Speed Watching

Você já ouviu falar em “Speed Watching”? É uma nova mania de assistir a vídeos ou escutar áudios em velocidade acelerada, para “ganhar tempo”. É utilizado tanto para estudo quanto para lazer. Filmes, séries, palestras, podcasts… tudo é visto em uma velocidade 2 ou 3 vezes mais rápida que o normal. Pode até parecer uma boa ideia, mas será que realmente é?

Não é preciso grandes esforços para aderir a essa prática. Grandes plataformas de lazer, como Netflix, Youtube e Spotify já oferecem esse recurso: assistir ou ouvir em velocidade acelerada. Seus defensores alegam que a prática não é nada de mais, seria apenas a tecnologia interferindo na forma como se consome o conteúdo para permitir que tenhamos acesso a mais coisas em menos tempo.

Assim como no passado as pessoas estavam acostumadas a escutar informações por rádio e a chegada da TV mudou essa dinâmica, o mesmo estaria ocorrendo com o Speed Watching. Seus adeptos alegam que o mundo moderno demanda uma quantidade de conteúdo muito acima do que temos tempo para consumir e essa prática seria a para darmos conta de tudo. Só que a coisa pode não ser tão simples assim.

Do ponto de vista artístico, quem produz conteúdo minimamente sofisticado tende a achar uma abominação ver seu conteúdo acelerado. Em um filme, por exemplo, pode haver uma pausa intencional para criar maior suspense ou por ser o tempo necessário para o espectador juntar as informações e perceber algo. Mexer nessa dinâmica comprometeria os sentimentos que a obra quer despertar em você.

Mas, além do ponto de vista artístico, tem também a questão física: acelerar o conteúdo que você consome pode ter consequências físicas para o seu corpo. Sim, assistir a algo em velocidade acelerada ajuda a ganhar tempo, mas pode não ser muito bom para seu cérebro e para a sua mente. Em vez de relaxar e proporcionar lazer (como por exemplo, assistir a um seriado) ou absorver um conteúdo interessante (como seria o caso de uma palestra), o Speed Watching pode ser um gatilho para desencadear um processo de ansiedade.

Ao acelerar o processo de consumir um conteúdo, ensinamos nosso cérebro a ser ansioso: quanto mais rápido melhor, quanto mais coisa eu consumir melhor, quanto menos tempo perder, melhor. O problema é que esse “alívio” de conseguir consumir mais conteúdo em menos tempo é transitório. Depois de um tempo o cérebro se acostuma a tudo na velocidade acelerada e ela passa a ser o novo normal.

Então, para conseguir ter a sensação de produtividade, a pessoa precisa consumir o conteúdo ainda mais acelerado. Obviamente é um beco sem saída que fatalmente pode levar a frustrações e até a uma espécie de vício em viver uma vida num ritmo que não é o ritmo humano normal. E, ao não conseguir acelerar mais as coisas, vem a frustração, o desinteresse, o desânimo.

O cérebro tem um mecanismo de funcionamento básico: as informações são transportadas por “fios” (papo técnico: sinapses) para serem interpretadas. Tem todo um caminho neural entre se expor à informação, ela ser decodificada, interpretada e eventualmente armazenada na sua cabeça. E, até então, era um processo em perfeita harmonia com o entorno.

Mas, se a pessoa bombardeia o cérebro com Speed Watching, assiste a tudo em um ritmo acelerado, o cérebro acaba se moldando a essa nova realidade e apresentando uma nova forma de funcionar mais rápida. Se formam novos caminhos para que a informação seja processada de forma mais veloz, mas com isso também se perde em compreensão, reflexão e armazenamento. Para ganhar em velocidade, se sacrifica no resto.

