Autor: Somir

Jorge estava com dores no estômago há semanas, o médico sugerira uma endoscopia para entender melhor o que acontecia. Deitado numa maca na sala de pré-cirurgia, esperava o anestésico fazer efeito. O anestesiologista acabara de pedir para que ele contasse de dez até um.

“Dez, nove, oito, sete… seis… cinco… qua…”

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Koko foi provavelmente a gorila real mais famosa da história. Nascida em 1971 num zoológico americano, viveu até os 46 anos de idade, falecendo em 2018. Seu passaporte para a fama foi a alegação de que seria capaz de se comunicar por meio da linguagem de sinais. Segundo sua tratadora, Francine Patterson, Koko entendia aproximadamente 2.000 palavras do inglês e seu vocabulário alcançava mais de 1.000 sinais. E foi essa informação que ficou com a maioria de nós… infelizmente, as coisas não eram bem assim.

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A Rússia está com mais de 100.000 soldados nas fronteiras com a Ucrânia, e os últimos encontros entre diplomatas foram considerados um fracasso. Sob o risco de ser desmentido nos próximos dias, eu desconfio que tudo isso não vá passar de tensão. Porque no final das contas, é a tensão que realmente funciona no mundo moderno.

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Eu tenho a teoria de que boa parte das pessoas não fala sobre o que realmente quer falar. E nem estou falando só sobre repressão, vergonha ou mesmo confusão sobre os próprios sentimentos, é mais sobre o caminho que uma ideia faz no cérebro até se transformar em palavras. A gente pensa muito mais rápido e em muito mais coisas do que consegue verbalizar.

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Saudações anais e finais,

Nesses últimos anos, eu posso me orgulhar em dizer que fui a estrela guia do desfavor. A mais brilhante estrela marrom do firmamento. Mas tudo o que é bom acaba, e hoje eu decido a última pauta do ano mais cu da história recente.

E vou fazer diferente dessa vez. Vou dar uma prévia para vocês de como eu vou fazer falta. Somir, seu tema é livre. Quer escrever coisa nerd que ninguém lê? Pode escrever. A Sally quer passar o ano que vem inteiro falando de doença? Pode falar.

Esse é o fim de uma era. A era do C.U. termina, a era dos chatos começa. Vai lá, façam isso melhor do que eu, sem as minhas ideias. Du-vi-do.

Um beijo na bunda.

Assinado: C.U.


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