Falta de noção.

Precisamos falar sobre gente sem noção que não tem noção de ser sem noção. Já falamos no tema indiretamente várias vezes, mas hoje merece uma aprofundada.

Não vou entrar no mérito de nenhuma falta de noção em específico. Serve para nazista, serve para defensor de Cloroquina, serve para basicamente todos. É muito fácil e muito virtuoso vir aqui punhetar quatro páginas de repúdio ao nazismo, seria mais um texto egóico para mostrar como sou virtuosa do que uma proposta interessante de reflexão.

Por isso, a abordagem é outra. Enquanto está todo mundo discutindo como nazismo é errado, que quero propor outra discussão: o que está falhando na cabeça das pessoas para errar tanto no filtro do que podem falar? O que podemos fazer para evitar que isso aconteça conosco?

Não é um incidente pontual. Só esta semana, vimos dois demitidos por um erro grotesco, algo que até eu (que frequentemente erro a mão no que falo) saberia antever que seria um grande problema. Vimos médica reclamando que paciente morreu bem na hora em que ela ia dormir e, por isso, ela não conseguiu dormir no seu plantão. Vimos outras atrocidades do tipo.

As pessoas estão sem a menor noção do que pode ou não ser dito em público sem prejudicar sua imagem e sua carreira. O que causa isso? É importante entender, pois assim podemos corrigir o erro e impedir que esse tipo de coisa aconteça conosco.

“Mas Sally, eu não sou nazista, isso nunca aconteceria comigo”. Meu amigo, minha amiga, você não precisa ser nazista para que uma coisa dessas te prejudique. Esta semana eu li que pessoas trans estão se sentindo ofendidas com o termo “vagina” por não ser inclusivo e querem que ele seja modificado para “buraco da frente”, afinal, fazer distinção entre vagina e ânus é discriminar. Hoje isso me soa ridículo, mas, em dois anos, pode ser algo levado a sério.

Não precisa ser nazismo, todos nós somos passíveis de ofender alguém com algum fala que, até pouco tempo atrás era normal e agora se tornou inaceitável. Como traçar a linha do que é realmente ofensivo e vai causar problemas sérios e do que é possível peitar? O que explica pessoas tão desconectadas da realidade para achar que dá para defender coisas que são socialmente abomináveis e tipificadas como crime?

Não me espanta existir nazista. A humanidade é isso aí. O que me espanta é existir nazista que não saiba que não pode defender nazismo publicamente sem perder patrocinador. O que me espanta é existir brasileiro com genética que seria condenada à morte por nazista defendendo nazista. Ou por acaso brasileiro se acha branco? Se acha, esclareço desde já: aos olhos de nazistas, são latinos, e provavelmente acabariam mortos.

Isso indica um devaneio sobre o que é o seu entorno e sobre o que a própria pessoa é. Essa combinação é bastante perigosa, a pessoa passa a viver em uma bolha que acredita ser a sociedade e ver uma imagem sua distorcida, que acredita ser a real. É o caso dos terraplanistas que, além de acharem que a Terra é plana, se acham especiais, detentores de uma informação privilegiada, presumindo que o resto é manipulado.

Quem garante que um de nós não pode acabar imerso nessa mesma cegueira, não com nazismo ou terraplanismo, mas envolvendo qualquer outro tema? O cego nunca acha que está cego.

E não me refiro a não perceber que determinada questão, como o nazismo, é errada. Falo de algo muito mais básico: de independente do que se ache, não perceber que é inaceitável defender determinado ponto de vista, que é algo que simplesmente não pode ser cogitado na atual sociedade, sob pena de ter sua vida devastada.

Garanto a vocês que existem muitas pessoas que não discordam do nazismo, mas sabem que não dá para dizer isso em voz alta. Esses são outro problema, para se tratado em outro texto. O que eu pergunto agora é: que tipo de cegueira insana faz alguém achar que pode relativizar ou defender algo abominado pela sociedade sem sofrer graves consequências por isso?

