Comportamento doente.

Enquanto o Brasil vive a ilusão das coisas voltando ao normal, nós discutimos algo que em pouco tempo vai ser a causa de uma nova onda: gente que sai para se aglomerar como se não estivéssemos numa pandemia. Sally e Somir concordam que é um desfavor, mas não entram em consenso sobre o grau de honestidade delas. Os impopulares tornam públicas suas opiniões.

Tema de hoje: quem é pior, quem desacredita publicamente as medidas de isolamento social e sai ou o hipócrita que as defende, mas sai mesmo assim?

SOMIR

Eu ainda acho que quem finge concordar com as medidas de proteção e sai mesmo assim é pior. E olha que eu nem sou do tipo que acha hipocrisia o pior dos problemas: na média, hipocrisia é um crime leve em comparação com o que a pessoa faz depois.

“O político roubava, mas dizia que era contra a corrupção, o pior de tudo é a hipocrisia!” Não, o pior é a corrupção. Hipocrisia não foi, nem de longe, a ação mais danosa cometida pela pessoa. Por isso que eu não vou ficar batendo nessa parte de ficar fazendo pose para os outros, e sim nas consequências desse comportamento.

Quando a pessoa se diz defensora das medidas de proteção contra o coronavírus, mas sai e se aglomera do mesmo jeito, ela está se tornando um vetor ainda mais perigoso de disseminação do vírus. Ela tira as defesas de pessoas que realmente se preocupam com isso. O problema da hipocrisia é pequeno em comparação ao aumento do número de casos da pandemia.

O maluco que é contra máscaras e diz que a doença é uma invenção da mídia para derrubar o Bolsonaro pelo menos mostra a insanidade logo de cara. A pessoa mal pode esperar para te dizer o que pensa sobre a pandemia, ela faz propaganda do seu negacionismo, afinal é motivo de grande orgulho para ela. Aquela velha lógica do conspirador achando que entendeu o funcionamento do mundo todo e tentando projetar uma imagem de poder por deter informações que ninguém mais sabe.

Pode ser um saco conviver com uma pessoa dessas, ou mesmo atravessar seu caminho, mas como elas não se aguentam, pelo menos você sabe onde está o vetor de transmissão e pode tomar medidas preventivas. Já a pessoa que finge ser defensora das medidas de isolamento pode te causar a falsa impressão de segurança. O certo é nunca baixar a guarda, mas ninguém é perfeito, é natural dar uma relaxada aqui e acolá.

“Ah, mas é alguém que também diz que o certo é ficar em casa, usar máscara e limpar as mãos… a chance de pegar coronavírus dela é bem menor…”

E numa dessas, você pode acabar infectado por alguém que estava num barzinho lotado pouco tempo antes. Repito: não é para ficar dando sopa para o azar, mas vamos concordar que se você for dar uma relaxada, a probabilidade maior é de fazer isso com alguém que parece concordar com as medidas de isolamento? O predador que faz menos barulho é sempre mais perigoso.

Eu apostaria sem medo de perder que boa parte, talvez até a maioria das infecções foram causadas por pessoas que estavam fazendo pose e saindo escondidas esse tempo todo. Não tem tanto bolsonarista fanático no país assim para dar conta de todo mundo nas inúmeras festas e aglomerações que vemos todos os dias no Brasil.

É safadeza mesmo: querem o biscoito de estarem falando a coisa certa e a diversão de fazer a coisa errada. Se você fosse arriscar qual é a maior parte da população brasileira, não arriscaria que esse é o arquétipo? Só papo, sem ação? O povo vira a casaca em minutos se for mais confortável.

E tem algo muito nefasto nesse comportamento, que também ajuda no aumento dos casos: as pessoas ficam falando que estão tomando as medidas certas para se proteger do vírus, mas o número de casos e mortes continua altíssimo. Isso vai criando no brasileiro médio a ideia de que não tem o que fazer. Se mesmo com tanta gente dizendo que está tomando cuidado vemos números horríveis assim, é porque as medidas de proteção não protegem tanto assim.

