Você não vai entender este texto.

Quando falamos em religião, misticismo, paranormalidade ou qualquer outro assunto onde não há certezas nem provas, apenas fé, é muito difícil afirmar algo. Pois hoje, neste texto, eu vou fazer uma afirmativa neste campo, da qual estou 100% segura. Meus queridos, hoje é dia de abstração, hoje é dia de não ser compreendida por 99% das pessoas, hoje é dia de zerar comentários.

Minha certeza: em qualquer assunto que dependa de fé, a forma não importa, a matéria não importa, o entorno não importa. A única coisa que importa é a intenção. E a intenção é uma sensação interna, é o que temos dentro de nós, não o que gostaríamos de ter dentro de nós, não o que aparentamos, não o que queremos demonstrar. É o que realmente temos dentro de nós.

Se você quer uma Ferrari, não adianta fazer mentalização, não adianta fazer promessa, não adianta rezar, não adianta fazer macumba, não adianta meditação, não adianta ficar repetindo que quer, não adianta escrever o desejo cem vezes em um papelzinho. O que vai fazer diferença é como você se sente por dentro.

Você se sente merecedor dela? Se não se sentir, pode fazer o que quiser que vai se sabotar em algum momento. Uma Ferrari é realmente o que você quer em essência ou é apenas um instrumento para você corresponder a alguma expectativa de alguém ou status social? Se for algo vazio, sem propósito, que vem da vaidade e do ego, também vai se desfazer, não importa quantas técnicas você use.

O que te sustenta de verdade em uma meta é o seu interior. Pode chamar como quiser, pouco importa o nome que se dê: fé, intuição, conexão, sbrubles. O importante não é o nome, é entender o conceito.

Vamos começar pelo básico: fé não é um atributo religioso. O termo acabou vinculado a religião, mas seu significado real não é esse. Fé é uma palavra que significa “confiança” e traduz um sentimento de total de crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa.

Você pode, por exemplo, ter fé em você mesmo. Mesmo sem saber o que a vida te reserva, você pode ter fé que, seja lá o que for, você vai passar por isso da melhor forma possível. Você pode ter fé que, cedo ou tarde, vai conseguir passar em um concurso público. Você pode ter fé em qualquer coisa, a fé nada mais é do que uma certeza interna sem qualquer explicação lógica.

O problema é não saber distinguir entre desejo e fé. O desejo é algo racional, algo pensado, algo projetado. A fé é algo natural, algo que se sente sem explicação, algo que não demanda racionalidade, não gera nem medo nem dúvidas. São coisas de ordens diferentes, um nunca vai se confundir com o outro.

Mas, para vender livro, curso e workshop as pessoas são capazes de qualquer coisa, até de tentar te convencer que se você focar no seu desejo ele se torna fé e remove montanhas. Há anos vemos esse estelionato intelectual, essa abominação de convencer as pessoas de que o poder da atração é uma ferramenta manipulável e só depende da sua vontade. Essa filosofia “O Segredo” ainda rouba tempo e dinheiro de muita gente.

Sejamos sinceros, se fosse só desejar com força ou fazer uma tecnicazinha ou outra, todo mundo estaria rico, com carro do ano e muito bem casado. É bastante óbvio que não é assim que a banda toca, mas a tentação de acreditar que existe um atalho, um jeito fácil e rápido de conseguir tudo que quer, faz com que as pessoas continuem perdendo tempo e dinheiro com essas palhaçadas.

E não é só a tentação do atalho. Tem algo aí, algo que ressoa nas pessoas desperta uma afinidade, dá liga, conecta em algo em sua mente. Sinto dizer, que é apenas um mal-entendido. Sim, existe um fator que foge ao nosso controle e compreensão quando fazemos algo com base em muita fé, mas definitivamente não é nada nem parecido com “O Segredo”. Não é o seu desejo que faz você conseguir algo, é sua fé. E fé você não escolhe, não canaliza e não controla. Não é o número de repetições que você faz do pedido, é de onde parte o pedido.

Eu não tenho certeza de muita coisa nessa vida, nem mesmo de como a fé funciona. Não sei se é autossugestão, se é atração eletromagnética, se é obra de uma força maior ou de um unicórnio que caga arco-íris. Mas uma coisa eu sei: não adianta verbalizar uma coisa, pedir uma coisa, desejar uma coisa, querer uma coisa, por mais força, empenho e técnica que se coloque, se, internamente, a intenção é outra. O que vale é o lugar de onde isso vem.

Um exemplo: pessoa carente que está desesperada por relacionamento. Seu desejo é genuíno, a pessoa se sente sozinha, ele quer ter alguém a seu lado. Mas não vai conseguir isso com lei da atração, com Santo Antônio no congelador, com meditação ou com o caralho a quatro. O motivo? Muito simples: esse desejo vem de um lugar de carência, de falta. Essa é a essência. É isso que a pessoa emana. E ela vai receber mais do que emana, enquanto continuar emanando isso.

Primeiro essa pessoa tem que “se curar”, entender que não precisa de outro que a complete, tapar os buracos que geram essa carência, curar as feridas que acarretam essa necessidade. Ela tem que limpar essas crenças de que você só é realizada, desejável ou respeitável se tiver alguém. Tem que entender que ela é uma pessoa inteira e não “precisa” de relacionamento. Ter um relacionamento é ótimo, precisar de um relacionamento é motivo para terapia.

Só depois desse processo curativo, dessa faxina interna, de restaurar a saúde e o equilíbrio mental, a pessoa estará apta a sentir fé que ela vai encontrar alguém bacana. Antes disso é desespero, é falta, é medo. Antes disso, mesmo que apareça alguém, dificilmente será uma pessoa bacana, compatível e que preencha as expectativas. Depois disso, o “pedido”, a meta, vem de outro lugar e as chances de sucesso são muito maiores.

Por isso, eu venho humildemente sugerir que parem de jogar dinheiro fora com “técnicas”, “terapias alternativas” e simpatias no geral para conseguir o que querem. Não é por aí. Não vai dar certo. É dentro de você, é apenas dentro de você… e o melhor: é de graça. Só que quem quer ganhar dinheiro com isso nunca vai te dizer que você pode acessar de graça. Para sua sorte, eu não quero seu dinheiro, então, aqui vão algumas dicas.

A primeira delas é que se você tem problemas com a palavra “fé”, por todo o misticismo religioso no qual ela foi envolvida, substitua-a por “confiança”. Pouco importa o nome, pouco importa a forma, o que nos interessa aqui é a essência. Desenvolver essa confiança em si mesmo é essencial para começar a virar o jogo.

E, que fique claro, confiança não é arrogância. Não é vender aos quatro ventos como você é bom. Essa confiança é silenciosa, é verdadeira, é natural, é interna – é como você se sente. Não adianta fingir, ou você sente, ou você não sente. Se não sente e fingir que sente vai perder tempo. Não é para se olhar no espelho e fazer exercício de ficar repetindo que você é foda, isso te aproxima mais de um papagaio do que dos teus sonhos. Então, o primeiro grande passo é identificar como você se sente.

Para muitas pessoas isso chega a ser incompreensível. Vestimos máscaras todos os dias, para transitar em sociedade. As máscaras vão grudando e muitas vezes nos confundimos com elas. Estereótipos que nos adequam aos grupos pelos quais transitamos, normas de conduta, normas sociais, o que se espera de nós para que não decepcionemos os outros. Tem uma pá de merda para limpar antes de chegar a como você verdadeiramente se sente.

E não vai ser com Barra de Access, com Theta Healing nem com qualquer técnica que tentem te propor. Essa jornada é SUA, apenas SUA. Delegue uma vírgula dela para terceiros e você vai falhar. É sua e é preciso que você descubra seus caminhos. E isso demanda tempo e disponibilidade. Tem que investir tempo em olhar para você e ir removendo as máscaras, limpando a merda, tirando o lixo. Joga fora tudo que não foi seu.

Uma vez que você separar o joio de trigo e entender quem é você em essência, sem todas as alegorias que vestiu ao longo da vida, você vai conseguir acessar um lugar dentro de você que antes estava soterrado: como você verdadeiramente se sente. Quando você se sentir bem a respeito de algo, fazendo algo, vá em frente. Quando se sentir mal, pare. É um guia, uma bússola interna, um mapa. E ter esse guia/bússola/mapa vai te dar a fé que você precisa, pois você verá que sempre que o segue, o melhor acontece.

Eu não acho, eu SEI que todo mundo é capaz de chegar lá. Eu também sei que todo mundo sabe que é capaz, mas algumas pessoas se esqueceram ou ofuscaram essa chama com uma tonelada de estrume. Então, eu estou aqui apenas para te lembrar que você tem que se lembrar da sua essência: você é capaz, lá no fundinho você sabe que é capaz, não deixe a tonelada de merda que a sociedade joga em você te fazer duvidar disso.

