Des Contos

Redação especial: Um grupo de quatro alunos escolhidos de forma aleatória deve desenvolver um texto narrativo sobre o tema “Solidão”. Cada aluno deverá escrever apenas um parágrafo de no máximo quatro linhas e passar o texto para seu colega de grupo mais próximo, no sentido anti-horario. É vedado ao aluno se comunicar com seus parceiros durante o exercício. A redação deverá ter exatamente 20 parágrafos.
SOLIDÃO

1. O vento frio do final da tarde tornava as rosadas maçãs do rosto de Janice ainda mais distintas de sua alva pele. O conforto do calor gerado pelo chá, que sorvia delicadamente de uma xícara mais velha do que ela mesma, a mantinha atenta ao horizonte. Ela esperava pacientemente pelo retorno daquele homem que encantara seu coração.

2. Mas não havia tempo para holoprojeções no dia da Capitã Janis Ce, encarregada de preparar sua tripulação para a guerra que se aproximava numa velocidade cada vez maior. Com apenas um sinal de seus dedos, a bucólica paisagem de seus adorados livros de ficção de milênios passados voltava à realidade: A Estação Espacial Titannium IX.

3. Janis Ce se sentia muito sozinha. Tão sozinha que ligou seu celular espacial e ligou para sua melhor amiga, a Fernanda. Ela ainda estava super chateada com o que o Matheus fez com ela. Ele prometeu que ela era a única e daí largou dela.

4. Lembrando dos braços de seu ex-amado a segurando de forma firme, Janis Ce esqueceu de tudo mais e começou a se despir. Primeiro tirou a parte de cima de seu traje, expondo seus enormes seios. Começou a brincar com seus mamilos de forma lenta e sensual. Não pode evitar um pequeno gemido, ouvido por um colega que passava por perto.

1. “Não, não posso me entregar a esses desejos impuros.” – pensou enquanto recompunha sua dignidade a tempo de evitar os olhos curiosos dos que a cercavam. Janice, confusa por uma torrente de emoções e desejos, tentava em vão sufocar a paixão que lhe arrebatara a sanidade anos atrás. A vida naquele manicômio havia lhe pregado peças antes.

2. Os efeitos ainda não estudados da órbita do planeta Pirillio na mente dos tripulantes da Estação Espacial eram responsáveis pelo codinome “manicômio”. Mas a posição estratégica, nas bordas do Sistema Binário Calix V, tornava a missão de Janis Ce e sua tropa indispensável para a Federação Interplanetária.

3. Janis Ce ainda estava sozinha… O telefone espacial estava fora de área e ela teve que ir até a sala de jogos da nave para ver se achava algum militar bonitão para jogar seu charme. Ela fez isso por estar solitária.

4.“Sim, eu posso me entregar a esses desejos impuros, eu não sou uma recalcada com medo de expressar qualquer coisa sexual por ser gorda e ter vergonha do que eu sou…” – Janis Ce, enquanto pegava sugestivamente num taco de bilhar, ia se livrando das suas inibições e fixando seus olhos num dos cadetes. Ajeitando o generoso decote, pediu ajuda com as bolas.

1. “Gorda é a sua mãe!” – Gritou um cadete para outro, enquanto riam e se divertiam na sala de jogos. Janice percebeu que aquele lugar estava repleto de homens imaturos e retirou-se para seus aposentos. Se eles quisessem agir como crianças, que o fizessem longe dela.

2. No caminho para seu quarto, Janis Ce percebe um flash de luz. Olhando ao redor, percebe-se sozinha num dos corredores da espaçonave. Imaginando ser apenas mais uma das muitas peças criadas pelo campo magnético errático do planeta que orbitavam, não percebe que um espião rahiano acabara de se teletransportar para sua cabine.

3. Janis Ce, sozinha, entra no se quarto, fecha a porta e deita na sua cama. Ela pega o seu Ipod do espaço e começa a escutar algumas músicas. O triste é que as músicas ficam lembrando ela do Matheus. O espaço é muito solitário.

4. Tão solitário que ela tem tempo de tirar toda sua roupa e começar a se masturbar compulsivamente. Um dedo, dois dedos, três dedos… O punho todo da capitã espacial adentra sua vagina dilatada. Observando a cena, o espião rahiano fica feliz por Janis Ce ser uma GOSTOSA e não uma balofa que deve feder ranço pelas dobras de sua barriga gelatinosa.