Ver ou ouvir não significa apreender (no sentido de reter) o conteúdo. Dependendo de uma série de fatores, você pode ver ou ouvir algo hoje e não lembrar de quase nada amanhã. Para reter o conteúdo, é essencial que uma série de fatores estejam presente e, entre eles, o timing certo para que o cérebro possa processar e absorver esse conteúdo é fundamental. Então, é questionável o que realmente se aprende ao ver algo em velocidade acelerada.

Ainda tem outro porém: se o cérebro for exposto por muito tempo ao Speed Watching, ele pode se moldar e passar a fazer desta sua forma de funcionamento e começa a ter dificuldades em lidar com a velocidade normal, que é onde acontece a vida, onde está o mundo.

Já está acontecendo com algumas pessoas que, em função da pandemia, estão praticamente sem contato social, consumindo apenas conteúdo online (fazendo cursos, maratonando séries, assistindo palestras etc.). O acelerado passou a ser o normal e o normal é tudo como chato, lerdo, pesado. O problema é que, em algum momento, essas pessoas terão que voltar para o mundo.

Se o cérebro entende que a velocidade acelerada é novo normal, isso implica em uma série de desdobramentos. Ao mudar estruturalmente a forma de funcionar do seu cérebro para essa versão acelerada, você fica mais eficiente para apreender conteúdo assim, mas pode ficar menos eficiente para trabalhar com a velocidade normal, que é onde acontece a vida.

Tudo vira um tédio, não há estímulo suficiente, a pessoa não consegue prestar atenção na velocidade normal. Já vemos algumas pessoas acabam viciadas em ver tudo no Speed Watching e depois acabam tendo dificuldade ou até incapacidade de assistir uma palestra ao vivo ou até de conversar com alguém em ritmo normal. A pessoa é tomada por uma impaciência, tédio e sensação de perda de tempo. O problema é: a vida acontece no tempo normal e não dá para apertar um botão de Speed Watching.

Mas isso não é tudo. Além de gerar uma certa desconexão com a realidade, traduzida no desconforto de interagir com qualquer pessoa ou conteúdo que não estejam acelerados, o Speed Watching também pode fazer mal ao seu cérebro.

Forçar seu cérebro a se acostumar com uma velocidade acelerada que nunca foi imposta nem a ele, nem a nenhum outro cérebro humanos em toda a evolução, implica em gerar um gasto energético muito maior. E isso tem consequências.

Já fizemos vários textos aqui explicando como o cérebro funciona e que a sua premissa básica é a de economizar energia. Por isso o cérebro deixa muitas decisões, interpretações e respostas no piloto automático: para gastar menos energia. O cérebro é um dos maiores “gastadores de energia” do corpo, por isso, qualquer economia é bem-vinda. O que acontece se a gente impuser um gasto de energia muito maior a ele?

Por ser algo muito recente, ainda não há estudos científicos com o Speed Watching, mas as consequências de acelerara seu cérebro impondo um gasto energético maior já podem ser observadas. Quando você obriga seu cérebro a trabalhar em um ritmo que não é o dele (ou pior, faz com que um ritmo para o qual ele não foi projetado passe a ser o padrão), isso gera um estresse que talvez você não sinta, mas o corpo sente.

O corpo pode começar a liberar hormônios do estresse, que minam sua saúde e são capazes de desencadear quadros de ansiedade, insônia, problemas com foco e atenção e até depressão. Um sistema pensado para funcionar dentro de certos limites é forçado a trabalhar no dobro deles, obviamente isso vai cobrar um preço. Talvez não seja sentido de imediato, mas essa conta chega.

Então, por mais que você goste e faça regularmente sem sentir nada de errado, saiba que pode estar impondo um estresse ao seu corpo e ao seu cérebro. O corpo humano é uma máquina maravilhosamente adaptável, talvez você nunca tenha problemas com isso, mas talvez tenha. Vale o risco?