Quem nos acompanha desde 2008 sabe que nós já falamos coisas polêmicas e defendemos pontos de vista bastante questionáveis. Só que nós sabemos que isso não é socialmente aceito e o fazemos aqui, um espaço reservado, cuja proposta não é ser popular: não divulgamos o Desfavor, não temos patrocinadores e não queremos ser famosos, nos mantemos no anonimato. Isso e chama ter um mínimo de senso de preservação. Podemos não ter bom-senso, mas senso de preservação ainda temos.

O que está falhando nesse número cada vez maior de pessoas que nem senso de preservação tem? E, mais importante: como se manter consciente para que isso nunca aconteça com você? Para que você não erre ao falar uma atrocidade em público achando que está tudo bem e isso não devaste a sua vida?

Suponho que o primeiro passo seja não viver enfiado em uma bolha. Não andar, conversar e interagir somente com quem pensa como você, pois, se um dia aquilo que você pensa se tornar socialmente inaceitável, você não vai perceber. Não precisa sair com pessoas cujos pensamentos te desagradam, mas, na medida do possível, consuma conteúdo de pessoas que te ofereçam diferentes pontos de vista.

Mas, para isso é preciso ter a cabeça aberta. Se você é o tipo de pessoa que, só de começar a escutar falar alguém que pensa diferente já fica irritado, com raiva, nervoso ou não suporta continuar ouvindo, isso é um sinal de alerta.

Não conseguir ter contato com opiniões diferentes é um sintoma e eu recomento que você olhe para isso aí e tente resolver, não só para não perder a noção de como se portar, mas também por ser empobrecedor viver em uma bolha onde todos concordam como você.

Se, para se sentir feliz, pertinente ou em paz você precisa criar uma sociedade paralela de pessoas que pensam como você, saiba que você está socialmente desajustado e isso, cedo ou tarde, gera consequências negativas. Faça terapia, tente refletir, reveja sua vida. Achar que pode ter uma vida saudável, plena e funcional fora da sociedade é uma mentira. Você vive em sociedade, goste você ou não.

Também é preciso sabedoria, no sentido de ter calma e não se impulsivo, na hora de postar coisas em redes sociais. Redes sociais não podem ser uma extensão do seu pensamento. Nem foram feitas para isso. Antes de postar algo, se pergunte: a quem isso interessa? O que isso acrescenta aos outros?

E não digo isso apenas para tentar evitar problemas, digo isso para não ser inconveniente mesmo. A quem interessa se você tem um furúnculo na bunda? O que acrescenta aos outros saber que você brigou com seu irmão? Postar esse tipo de coisa é carência, e carência te queima também. Rede social não é lugar de desabafo nem de expor a própria vida.

Seja útil, faça alguém rir com uma piada, compartilhe uma informação que ajude outras pessoas ou apenas uma foto de um bichinho fofo que faça alguém sorrir. Ou então, faça qualquer coisa menos postar coisas da sua vida que não são do interesse de ninguém e não ajudam ninguém.

Outra forma muito boa de perceber quando você está se perdendo é ter um “assessor de vai dar merda”. Eu tenho os meus. Pessoas próximas a quem eu incumbi de dar um puxão de orelha quando eu, de alguma forma, apresentar desconexão com a realidade. Assim como eu também sou “assessora de vai dar merda” de outras pessoas.

Não é vergonha alguma contar com amigos para te puxarem de volta para a realidade quando você derrapa e sai um pouco dela. Pode acontecer com qualquer um de nós. Vergonha é se achar o detentor da verdade e falar uma bosta em público que arruína um negócio que você demorou uma vida toda para construir e arriscar o emprego todos os seus funcionários.

Outra forma de tirar a cabeça de dentro da bolha e entender quais são as normas sociais vigentes é pesquisar quem mais defende essa ideia. Não é algo matemático, mas, se você perceber que Theo Becker (AGUARDEM O RESET!), Carlos Bolsonaro, Inês Brasil, Allan dos Santos e Tiririca pensam igual a você, eu recomendo uma reflexão.

Não tem que mudar de ideia por esta ou aquela pessoa pensar igual a você, mas vale uma reflexão. Eu mesma faço isso o tempo todo: quando vejo que algumas pessoas concordam comigo começo a me perguntar se o que eu disse não é uma grande bosta.