1. “Você é ridículo, um homem nojento que deve passar todos os seus dias se masturbando e pensando em mulheres com as quais nunca vai ter uma chance, como eu. Vai embora daqui e deixa esse trabalho para pessoas que não são virgens retardados.” – Disse a capitã para o espião, tão burro a ponto de não seguir um plano simples como o que deveria executar.

2. Enfurecido, o espião rahiano saca sua pistola laser e tenta dar cabo de seu plano para desestabilizar a tripulação da Titannium IX. Em guerra com os humanos há mais de seis séculos, os rahianos são uma espécie guerreira e orgulhosa que não aceitou a libertação do planeta Sapticon VII pela Federação Interplanetária.

3. Sozinha contra o bandido, a capitã começa a gritar “Socorro! Socorro!” até que os soldados da nave entram com tudo na cabine e matam o espião rainhano. Ela fica muito feliz quando vê que Matheus é o soldado que matou o bandido, mas ele vai embora e ela fica sozinha de novo.

4. Percebendo o corpo do espião estendido no chão, a capitã Janis Ce resolve satisfazer o seu maior fetiche: Necrofilia. O rigor mortis no vilão vem a calhar enquanto ela cavalga sobre o pênis azulado. Percebendo a devassidão de seu ato, ela começa a vomitar. Nada que possa pará-la, contanto. Transando com um morto numa poça de vômito, ela é feliz.

1. Eu me recuso a continuar escrevendo este texto, professor. Você vai perceber que eu fui a única que levou o exercício a sério. Que história é essa de estação espacial? E a outra falando sobre um tal de Matheus? E com esse nojento no grupo, não é possível escrever uma história minimamente decente.

2. Subitamente, vários estrondos ecoam pela Estação Espacial. O ataque dos raihianos começara mais cedo que o previsto. O espião era apenas uma distração. Um gigantesco rombo na estrutura da nave começa a sugar toda a tripulação para o espaço sideral. Mas os humanos tinham uma arma secreta, que mudaria o rumo da batalha.

3. Sozinha de novo, Janis Ce pensava em Matheus antes de morrer “Será que ele me ama? Porque eu só consigo pensar nele, até agora na hora da minha morte? Porque ele me traiu?” Ela ligou uma música e esperou para ver o que ia acontecer. Sozinha.

4. A arma secreta dos humanos era uma mulher muito gorda, da qual ninguém gostava. Sua bunda gigante ficou presa no rombo e salvou todos da morte certa. Menos a gorda, que morreu como viveu: Reclamando de tudo e de todos. O universo é um lugar melhor agora: A guerra acabou, a capitã casou com o tal de Matheus e todos foram felizes para sempre. Fim.

NOTA?

Des Contos

Bom dia, Amigos! É a minha estréia no Des…Contos. Quero comunicar que, ao contrário do Somir, sou totalmente incapaz de escrever histórias de ficção. Meu ponto forte são crônicas da realidade. Por isso vou alternar meus dias de Des…Contos com EU DESFAVOR e SIAGO TOMIR, conforme votação do público. Hoje começo com Siago Tomir. Votem nos comentários de hoje se na próxima postagem minha vocês querem EU DESFAVOR (histórias ridículas sobre a minha pessoa) ou SIAGO TOMIR (histórias ridículas sobre a pessoa do Somir). Na véspera da próxima postagem vou contar os votos e escrever o que vocês escolherem.

Para ser sincera, o Siago Tomir de hoje também tem um lado Eu Desfavor…

Era para ser uma viagem romântica. Eu disse ERA, do verbo não foi. Um hotel composto por diversos chalés um bem longe do outro, com uma sede principal onde havia restaurante e outras cositas más. Nosso chalé, atendendo a um pedido meu, era o mais no cu do mundo possível, de modo a que não houvesse chance de ser acordada por crianças chorando, hippies tocando violão ou qualquer outro ruído desagradável.

