada por alguns homens encapuzados na noite anterior, quando voltava do trabalho. O som de passos antecede a abertura da porta.

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