Limpar todo esse lixo leva tempo. Reconhecer o que é seu, o que é imposto, o que é máscara para que os outro gostem de você, o que é escudo por causa de medos, tudo que não te pertence, é uma tarefa difícil e demorada. Mas pode e deve ser feita. Por você. Sem pagar um centavo para ninguém. Se alguém tentar de vender um mapa para esse caminho, mande a pessoa à merda, pois esse caminho é só seu, só você pode trilhar, só você está equipado com a bússola que diz qual é a direção correta: sua sensação interna. Quanto mais você a usa, mais forte ela fica.

Certamente todo mundo aqui já fez ao menos uma coisa na vida guiado por uma certeza de que era a coisa correta. Aquele agir sem medo nem dúvida. Pois é, todos nós temos momentos de clareza. Geralmente, quando agimos assim, movidos por uma sensação interna que não explicamos, que não é racional, as coisas costumam dar certo.

Tire o lixo do caminho e permita que essa bússola te mostre o caminho. E vá com confiança. Não deixe o ego, o medo, as amarras sociais, as convenções te impedirem. Limpou todo o lixo? Vai lá e faz, vai dar certo. Deu merda? Sinal de que você não limpou todo o lixo (é um processo que pode demorar anos). Limpa primeiro, se não você pode interpretar errado o que está sentindo por estar contaminado com muita coisa que não é verdadeira.

Uma vez que você consegue se livrar de tudo que impede que você entre em contato com seus sentimentos puros, fica mais fácil ter fé/confiança, já que você tem uma ferramenta a mais para decidir: além do racional, além do ponderar, existe essa sensação interna que te diz quando vem uma furada ou algo bom.

É como uma vozinha dentro de você, muito fraca, que se você não ficar bem quietinho em silêncio (mental) você não escuta. Alguns chamam de “intuição”, mas, pouco importa o nome. O que importa é que, com o tempo, você aprende a reconhecê-la e aprende que quando você a segue, dá tudo certo. Talvez você já a tenha percebido depois que faz uma cagada, quando pondera e percebe que algo dentro de você te dizia para não ir por esse caminho. É comum, costuma acontecer. Treine e você vai conseguir ouvi-la cada vez melhor.

“Mas Sally, ouvir vozes?”. Não. Ouvir vozes é esquizofrenia, procure um psiquiatra. Eu falo em “ouvir” no sentido de prestar atenção às sensações. Sentiu medo? Sentiu um desconforto inexplicável? Sentiu um freio de mão puxado? Preste atenção e respeite. Sentiu um enorme impulso por fazer, uma confiança irracional te empurrando naquela direção? Uma sensação se realização, alegria e de não ver o tempo passar enquanto faz? Preste atenção e prossiga.

E agir desta forma, com fé/confiança, faz diferença. Não vou dizer que é garantia de que tudo que você faz vai dar certo e de que todos os seus desejos vão se concretizar, mas dá para dizer sim que é muito mais provável que você alcance o que quer (ou coisa até melhor) se agir desde esse lugar.

Nem sonho em me atrever a explicar o motivo. Eu não sei e ninguém sabe como funciona – e quem te diz que sabe mente, criou uma alegoria para explicar e está se achando detentor da verdade. Incognoscível (tem um texto sobre isso). Não sabemos o processo, mas sabemos que acontece e é tudo que eu tenho para te oferecer. Aceite, não sacia curiosidade, mas, acredite, é muito.

“Mas Sally, como sei que cheguei em um ponto de limpeza onde já posso ouvir minha intuição?”. Tudo que dá para dizer é que você vai saber quando chegar lá. Você vai reconhecer. Vem de um lugar inconfundível e o resultado é sempre bom. E, que fique claro, não é nada místico nem mágico, muito menos de cunho religioso. É se entender, se respeitar e tomar boas decisões alinhado com o que você realmente é, sem se colocar em contradição, sem se violentar, sem se sabotar.

O que se vende por aí é que se você trabalhar sua fé da forma X ou Y destrava um portal energético mágico ou algum bônus universal que fazem seu querer se tornar realidade. Isso é ilusório, isso é um devaneio. O que existe é se entender, se respeitar e, partindo daí, deste lugar, fazer seus planos e escolhas. Aí sim, quando você faz tudo em consonância com o que você é e sente, as coisas se alinham e tendem a dar certo.

Tende a dar certo pois você está fazendo algo que verdadeiramente quer, que é bom, que é útil, que tem um propósito, que não tem contradição interna. Tudo vai fluir melhor, desde seu desempenho até uma faísca incompreensível que eu não me atrevo a explicar, que você pode chamar de “sorte a favor”, “destino”, “coincidência”, “ajuda de Deus” ou do que mais quiser. Crie a alegoria que desejar, estão todas igualmente erradas. Simplesmente não temos a capacidade de compreender a explicação: o fato é que tudo conspira a seu favor. Às vezes acontece. Quando acontecer, aproveite em vez de perder tempo tentando racionalizar e dar nome.