Para terminar, nem sempre o Speed Watching é causa do problema, muitas vezes ele é sintoma de um problema que já estava lá. Por exemplo, uma pessoa que em seu tempo livre, em seu tempo de lazer, decide assistir a uma série no dobro da velocidade normal para conseguir terminá-la mais rápido. Há um claro quadro de ansiedade, que não foi causado pelo Speed Watching. O Speed Watching é apenas um sintoma dele.

Que necessidade a pessoa tem de terminar uma série “mais rápido” a ponto de alterar a dinâmica ideal, pensada e trabalhada por quem criou a série? Essa escolha, de abrir mão da experiência como um todo, de cada detalhe, da completude da obra, mostra uma ansiedade que sobrepassa tudo, travestida de escolha.

“Mas Sally, você só fala em desgraça, quando não está falando de pandemia, fala de coisas que fazem mal”. Sim, pois a intenção no momento é proteger o leitor de todas as armadilhas e atividades potencialmente nocivas às quais ele pode se sujeitar sem perceber neste momento de fragilidade. A saúde mental de todos nós está sendo colocada a prova, ou você joga a favor dela, ou joga contra.

É meu papel tentar dar todas as ferramentas que eu posso para que vocês cuidem de sua saúde mental da melhor forma possível. Infelizmente, isso inclui falar dos modismos que podem causar algum dano a médio e longo prazo, para que todos fiquem de olho e parem ao menor sinal de danos.

Isso quer dizer que o Speed Watching necessariamente vai te fazer mal? Não. O corpo humano nem sempre pode ser mensurado por uma simples matemática. Assistir a algo de forma acelerada eventualmente, por uma necessidade, não vai jogar ninguém em remédio de tarja preta.

Isso quer dizer que você deve estar atento e avaliar se acelerar os vídeos e áudios que você assiste não está te gerando algum tipo de irritabilidade, ansiedade, insônia, compulsão por consumir ou terminar o conteúdo ou qualquer outro sintoma físico. Apenas isso: fique de olho.

Também é importante estar atento se essa prática não gera alguns problemas sociais como impaciência de escutar pessoas transmitindo informações no ritmo normal ou desinteresse e incapacidade de focar em conteúdo transmitido de forma não acelerada.

Hoje, sua vida pode ser basicamente focada em series, filmes, podcasts e cia. Mas estamos diante de uma situação temporária, transitória, excepcional. A vida não acontece de forma acelerada nem é possível acelerá-la. Se acelerar o conteúdo acaba gerando alguma frustração ao ter que lidar com algo que não pode ser acelerado, é um sinal de alerta e hora de se perguntar se realmente vale à pena essa sanha por consumir conteúdo tão rápido.

Então, o que estou tentando te dizer, basicamente, é o seguinte: seu balizador, seu critério, tem que ser sempre o mundo real. É nele que você vive. Se alguma experiência virtual, seja ela Speed Watching ou não, interferir na sua vivência no mundo real, ela é nociva e deve ser evitada.

Acontece com pornografia (que pode acabar deixando o sexo real “sem graça” ou não estimulante o suficiente), acontece com photoshop (que cria uma imagem impossível de corpo, pele e rosto, gerando frustração ao se olhar no espelho) e agora acontece em um nível mais intelectual, com o Speed Watching, que bagunça nosso sistema de apreender conteúdo.

A tecnologia é ótima quando complementa o mundo real de modo a nos permitir performar melhor nele, mas é um veneno quando nos entorpece e nos desconecta dele. Tenham sempre isso em mente: você vive no mundo real, qualquer coisa que atrapalhe, dificulte ou o torne menos atraente é nociva e deve ser evitada.

Para dizer que assiste a tudo acelerado e está ótimo, para dizer que faz leitura dinâmica dos nossos textos ou ainda para dizer que somos dinossauros que se recusam a aderir à tecnologia: sally@desfavor.com

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Comments (22)

  • Sally, você não imagina o quanto o desfavor têm me ajudado nesse momento. Sim, o brasileiro médio é tudo isso que se fala por aqui. Sim, eu não sendo, sofro uma diminuição na bolha social e agora, mais do que nunca, está difícil demais lidar com a potencialização de gente que cria sua própria realidade e auto imagem pelo viés de confirmação, encontrando a sua turminha de “burrice parecida com a minha” online.E, olhe, antes do speed watching eu já tava assustada com pessoas que não conseguiam ouvir uma música inteira.

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  • Tanto para fazer! E tão pouco tempo… E eu fico me perguntando: uma pessoa adepta do Speed Watching, ao assistir dessa forma a um podcast, a um documentário, a uma videoaula ou a uma palestra TED, consegue realmente absorver alguma coisa?

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  • Wellington Alves

    O ideal é dosar a velocidade de acordo com o conteúdo. Existem informações que podem ser consumidas em velocidade acelerada mas outras precisam ser apreciadas. É a mesma coisa que eu te servir um vinho premiado e você achar que virar a taça, num só gole, estará tendo a mesma experiência de quem degusta prestando atenção ao sabor e aroma.
    quando eu percebi que estava tentando consumir entretenimento em velocidade acelerada, tratei de falar pra mim mesmo que aquilo estava errado. Não estou consumindo algo por obrigação, é o meu momento de prazer; não basta entender o conteúdo, eu quero curtir aquele momento.
    Mas se estou ouvindo alguma notícia ou mesmo uma apresentação simples, acelero sem dó. Isso até me obriga a prestar mais atenção no conteúdo, evitando que eu disperse minha mente com outros pensamentos. Fico mais focado.

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    • “Existem informações que podem ser consumidas em velocidade acelerada mas outras precisam ser apreciadas. É a mesma coisa que eu te servir um vinho premiado e você achar que virar a taça, num só gole, estará tendo a mesma experiência de quem degusta prestando atenção ao sabor e aroma”.

      Gostei dessa comparação, Wellington.

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  • Não percebemos quando entramos no processo de aceleração, as vezes é por necessidade de conciliar tantas obrigações que nos são impostas para continuar trabalhando.
    Eu tbm não sabia que isso tinha um nome, e recentemente fui “apresentada” a esta forma de consumir conteúdo em um grupo de estudos.
    Nao deu e me senti incapacitada, ultrapassada, como se o mundo tivesse evoluindo e eu não conseguisse acompanhar.
    Acho que o problema é esse, são avalanches de novidades , além da cobrança em acompanhar tudo e aderir ( é claro), faz com que a gente sinta que está ficando pra trás e até
    emburrecendo…
    E daí vem a culpa de não conseguir acompanhar o “mundo” (maioria) e realizar as múltiplas atividades diárias .
    Enfim, uma merda a mais pra atormentar.

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  • Eu juro que já tentei usar esse tal de speed watching pra assistir a séries e filmes, mas olha… Não dá! Causa uma aflição horrível, parece que um milhão de coisas passou pelo teu cérebro, mas não foi retido de maneira adequada, e isso causa uma angústia e aflição que só vendo. Já tentei pra tal da “leitura dinâmica” também, e não dá. Leitura, assim como vídeos, tem que ter as pausas necessárias pra poder sentir a obra numa contemplação completa.

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  • Passei por situação semelhante. No meu caso eu comecei a consumir muito podcast, acompanhava fielmente mais de uma dezena com alguns que tinham mais de um episódio por dia. No caso eu trabalhava ouvindo e sempre que ouvia todos os episódios do dia já procurava outro programa para seguir.
    Recentemente teve alterações no trabalho e não consigo mais escutar podcast, então todos os episódios começaram a acumular. Antes passava umas 9h ouvindo e de um dia para outro se eu tinha 2h para ouvir era muito.
    E isso começou a me deixar ansiosa, toda hora olhando o Spotify para ver a lista de episódios e me culpando mentalmente por não ouvir. Fiquei uma semana realmente me sentindo mal até cair a ficha e fazer um esforço mental forte para não me importar com isso e não me forçar a ouvir episódios que nem estava achando tão interessantes em momentos que preferia fazer outra coisa só para ficar em dia. Ainda estou nesse processo.

    O curioso é que nunca me importei muito com isso. Assisto muitas séries mas nunca tive problemas em acumular episódios ou deixar para ver depois por qualquer motivo.

    Não sei o que desencadeou, e eu reconheço que é uma coisa até boba, estou ativamente tentando melhorar isso, mas ainda é um processo…

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  • Filmes/séries/documentários eu jamais assistiria em velocidade acelerada, mas confesso que peguei essa “mania” de uns tempos pra cá quando vou assistir a um vídeo no Youtube. Nem sabia que tinha um nome pra isso. Bom que o texto me serve de alerta.

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  • Innen Wahrheit

    Meu relato é esdrúxulo e pode até ser considerado sem relação com o tema, mas lá vai:

    Em meados dos anos 1990, os jogos de videogame da moda eram os de luta. Os principais produtores de jogos aparentemente não conseguiam acompanhar o apetite desse público por novidades – cada novo jogo ou versão era consumida vorazmente pela molecada, e a curva de aprendizado desses jogos tornava-se bem mais curta que o previsto, apesar das constantes inovações e da crescente complexidade introduzida ao modo de jogar.

    Em meio a isso, uma das “soluções” colocadas em prática foi justamente aumentar a velocidade do jogo. O problema foi que, a partir de uma certa velocidade, o desafio do jogo deixou de ser tipicamente estratégico e ficou praticamente baseado em reflexos, com disputas cada vez mais curtas entre jogadores, que não por acaso ficavam bastante entediados/irritados quando experimentavam novamente o jogo ajustado para a velocidade normal.

    Engraçado constatar que nesse tempo a molecada já era “apressada” desse jeito.

    Em tempo: prefiro até hoje os jogos em velocidade normal mesmo.

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  • Que coisa mais louca! Isso é o cúmulo da ansiedade. No campo profissional, a pressão para se fazer cada vez mais em cada vez menos tempo já vem beirando o insuportável e aí, na hora de relaxar ou de aprender – atividades que naturalmente demandam um ritmo mais lento para que o cérebro consiga absorver o que se lê, vê ou ouve -, os afobados resolvem acelerar ainda mais! Não me admira que estejam pilhados, a ponto de enlouquecer e “explodindo” por qualquer coisinha!

    A maioria das coisas que são realmente importantes na vida não podem e nem devem ser feitas às carreiras e nem sempre é possível – ou aconselhável -“pegar atalhos”. Eu até compreendo que os mantras de nossos dias sejam “Tudo pela produtividade!” e “Get things done!”, mas todo esse “senso de urgência” dos adeptos desse tal de “Speed Watching” já é patológico. Esse pessoal tem mesmo conseguido “fazer mais e melhor” agindo assim ou só estão se estressando mais e mais? E será que não conhecem aquele velho ditado que diz que “apressado come cru”?

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  • Na maioria dos filmes, se ler a sinopse, pode pular tranquilamente os primeiros 30 minutos. Raros são os que prendem atenção desde início. Isso de acelerar vídeos eu nunca faria, fica uma bosta!

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    • Se algum produto audiovisual não me cativa logo de início, eu acabo é largando de vez. Dependendo do que fro, e do meu humor no dia, pode até ser que eu “dê uma segunda chance”. Mas acelerar ou pular partes não é algo que eu costumo fazer.

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  • Já vi meu irmão assistindo a um vídeo no Youtube no 2x, nem aguentei ver tudo, dá muita aflição.
    A expectativa de vida humana está aumentando e os idosos estão vivendo melhor, o certo seria desacelerar o ritmo da sociedade.

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    • Viver de forma cada vez mais acelerada está fazendo mal ao ser humano, não é possível que o povo não perceba isso.

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