FAQ: Coronavírus – 25

Quando tem alguém no elevador eu não entro, mesmo que a pessoa esteja de máscara. Estou sendo paranoico? Moro no 17° andar e já tive que subir de escada por não conseguir pegar elevador vazio. Continuo fazendo essa cornice?

Sim, continua fazendo. Elevadores são um prato cheio para contágio, mesmo de máscara, tanto é que muitos prédios proíbem mais de uma pessoa por vez no elevador (se não residirem no mesmo apartamento).

O vírus está no ar, o vírus pode entrar por qualquer mucosa, até mesmo pelos olhos. Você não sabe se segundos antes entrou uma pessoa sem máscara, tossiu, espirrou ou lambeu os botões. Se você não estiver com uma máscara PFF2 impecavelmente ajustada, ele pode entrar pelo seu nariz. Se não, pode ficar na sua roupa, cabelo, sapatos e, quando você chegar em casa e tirar a roupa, pode jogar ele no ar.

Além disso, você não sabe a qualidade da máscara que outros que estejam dentro do elevador estão usando. Pode ser uma máscara ruim e, se vier um espirro, vem um spray de corona no ar. Fora os que usam máscara errado. Recebi mais de um relato de leitores sobre pessoas que, pasmem, tiram a máscara para tossir e respirar. Não dá para contar com os outros, não dá para presumir que a pessoa vai ter cuidado e responsabilidade.

É um ambiente pequeno, que geralmente não permite o distanciamento mínimo de dois metros para reduzir o risco de contágio. Também costuma ser um ambiente mal ventilado, um dos principais fatores de risco. Outro perigo: falar, gritar ou cantar aumentam o risco de contágio e, normalmente, pessoas puxam papo no elevador ou estão gritando no celular com alguém.

Então, se o corona se espalhar pelo elevador, você não tem muito para onde correr. Melhor evitar. Eu evitaria até se estivesse vazio, você não sabe quem acabou de descer desse elevador nem o que fez nele.


Em muitos lugares do Brasil está faltando dose da vacina. O que devo fazer se eu perder o prazo para a segunda dose?

Eu suponho que você esteja falando da Coronavac, que é a vacina mais aplicada no Brasil. Em todo caso, vale reforçar que, até aqui, a orientação é tomar a segunda dose da mesma vacina que você tomou a primeira dose, ou seja, se sua primeira dose foi de Coronavac, a segunda dose necessariamente terá que ser de Cornavac também. Nada de querer tomar outra vacina se a sua tiver acabado.

A recomendação do Instituto Butantan é que a segunda dose da Coronavac seja aplicada em, no máximo, quatro semanas depois da primeira dose (o prazo para a vacina da AstraZeneca é um pouco maior). A regra é clara: tem que tomar em quatro semanas. Um país sério asseguraria a distribuição da vacina nesse prazo. Mas… Fator Brasil.

E aqui chegamos a um impasse: a eficácia máxima da vacina só é garantida se tomar nesse prazo de quatro semanas, se perder o prazo, pode ser que sua eficácia fique comprometida. O quanto? Não sabemos, pois não há estudos conclusivos sobre isso. Ou seja, se perder o prazo, você pode não estar protegido.

Daí você pode perguntar se não seria mais lógico recomeçar a vacinação, tomando novamente a primeira dose e depois a segunda, no prazo certo. Bem, até agora, isso não é uma possibilidade. A ordem é: aplicar a segunda dose quando ela estiver disponível, mesmo que com atraso, e dar a vacinação por encerrada.

Por isso é importante que todos aqueles que tomarem segunda dose mais de quatro semanas após a primeira dose saibam que a eficácia da vacina pode estar comprometida e não podem relaxar nos cuidados. Na verdade, ninguém pode, como vamos ver na penúltima pergunta. Além disso, vacinados têm menor chance de adoecer, mas ainda podem transmitir o vírus, então, sair bundeando é expor o resto da sociedade a riscos.

Não é legal tomar a vacina fora do prazo, mas também não é motivo para se desesperar. Isso quer dizer que ela não vai fazer efeito? De forma alguma, a pessoa vai ter proteção sim, mas talvez não tenha o grau máximo de proteção que a vacina poderia oferecer. Vamos esperar sair algum estudo a esse respeito, talvez não afete tanto quanto a gente imagina.