Com isso quero dizer que você tem que desprezar completamente seu racional e seguir apenas a sua vontade? Óbvio que não, inclusive por ter certeza de que sua vontade ainda está bastante contaminada por toda a merda e lixo que citei. Poucas pessoas sabem o que realmente querem e quem realmente são.

Com isso o que quero te dizer é que existe um componente a mais, que não é externo. Não são os planetas alinhados, não é aquele prato de farofa que a pessoa deixou na encruzilhada, não é aquele terço que a pessoa rezou: vem de dentro. É seu. E não precisa de ritual, técnica ou simpatia para acessar. Basta observar como você tomou suas melhores decisões na vida: o que te moveu? De onde ela saiu? Compare com as suas piores decisões e de onde elas vieram e você vai distinguir o que te move. Tem algo dentro da gente que nos indica a direção certa, nós é que não sabemos perceber ou decodificar.

E tem mais um fator: assusta ter esse poder, então, as pessoas o canalizam para ídolos: meu guru me mandou uma descarga energética que abriu as portas, meu anjo da guarda abriu meus caminhos, meu mapa astral disse que isso iria acontecer pela passagem de saturno. Não. É SEU. Partiu de VOCÊ. Não sabe como? Não sabe quando? Ok. Continua sendo seu e você não precisa de intermediários para acessar.

Eventualmente, pessoas coisas ou rituais podem te ajudar a chegar nesse lugar, mas não são o determinante para você chegar lá. São muletas, são ilusões das quais você não precisa para chegar lá. Solte as muletas hoje mesmo e aprenda a acessar sozinho esse lugar de fé/confiança, de sintonia, de realização, que faz todas as peças se encaixarem, que faz tudo fluir de forma favorável.

Se você entender que tem algo dentro de você que pode acessar ou usar de guia para chegar aonde quer, você já se blinda contra metade dos picaretas que vendem “processos milagrosos” holísticos.

Se você entender que é importante ter fé, não no sentido religioso, mas sim no sentido de confiança, já é meio caminho andado.

Se você entender que fé independe do que se diz, do que se faz ou do que se aparenta e depende apenas do seu mais puro sentimento interior, é quase todo o caminho andado.

E qual seria todo o caminho andado? Na minha humilde opinião, perceber que o que você quer não é nada. Que você é um mísero grão de areia e o que interessa é a praia toda. Que você não tem qualquer condição de saber o que é melhor para você pois tem uma visão limitada do todo. Que seria muito melhor expandir essa confiança e, em vez de focar em coisas que você quer, focar em que te seja indicado o que é melhor para você. Mas, quem consegue isso? Eu certamente não… ainda.

Veja bem, eu escrevi este texto sabendo que 99% das pessoas não vão entender. Tá tudo bem, é mesmo muito abstrato e confuso. Mas, anota aí, em algum ponto da sua vida este texto vai ser útil. Tá aqui, é só voltar.

Para perguntar se eu estou usando drogas, para simplificar e racionalizar sem contexto um trecho do que eu disse para desmerecer o texto ou ainda para dizer que é melhor que eu me atenha ao Ei, Você: sally@desfavor.com

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Comments (19)

  • Sim e isso é bizarro. Me lembro que quando estudava para o vestibular já sabia que iria passar naquele ano, era como se eu já tivesse lido a história da minha vida, permaneci retroalimentando essa certeza através de coisas práticas como estudar em casa e frequentar as aulas dos cursinhos que fazia. No ano seguinte, o resultado: aprovada em três federais (o resultado das provas saía em janeiro).
    Essa certeza interna é muito difícil de se explicar e muito tranquilizante de se sentir. É um condutor que te guia, te faz andar para frente e te dá confiança para saber que o que você quer vai acontecer. Não sei se me expliquei bem, mas é assim que acontece comigo.

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    • O tempo linear é uma “invenção” nossa. O tempo não é linear. Tudo já aconteceu. Talvez você já tenha lido a história da sua vida e lembre de algumas partes.

      “Essa certeza interna é muito difícil de se explicar e muito tranquilizante de se sentir. É um condutor que te guia, te faz andar para frente e te dá confiança para saber que o que você quer vai acontecer”. Explicou perfeitamente.