“Não vou fazer nada disso, o mundo está muito chato, não pode mais falar nada”. Pode, claro que pode. Vide essa pá de bosta que rolou essa semana. Mas existem consequências para quem fala. O que não pode é querer falar tudo que desejar e ser patrocinado, pago por grandes empresas para isso. É bem simples: fala o que quer sem patrocínio, ou ajusta o discurso e continua tendo patrocinador.

O mundo não está muito chato, ele sempre foi assim. Qualquer bosta dita de forma pública causava demissão, só que antes as pessoas tinham menos oportunidades de falar as coisas de forma pública. Hoje, qualquer idiota tem voz. É o que acontece quando se democratiza antes de educar, o que por sinal, é um erro terrível. Se pessoas com um mínimo de educação podem cometer um erro de julgamento, imagina o resto.

O mundo está muito acelerado, as mudanças sociais estão muito rápidas, é normal que de tempos em tempos qualquer um de nós fique para trás. E não estou falando do caso do Bicileto (me recuso a escrever o nome), o que ele disse é infeliz em qualquer tempo. Estou falando de mudanças mais sutis. Não é só defender nazismo que pode detonar seu trabalho, sua carreira.

Um exemplo prático que aconteceu comigo: Depois da frase infeliz do Bicicleto dizendo que deveria ter um partido nazista no Brasil, veio uma onda de patrocinadores cancelando seus contratos com o canal dele. Eu estava fazendo uma seleção para A Semana Desfavor, quando vi uma notícia que dizia que uma casa de acompanhantes rescindiu o contrato de patrocínio por causa do episódio.

Optei por colocar na frase referente à notícia algo como “Quando nem as putas querem andar com você por medo de queimarem seu filme, é sinal de que a coisa ficou feia”. Desfavor me dá toda a liberdade para falar a merda que for, além disso eu não trabalho para nenhuma empresa, ninguém pode me demitir. Ainda assim, aquilo me caiu um pouco mal. E certamente vai cair mal em alguns de vocês, enquanto outros acharão engraçado.

Sim, me caiu mal. Li, reli. Pensei se deixava ou se tirava. Ser puta não é demérito. Mas é fato que prostitutas são pessoas historicamente rechaçadas pela sociedade. Então, quando uma pessoa que é muito mal-vista não quer estar perto de você por medo de sujar seu nome, é sinal de que você cagou feio no pau. Acabei deixando, mas não sei quantos anos de vida útil essa piada ainda tem. Não pela reprovação social, mas por eu achar graça nela.

Viver no mundo atual é ter que estar constantemente revisitando os limites, pois eles mudam muito rápido. E quem não o faz, pode acabar tendo que pagar um preço. Quer cruzar a linha pois acha que uma coisa precisa ser dita, apesar das consequências? Vai fundo, nós fazemos isso o tempo todo por aqui. Mas que seja por escolha, não por erro de cálculo. Que você bata no peito e diga que optou por isso em vez de dizer que só falou por estar bêbado.

Em público eu diria uma coisa dessas sobre prostitutas? Em um ambiente de trabalho? Com milhões de pessoas me assistindo? Jamais. É o tipo de coisa que, dependendo da empresa, poderia me fazer perder meu trabalho. Quando se fala por uma empresa, se deve falar de acordo com os valores dela. Não quer? Não fale por uma empresa, seja autônomo e faça o que bem desejar.

“Mas vocês pregam liberdade de expressão”. Sim. E liberdade de expressão não é poder falar o que quer sem consequências. É poder falar o que quer, arcando com as consequências. Nunca, jamais, em tempo algum pregamos que saiam falando bosta em público para que chegue aos ouvidos de seus empregadores ou clientes. Muito pelo contrário, Desfavor foi criado para isso: para desabafar aqui as coisas que não podem ser ditas “no mundo real”.

E quem chega hoje pode achar que somos uma organização criminosa, que abrigamos falas sobre crimes, mas não. Coisas inofensivas não podem ser ditas. Coisas como “seu filho é feio”, “não suporto Natal” ou ainda “você que fez, você que pague não vou participar do seu chá de fraldas”. Algumas coisas simplesmente custam caro demais para serem ditas.