Já pode abraçar as pessoas se estiver usando máscara?

Não, não pode. Há risco de contágio em qualquer contato físico. Obviamente que se estamos falando do seu marido, da sua esposa, dos seus filhos ou de pessoas que vivam no mesmo teto, o risco já existe pela proximidade da convivência, nesse caso, não faria sentido a proibição: beijar a esposa na boca mas não abraçar é contraditório. Mas, quando falamos de pessoas que não vivem na sua casa, não é recomendável ter qualquer contato físico.

Tem que parar de achar que máscara é passaporte para tudo. “Mas eu estava de máscara” virou aval para abraçar pessoas, para ir ao shopping, para ir ao cinema. Máscara não te protege 100% e existem outras vias pelas quais o corona pode entrar no seu corpo ou no corpo dos outros. É aquilo que a gente sempre fala: se máscara protegesse 100%, profissional de saúde nunca se contaminaria.

Não usem o fato de estar de máscara para se exporem a um risco que não é extremamente necessário, pois ao fazer isso a máscara começa a jogar contra e não a favor na pandemia. Esse foi um dos motivos pelos quais se resistiu tanto a recomendar o uso de máscaras a todos: o medo de que ela cause uma falsa proteção e as pessoas fiquem ainda mais ousadas.

Máscara não é mais do que sua obrigação e é uma pequena tentativa de que você não se contamine, mas não garante nada, principalmente aí no Brasil, onde as pessoas usam máscara merda, usam de forma errada, não sabem ajustar, coçam a cara, deixam a máscara balançando enquanto falam e tantas outras atrocidades que a gente tem notícia. Máscara não é passaporte para proteção 100%, não contem com isso.


Eu me perguntava quando isso ia acabar, agora eu me pergunto se isso vai acabar. Isso vai acabar?

Não sabemos. O que diz quem entende do assunto é que o covid não será erradicado. A Nature, uma das maiores revistas científicas do mundo, perguntou a mais de 100 imunologistas se eles acham que o coronavírus será erradicado. 90% responderam que não. Então, nas palavras dos especialistas, tudo leva a crer que não.

O que não quer dizer que vamos viver confinados para sempre. O provável é que o vírus se torne endêmico, ou seja, que continue circulando em algumas partes do mundo. A grande corrida é que os países que conseguirem se livrar do corona também consigam vacinar a população contra as novas cepas que estão surgindo pelo mundo antes de que elas cheguem a seu país, algo parecido com o que fazemos todos os anos com a vacina contra a gripe.

Mas, até o mundo conseguir chegar a esse ajuste, de controlar todas as cepas que estão aparecendo por aí, desenvolver vacinas para elas e vacinar as pessoas antes que essas cepas cheguem às pessoas, vai demorar. É um baita desafio de logística e também uma corrida contra o tempo.

O primeiro grande passo é conseguir eliminar o coronavírus da maior parte dos países. Para isso, não adianta só vacinar, é preciso proibir a circulação de pessoas de países que tenham variantes que possam de alguma forma escapar (total ou parcialmente) a essas vacinas. Não parece ser uma coisa que o mundo está disposto a fazer, já que a primeira coisa que um país faz quando melhora seus números é reabrir as fronteiras.

Se conseguirmos vacinar toda a população mundial e no meio do caminho não surgir uma variante que escape a essa vacina, aí começa um segundo trabalho: o de vigilância. Ter um controle bom e rápido de como o corona está se comportando pelo mundo. No que surgir uma variante que represente uma ameaça, tem que correr para desenvolver uma vacina para ela e aplicar nos países antes que ela desembarque por lá.

Eu sinceramente não me arrisco a dizer o quanto vai demorar para que o mundo se organize dessa forma, mas certamente estamos falando de anos, não de meses. O que nos leva à próxima pergunta…


O Chile divulgou a informação de que a eficácia da Coronavac é de apenas 80% contra mortes e no Brasil haviam divulgado que era de 100%. Quem está mentindo?