Logo que chegamos, fomos até a recepção pegar a chave do nosso chalé. Percebi um certo frenesi no ar, pessoas comentando algo bastante agitadas. Fiquei de orelha em pé para tentar descobrir do que se tratava, mas não pude ouvir nada, até porque Siago Tomir ficou me censurando com seu olhar de reprovação. Sério, o olhar de reprovação dele te faz sentir malzão. Desisti de ouvir. Nos alojamos no chalé e fomos jantar.

Sabe aquela pessoa que puxa assunto no elevador, na fila do banco e em qualquer lugar? Pois é, essa pessoa odiosa sou eu. Siago Tomir detesta quem faz isso e detesta mais ainda que eu faça. Inclusive fica me beliscando quando eu faço e me mandando parar. Enfim, eu sou assim, eu puxo assunto com os outros do nada. Na fila para o bufê puxei assunto com uma Senhora que reclamava em voz alta porque não havia brócolis:

Sally: “Pois é nééééé? Brócolis faz a maior falta!”

*Olhar de reprovação do Somir

Amante de Brócolis: “Além de tudo, não tem brócolis!”

Sally: “Além de tudo o quê?”

Amante de Brócolis: “Aquela confusão de ontem à noite!”

Sally: “Que confusão? Chegamos hoje, não estou sabendo de nada!”

*Tomir resmunga entre os dentes que está indo para a mesa e que eu deveria ir também, porque minha comida vai esfriar

Amante de Brócolis: “Meninaaaa! Você não ta sabendoooo?”

Sally: “Nãããããããooooo!”

*Tomir faz sinal por trás da mulher apontando violentamente para a mesa com a mão e com o pescoço, tipo sinal “junto!” que se faz para cachorro

Amante de Brócolis: “AS LUZES! AS LUZES QUE APARECERAM ONTÉM!”

A Senhora dos Brócolis me explicou que na véspera foram vistas diversas luzes estranhas no céu, que haviam sido inclusive filmadas. Estavam fazendo manobras por cima do hotel e o barulho acordou os hóspedes. Segundo ela, uma das luzes acabou descendo no meio do mato, nas proximidades.

Tremendo da cabeça aos pés sentei na mesa e contei o ocorrido para Siago Tomir. E-VI-DEN-TE que ele desmereceu o depoimento da Doida do Brócolis (sim, ele a chamou assim). Disse aqueles clichês de sempre: que ela deveria ter sonhado, que deveria ter bebido, que era uma velha carente que choramingava por causa de brócolis, etc. Sem contar que ficou me sacaneando o resto do jantar. E eu ali, apavorada, dizendo coisas como “eles vieram ME levar, certeza!”. Tomir me esculhambando, dizendo que se fosse para levar alguém seria ele, que é muito mais bonito, importante e inteligente do que eu. A conversa acabou com um “Tomara que te enfiem uma sonda anal!” meu e o Tomir rindo da minha cara. E as pessoas em volta olhando com cara de reprovação, lógico.

Depois do jantar andamos até o nosso chalé, aquele no cu do mundo, lembra? Pois é. Eu não parava de olhar para cima, apavorada. Sabe a aquela sensação de medo-atração? Quando você não quer encontrar mas fica procurando que nem uma pateta? Siago Tomir debochando, me dando sustos e dizendo que a Doida do Brócolis era esclerosada.

Eu já não estava gostando nada de estar ali no meio do mato. E quando eu fico nervosa eu falo pra caralho. Comecei a fazer um discurso dizendo que eles vinham me levar e que iam roubar meu rim. Siago Tomir me lembrou que meu rim é uma merda que não funciona direito e eu me acalmei. Minto, não me acalmei porra nenhuma: “SE eles levarem meu rim eu nunca mais falo com você!”. O babaca ficou rindo de mim! Pode uma coisa dessas?

O problema é que quando você está sugestionada ao medo, como eu estava, qualquer coisinha te apavora. E ele, em vez de me tranqüilizar, ficou me pilhando ainda mais. Provavelmente porque a essa altura ele também já estava com um certo cagasso. Não sou só eu que me pelo de medo de ET. Ele também não gosta muito da idéia de um contato imediato. Ele jura que não tem medo, apenas “não gostaria de ver”. Mas eu acho que se caga nas calças de medo. Ele vai negar. Cer-te-za.