Quer falar essas coisas? Fala. Mas não chora na hora das consequências, pois elas virão. Mata no peito e fala de graça, quem nem a gente faz, ou arca com perda financeira por falar. Respeito ambas as decisões. O que eu não respeito (e sequer entendo) é gente que não percebe que aquela fala vai desgraçar sua vida e seu ganha pão.

Neste texto eu nem chego a abordar a questão de a sociedade ter pensamentos nazistas, o que estou pedindo neste texto é muito menos: que as pessoas saibam quando devem guardar um pensamento para si, se estiverem sendo pagas e se sua fala repercutir na empresa em que trabalham ou na sua profissão. É pedir demais? Não é. Mas parece que está difícil fazer o básico.

Então, hora de um pouco de humildade: o mundo e os códigos sociais mudam muito rápido e nós nem sempre conseguimos acompanhar. E tá tudo bem. Tem que ter a consciência disso e procurar se atualizar, contar com conselhos de quem te quer bem e aceitar que de vez em quando todos nós podemos errar a mão.

Tem que tirar a cabeça da bolha e entender como está o mundo agora. Não o seu mundo, mas o mundo, o mundo real. O mundo lá fora que consome sua prestação de serviços, o produto da sua empresa, o seu trabalho.

“Ain se curvando ao capitalismo vassalos do sistema”. Quem decide trabalhar para empresa ou trabalhar como pessoa pública tem que fazer isso sim. Mas ninguém é obrigado. Você pode ser autônomo e fazer o que tiver vontade. O que não pode é querer trabalhar para empresa, ser pessoa pública e achar que vai falar a bosta que for sem consequências.

Em última instância, você também pode trabalhar para uma empresa, entender que vai esmerdear tudo, e fazer com convicção. Até isso eu respeito – e muitas vezes, inclusive, aplaudo. Eu respeito escolhas. O que eu não respeito é ser incompetente para viver alienado do que é aceito ou não no mundo em que se vive e fazer uma cagada dessas por pura falta de noção. Aí não. Noção todo mundo tem que ter.

Então, sei que muitos pensam que não, mas o que aconteceu com o Bicicleto pode acontecer com qualquer um de nós (obviamente não envolvendo nazismo) se nos desligarmos do mundo em que vivemos. Não vivam em uma bolha, estejam atentos ao que é aceitável e ao que não é, consumam diferentes opiniões e tenham bons amigos, com discernimento, para alertá-los quando o seu discernimento falhar.

Quer falar algo que vai ser chocante por escolha? Vai fundo. Mas fazer isso por ser um merdinha sem discernimento é deprimente demais. Não seja essa pessoa.

Não é político. Não é sobre nazismo. Não é ideológico. É desconexão com a realidade, e é uma epidemia. Não se deixe sugar por ela.

Para dizer que o grande espanto é como o Bicicleto consegui ficar tão rico e popular, para dizer que isso nunca vai acontecer com você ou ainda para dizer que quando quer falar algo pesado corre para cá: sally@desfavor.com

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Comments (20)

  • Por mais que você goste ou concorde com uma pessoa, se ela é persistente em causar prejuízos de forma boba, não é errado garantir uma distância segura ou até fechar certos âmbitos da sua vida para ela. Se o barril de pólvora estourar, você pode se queimar gravemente junto. Não espere bom senso alheio, cultive você o seu para evitar encrenca.

    TL;DR: mantenha distante barril de pólvora, e não os de chopp de marcas diferentes da que você costuma beber.

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  • Mas se até o próprio Hitler foi questionado pelos alemães quanto a sua pureza sanguínea, o que dizer dos BR que querem ser nazistas! Que piada. Essa cara fumou e bebeu mesmo.

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  • Eu sou um pouco sem noção nas piadinhas , mas já me adaptei e me reservo a comentários escrotos com poucos amigos tbm sem noção.

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    • Pois é, não é uma questão de ser “escravo do sistema bla bla bla”. Dizer coisas não aceitas em público atrapalha a sua vida e a vida das pessoas vinculadas a você.

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  • Faltou senso de adequação pra esse Bicicleto. E de agora em diante eu só vou me referir a ele assim.