Ninguém. A informação divulgada pelo Brasil, de eficácia de 100% para prevenir mortes, foi estimada com base em estudos controlados com um número determinado de voluntários. A do Chile foi baseada na experiência no mundo real, com uma escala muito maior de pessoas.

Não é que os dados brasileiros fossem mentirosos, é que certas coisas só são visíveis quando olhadas em maior escala. Por exemplo, se uma vacina gera uma proteção onde morre apenas uma pessoa a cada 10 mil e ela foi testada em 5 mil pessoas, o resultado, nesse teste, será de que a proteção dela para 5 mil pessoas é de 100%. Só que quando você vacina 8 bilhões de pessoas, esse resultado obviamente será diferente.

Comemoramos muito quando os resultados “100%” saíram, mas, ao que tudo indica, no mundo real eles estão um pouco abaixo disso. Não é embuste nem mentira, é algo que só se vê quando se expõe a vacina em grande escala. Ninguém poderia saber como a vacina performaria quando aplicada nessa quantidade de pessoas até que de fato fosse aplicada nessa quantidade de pessoas. É assim que a ciência funciona.

Então, o que se constatou é que, em escala maior, a Coronavac impede a morte em 80% dos casos. Por isso a gente sempre fala que vacina não é passaporte para vida normal, você ainda tem 20% de chance de adoecer e comer o pão que o diabo amassou em um CTI e, eventualmente, morrer. Vacina serve para tentar conter o vírus, mas não o elimina magicamente.

Daí vem os tão comentados casos de pessoas que estavam vacinadas com as duas doses e, passado o prazo para desenvolver imunidade, adoeceram e morreram mesmo assim. Isso quer dizer que a vacina não funciona? Não. Isso quer dizer que a vacina não é mágica. Vai ter gente vacinada morrendo, isso é esperado.

Uma analogia que o pessoal da ciência gosta de usar é comparar a vacina com um bom goleiro. O que é um bom goleiro? É um goleiro que faz muitas defesas, impedindo que seu time tome gols na maior parte das investidas. Eventualmente, a bola vai entrar, mas isso não quer dizer que ele não seja bom. Para ser um bom goleiro tem que defender a maioria das bolas. É irreal pensar que um bom goleiro é apenas aquele que nunca na vida toma um gol na vida. O mesmo vale para vacinas.

Quem esperava vacina para poder sair, bundear, ir a barzinho, ir a academia, ir a encontrinho de Tinder, sinto muito, continuará arriscando a própria vida. Porém se você toma a vacina, reduz em 80% suas chances de morrer e ainda soma a isso cuidados de isolamento social, acaba sendo muito improvável que você adoeça e morra. Aceitem: as coisas não vão voltar a ser como eram depois de vacina, não no Brasil, não com uma vacina de 80% de efetividade, não tão cedo.

Daí certamente alguém vai citar Israel ou qualquer outro país no qual vemos pessoas saindo sem máscara, organizando shows etc. Outro mundo. Países, em sua maioria, pequenos e com população muito bem-educada e responsável. Países com vacinas cuja efetividade está bem acima de 80%. Países que vacinaram bem e vacinaram rápido, não permitindo o surgimento de variantes que reduzem ainda mais eficácia da vacina. Países onde a população não vive amontoada e tem um mínimo de consciência. Países que não permitiram a entrada de novas variantes.

Esses países pagam um preço por isso, que se fosse imposto ao Brasil, certamente geraria dedo no cu e gritaria. Gerariam essa gentalha egoísta citando a constituição e gritando “meus direitos!”. A Austrália, por exemplo, está com as fronteiras fechadas e assim deve ficar por todo o ano, deixando de fora mais de 40 mil australianos que ficaram presos no exterior. Foda-se, ninguém entra, nem nacional, para não arriscar trazer uma nova cepa. Quem foi imbecilóide de viajar no meio de uma pandemia fica aí do lado de fora, paciência.

Imagina o grau de reclamação se isso fosse no Brasil… Não tem jeito, quem quer conter o vírus tem que se isolar e fazer sacrifícios. Mas o brasileiro que uma solução imediata e mágica, se não, não serve, se não, é ruim.