Mandei fechar todas as cortinas, porque não queria vez “as luzes”. Ele ficou rindo e dizendo que as luzes chegariam a qualquer momento. Comecei a rogar pragas para ele, piores que a sonda anal. Comecei a gritar que “Tomara que eles enfiem um laser no seu cu e tatuem ‘sou mulezinha de ET’ na sua nuca” para baixo. Curiosamente Madame se diverte quando eu o xingo. Nunca soube bem porque, mas isso lhe dá prazer. Me tirar do sério lhe dá prazer, ele fica feliz. Criatura estranha.

Quando acabou de fechar as cortinas, mandei ele fechar as janelas “para que eu não seja abduzida”. Pronto. Deu um piti: “Sally, você acha que eles podem fazer viagens intergaláticas mas não sabem abrir uma janela?”. Comecei a gritar que ele me odiava e ia me entregar para os ETs em troca de uma coxinha e um refresco e para não ouvir mais nada ele fechou as janelas.

Quando fechou a última, virou em um tom paternal canastrão e disse “Pronto, agora você está segura!”. Eu sorri. Ele continuou “Não acredito que você não percebeu que essa história de luzes é armação e…”. Nesse momento, uma grande luz surge em uma das janelas.

Eu babacamente escondi meu rosto em um travesseiro e gritei, como se esconder o rosto fosse me ajudar! Era o pavor de ver alguma coisa. Enfiei a cara no travesseiro e fiquei ali que nem um avestruz. Só desenterrei o nariz quando Somir gritou meu nome. Olhei e ele estava com a cortina aberta mostrando que a luz era um carro que estava chegando ao hotel.

Tomei um esporro do tipo “Você tem que se acalmar”, novamente em tom paternal e canastrão. Eu sei que ele também estava nervoso e com medo, mas ficou tentando disfarçar e dizer que não estava! Porra, ele já tinha me falado sobre não se sentir confortável com contatos alienígenas… Ali, no meio do mato, naquela escuridão, não tinha como não ter medo! E quando ele sente medo, ele acha fraqueza, então se esforça dobrado para esconder.

Ele ficou tentando me provar por A + B que SE de fato existiram luzes era armação dos donos do hotel para dar publicidade ao lugar. Criou uma teoria conspiratória altamente improvável, ficou divagando, falou mal de religião e no final das contas o assunto tinha ido parar na dúvida se ele tinha deixado comida para o Goiaba, seu gato de estimação.

Foi quando eu vi mais uma luz pela fresta da janela. Arregalei os olhos e ameacei pegar o travesseiro para enfiar a cara nele. Madame, impaciente, disse “Não acredito nisso! Você sabe que é um carr…” e abriu a cortina de um puxão só. Não era um carro.

A luz vinha de cima. Não sei o que era. Madame ficou tão apavorado, mas tão apavorado, que ato reflexo fechou a cortina gritando “PUTA QUE PARIU!”. Olhei com cara de interrogação e ele disse “Agora pode pegar o travesseiro”. E eu enfiei meus cornos no travesseiro.

Ouvimos moradores gritando do lado de fora. Por algum motivo IDIOTA que não consigo entender, as pessoas saíram dos seus chalés! Só faltou gritar “Sr. ET! Me leve! Faça experiências bizarras com meu corpo!” As pessoas não tem medo não, caralho? Ô povinho inconseqüente! Eu disse para Siago Tomir que os ETs levariam alguém lá de fora e ele disse “Esses idiotas pulando feito macacos? Não, eles vem atrás da elite da humanidade…” e apontou para si mesmo. Eu estava tão nervosa que nem ri da cara dele.

Siago Tomir estava deitado do meu lado na cama, branco e mudo. Não adianta ele vir aqui dizer que não estava com medo, porque estava! Eu vi seu semblante apavorado. Ficamos imóveis por não sei quanto tempo até que eu disse “Confessa que você também está com medo!”. Ele pulou da cama e disse “Não! Não é bem medo…” e ficou se explicando. Então eu disse “Se você não está com medo, vai lá fora ver o que é…” e ele gritou “TÁ MALUCA, SALLY?”.