E aí, o vírus vai virando uma inevitabilidade, algo que você vai acabar pegando de qualquer jeito. Começa a parecer que toda essa conversa de distanciamento social é só uma conversa para fazer o povo acreditar que pode se proteger e não entrar em pânico. Quando o negacionista pega a doença, a relação de causa e efeito fica clara para o cidadão médio.

Mas quando a pessoa que supostamente se protegia pega, a lógica se quebra. Sim, é possível dar azar e pegar mesmo se protegendo ao máximo, mas até pela forma como o cérebro humano funciona, esses casos são tão chamativos quanto os de pessoas que fizeram por onde se contaminar. Fica tudo meio borrado na cabeça do cidadão.

Sem essa massa de falsos falando uma coisa na rede social e indo pra balada fazer outra logo depois, pelo menos ficaria mais clara a diferença entre se proteger e não se proteger. O cidadão médio acreditaria muito mais que pode fazer uma escolha, e não apenas atrasar o inevitável.

E ainda por cima, cada um desses mentirosos que é pego com a boca na botija vira munição para a turma dos negacionistas. Eles podem alegar que está todo mundo mentindo mesmo, e para pessoas com pouco conhecimento sobre a pandemia, isso pode ser muito convincente.

Tem mais: como via de regra o negacionista defende outras posições bizarras, costuma vir no pacote. É alguém falando de cloroquina, conspiração chinesa, um monte de bobagens que ajudam a enfraquecer a imagem da pessoa como figura confiável na confusão que se fez no Brasil ao redor do tema. Quando você vê uma pessoa que não fala essas bobagens se arriscando, é mais natural que você comece a achar que ela não estaria fazendo algo extremamente arriscado, e que dá pra dar uma relaxada então. É má influência até mesmo quando você a pega fazendo a coisa errada.

Eu sempre prefiro enfrentar um adversário que se mostra como adversário, é melhor saber o que está encarando.

Para dizer que o pior é se importar, para dizer que que não é maluco por achar que entende mais de medicina que 99% dos médicos do mundo, ou mesmo para dizer que toma todos os cuidados quando vai para a balada encher a cara: somir@desfavor.com

SALLY

Quem é pior: quem desacredita publicamente as medidas de isolamento social e sai ou o hipócrita que as defende, mas sai mesmo assim?

Quem as desacredita publicamente e sai. O dano é dobrado: a pessoa sai e coloca vidas em risco e ainda é capaz de convencer outras pessoas a saírem. Essas pessoas abrem uma porta muito perigosa, até o final do texto você vai concordar comigo.

O hipócrita que defende isolamento socia e sai é um belíssimo filho da puta, mas o dano que ele causa é apenas um: sair de casa. Ao menos ele milita para o lado correto. Pode ser que ao fazer seu discurso (por mais que seja vazio) sobre ficar em casa, ele influencie outras pessoas a ficarem em casa e isso é uma coisa boa.

De certa forma, ele acaba sendo duplamente útil: quando diz que não tem que sair e quando sai. Na bolha desse tipo de pessoa, sair é errado, portanto, quando ela é flagrada bundeando, ela sofre consequências. Esse cancelamento coletivo e inúmeras críticas acabam reforçando que o certo a fazer é ficar em casa e serve até de exemplo: veja a fúria que você vai ter que enfrentar se você sair. Além de discursar sobre ficar em casa, ele também mostra a reprovação social que se obtém ao sair.

Já o irresponsável que se posiciona publicamente contra o isolamento social acaba fazendo justamente o oposto: ele está dizendo que é uma medida ineficiente, que não funciona, que é perda de tempo. Isso é muito tentador para pessoas com pouco conhecimento científico ou pouco senso de sacrifício. Quando se tem várias versões, é muito mais confortável e fácil acreditar naquela que te causa menos sofrimento.

Assim, as pessoas que se posicionam publicamente contra o isolamento social conquistam rapidamente uma horda de gente predisposta a acreditar neles, pois é a versão mais agradável entre todas as que circulam. É o que vai demandar menos sacrifício, é o que vai mexer menos com o “normal” que essas pessoas tanto amam preservar. Junta a fome com a vontade de comer: aparece alguém que dá o aval que essas pessoas tanto queriam para bundear.

Quando um Felipe Neto da vida fica o ano todo alardeando a importância de ficar em casa e é flagrado jogando uma pelada, a mensagem que ele passa não é “tá ok sair”. A mensagem que ele passa é “tem que fazer isolamento social, mas eu sucumbi, errei, fui fraco, peço desculpas”. Isso quer dizer que, por mais que o erro exista, a premissa inicial de defender o isolamento social continua. E isso conta muito em um país de influenciados por influenciadores.

Aliás, ultimamente, no Brasil, tá valendo mais o que a pessoa fala do que aquilo que a pessoa faz. Então, por mais que eu odeie hipócritas, nesse caso específico eles ainda tem o poder de fazer algum bem à sociedade. Especialmente os espertos, que conseguem sustentar o discurso e sair escondido sem que ninguém saiba. São escrotos? Claro, mas menos do que a outra opção. Ao menos ajudam a manter mais gente em casa.

É aquilo que a gente sempre fala, desde 2009: o problema de dar voz a idiotas é que isso permite que mais idiotas se juntem a eles e acaba formando uma coletividade expressiva de idiotas que, por estarem juntos, ganham voz e poder. Esse é o grande dano de quem discursa contra isolamento social: reunir outros idiotas como eles e lhes dar força. Mais do que o fato de pessoas saírem às ruas, eles geram o grande dano de pessoas saírem às ruas impunemente, pois elas ganham uma bolha onde isso é aplaudido, onde não precisam lidar com reprovação social por fazê-lo.

Você acha que quem adere a esse discurso maluco e vai bundear na rua sofre com reprovação? Negativo. Foi construída uma narrativa por esse grupo onde eles são os espertões e quem fica em casa é otário, manipulado, babaca. A pessoa sai, recebe aplausos e ainda se acha esperta. Em sua bolha, ela se comporta de forma heroica. Normalizaram a saída em pandemia. Esse é o grande dano.

Tem muita gente que se diz contrária a ficar em casa e fazer quarentena, mas, se tivesse que pagar o preço de rejeição social para sustentar essa ideia, não o faria. Ficaria mansinha em casa. Aliás, a maior parte dos brasileiros costuma se portar assim. O sentimento vira-lata, a necessidade de pertinência, o medo do que os outros vão achar é um forte determinador de conduta. Dificilmente alguém compra a briga de fazer algo reprovado socialmente sozinha. São eternos adolescentes querendo ser aceitos por aqueles que os cercam.

Então, quando vem terraplanista científico dizendo que isolamento social não ajuda no combate ao coronavírus, que cria novas variantes, que é uma manobra política para te prender em casa e outras imbecilidades, ele dá o aval para essa grande massa que não teria culhões de peitar o mundo e sair. Agora eles podem sair, pois existe um grupo que os acolhe, uma bolha que não vai reprová-los por causa disso, muito pelo contrário, vai até aplaudi-los. Cai um poderoso mecanismo de freio, que já evitou muita desgraça na história do Brasil: suprimem a reprovação social por fazer o errado.

Isso, e não o sair em si, é o pior dano. Dar esse alvará coletivo para bundear é muito mais grave do que uma pessoa indo jogar uma pelada. Causa um dano coletivo e irreversível: reunir idiotas e torná-los mais fortes, pois eles são muitos. Cria um ambiente seguro para idiotas fazerem suas imbecilidades sem sofrerem a reprimenda por isso.

Tempos sombrios onde os hipócritas, no final das contas, causam menos danos do que os autênticos. Tempos sombrios onde me conformo em aplaudir quem ao menos faz o discurso correto, mesmo que não o coloque em prática. Tempos sombrios em que o grupo que faz a coisa certa é tão pequeno que sequer é considerado na proposição do tema.

“Mas Sally, você já defendeu várias vezes que os hipócritas causam mais danos sociais”. Sim, no geral, eu acho que causam mesmo. Mas, nessa situação específica (e vocês hão de convir que ela é bem atípica) é tudo tão crítico que qualquer vírgula a favor é bem-vinda. Se, pelo discurso de um hipócrita 500 seguidores dele passarem a se cuidar mais e não bundear na rua, a saída dele terá sido menos nociva do que a de um militante da imunidade de rebanho.

As pessoas estão desesperadas por uma saída, por algo que lhes permita voltar para sua antiga “vida normal”. Qualquer um que lhe dê isso é um câncer social: negadores, religiosos, pseudo-médicos, gurus… não importa quem seja, qualquer um que suprir essa lacuna e autorizar o povo a sair para bundear classificando isso como inofensivo está jogando contra toda a humanidade.

Sair para bundear não causa mal apenas à Dona Maria, que vai adoecer e provavelmente não vai ter os melhores cuidados médicos. Não causa mal apenas à família da Dona Maria, que vai acabar se contaminando. Causa mal ao mundo todo. Cria novas variantes que fazem estragos em diversos países, não deixa a pandemia acabar e pode até gerar uma variante que escape às vacinas.

Então, entre o sujo e o mal lavado, eu acho que causa menos dando quem, ao menos no discurso, está certo.

Para reclamar que voltou essa merda de tema de covid, para dizer que já não faz distinção e queria fuzilar a todos ou ainda para dizer que quer informações sobre a variante indiana: sally@desfavor.com

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Comments (10)

  • Fico com Sally. Até porque, foi nesse esquema de “criar um ambiente seguro para idiotas fazerem suas imbecilidades sem sofrerem a reprimenda por isso” que chegamos onde chegamos.

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  • Nesse caso concordo com o ponto do Somir. Pessoas que divulgam pra todos que estão seguindo a cartilha da prevenção, mas que furam a quarentena por baixo dos panos fazem um estrago duplo, pois quando pegam covid nessas saidinhas minam a confiabilidade das táticas que de fato segurariam a disseminação do vírus se fossem realmente aplicadas. E ainda criam uma maneira de ganhar biscoito em rede social, mesmo que os atos sejam uma bela bosta. Aí você lê coisas internet afora como “alá, o cara se trancou dentro de casa esse tempo todo e pegou mesmo assim”, “passava álcool em tudo e não adiantou nada”.

    Sem contar que a maior consequência desses famosinhos serem flagrados furando a quarentena está sendo justamente a validação dos argumentos de quem desacredita as medidas de segurança. O discurso que ronda a internet é de que “se nem os “arautos do lockdown” ficam em casa, por que o cidadão comum teria que ficar?”

    Os únicos que até o momento experimentaram o verdadeiro repúdio pelas suas condutas são apenas aqueles famosos com notórias inclinações bolsonaristas/negacionistas. Quem faz campanha em favor dos cuidados a serem tomados, e foi flagrado bundeando, foi tratado com panos quentes e hoje tá tudo como se nada.

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  • Começo concordando com o Somir. Termino concordando com a Sally. No final, quero que quem fura a quarentena se exploda.

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    • Me sinto da mesma forma. Eu também começo concordando com o Somir e termino concordando com a Sally. Mas nós temos que lembrar que, infelizmente, não é só o Brasileiro Mé(r)dio que “se explode” ao não cumprir o isolamento social que todas as autoridades de saúde do mundo inteiro estão recomendando já há mais de um ano. Esse comportamento inconsequente, ainda que indiretamente, também nos prejudica, pois permite que o Coronavírus continue circulando – com tempo para fazer surgir novas e mais perigosas variantes – e faz com a pandemia demore ainda mais a passar.

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  • Eu sou do tipo de faça o que eu digo, não o que eu faço, então voto em quem é igual a mim. Esses dias levei minha tia no médico e ela perguntou como ele higieniza as compras de mercado e sabe o que o MÉDICO (inclusive é famosinho e tem até canal grande no YT) respondeu? Ele disse que no início higienizava, mas que agora já tá “de saco cheio”. Eu pelo menos finjo que sou certinho, então eu sou mais bom exemplo que ele, apesar de eu não valer nada!

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    • Eu não sei quem é esse médico, mas já há consenso de que não há mais necessidade de higienizar compras de mercado. Hoje já se entende melhor como o vírus funciona e se sabe que a transmissão por contato com objetos é muito menos provável do que se imaginava. Máscara, lavar as mãos e isolamento social é tudo que se pede.

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  • Nessa eu fico com o Somiru-chan. O brasileiro médio quer sempre a solução mais fácil, e também tem um ego narcisista. De um lado, você tem o cara que cujas ações passam a mensagem de “você não precisa se privar de nada porque é só uma gripezinha”. Do outro, você tem o cara cujas ações passam a mensagem de “você não só não precisa se privar de nada porque é só uma gripezinha, como você ainda pode ganhar biscoito na internet se postar #FicaEmCasa.” A pessoa é estimulada duplamente.

    Essa atitude biscoiteira também gera um seríssimo agravante, especialmente quando parte de formadores de opinião com alcance relevante, como o inominável da banheira de Nutella ou celebridades: elas estão demonstrando que nem as pessoas que defendem o isolamento, que estão o tempo todo divulgando e retuitando dados e anúncios científicos e desmoralizando quem não faz sua parte na contenção do vírus acreditam que o vírus é tão grave assim. Afinal, se essas pessoas estão lá festando sem máscara, só pode significar que elas também acham que esse vírus é só uma gripezinha, certo?

    Ou seja, o hipócrita não só estimula mais o brasileiro médio a cometer desfavores, como ainda dá motivos pro brasileiro médio colocar em descrédito as pessoas que estão fazendo a sua parte.

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    • Banheira de Nutella é o irmão do Felipe Neto, Lucas Netto.
      Eu acho que cada vez que um hipócrita é cancelado, xingado, perde contratos com patrocinadores (aconteceu com vários), perde seguidores e é hostilizado ele passa um recado bacana: fure a quarentena e você vai ter coisas ruins acontecendo na sua vida.

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  • Estou com o Somir nessa, e achei a argumentação brilhante. Mas destaco esse trecho:

    “ E tem algo muito nefasto nesse comportamento, que também ajuda no aumento dos casos: as pessoas ficam falando que estão tomando as medidas certas para se proteger do vírus, mas o número de casos e mortes continua altíssimo. Isso vai criando no brasileiro médio a ideia de que não tem o que fazer.”

    O que mais vejo é gente que está fazendo “tudo certo”, que usa 2L de álcool, 2 máscaras, mas vai no churrasco “familiar”, vai no shopping comprar “uma lembrancinha”, vai passear de avião no feriado “só com as pessoas de casa”…

    Pras pessoas em volta, essa é uma pessoa que faz “tudo certo”, e mesmo assim pega o vírus. Então pra que ela vai se esforçar?

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    • Esse é um terceiro tipo nefasto: o “com todas as medidas de segurança”

      “Fui a um jantarzinho, mas com todas as medidas de segurança”
      “Fiz uma viagem, mas com todas as medidas de segurança”
      “Fui a uma suruba, mas com todas as medidas de segurança”

      Gente que passa a mensagem de que com máscara e álcool 70 se está imune ao covid. Talvez esse seja até pior do que os outros dois.

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