C.U.radoria de Conteúdo: Cu Doce.

Saudações Anais.

Apesar de ter melhorado imensamente o nível deste blog com minhas sugestões, podemos fazer pior. Na edição passada da melhor coluna de todas, a minha, Sally revelou a existência de uma história anal de Siago Tomir ainda não contada.

Somir será obrigado a contar essa história. E se chegar à minha atenção que não é a verdadeira história, repetirei o tema até chegarmos ao fundo disso.

Divirta-se. Ou não.

JigCU.


Aquela do Cu Doce.

*Nota do autor: eu só estou escrevendo isso porque o Alicate ainda está puto com a história do carro e é melhor que eu escreva a versão correta do que isso caia nas mãos da mentirosa da Sally.

Eu estava naquela fase de baixa pós-término que homem costuma ter mais ou menos um mês depois do término em si. No começo parece que você vai tirar de letra, e de repente começa a sentir tudo o que se espera sentir no final de um relacionamento.

Ao invés de afogar as mágoas na bebida, eu me juntei a Jão e Beto num RPG Online para varar madrugadas matando monstros para não lidar com sofrimento. Isso me ajudou bastante, mas é claro, não o bastante para o Alicate. Estava me preparando para começar mais uma noite de jogo quando ele me liga:

ALICATE: Boa noite, homem livre!
TOMIR: Eu sempre fui livre…
ALICATE: Livre pra ser pau mandado. O que você está fazendo agora?
TOMIR: Vou jogar com o Jão e o Beto.
ALICATE: Mundo dos Virgens? Mas nem fodendo.
TOMIR: World of Warcraft. Você devia jogar também, a gente vai fazer um boss foda hoje.
ALICATE: Não, chega dessa punhetação, hoje você vai sair com o papai aqui.
TOMIR: Não estou a fim…
ALICATE: Vai sair sim! Você não pegou nem gripe depois de terminar com a bronca! Isso é doença! Toma um banho que eu estou indo te buscar!
TOMIR: Eu estou sem…
ALICATE: Cala a boca, eu pago tudo. Alicate…

*silêncio

TOMIR: Tem, né?
ALICATE: Alicate tem! Vamos, vamos pegar mulher hoje! Tô indo aí!

Alicate desligou sem me dar chance de resposta. Eu pensei por alguns momentos, olhei para o computador, olhei pra mim no espelho… achei que não faria mal sair um pouco para variar. Chamei o Jão no chat do jogo, ele sempre estava online, perguntei se ele e o Beto queriam sair também. Fui xingado por abandonar a guild, dessa vez eu estaria sozinho com o Alicate. Tomei um banho, coloquei uma roupa mais decente e nem precisei esperar muito. Alicate já estava buzinando na frente de casa.

No carro:

ALICATE: Homem só está feliz de verdade quando está solteiro.
TOMIR: Mano, cala a boca.
ALICATE: Ela já deve estar pegando geral agora, larga de ser otário!
TOMIR: MANO, CALA A BOCA!

O carro ficou em silêncio por alguns minutos. Apesar da putez, eu tive que continuar a conversa quando vi que ele estava saindo da estrada para um caminho de terra aleatório.

TOMIR: Onde a gente está indo?
ALICATE: Confia. Confia no Alicate!
TOMIR: Nunca é uma boa ideia.
ALICATE: Festa Vip! Numa chácara no meio do nada. Piscina, bebida, comida… e muita mulher.
TOMIR: Não vão roubar meu rim, né?
ALICATE: Vão roubar a sua virgindade, que voltou quando você começou a jogar aquele jogo de nerd!

Seguiu-se uma longa discussão sobre as benesses do jogo, que já emputecia Alicate por tirar várias noites com Beto e Jão antes de eu começar. Ele me chamou de virgem de oitenta jeitos diferentes até que finalmente chegamos até o lugar. A chácara era realmente no meio do nada, mas cheia de carros na frente e som alto que podia se escutar de longe. Uma piscina ficava entre a entrada e o casarão, a noite era quente, e já podia se ver muita gente perambulando pelas áreas comuns.

Todo mundo de roupão branco.

TOMIR: Alicate, isso é puteiro?
ALICATE: Deve ter puta, sempre tem puta. Mas relaxa que tem um monte de civil pra você que tem frescurinha com profissional.
TOMIR: Porque todo mundo está de roupão?
ALICATE: É o tema da festa. Vai, se mexe!

Andamos até a entrada. Uma garota vestindo roupas muito curtas estava na frente de dois gorilas de terno, claramente seguranças. Ela pediu os convites, que o Alicate prontamente entregou. Debaixo de uma mesinha improvisada, ela tirou dois roupões de banho embrulhados em plástico e nos entregou. Os seguranças nos revistaram e pudemos entrar.

ATENDENTE: Boa diversão, casal!