Seguiu-se um diálogo que infelizmente não me lembro por completo, porque estava muito nervosa, mas vou transcrever o pouco que me lembro:

Sally: “Tá feliz? Tá feliiiiiiiiiiz? Era tudo armação, né? OLHA A SONDA ANAL CHEGANDO!”

Tomir: “Se controla”

Sally: “Tranca a porta”

Tomir: “Viagens intergaláticas… mas não sabem abrir janelas nem portas!”

Sally: TRANCA A PORTAAAAAAA

*Tomir tranca a porta

Tomir: “Não se preocupe, eu não deixaria que te levem” *sorriso maroto A La Rafael Pilha

Sally: “Como se você pudesse impedir!”

Tomir: “Quem disse que eu não posso?”

Sally: “Na primeira rajada mental você fica paralisado”

Tomir: “Rajada mental é coisa de X-Man e não de ET”

Sally: “Eles devem ter poderes”

Tomir: “Quem disse que eles não querem ME levar? Porque tudo é com você?”

Sally: “Eles não vão querer TE levar, você é paulista”

Tomir: “Ah ta, argentina eles querem?”

Sally: “Eles querem misturar meu DNA Portenho com o deles”

Tomir: “Eles devem usar argentino para fazer sabão”

Sally: * cara de choro

Durante um tempo, luzes ficaram indo e vindo, com um barulho bastante estranho. Nenhum dos dois teve coragem de colocar o nariz para fora do chalé. Não sei até hoje o que foi aquilo. Assim que amanheceu fomos embora. Pode ter sido qualquer coisa, pode ter sido algo plenamente explicável (e provavelmente foi), mas fiquei tão apavorada que não quis nem investigar. Procurando na internet, descobri que a área é conhecida por aparições de supostos OVNIs. Nunca soube e nunca vou saber o que foi aquilo. Se alguém que está lendo isto estava nesse dia (e é possível saber pelos detalhes do meu relato), por favor me informe QUE PORRA FOI AQUELA!

Siago Tomir também estava apavorado, mas até hoje diz que só foi embora porque eu pedi. Até parece que ele faz alguma coisa que alguém pede… esse aí só faz o que quer da vida. E ainda bem que a gente foi embora no dia seguinte, porque NÃO, ele não tinha deixado comida pro Goiaba. Que tipo de pessoa esquece de dar comida para seu gato? SIAGO TOMIR!

Para me dizer que quando se trata de ETs eu me porto como uma histérica, para responder a quem disse isso que se isso é ser histérica homem é tudo palhaço e para dizer que eu posso ter medo de ET porque sou mulher mas Siago Tomir não pode porque é homem e ficar chamando ele de bichinha: sally@desfavor.com

Des Contos

ATENÇÂO: PIADAS NERDS. Finja que não entendeu para ser respeitado.
Enquanto isso, na Sala da Justiça:

BATMAN: Duvido!
ROBIN: Consigo sim.
BATMAN: Duvido, duvido, duvido!
ROBIN: Então tá, quer apostar?
BATMAN: Aposto meu cu.
AQUAMAN: Vai torcer para perder, né?
TODOS, MENOS BATMAN: HAHAHAHAHAHAHA!
BATMAN: Fica na sua, sereia.
MULHER-MARAVILHA: A morcega ficou azeeeedaaaa!
BATMAN: Só não digo que pego mais mulher que todo mundo dessa sala porque você está aqui.
MULHER-MARAVILHA: Respeito comigo!
AJAX: Humanos…
BATMAN: Se você conseguir, eu acordo o Azulão vestido de Apocalypse.
TODOS: HAHAHAHAHAHA!
ROBIN: Se eu não conseguir, eu escrevo “Robin esteve aqui” na cueca do uniforme dele.
TODOS: HAHAHAHAHAHA!
BATMAN: Fechou.
AQUAMAN: Como é que você vai conseguir, nanico?
ROBIN: Confia em mim.
AQUAMAN: Essa foi a última frase dos últimos Robins…
TODOS:
MULHER-MARAVILHA: Essa foi baixaria.
BATMAN: Eles… morreram… por… uma causa.
AQUAMAN: Sim, por causa da sua mania de se cercar de menininhos.
BATMAN: Vai encher o saco de um peixinho-dourado, seu inútil!
AQUAMAN: Pelo menos não comentam sobre o que eu faço com eles na minha mansão…
BATMAN: Você não faz nada mesmo! Que merda de poder é esse de falar com estrela-do-mar?
AQUAMAN: Pelo menos eu tenho poderes.
TODOS:
MULHER-MARAVILHA: Baixaria de novo.
AJAX: Vou fazer algo mais interessante, como observar as nuvens.
ROBIN: Chega, vai! Vou fazer.
TODOS:
ROBIN: Hmmm… Nnhhg… Hmmmpf…
TODOS:
ROBIN: Quase… Ai… Nnhhg… Puff…
TODOS:
ROBIN: Taram! Consegui.
TODOS:
SUPER-HOMEM: Cheguei, temos uma crise na… MEU DEUS! O QUE É ISSO?
TODOS:
SUPER-HOMEM: Por quê… ele… está… fazendo isso com o…
BATMAN: Merda! Vou fazer a fantasia.
MULHER-MARAVILHA: Robin, eu não achei que dava para te respeitar menos. Estava enganada.
ROBIN: Eu sou foda, admitam. Mas eu vou precisar ir para o hospital. Rápido.
BATMAN: Como a gente explica isso para os médicos?
ROBIN: Meu intestino começou a sair. Socorro!
AQUAMAN: O Robin não é de menor?
BATMAN: Abafa. Eu acho outro.


Enquanto isso, numa pizzaria:

CHARADA: Peperoni? Atum? Frango com Catupiry? Rúcula?
CORINGA: Que mané rúcula, eu quero algo que sangre!
PINGÜIM: Atum! Atum! Atum!
LEX LUTHOR: Ah não, chega de atum, toda vez que a gente se reúne, você pode atum.
GARÇOM: Enquanto vocês não se decidem, algo para beber?
CHARADA: Chopp? Água? Coca-Cola? Suco?
LEX LUTHOR: Eu quero um suco de morango.
CORINGA: Frutinha.
LEX LUTHOR: O quê?
CORINGA: Morango é uma frutinha.
LEX LUTHOR: Ah, sim. Pelas proporções.
DARKSEID: Por que eu ainda saio com vocês?
PINGÜIM: Atum ou aliche também. Nhéc Nhéc Nhéc.
LEX LUTHOR: A sua risada não é muito criminosa.
PINGÜIM: Como assim?
LEX LUTHOR: Vilão ri de forma grandiosa. A risada do vilão tem que ser um momento de demonstração de poder.
CORINGA: Falando em rir, eu tenho uma piada nova, é sobre um cara muito deformado que…
BIZARRO:
CORINGA: He… hehe… nem era tão boa assim.
PINGÜIM: Minha risada não demonstra poder?
LEX LUTHOR: Dificilmente, Dark, mostra para ele como se faz.
DARKSEID: *suspiro* MWAHAHAHAHAHAHAHAHA!
BIZARRO: HAHAHAHAHAHAHA! Qual a graça?
LEX LUTHOR: Ele estava demonstrando uma risada maligna.
PINGÜIM: Não foi tão maligna assim.
DARKSEID: Você não reconheceria uma risada maligna nem se enfiassem ela no seu…
GARÇOM: Senhores, eu vou ter que pedir para vocês falarem mais baixo.
MULHER-GATO: Boa noite.
CORINGA: Miiiiiiaaaau!!!
MULHER-GATO: Você sempre faz essa piada, nunca tem graça.
CORINGA: Fssssst!
MULHER-GATO:
PINGÜIM: Mulher-gato, você acha minha risada maligna?
MULHER-GATO: Que pizza vocês pediram?
CHARADA: Quatro-queijos? Calabresa? Romana? Margherita?
LEX LUTHOR: Isso é irritante.
CHARADA: O quê?
LEX LUTHOR: Isso.
CHARADA: Isso o quê? Você está falando de mim?
LEX LUTHOR: Você só faz perguntas! Enche o saco!
GARÇOM: Aqui está a pizza.
DARKSEID: Mas a gente nem pediu!
GARÇOM: Ele pediu. De banana com aliche.
APOCALYPSE: Grrr…
CORINGA: Vamos ficar com essa mesmo.
LEX LUTHOR: Eu sempre gostei dessa.