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    • O grande problema, a meu ver, é ter não ter dúvidas dessa “certeza interna”, quando tu tens dúvidas até mesmo sobre si mesmo, e não sabe nem o que vai ser de ti, nem o dia de amanhã… Daí fica tudo muito confuso, e junte ainda a falta de confiança em si próprio, de pensar que tu é mesmo capaz de realizar aquilo e… só ladeira abaixo!

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  • Tem um texto clássico muito bom, do Emerson, “Autoconfiança”. É muito bonito, recomendo a leitura. O tema é muito parecido, embora o estilo e a abordagem sejam radicalmente diferentes.

    Não há nada novo sob o sol, como sempre. Mas como dizia Santo Agostinho, “A repetição é um sintoma de relevância”.

    Eu apenas acho que estamos falando de neurotransmissores, um grupo metil aqui ou ali, uma hidroxila a mais ou a menos, e regiões ou redes neurais do cérebro diferentes funcionando. O caso do clearance no SNC também é muito importante, daí vem boa parte das paradas místicas e de meditação.

    Seja como for, ótimo texto. Bjs e até o próximo momento de luz!

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  • O que os coach chamam de soltar é o nosso foda-se. Quando tá na fissura pra alguma coisa, não acontece. Tipo quando tá solteiro ninguém quer, se começa a namorar chove pretendentes. Minha tia era doida pra engravidar não conseguia, um dia desistiu e adotou, passou pouquinho tempo descobriu que tava grávida.

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    • O problema dos coach é que eles te “ensinam” a fazer isso desde o racional. Não é um soltar racional que vai gerar qualquer consequencia. Quero dizer, voce pode repetir trinta mil vezes que solta, que entrega ou o que for, se, por dentro, você se sentir da mesma forma, o efeito será zero. E coach nenhum tem o poder de te ensinar como mudar esse sentimento interno, isso é um caminho que só a própria pessoa pode descobrir.

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  • Uma coisa que funciona comigo: criar histórias sem nenhuma espécie de cobrança para agradar terceiros, na verdade, são enredos que cada vez menos me interessam mostrar a outrem. Expresso o que sinto e quero. As coisas mudam de tempos em tempos e é legal fazer comparativos posteriores.

    Quanto melhor eu me tornar em escrever enredos, melhor me torno como “eu”. Bons enredos consistem em mensagens bem definidas e conhecimento, personagens desenvolvidos, ambientes bem designados, tensões desafiadoras e que exigem superações ou sacrifícios, logo…

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  • Pedir e querer não adianta mesmo porque emana falta. O negócio é sentir e sou prova disso. Queria muito trabalhar numa empresa, já tinha sido reprovado em 4 processos seletivos, na 5X minha entrevista foi uma bosta como sempre porque eu travo no nervosismo. Fiz um áudio de wishbook biokinesis de 30 min, visualizei sentindo que fui aprovado e me convenci tanto que falei sem sentir, vou dormir cedo porque amanhã o RH vai me ligar. Não deu outra, cara! E numa turma de 30 entrevistas, fui um dos 5 selecionados. Essa porra de visualização funciona! Não me interessa lógica nem de onde vem.

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    • Você sabe que o áudio não fez qualquer diferença, né? Não é a visualização, não é o audio, não é nada fora de você. Foi algo interno, seu e só seu, que você pode acessar sem ajuda de ninguém, que te deu confiança para ser aprovado.

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  • “Certamente todo mundo aqui já fez ao menos uma coisa na vida guiado por uma certeza de que era a coisa correta. Aquele agir sem medo nem dúvida. Pois é, todos nós temos momentos de clareza. Geralmente, quando agimos assim, movidos por uma sensação interna que não explicamos, que não é racional, as coisas costumam dar certo”.

    Sim, e pessoas alinhadas com essa sensação interna brotam ao seu redor para a consecução desse objetivo. O curioso é como os fatores se encaixam para as coisas darem certo, além das suas expectativas e aquém da compreensão.

    Nisso, só resta agradecer ter transitado pelo processo por termos uma visão limitada do todo, sem se preocupar se foi mesmo como protagonista ou então como instrumento.

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    • Quando acontece, a gente sente e reconhece. Mas, até que aconteça… é quase impossível de entender.

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    • “Sim, e pessoas alinhadas com essa sensação interna brotam ao seu redor para a consecução desse objetivo.”

      Seria o “você atrai o que você emana”?

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      • Acho que sim (não posso responder por ela), mas não no sentido místico que costumam usar.
        No sentido de que quem opta por viver em um mundo de mentiras, aparências e coisas do tipo não tem afinidade com quem adora esta outra postura, então, a pessoa não chega nem perto.

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