Se sua realidade é ter 20% de chance de morrer se pegar a doença e você se comporta de forma a se colocar em risco de todas as formas possíveis, fatalmente esses 20% vão te achar. É como se você soubesse que cada vez que sai com o carro tem 20% de chances de sofrer um acidente grave e, em vez de usar o carro com sabedoria, para ir trabalhar e com cuidado, pegasse o carro todo dia para fazer racha. Boas chances dos 20% acabarem te encontrando.

Mortes de vacinados vão acontecer, são normais e esperadas. E são um perigo, pois podem ser usadas como arma por negacionistas. Faça as contas e veja quanto é 20% da população brasileira e calcule o que vão dizer se estiver todo mundo vacinado e essa quantidade de pessoas morrer.

É uma certeza matemática: quando o Brasil estiver todo vacinado, todas as mortes vão acontecer entre pessoas vacinadas. Imagina o que não vão dizer quando todo brasileiro estiver vacinado e, ainda assim morrerem 40 milhões de pessoas. Certeza que vem aquele papinho de que a vacina não presta. É muito triste gente que não entende como a ciência funciona. Vacina não é mágica, vacina é uma ajuda para que, continuando a se cuidar, a pessoa reduza ainda mais seu risco de morte.

E, antes que alguém venha reclamar dessa vacina, vou repetir: é ciência, não é mágica. É normal e esperado que vacinas tenham um percentual de falha. Isso não faz dessa vacina uma vacina ruim. A vacina da gripe, por exemplo, que todo mundo toma sem reclamar ou questionar, em seus melhores anos e maiores acertos gera uma proteção de 60%. Vou repetir até cansar: vacina não é mágica. Só mágica vai trazer sua antiga vida de volta. Não vai acontecer.

Tem que ser muito mimadinho para receber 80% de proteção e ainda ficar reclamando que queria 100% para poder voltar a sair e bundear na rua. Quem se porta assim está fora da realidade e não entendeu o que está acontecendo. Ano passado não sabíamos nem se seria possível desenvolver uma vacina, aí chega uma com 80% de eficácia e a pessoa fica “ain, mas eu não vou poder ir a jantarzinho?”. Vai-te à merda, isso sim.

Não estamos em uma colônia de férias nem em um cruzeiro, estamos em uma pandemia. É sério, é grave e é demorado. Quem tinha expectativas de tomar vacina e retornar a vida normal vai precisar reajustá-las.


O nome da Sputnik V é por ela ter sido a quinta tentativa de desenvolver a vacina?

Não. O “V” não é um algarismo romano, é uma letra. É “V” de “vacina”

O nome foi dado em homenagem ao satélite soviético Sputnik (que significa “companheiro de viagem”), lançado em 1957, uma operação muito bem-sucedida no contexto da Guerra Fria, levando e trazendo animais a bordo depois de orbitar a Terra. Lembram da cadelinha Laika, que ficou famosa por ter ido ao espaço? Pois bem, ela foi no Sputnik II.

Como atualmente o mundo também enfrenta uma corrida tecnológica (dessa vez por vacinas), o país achou que seria bacana nomear sua conquista atual com o nome de uma de suas maiores conquistas anteriores. Claro, tem um pequeno easter egg, já que o país lançou Sputnik I, II, III e IV, então, o fato de Vacina começar com o correspondente ao número 5 em romano caiu como uma luva.

Então, nada de chamar de “Sputnik Cinco”, é “Sputnik Vê”.

Para dizer que agora que está caindo a ficha do quanto isso vai demorar para melhorar, para dizer que não é pecado querer sair (se colocar em risco a vida de outras pessoas, acredito que seja) ou ainda para pedir um alívio cômico nessa semana cheia de postagem de covid: sally@desfavor.com

Se você encontrou algum erro na postagem, selecione o pedaço e digite Ctrl+Enter para nos avisar.

Etiquetas:

Comments (18)

  • Eu estou com a impressão de que os numeros da postagem merecem uma reflexão maior. 80% de eficácia pode ser de certa forma traduzido como reducão de casos graves a um patamar de 20%, mas isso não
    significa que todos os casos serão graves. Na verdade o percentual de casos graves é pequeno, e isso corresponde a uma das razões dessa sensação de segurança que muitas pessoas tem.