Andamos mais alguns metros, eu ainda olhando as pessoas do local e percebendo vários casais já formados. Com alguma demora, perguntei:

TOMIR: Ela chamou a gente de casal?
ALICATE: Tá me estranhando?
TOMIR: Eu não, mas ela estranhou.
ALICATE: Para de pensar, vamos colocar o roupão e pegar mulher!
TOMIR: Ok…

Depois de nos trocarmos num banheiro separado ao lado da piscina, saímos para interagir com o resto dos participantes. Não posso negar que realmente tinha uma quantidade impressionante de belas mulheres, e algumas começavam a tirar os roupões para nadar na piscina. Assim como a gente, elas não tinham nada por baixo. As pessoas pareciam felizes, todo mundo nos cumprimentava, tinha um bar enorme com todo tipo de bebida e uma mesa só com frutas, sorvetes e canapés em geral. O negócio era caprichado, deve ter custado caro mesmo.

TOMIR: Porra, o lugar é bacana mesmo. Viu aquela morena pelada na piscina?
ALICATE: Não te falei? Agora vamos dar aquela calibrada que é OPEN BAR!

Ele falou a última parte gritando. E foi correndo até as bebidas. Todo mundo olhou para nossa direção, eu respondi a atenção com um sorriso amarelo. Quando eu disse que o jogo me salvou de afogar as mágoas na bebida, eu disse a verdade, estava há muito tempo sem sequer pingar uma gota de álcool na boca. Já tinha me acostumado a ficar sem, algo que eu acho que o Alicate se ressentiu mais ainda do que não querer sair com ele tantas vezes.

Bom, resumindo: eu consumi uma quantidade imensa de bebida acompanhando o Alicate. Ele não desgrudava do bar, e de tempos em tempos pessoas se aproximavam para puxar papo. A partir daqui minhas memórias são um pouco menos confiáveis. Eu deveria ter percebido antes, mas os elogios vindos de mulheres dizendo que nós dois éramos uma gracinha não eram uma tentativa de flerte. Quando eu começava a achar algo estranho, logo aparecia uma mulher nua ou tinha mais uma dose pra tomar, me deixando cada vez mais relaxado naquela situação.

Foi quando começou: primeiro na piscina, depois em todos os cantos. As pessoas começaram a tirar os robes e fazer sexo onde estavam. Alicate bebia e dava risada.

TOMIR: Isso é uma suruba, seu filho da puta?
ALICATE: Hahahaha! Hoje você vai transar, seu nerd!
TOMIR: Caralho, mano! Como é que a gente entrou sem mulher?
ALICATE: Alicate é gênio! Falei pra eles que a gente era casal gay.
TOMIR: O quê?
ALICATE: Muito burros eles, a gente pode entrar, comer a mulher de geral sem dar nada em troca.
TOMIR: Por isso que tem essa merda rosa no meu robe?

O meu robe tinha uma faixa rosa para amarrar, ao invés da branca da maioria das outras pessoas lá. O do Alicate também. Eu achei que a gente tinha chegado por último e pegado o robe diferente. Mas era um aviso que a gente era um casal gay.

ALICATE: Quando tirar, ninguém vai saber, mano! Se alguém perguntar onde está a sua mulher, aponta pra alguma vadia e foda-se!

Uma mulher pelada se aproxima, e se apoia no meu ombro:

MULHER: Não fica com vergonha não, bebê. Eu adoro ver homem se pegando.

Eu estava muito bêbado e envergonhado pra responder. Alicate só bêbado mesmo:

ALICATE: Ele é o passivo!
TOMIR: Viado!
ALICATE: Também! Hahaha!

Alicate aproveitou o momento para sair em direção a um bolo de gente se pegando perto da piscina. Eu estava chamando muita atenção como um dos únicos vestidos, e muito bêbado pra formular um plano de fuga. Eu sentia a visão embaçando e o corpo fraquejando, estava desacostumado depois de tanto tempo sóbrio. Eu já estava vendo eu desmaiar e alguém tentando me comer. Comecei a ficar em pânico. Alicate já tinha sumido entre os pelados e eu precisei pensar num plano genial.

Pelo menos parecia genial. Eu lembro da lógica básica ao redor da ideia, lembro de ir até a mesa dos sorvetes e pegar duas bisnagas de calda, uma de chocolate e uma de morango. Depois disso, são apenas flashes. Alicate me contou depois:

Eu fui encontrado desmaiado num dos banheiros do casarão, abraçado à privada com manchas marrons e vermelhas na parte da bunda do roupão. Um dos organizadores, assustado, chamou uma ambulância. Eu não lembro, mas ele me disse que eu fiquei berrando que tinha AIDS para o paramédico e me debati bastante para ser levado para o hospital.

Do hospital eu me lembro, algumas horas depois:

ENFERMEIRA: Está se sentindo melhor?
TOMIR: Sim… ainda meio zonzo.
ENFERMEIRA: O resultado para HIV deu negativo. O senhor estava dizendo que era portador para os paramédicos.
TOMIR: Eu não tenho… HIV.
ENFERMEIRA: O senhor mentiu então?
TOMIR: Longa história, desculpa por ter dito isso. Eu estava bêbado.

A enfermeira me olhou com uma cara de desprezo que eu nunca mais vou esquecer. Eu fui liberado logo em seguida, o Alicate estava me esperando na entrada do Pronto Socorro.

ALICATE: HAHAHAHAHA! Calda de chocolate no cu?

Todo mundo olhou pra gente. Eu abaixei a cabeça e acelerei o passo. Alicate foi junto.

ALICATE: Mano, você curte enfiar essas coisas no rabo?
TOMIR: Não!
ALICATE: O cara da ambulância disse que a mancha era de calda! E tinha uns vermelhos também, você colocou de morango também?
TOMIR: Mano, esquece isso.
ALICATE: Faltou a cerejinha! Hahaha!
TOMIR: Cala a boca, Alicate.
ALICATE: Diz, diz porque você fez isso.
TOMIR: Eu não queria que comessem meu cu.
ALICATE: Era pra parecer que você estava cagado? HAHAHAHAHA!
TOMIR: Funcionou, não comeram meu cu! Eu sabia que ia desmaiar, então quis desanimar quem viesse tentar fazer algo comigo, todo mundo achava que eu era viado por sua culpa!
ALICATE: Nunca esteve em suruba antes?
TOMIR: NÃO, NÉ?
ALICATE: Ninguém mexe com homem desmaiado. Mulher só às vezes.
TOMIR: Vamos esquecer isso.
ALICATE: Mano… você não comeu ninguém então?
TOMIR: Não.
ALICATE: Zerou na suruba! Eu não te ensinei assim, jovem.
TOMIR: Não conta essa história para o pessoal, tá?

Alicate ficou quieto e olhou para os lados. Ele é péssimo para disfarçar.

Meu celular vibrou, era uma mensagem de texto do Beto:

BETO: FALA CU DOCE!

Para dizer que era melhor ter morrido do que contar essa história, para dizer que até dar o cu teria sido mais digno, ou mesmo para dizer que achou que seria pior: somir@desfavor.com

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Comments (16)

  • Tomir, se eu fosse o teu marido, nunca mais te levaria em lugar nenhum. Não sabe se comportar numa suruba de família, não sabe beber sem passar mal, deppis ainda precisa que te levem pro hospital. Que biba inconveniente!

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  • De certa forma foi esperto.
    Li uma vez um relato de uma mulher que conseguiu se livrar de um possível estupro deixando escapar “sem querer querendo” que ela tinha HIV. O bandido perguntou o que ela tinha nas sacolas de trás do carro. Eram remédios quaisquer, mas ela disse que eram os remédios dela de HIV. O homem ficou meio cabreiro e acabou nem levando nada e nem fazendo nada com ela.
    Já sobre merda, um conselho que sempre dou para conhecias e se eu mesmo mulher faria isso:
    Em caso de um possível estupro eu faria maior força do mundo pra cagar. Nas calcas mesmo se possível, no momento em que está sendo para o abate no meio do mato ou rua deserta. Assim a merda se espalharia na bunda, nádegas, coxa, etc…
    Já imaginou o estuprador tirando as calça da vítima e se deparando com ela toda lambuzada de merda? Corta clima/tesao total!
    Na época do movimento “não mereço ser estuprada” lembro de ter lido um relato de uma moça foi abordada por dois rapazes, levada para um campinho. Foi obrigada a ficar de quatro. Ela estava de vestido. Eles levantaram o vestido dela pra cima, puxaram a calcinha dela pra baixo. O medo da situação fez que ela sentisse aquela sensação de diarreia no vetre e acabou soltando um pedido molhando. Um filetinho de merda líquida saiu do cu e e acabou entrando na xoxota dela segundos antes de ser penetrada. (Um deles já estava de joelhos atrás dela, ela havia acabado de ouvir o barulho do cinto/fivela/zíper abrindo enquanto o outro apontava a arma pra ela).
    O que estava de joelhos atrás disse:
    “Mina porca Mano! Se borrou todinha, que nojo !”.
    Eles foram embora e a deixaram lá intacta e casada.

    Antes chegar em casa cagada do que estuprada!8

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  • Era melhor ter ficado em casa feito um virgem. Não comeu ninguém e ainda perigou ser comido, porque se eu vou numa suruba e vejo um cara entrando de roupinha rosa e passando calda no rabo, vou achar que é fetiche!

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  • Então Tomir improvisou um bolo floresta negra no cu, chocolate com cerejinha. Aí é que dava vontade de comer mesmo! Comer nos 2 sentidos.

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