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    • O animal conseguiu perder TODOS os patrocinadores e sair da própria empresa para que, quem sabe, ela consiga sobreviver. Essa opinião era mesmo tão importante para valer tudo isso?

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  • Isso vai bem ao encontro, ao menos em partes, de um comentário que fiz outro dia nem lembro mais em qual texto, em que disse que palavras e discursos têm seu peso, tem consequências. A depender de quem e onde se pronúncia, os efeitos podem ser catastróficos. O pessoal da análise do discurso adora se debruçar sobre isso, analisando a fundo as condições de produção discursiva e o aporte ideológico que sustenta aquele discurso, enfim…

    Se as pessoas não andam tendo nem essa mínima noção da nocividade de certos discursos, então tem algo muito errado aí, ainda mais considerando confundir e extrapolar o limite da dita “liberdade de expressão”.

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    • Falta noção do que se precisa para conviver em sociedade. A pessoa faz o que quer na internet e esquece que existe um mundo real lá fora. É quando chega um mandado judicial por importunar os outros que a realidade cai feito uma pedra na cabeça.

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  • “Esta semana eu li que pessoas trans estão se sentindo ofendidas com o termo “vagina” por não ser inclusivo e querem que ele seja modificado para “buraco da frente”, afinal, fazer distinção entre vagina e ânus é discriminar. Hoje isso me soa ridículo, mas, em dois anos, pode ser algo levado a sério.”

    Tá de sacanagem que isso está mesmo acontecendo…

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    • Tem algo muito errado quando a pessoa se incomoda tanto com uma genitalia a ponto de considerá-la ofensiva se fizer distinção com outras…

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      • Sendo bem sincera aqui: tem algo errado com qualquer levantador de bandeira. Se você está feliz e bem-resolvido, segue sua vida e não fica panfletando no ouvido dos outros.

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  • Ótimo conselho esse de ter sempre por perto um – ou vários – “assessor(es) de vai dar merda”, Sally. Porque a falta de alguém que nos alerte sobre possíveis derrapadas pode ser até perigoso. Nos casos da médica que ficou sem dormir e do maconheiro de podcast, as conseqüências da falta de noção foram execração social e perda de emprego, mas tudo poderia descambar para coisas ainda piores. Você pode achar que é exagero meu, mas um dia desses alguém mais extremado – e também se noção alguma da realidade – pode vir a ficar tão incomodado com uma idiotice do nível das feitas por esses dois a ponto de querer agredir ou até matar o autor da bobagem.

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    • Para você ter uma ideia, esta postagem teve mais de 50 comentários não publicados.
      A falta de noção só aumenta, que vergonha alheia.

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      • Ahh como eu queria ver a caixinha de pandora do desfavor um dia, e também nesses momentos sublimes e intensos…

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        • O Momento Povão continua muito legal. Mas tem um lado meio deprimente agora, de pessoas desajustadas, solitárias, com notórios problemas sociais, cujo discurso dá pena mesmo. Mas, felizmente, os populares continuam dando sua contribuição muito divertida, ainda teremos muitos Ei Você

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      • E no meio desses mais de 50 comentários rejeitados tem algum que seja uma “pérola” que sirva pra pelo menos divertir seus leitores no próximo “Ei Você”? Ou só tem raivinha pura e simples?

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        • Não acho, são comentários que despertam pena, não risos. Gente mal resolvida, socialmente deficiente.
          Mas olha, em relação a coronavírus tem um monte bacana. Hoje mesmo vi um CARAIO OS RÂMSTER

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      • Fiquei curiosa sobre esses comentários. São tipo KKK gripe suína?

        Adorei o ”bicicleto” XD

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        • Não, não. Saudades dos KKKKK Gripe Suína. Gente ignorante, apenas, mas gente de bem.
          Agora o Desfavor está numa fase de atrair uma caçamba de chorume de chans e submundos da internet, uns incells radicalizados, gente extremista que vive de te apresentar respostas óbvias como se fosse uma enorme novidade em tom condescendente. Sabe aquele idiota que não consegue resolver a própria vida mas tem solução para tudo no mundo? Esses mesmos. Não passarão. Voltem para o porão da casa dos pais ou para o consultório do psiquiatra.

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