  • Sally, por favorzinho. Venho humildemente sugerir um tema para um próximo post: Positividade tóxica. Tivemos dois exemplares recentemente: Tatá Werneck e Cacau Protásio, ambas esbravejando nas redes que o Paulo Gustavo ia ficar bem, que estava vivo – mesmo com morte cerebral, e bla bla bla. Prometendo coisas, que, por razões óbvias, não podem cumprir e ainda enchendo as pessoas de esperança. Um baita desserviço.

    • Gostaria muito de saber como essas duas (que eu não sei quem são… sério! Essa tatá eu só sei que aparece na TV) justificariam o que é “ficar bem, mesmo com morte cerebral”, sendo esse “ficar bem” aplicado tanto à vítima (como esse pobre Paulo Gustavo que, também desconhecia até virar o monotema da internet tupiniquim) quanto aos familiares. Desserviço é pouco. Devia ser crime.

    • É terrível essa “positividade divina”
      A pessoa tá na maior merda e ficam dizendo pra ser positiva que bla bla bla tudo vai se resolver num passe de mágica.
      Sou cascuda.
      Se não for à luta pra sair da merda não há positividade que ajude.
      Tudo culpa dos coachs que ganham rios de $$ sobre mentes fracas e doentias.

      • Se vem de dentro, se é verdadeiro, se a pessoa consegue olhar para a situação e tirar um aprendizado ou algo positivo, eu acredito que ajude se manter positivo. Mas nem todo mundo consegue e é muito humano e natural que não consiga. Querer obrigar essas pessoas a serem positivas é uma violência, não tem outro nome.

  • A máscara de tecido antiviral da Insider, com ions de prata, certificado ISO 18184 e que promete desativar o vírus em até 5 minutos é boa?

  • Já vi comentarista de reputação especulando em telejornal que não é necessariamente uma verdade incontestável que a pfizer tenha 9x% de eficácia e a coronavac 73%, pois a coronavac foi testada especificamente em profissionais de saude, que estão de fato diariamente convivendo com doentes e expostos a alta carga viral, enquanto que a Pfizer foi testada numa amostra representativa da população, não concentrada em profissionais de saude. Portanto seria natural que as pessoas do teste com a coronavac adoecessem mais que as do teste da Pfizer.
    Mas do jeito que o Bolsonaro anda cagando pela boca nem a coronavac vai ter mais por aqui.

    Achei que o V do nome da vacina fosse V de Vitória.

    Sim, queremos um alívio comico, tipo um Siago Tomir Alicate na pandemia. Os impopulares estão curiosos pra saber quantas vezes o Alicate no cu já pegou corona, se ele pagou 600 reais pra tomar vacina de agua e outras possibilidades fascinantes.

    • Olha só que coisa: quando a Coronavac foi testada nos profissionais de saúde, em tese, mais expostos a risco, mostrou 100% de eficácia para evitar mortes. Quando foi jogada em pessoas comuns, caiu para 80%.

      Pior é que tem história do Alicate na pandemia sim…

  • Sally, é muito importante essa sua explicação sobre o que acontece em caso de perda de prazo para a segunda dose da vacina contra o Coronavírus. Eu mesmo estava com dúvidas quanto a isso. Pelo que eu li, não chega a ser um “fim do mundo”, embora a eficácia da vacina não seja a mesma. O que não pode, estando vacinado ou não, é marcar bobeira com os devidos cuidados para evitar contaminação e que, a essa altura, já deveriam ser do conhecimento de todos.

    • É importante mas também é triste ter que dizer para as pessoas que, por um erro do Poder Público, pode ser que elas tenham a imunização comprometida. Onde eu moro, se não tiver chegado segunda dose até o prazo, eles recomeçam a vacinar, aplicando novamente a primeira dose. Acho uma sacanagem deixar as pessoas sem vacina no prazo quando não se sabe ao certo o que isso pode acarretar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Relatório de erros de ortografia

O texto a seguir será enviado para nossos editores: